segunda-feira, outubro 26, 2009

quinta-feira, outubro 22, 2009

A resposta


A polémica originada pelas declarações sempre ponderadas de Saramago está à vista, mas a resposta mais contundente chegou hoje, e acaba com a discussão: Jesus espetou cinco ao Everton e mostra ser, sem sombra de dúvidas, a verdade e a vida.

sábado, outubro 17, 2009

Sugestão da semana: "Glee"


Premissa: Numa escola secundária norte-americana, um professor de espanhol Will Schuester, tem um sonho: ressuscitar o Glee Club, o correspondente escolar a um grupo de coristas da Broadway. O seu problema é acaba por se deparar com todo um conjutno de estereótipos de freaks de escola: o paraplégico nerd, a gorda, a gótica, o gay não assumido e ainda uma rapariga que até é gira, e ninguém sabe muito bem porque a põe de lado, até se descobrir que tem dois pais gays. O desafio de Schuester e criar um Glee Club que consiga ganhar os campeonatos regionais e vai ter de procurar artistas noutro lado. Pelo meio, a sua mulher engravida, e não engravida; tem a professora responsável pelas cheerleaders disposta a fazer-lhe a vida negra; e uma professora da escola que tem graves problemas com germes está apaixonada por ele.

Opinião: "Glee" é uma série de risco, porque arrisca embarcar num género que nunca conseguiu ser bem sucedido em programação semanal: o musical. A última tentativa, "Viva la Laughlin", fracassou miseravelmente, apesar de ser apadrinhada por Hugh Jackman, e contar ocasionalmente com a sua participação. No entanto, parece-me que desta vez a coisa poderá resultar: a série é cómica, com um pé bem fincado na sátira a produtos do género "High school musical", o musical nunca usa artifícios do género "Agora o gajo está a sonhar e pessaol vai bailar", porque incorpora maioritariamente números de palco e aproveita músicas existentes, em novas versões, o que pode garantir sucesso junto do público. A escrita é um dos pontos fortes da série e nota-se o dedo de Ryan Murphy, o criador de "Nip/Tuck", que é co-criador de "Glee". Ajuda que os intérpretes tenham, na sua maioria, experiência musical na Broadway e que, por uma vez, correspondem ao estereótipo que representam. O destaque vai, no entanto, para alguém que não tem um único número musical na série, e que é a actriz Jane Lynch, a coisa mais engraçada da nova temporada televisiva, que trata as brilhantes linhas de diálogo que lhe dão como um ourives judeu trata os diamanetes que lhe chegam em contrabando a Antuérpia.

Recomenda-se a: Apreciadores de musicais, pessoas que precisem de desopilar o juízo e pessoas de bom gosto no geral

terça-feira, outubro 13, 2009

Dízimo

Obama, dá esse Nobel fajuto a esta mulher, que resolveu um problema maior do que o teu clube de fãs!

segunda-feira, outubro 12, 2009

Aleluia!


Se isto contribuir para o fim dos circos? E que mal traz isso ao mundo?

