Aparentemente, hoje é o "Towell day", nome inspirado por aquele que é, segundo Douglas Adams em "The hitchiker's guide to the galaxy", o objecto mais importante que podemos possuir se por acaso viajarmos pelo universo à boleia. Ora, neste dia, nerds e geeks de todo o mundo rejubilam, pois este é seu. Logo, porque me identifico com essa imensa nerdland que povoa o nosso mundo, tenho razões para festejar e declarar amor prfesso por "The X-Files", "Lost" e todas essas paixões que me consumem e rivalizam com a energia que a minha libido pede. Num apontamento relacionado com este dia, há notícias pouco animadores: os detentores dos direitos das personagens de "Buffy, a caçadora de vampiros" decidiram que querem ir para a frente com mais um filme acerca da personagem. As más notícias é que Joss Whedon, senhor do universo, homem genial e um dos meus mestres eternos, não teria nada a ver com o assunto. Ora, isto é um ultraje! O primeiro filme sobre esta personagem foi uma tragédia de uma ponta à outra e só quando Whedon meteu mão a este universo é que a coisa encarreirou e deu ao mundo duas excelentes séries, "Buffy, a caçadora de vampiros" e "Angel". Tirar Whedon da equação é como o assumir de que se quer ser estúpido. Parem a asneira antes do tempo, meus amigos! Mostrem algum respeito ou então, para todos os efeitos, esse potencial filme não existe, na minha existência. Nunca subestimem op grau de paixão de um nerd. Ou levam com uma toalha molhada no lombo.
Bento XVI está preocupado com a possibilidade de Jorge Jesus vir a treinar o Benfica na próxima época. Aparentemente, desviando-se do Porto, pode causar gravoso cisma com o Papa do Norte. No entretanto, Nossa Senhora de Fátima deu um salto a Lisboa, onde não há azinheiras, mas conseguiu, em poucas horas, desiludir os seus muitos fãs. Desmarcou-se de uma aparição nocturna pois tinha um jantar-convívio com o Cristo-Rei, a propósito do centenário. No Brasil, milhões de brasileiros, que sabem que Deus é brasileiro, riem-se à grande quando pensam que há quem festeje 50 anos de uma miniatura que eles mandaram para cá durante o Estado Novo. Mas pelo meio, 100 morrem de dengue, e no fim, quem se ir somos nós.
Dois gigantescos murros no estômago e a dúvida pendente até à próxima temporada, para além de duas horas passadas a incrivelmente torcer pela explosão de uma bomba de hidrogénio. Foi o último episódio da 5ª temporada de "Lost", concerteza, razão pela qual o meu irmão esteve prestes a chamar uma ambulância do manicómio. Quem chegou até aqui, entrou no barco e tem de embarcar até ao final; quem ficou pelo caminho e nem sequer entrou, um violento "Shame on you!!".
O tipo que assina "luminary" no final das coisas ainda vive. Ele quer crer que sim, e se não deixa de falar de si próprio na 3ª pessoa, como os jogadores de futebol, ainda é capaz de dar um tiro nos miolos. Ora, na semana passada, andei por Málaga, uma cidade espanhola à beira-mar, que me fez lembrar porque é que odeio estar abobrado na praia e porque é que o mar é uma daquelas coisas naturais que nos faz escrever lamechices dignas de um Paulo Coelho. Apesar de estar organizada em declive, nunca nos cansamos quando a subimos ou descemos, o que é admirável, tendo em conta experiências pedestres de pesadelo que tive há alguns tempos, pela serra da Lousã. Visitou-se um castelo em boa companhia, dormiu-se num seminário (sozinho, sublinhe-se e sossegue-se a imensa legião de fãs) e até houve tempo, pelo meio, de actuar no palco de uma universidade, para um público espanhol que percebia tanto de português como eu de élfico. No entanto, figurinos de estalo e uma luz digna de "Star Wars: versão Filipe la Féria" tornaram a experiência compreensível. Não vim de lá com o bronze no Verão, mas é compreensível, pois possuo uma fina camada protectora que há muito tempo me serve de escudo contra o sol, e que se chama "penugem preta". No entanto, gozou-se o mar e por muito agradáveis que sejam os rios, poucas coisas substituem a ondulação, o ocasional pitolito salgado e sair do mar com a sensação revigorante do frio atlântico. Houve tempo para expôr algumas luminárias académicas aos prazeres mais básicos do escutismo e arruinar para gerações vindouras a reputação dos sábios do futuro. Fica o vídeo no final do post. Tudo somado, foi uma semana relativamente engraçada e melhor do que era esperado. Fica sempre aquela sensação de "Podia ter levado uma caçadeira e reclamado Olivença, entre outros mimos", mas esse é sempre um problema quando nós, portugues, viajamos até ao país vizinho, que parece não conhecer a noção de emergência quando se trata da assistência em viagem.
