sexta-feira, dezembro 19, 2008

O dia em que o rei faz anos


É hoje. Parabéns!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

terça-feira, dezembro 16, 2008

segunda-feira, dezembro 15, 2008

O espírito de natal 1

O dia em que vi Wolverine a cantar e a dançar

A malta dos Óscares já anunciou o anfitrião da cerimónia deste ano: Hugh Jackman. Para quem nunca esperou tal coisa, a escolha tem lógica. Ele é um entertainer puro, vem do teatro musical e já apresentou os Tonys, os prémios de teatro norte-americano.
E, como prova o vídeo que se segue, canta e dança com a mesma facilidade de um agy. Falamos do insuspeito sexiest man alive, de acorod com a revista people. Acho que ver Wolverine a fazer o que em baixo é mostrado dá carta branca a todos os homens de barba rija: abracem o vosso Astaire interior!

domingo, dezembro 14, 2008

Pin down


Um amigo meu disse-me há uns tempos que não havia mulheres bonitas antes de 1980. Esta afirmação fez-me abanar a cabeça, pois podia dar-lhe uma lista imediata de beleza feminina em zénite de aparvalhamento sem puxar muito pela minha memória fílmica: Sophia Loren, Claudia Cardinale, Catherine Deneuve, Rita Hayworth, Julie Christie, Ingrid Bergman, Monica Vitti, Lauren Bacalll... E claramente, quem faz uma afirmação destas, nunca viu um filme de Hitchcock.
Isto tudo para concluir que ao contrário de crenças modernas, há beleza antes da era das top-models; e antes das top-models, houve pin-ups. Morreu esta semana o maior símbolo desta mitologia de mulheres que corporizaram para uma geração todos os cambiantes da palavra sexo. Bettie Page, que tantos corações deve ter destroçado, morreu ironicamente de ataque cardíaco.
R.I.P, Queen of hearts.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

terça-feira, dezembro 09, 2008

Simplesmente lindo


A campanha publicitária do filme "Tropic thunder" para consgeuir uma nomeação de Robert Downey Jr. na categoria de melhor actor secundário já começou.
E é simplesmente genial. Pegando no seu personagem do filme, um actor ultra-sério que persegue prémios de representação e diz frases como "Não sou eu que leio o guião, o guião é que me lê", e colocando-o como se fosse o concorrente real, é uma atitude tão irreverente que só isso deveria valer qualquer coisa.

domingo, dezembro 07, 2008

A estrear brevemente...




Parecendo que não

Há valores tão prezados que aparentemente são coisas boas e no final só estragam as coisas. Depois há outros sobre os quais não consigo ter um julgamento inteiro claro. A honestidade é um deles.
Honestidade está no topo dos discos pedidos das relações humanas. Toda a gente diz querer honestidade a torto e a direito, mas é um facto que é um álbum que não se ouve muito. Aqui e ali, o single roda, mas só em estações de rádio muito alternativas.
É um facto consumado que, juntamente com a bomba H, o vírus Marbug modificado e a baliza da selecção nacional, a honestidade é das maiores armas de destruição maciça que a humanidade pôde contemplar. A sua ausência, dissimulação ou fartura pode destruir a vida das pessoas, e é isso que me chateie: que um valor que tanto prezo possa por vezes ser dobrado, retorcido e alterado, e se torne destrutivo.
Para ser honesto, é uma chatice quando as pessoas não são transparentes umas com as outras. A não-transparência com outrém devia ser punível com uma qualquer pena. Parecemos dançar com a honestidade durante boa parte da nossa vida, feitos baratas tontas, confiando nela cegamente, e acabando por ser enganados subitamente.
A vida não é nada honesta, repensando na coisa. Por isso, será mesmo justo escrever tudo isto?

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Eu vou endoidar! 2

Prop 8

Não sei se já ouviram falar da Prop 8. É uma pequena emenda legal, votada no estado da Calfórnia, que reverteu a proposta inicial que permitia o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A comunidade artística, grande antro gay, não podia ficar quieta, e por isso, eis um belo vídeo que, como não podia deixar de ser, é musical.