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404848

terça-feira, outubro 06, 2009

Justice be served


A Suíça é um país no centro da Europa que é conhecido, entre outras coisas, pelos seus queijos. Por isso, nada mais apropriado do que ser o palco de uma ratoeira que foi montada a Roman Polanski no dia 27 de Setembro, quando este, numa ocasião rara, saiu de França, onde está instalado desde 1977, para receber um prémio de carreira no festival de cinema de Zurique. A razão que levava Polanski a viver praticamente cativo em território gaulês foi a mesma que levou ao fechar da ratoeira: a fuga do realizador dos Estados Unidos, há 32 anos, sob acusações de violação de uma menor.
Primeiro, vou já esclarecer uma coisa que poderá não parecer evidente: não acho piada a violações, e também me faz espécie a violação de menores. Por estranho que isto possa parecer, podemos estar contra estes crimes horrendos e ter uma posição favorável a Polanski neste assunto. O que está aqui em causa não são as nossas posições morais, mas sim a imoralidade subjacente a um caso que, se os EUA tivessem juízo, deixavam morrer e ser esquecido, porque é vergonhoso para o seu sistema legal. A imprensa aborda o caso pela rama, com parangonas: Polanski violou uma menor e fugiu. Claro que, como disse Faulkner, os factos e a verdade raramente são a mesma coisa.
Polanski enfrentou o tribunal em 1977, de facto, e foi punido: declarou-se culpado, e aceitou um acordo entre a procuradoria geral californiana e os seus advogados, que lhe trocava o tempo que teria de cumprir na prisão, 30 anos, por uma estada de 90 dias numa clínica psiquiátrica. Pode parecer-nos estranho este acordo, mas grande parte das acusações eram muito ténues: a menor dissera que não fora violada ( o que mudava o quadro penal por completo para sexo com menor, que é um crime mais leve no sistema judicial americano), as acusações de drogas podiam ser perfeitamente atribuídas a outras pessoas presentes na mesma casa (como Jack Nocholson...) e qualquer advogado minimamente competente teria conseguido defender Polanski com dois factos simples, capazes de solciitar a simpatia de um júri: a sua mulher, Sharon Tate, fora assassinada pela família Manson três anos antes, e a simples infância de Polanski, sobrevivendo ao gueto de Varsóvia e vendo os pais morrer à sua frente às mãos do exército nazi, poderiam fazer um júri deliberar a seu favor. Para além disso, quando foi a última vez que viram uma estrela a ser condenada?
Polanski aceitou cumprir os 90, presumivelmente para se curar destes desvios. No entanto, o juiz Lawrence Rittenband, que presidia ao caso, foi o protagonista da manobra que acelerou o desfecho conhecido. Rittenband nunca escondeu que desejava ardentemente enfiar o polaco na prisão. Um procurador, David Wells, que nem tinha nada a ver com o caso, ajudou-o a mudar a sentença, à revelia, para a sua forma original de 30 anos de prisão. Sabendo disto, Polanski meteu-se no primeiro avião e fugiu para França, país do qual tinha obtido cidadania tempo antes. No documentário de 2008 "Roman Polanski: wanted and desired", Wells assume isto publicamente. Claro que mal Polanski foi detido em território suíço, vei dizer que tinha mentido... Se eu estivesse no lgar de Polanski, mesmo culpado, tinha feito o mesmo se sentisse que me estavam a tirar o tapete. Isto não é nada mais do que o espectáculo degradante do processo judicial nas teias mediáticas, mais do que o alcançar ou não de justiça. Linda Geitmer disse no documentário acima mencionado que o maior dano nesta situação não lhe foi infligido por Polanski, mas sim pelos jornalistas e toda a máquina legal que quis condenar um "playboy polaco", um "anão malvado" explorando o seu sofrimento. "Forget it, Jake. It's Chinatown".

Uma palavra final para a Suíça, um país que visitei várias vezes e admiro de um ponto de vista turístico e cívico, mas acho dos países mais moralmente hipócritas do mundo. Este país, que agora se arma em paladino da justiça, foi o mesmo que aceitou nos seus bancos, sem pestanejar, ouro que os nazis roubaram aos judeus durante a 2ª Guerra Mundial, e o manteve durante o restante século XX, repelindo qualquer tentativa legal de revertê-lo às vítimas do Holocausto. A sua neutralidade de fachada é hipócrita, de facto. É irónico que tenha levado a mão à consciência precisamente contra um judeu que viveu na pele os horrores do extermínio nazi. A História tem, muitas vezes, destas coisas poéticas. Mas Harry Lime, personagem do filme "The third man", resumiu bem a falta de relevância da Suíça e da sua chata neutralidade: "In Italy, for thirty years under the Borgias, they had warfare, terror, murder and bloodshed, but they produced Michelangelo, Leonardo da Vinci and the Renaissance. In Switzerland, they had brotherly love, they had five hundred years of democracy and peace—and what did that produce? The cuckoo clock."
Por último, e tendo em conta esse grande festival de cinema de Zurique, digam-me o nome de um grande filme suíço. Só um.
Pois, bem me pareceu...

sexta-feira, outubro 02, 2009

Risca da lista!


Da minha lista de "Coisas que tenho impreterivelmente de fazer antes de quinar", já posso retirar "Ver a minha banda preferida ao vivo"; e que grande concerto! Foi aquilo que eu pensei que ia ser, e ainda mais. Foi uma experiência extraordinária, desde as esperas das filas, até sair do concerto com as pernas a não me quererem obedecer por ter puxado demasiado por elas. Precisava de um par delas novas no final.
Billie Joe Armstrong é um dos grandes frontman da actualidade no que toca a espectáculos ao vivo. O homem não deixou ninguém estar parado durante as duas horas e um quarto que aquilo durou, e leva o conceito de interactividade ao máximo, chamando elementos do público para tocar guitarra e cantar música, ou mesmo participar em encenações e brincadeiras com pistolas de água. No fundo, ele não é apenas um músico: é também um espectador como eu, e por isso, sabe exactamente o que os espectadores mais esperam do concerto.
Adorava repetir esta experiência, e seja qual for a próxima data portuguesa dos Green Day, só posso dizer que já vêm atrasados!

Pontos altos:

- "Boulevard of broken dreams", com o público a cantar metade da canção sem que a banda tivesse hipótese de tocar qualquer instrumento.
- "Welcome to paradise", o momento em que os fãs de sempre, como eu, realmente entraram nas músicas que foram ali para ouvir
- "Brain stew", porque é uma daquelas músicas que dá sempre cabo de mim

Ficaram a faltar estas cinco, pelo menos

- "When I come around"
- "Peacemaker"
- "Walkking contradiction"
- "The grouch"
- "Warning"

E é assim.

quinta-feira, outubro 01, 2009

Ajudem-me!


Eu tenho 5 seasons de "Lost" no lombo e não consegui entender nada do discurso de Cavaco Silva na 2ª! Alguém me ajuda?

sábado, setembro 26, 2009

"The hurt locker"