See more Jack Black videos at Funny or Die

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Em terra de cegos


O que vou dizer pode soar polémico, e se calhar até é, tendo em conta o escritor envolvido na afirmação. Mas a conclusão parece-me ser tão lógica que não posso evitar escrevê-la: José Saramago é um escritor que pertence a Hollywood.
Pronto, já o disse. Saramago, cujo temperamento pessimista, atitude iconoclasta e afiliação esquerdista extrema, não é, à partida, homem que se preste a relações com a meretriz babilónica que é a meca do cinema. Mas o facto é que boa parte dos seus livros parte de gimmicks que se assemelham à noção de high-concept pitch surgida na década de 80, em que um filme pode ser resumido pelo seu ponto de partida. "Speed", por exemplo, é "Die Hard on a bus". Os livros de Saramago são assim, redutíveis numa frase que ecerra em si o conceito que o faz mover. O Homem duplicado. Jangada de pedra.
"Ensaio sobre a cegueira", com a sua piscadela de olho aos clássicos de ficção científica apocalíptica, estava a pedi-las. Nunca li o livro, confesso, e também não apreciador de Saramago. Mas ter como ponto de partida uma cegueira generalizada da Humanidade, vinda do nada, que destrói a sociedade como a conhecemos é uma ideia altamente cinematográfica. Por muito que a escrita de Saramago possa ser mais complexa e profunda que aquilo que um filme pode exprimir, o filme é uma tradução literal e fiel daquilo que me parec consistir o principal sumo de toda a alegoria: a cegueira. O mérito vai para Fernando Meirelles, um realizador que passou de muito interessante para extraordinário. Diz-me quem leu o livro que a obra não era filmável, mas Meirelles e o seu director de fotografia, Cesar Charlone, transportam para o filme a cegueira que contamina a maior parte dos personagens, através de planos de câmara bizarros, uma vasta paleta de brancos e um desfocar do mundo. Isto é uma tarnsferência da obra literal, do espírito das letras para aquilo que a imagem cinematográfica tem de melhor. Isto é uma das coisas que me agrada num realizador: quando as suas imagens e o seu estilo contam metade da história. Nós sentimos a cegueira, e talvez por isso a nossa empatia com os personagens que sofrem dessa condição é total.
Meirelles e Don Mckellar (um tipo que escreveu e realizou um filme de 1999 chamado "The last night", sobre as últimas horas do mundo, onde também entra Sandra Oh, participanete em Blidness", e até David Cronenberg faz uma perninha num memorável e estóico papel) mantêm as ideias principais do livro e do próprio escritor. Por isso o filme é duro, sujo e pessimista. Acho que pedir a Saramago que tenha uma visão luminosa do mundo é demais. A base do filme é que se o mundo mergulhar na selva, o homem é mau e nada se poderá resolver. Ou seja, o ser humano não é bom por natureza, naquilo que é um conceito típico de Direita usado por um escritor tão eminentemente esquerdista. Toda a estrutura do filme se baseia nessa ideia e é isto que a sustenta. É corajoso da parte de Meirelles que faça um filme assim, com poucas hipóteses de redenção e de colocar um sorriso de paz nas nossas caras. São duas horas de murro no estômago, de mergulho ao horror da Humanidade, com violações, homicídios, raiva e sacanice a rodos; e o mais curioso é que a reacção do espectador dá razão ao autor. Há alturas em que queremos ver a raiva a tomar o controlo. Somos cegos. Somos contaminados pela mesma cegueira que afecta os personagens do filme.
Destaque óbvio para Julianne Moore, uma das actrizes mais corajosas que conheço, e para Mark Ruffalo, num papel de contenção que balança toda a tragédia pela qual passa no filme. O grande protagonista do filme é realmente Fernando Meirelles, um homem que depois de "Cidade de deus" e "The constant gardener", parece-me incapaz de fazer realmente um mau filme. É agradável vê-lo abandonar a sua habitual estratégia de câmara que treme para encetar alguns planos belíssimos da cidade em ruínas e um cena cliché de qualquer filme apocalíptico (chove...) é transformada pela sua câmara em algo de belíssimo. O único grande defeito que se lhe pode apontar é que parece haver algum desnorte narrativo durante o quarto de horas seguinte a uma cena fulcral do filme que envolve um incêndio.