Um dos grandes filmes de 2009 está, neste momento, nas salas de cinema, sem grande publicidade e alarido, apesar de ser uma experiência de cinema visceral e profundamente realista capaz de fazer alguns filmes de acção recentes parecerem episódio da "Hannah Montana". Chama-se "The hurt locker", e é realizado por Kathryn Bigelow, uma mulher que tem vindo a construir uma carreira sólida e sorrateira (com filmes como "Point Break", "Near Dark", "Strange days" e "Blue steel"). Bigelow chega-nos com o seu melhor filme até à data e aproveita para estilhaçar um dos velhos mitos do cinema: o de que gajas só fazem filmes de gajas. Com "The hurt locker", Bigelow consegue não só erguer um verdadeiro momento de tensão e adrenalina galopante, como aproveita para tecer um estudo sobre o male-bonding em situações limite e estudar o que verdadeiramente move um homem. Como ela própria admite, tem uma preferência por cenários de limite, sejam esses cenários um grupo de viciados em desporto radicais que roubam bancos apenas para sustentar esse vício ("Point break") ou o tráfico de imagens cerebrais capazes de despertar emoções extremas no interior do cérebro da spessoas ("Strange days"). O relato do dia a dia de uma brigada de minas e armadilhas que opera em Bagdad a desarmar engenhos artesanais que são encontrados parece o indicado para o MO de Bigelow.
"The hurt locker" é um filme atípico: primeiro, é um filme sobre o Iraque que não entra em vias panfletárias: assume, abertamente, que respeita o trabalho dos militares, embora não seja necessariamente pró-guerra. Dinstingue ambas as coisas e fá-lo com sucesso porque é profundamente realista. O que o espectador sente na sala de cinema é o que de mais próximo pode sentir estando distante do local de batalha, e quão desconfortável é esse sentimento. O filme não tem parança: é tarefa atrás de tarefa e mesmo os momentos mais pessoais e de camaradagem estão repletos de fantasmas que não nos deixam estar sossegados. Claramente, um homem num campo de batalha funciona num estado mental diferente da normalidade, e há alguns, como o personagem principal, o sargento William James (numa interpretação absolutamente extraordinária, plena de contenção e de não palavra de Jeremy Renner), que só funcionam nela. O filme é exactamente sobre homens em condições extremas e sobre o seu funcionamento em tais cenários. Um dos poderes do filme, e o que o diferencia de muitos outros, é a sua opção de seguir o soldado comum, em vez de optar por discrusos liberais e tretas políticas que não chamadas para o verdadeiro objectivo. Sabe sempre onde estar e o que mostrar. Em vez de impôr conclusões, dá-nos espaçopara julgar e tirarmos as nossas próprias. Isto é respeitar o espectador.
Claro que a grande protagonista do filme é a bomba, em todas as suas formas e potências. Kathryn Bigelow trata-a com respeito e terror, e faz de todas as sequências de desarmamento de engenhos explosivos verdadeiros duelos entre o homem que desarma e aquele que construiu, que pode muito bem ser um de dezenas de espectadores que estão no cenário a observar toda a acção. É um jogo perverso, de inteligências. Bigelow filma sempre de câmara ao ombro e não precisa de truques de montagem: os planos demoram o tempo que precisam de demorar e a geografia cénica está sempre clara, ao contrário de 90% dos filmes pretensamente tensos. Istoé saber realizar, para quem anda a querer aprender do assunto. Para além disso, a mulher tem em cena um homem contra uma bomba! Quem precisa de truques quando já estabeleceu empatia entre os personagens e o espectador?

Façam um favor a vocês próprios e vão ber "The hurt locker", porque eu começo a ficar farto de escrever sobre filmes sobre os quais não tenho capacidade de escrever. Obras viscerais que se sentem mais do que se pensam. "The hurt locker" é uma dessas obras. Vão senti-la e depois voltem cápara falarmos sobre isso.

sexta-feira, setembro 25, 2009

O maior


Não lhe basta ser talentoso, porra. Abre caminho, Javier Bardem. Temos concorrente para o teu lugar de "Eu aviei duas grossas neste filme e ainda mais outra, só por piada." Daniel Day Lewis surge acompanhado de Penelope Cruz e Marion Cotillard, e Nicole Kidman ainda está de fora... Apre!

terça-feira, setembro 22, 2009

"Inglourious Basterds"


Há realizadores que de filme para filme tiram coelhos da cartola e surpreendem o espectador.Há depois outros cujo Modus Operandi é o mesmo de filme para filme, só muda é o cenário. Case in point? Quentin Tarantino. Os hábitos de Tarantino são há muito conhecidos: ele pega num ou mais géneros cinematográficos de sua predilecção e explora-os com o olhar que apenas um cinéfilo que é ao mesmo tempo um artista pode fazer. Tarantino já explorou, regularmente com sucesso, o "heist movie", com direito de homenagem ao marco visual de fato e gravata preto e branco de John Woo ("Reservoir dogs"; o filme de série B retirado de novelas de 99 cêntimos num cesto ("Pulp fiction"; a blaxploitation e o cinema independente da década de 70 ("Jackie Brown"); o cinema de artes marciais oriental ("Kill Bill"); e mesmo o thriller de série B ("Death proof", que continua a ser o seu pior filme). O novo Tarantino traz-nos um revisitar do cinema de guerra, que deve mais a "12 indomáveis patifes" do que a "Os canhões de Navarone", com um desvio por Sergio Leone. A mistura não parece fazer sentido, mas como Tarantino tem unhas para tocar 300 guitarras, a coisa acaba por se erguer.

Há três histórias cruzadas: a vingança de uma judia, Shosananna (Melanie Laurent), que viu os pais serem assassinados à sua frente quando era criança por um habilidoso coronel nazi, Hans Landa (Christoph Waltz); um grupo de judeus que faz de matar nazis a sua missão e passatempo preferido, liderados pelo temível Aldo Raine (Brad Pitt); e a ante-estreia da última e mais potente obra de propaganda do regime nazi, precisamente num auditório onde estas histórias confluem e que é propriedade de... Shosanna. Pelo meio, há um conspiração para matar Hitler e altos dignatários do regime nazi, com o objectivo de acabar a guerra. Quando Tarantino abre o filme com um primeiro capítulo intitulado "Era uma vez na França nazi", o aviso é claro: ninguém vai ver um filme histórico, e quem pensa isso, vai obviamente enganado por seu próprio erro. "Inglourous basterds" é um conto de fadas bem engendrado, que faz as delícias de quem gosta de rever uma ou outra coisa acerca da História Mundial, nomeadamente se for judeu. Num certo sentido, e tendo em conta as acções do Basterds, pode-se dizer que o filme é quase pornografia judaica. A violência, uma das imagens de marca de Tarantino, é, como em todos os seus filmes, justificada e nada gratuita. O filme tem momentos violentos, mas sem nunca parecerem deslocados. Estamos a falar de um grupo que tem como ídolos um tipo que espanca judeus com um bastão de basebol e outro que tem a compulsão de matar oficiais SS apenas porque sim. O mais interessante é que podemos dar por nós a exigir violência, porque os nazis têm de ser odiados pela ideia que temos dele prévia ao filme. Nisso, o filme não tem grande ambiguidades: há bons e há maus. Tarantino não quer escrever dramas complexos, nem Shakespeare: quer entreter e a melhor maneira é esclarecer logo quem tem a boa missão e a má.

Claro que este filme sofre de dois males de que habitualmente o Tarantinização sofre: primeiro, não personagens realmente complexos, tirando talvez Landa, que acaba por ser mais um vilão bizarro do que um personagem cheio de camadas. Shosanna (que é muito bem interpretada por Melanie Laurent) era uma boa oportunidade, que a certa altura pode lá ir, mas Tarantino prefere deslumbrar-se com o seu estilo e a sua maravilhosa habilidade para escrever diálogos do que seguir pelo caminho que seria mais interessante. Mas afinal não é issoq ue nos leva a ver os seus filmes. O segundo aspecto negativo é que "Inglourous Basterds" parece mais uma colecção de exclenetes cenas do que um objecto coerente e homogéneo, o que é natural pelas pontas soltas deixadas por todas as histórias. Quem vê o filmes, fica com a sensação de que o realizador quis realmente escrever uma história a sério sobre estes Basterds, mas a certa altura se deixou levar pelas outras duas narrativas. Ainda assim, uma cena de vinte minutos que se desenrola numa taberna francesa é, condensada, uma aula de guionismo para cinema.

O grande destaque do filme é o extraordinário Christoph Waltz, que interpreta Hans Landa, o "caçador de judeus", como alguém fascinante e contraditório, numa mistura de Hercule Poirot e criança de 10 anos. Penso não andar muito longe quando digo que a interpretação de Waltz é o correspondente para os vilões daquilo que Johnny Depp fez para os piratas com Jack Sparrow: uma interpretação surpreendente, que nos mantém na incerteza e algo de completamente do que tínhamos visto até agora. Quando ele entra em cena, o filme parece meter uma mudanaça acima! Uma certeza posso já dar: estará nos Óscares, marquem nas vossas apostas.

Filme recomendado para quem gosta de entretenimento inteligente e cinéfilo. Fala-vos um tipo que se riu logo na primeira cena dofilme por causa de uma referência de banda sonora. Pertenço ao mesmo clube de Tarantino: o dos geeks. A diferença é que ele tem um Oscar e a Uma Thurman.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Como Dan Brown escreve os seus livros


É como explica este link: http://www.slate.com/id/2228327/. Quero deixar-vos o meu livro Dan Browniano. Em inglês.