Um filme que não é certamente para todos. Haverá quem goste e quem odeie. Na verdade, é preciso ter estômago e olhos programados para o filme. É um pouco como sinto em relação à escrita de Saramago.

domingo, novembro 30, 2008

Decisão


Não sei de imagem que o tempo não destrua
não sei de ti se atravessas a rua
vem ter comigo sempre que for preciso
fala com a voz
fala com o choro
fala com o riso
diz o que é preciso

Viva quem vive com a cabeça aperrada
e dispara bala contra o medo apontado
viva quem luta com a cabeça ao contrário
p´ra ver também
um pouco do lado do adversário
do lado contrário

E viva o dia em que já não precisas
de reis nem gurus nem frases-chave
nem divisas
o dia em que já não precisas
de reis nem papás
nem profetas nem profetisas

Ei,ei que é do rei
o rei foi-se, o rei vai nu
ei, ei, viva eu, viva tu

Não sei de imagem que o amor não persiga
não sei de ti se não fores minha amiga
faz o que queres que se queres é preciso
faz o melhor
fá-lo com loucura
e com juízo
faz o que é preciso

Viva quem muda sem ter medo do escuro
o desconhecido é o irmão do futuro
viva quem ama com o coração aos saltos
e mesmo assim vence
os seus altos e baixos
e os altos dos seus sobressaltos

E viva o dia em que já não precisas
de reis nem gurus nem frases-chave
nem divisas
o dia em que já não precisas
de reis nem papás
nem profetas nem profetisas

Ei, ei que é do rei
o rei foi-se, o rei vai nu
ei, ei, viva eu, viva tu

quarta-feira, novembro 26, 2008

Guisadinho de cérebro

Depois da minha noite passada sem dormir (e com um violento ataque de constipação), eis como me sinto.

O narrador


Confesso que ainda não me habituei à realidade de ser possível que David Fincher, homem cujo celulóide beijo languidamente, seja nomeado para o óscar de melhor realizador este ano, culpa de "The curious case of Benjmain Button". Não me iinterpretem mal: o homem é um génio, e este filme vai possivelmente deixar-me num estado próximo de destroço humano, quando o vir, e assomar à saída completamente salgado da minha torrente de lágrimas. No entanto, ver o "enfant terrible" a ser aceite pela máquina é uma experiência ainda desagradável. Mas hei, este ano, a corrida ao careca dourado está tão bizarra que nada me espanta. Mas esse é um assunto para outro post.
Fincher é um homem do cinema, da realização, de contar histórias. Por mais bizarros que sejam os eues filmes, epor mais variados os temas, o interesse dele é a pulsão narrativa de encadear acontecimentos, pondo ao serviço deste supremo dever de um realizador de cinema o seu arsenal inquestionável de habilidades técnicas. Como disse na minha crítica ao mesmo, "Zodiac" era um objecto dos anos 70 preso no século XXI, e isto deve-se a esse factor. Ele é um clássico iconoclasta, um tipo destinado a fazer avançar o cinema como arte narrativa. O homem é isso tudo, mas não é uma coisa: um relações públicas. estamos a falar do tipo que, quando instado a comentar a sua experiência em "Alien 3", respondeu elegantemente que preferia ter cancro do cólon a realizar outro filme.
A sua habilidade (ou inabilidade) no tratamento da imprensa irá certamente estar mais em foco agora que "Benjamin Button" se começa a assumir como o filme que vai dominar os Óscares deste ano, pelo menos no que toca às nomeações. A habitual ronda de imprensa que os possíveis nomeados têm de fazer todos os anos colocará um deus pessoal meu contra hordas de jornalistas. No primeiro round, aquando da apresentação à imprensa do filme, no sábado, o cenário começou-se a montar. Perante várias perguntas acerca das suas motivações para fazer este filme em específico (que, à partida, parece tão longe das suas áreas de interesse), Fincher encolhia os ombros e respondia que gostara da história. Só isso.AO invés de se lançar em grandes discursos destinados a arrastar os media, Fincher foi simples, honesto e ele mesmo. Que mal há em querermos pôr o que sabemos ao serviço de uma boa história? Jornalistas criticaram-no por este simplismo, mas talvez seja por isso que eu gosto cada vez menos de njornalistas e cada vez mais de Fincher.

A ciência masculina, parte 2: porn buddies

Pucker up, me maties!


Não dão descanso a Obama. O homem ainda nem começou a trabalhar e já querem envolvê-lo na luta contra a pirataria ao largo da costa oriental de África. O Messias do século XXi a ter de resolver problema dignos do século XVIII... É dose.

sábado, novembro 22, 2008

Hoje estou em modo...


...tempestade palpável: ela está a chegar...