A long-forgotten code in the monuments of Buenos Aires.
A murderous cult determined to protect it.
A white-knuckled race to uncover the Teamsters' darkest secret.

When celebrated Harvard symbologist Robert Langdon is summoned to the Colon Theatre to analyze a mysterious rune—etched into the floor next to the disfigured form of the head docent—he discovers evidence of the unthinkable: the resurgence of the ancient cult of the Auxonati, a secret branch of the Teamsters that has surfaced from the shadows to carry out its legendary vendetta against its mortal enemy, the Vatican.

Langdon's worst fears are confirmed when a messenger from the Auxonati appears at the Plaza de Mayo to deliver a macabre ultimatum: Turn over the archbishop, or one cherub will disappear from the Sistine Chapel every day. With only three days to foil their plot, Langdon joins forces with the pert and mysterious daughter of the murdered docent in a desperate bid to crack the code that will reveal the cult's secret plan.

Embarking on a frantic hunt, Langdon and his companion follow a 600-year-old trail through Buenos Aires's most venerable statues and historic monuments, pursued by a near-sighted assassin the cult has sent to thwart them. What they discover threatens to expose a conspiracy that goes all the way back to Jimmy Hoffa and the very founding of the Teamsters.

terça-feira, setembro 15, 2009

Now, you can all put babies in corners

Já era esperado que algures por este ano Patrick Swayze quinasse. Ah, Swayze... o homem que fez suspirar as meninas em "Dirty dancing", fazendo sexo dançante com Jennifer Grey, ou quebrando toda uma série de regras metafísicas em "Ghost", só por Demi Moore, passando por esse horror que deve ser encarnar em Whoopi Goldberg; ou o badass de "Point break", tornando ainda mais menino Keanu Reeves, e o ainda mais badass Dalton de "Road house", onde dizia a pérola "Pain don't hurt". Um actor que cruzava a garciosidade de um dançarino com a selvajaria do verdadeiro homem que espanca dançarinos; e ao que parece, também era um gajo porreiro.
Palavras muito lindas, mas a vantagem da morte para os artitsas é que deixam isto para trás como memória definitiva:

Pausazinha


Sim, semana e meia sem escrever? E então? Apeteceu-me não escrever e exercer esse direito neste blog, porque estava sem vontade e engenho de colocar aqui o que quer que fosse. Há momentos assim na vida e este foi um deles. Mas é justo, porque quando o público não escreve, eu também reclamo. Logo, é normal que a coisa funcione em ambas as direcções.
Bem, mas o patrão voltou e espera a colaboração dos cliente spara fazer funcionar isto. Há muita conversa para pôr em dia e assuntos a falar. Por isso, até já!

sexta-feira, setembro 04, 2009

Snakes on a cane

quinta-feira, setembro 03, 2009

Beatlemania's back


Vi isto há uns meses, quando se soube que os Beatles fariam parte da franchise "Rock band". Este foi o trailer de apresentação do jogo, que sai esta semana nos Estados Unidos. É, por si só, uma pequena obra de arte que consegue condensar em dois minutos e meio a história e evolução musical do quarteto de Liverpool. Espantoso.

quarta-feira, setembro 02, 2009

O que me apetece quando ouço Wagner


Faz hoje 70 anos que um homem de bigode ridículo achou que a ideia perfeita para uma festa nocturna seria mascarar alguns tipos de soldados polacos e pô-los a invadir o seu próprio país, só para arranjar um pretexto para poder invadir um dos candidatos mais sérios ao título de país mais azarado da História da Europa. A partir daí, a História deu uma grande volta e seguiu-se o maior conflito bélico de sempre: carnificina gratuita, convulsões políticas e o mundo virado do avesso.
Só para registar, porque tantas vezes somos amnésicos em relação aos pontos sem retorno do percurso humano.