A gerência anuncia que vai para Málaga hoje à noite e só volta quinta-feira, a hora incerta. Nesse período, por problemas relacionados com confiança nos outros que reportam ao período de 15 de Setembro de 1998 a 3 de Agosto de 2004, a manutenção desta zona ficará a cargo de ninguém. O autor vai de férias, e o vosso sofrimento também, pelo menos até quinta. Mas na sexta, a dor voltará. Até já!
Da última vez que postei, há uma semana, dei por mim a olhar para um número: 999. Este é o prenúncio de um dos números mais redondos e emblemáticos que existe, o número 1000, e também significava que o próximo post, no caso este, seria o milésimo. Em primeiro disse para mim: 1000 posts é muita fruta, e no caso deste blog, é inacreditável a quantidade de treta que já saiu deste teclado, e deoutros por onde percorri os dedos com o simples objectivo de chatear os leitores com a minha vida, as minhas dúvidas, as minhas inquietações e também na minha eterna busca pelas mamas de uma mulher. Em segundo, o que fazer num post deste simbolismo? Deve ser algo de marcante, que assinale, como quem marca gado com um ferro em brasa, a importância do feito. Mas não vai ser. Não haverá festa, nem best of, nem "este blog pelas palavras de outras pessoas", nem um concerto com uma big band cheia de super-estrelas. Isto vem de uma pessoa que gosta do número 1000. Um dos meus assuntos históricos preferidos, o Milenarismo, está intimamente ligado ao número com os três zeros a acompanhar. Aparece apenas o mesmo indivíduo de sempre, com paleio de gosto questionável e aquelas velhas estratégias de sempre (o humor auot-depreciativo; expressões altamente rebuscadas; estratgemas humorísticos que vai roubar a Woody Allen) para vos arrancar um sorriso e deixar bem-dispostos. Queria só deixar aqui a referências a algumas coisas, sem as quais este blog nunca existiria. A primeira é a minha demorada obsessão com a minha vida pessoal e suas desgraças, comubustível essencial e primário para que este 1000 chegasse e para que outro 1000 venha, provavelmente; o segundo é a minha professora de Português do Secundário, que um dia me disse "Sabe, Bruno, você tem jeito para escrever. Porque não treina mais em casa?"; e quase 10 anos depois, cá estou eua seguir o conselho de uma senhora de cabelo grisalho que nunca mais na vida e que, sem alguma vez pretender o mal de ninguém, ajudou a libertar uma besta disforme, da qual este blog é apenas um membro; e a quem tira uns minutos do seu tempo diário para vir aqui, convencido de que vai ler algo que contribuirá para o seu bem-estar. A esses, em primeiro, um abram os olhos. Em segundo, um encarecido obrigado por alimentarem o meu ego comatoso, convencendo-me de que isto pode ir a algum lado. Em Agosto de 2005, começou esta saga. Por outro lado, ninguém ainda vê data para que ela acabe. Espera-seapenas que não demore 1000 anos.
P.S: A foto que encima este post liga de outra maneira este blog ao 1000. O nome com que assino os posts não é é um assomo mourinhesco, mas sim uma singela homenagem a um dos meus episódiso preferidos de uma série de que muito gosto. O episódio chama-se "Luminary" e a série é "Millennium".
Umas das minhas opções a nível de gosto que é cada vez mais difícil de defender é o facto de a minha banda preferida ser Green Day. Nunca o foi quando eles deixaram de ser populares e não o é por terem voltado a sê-lo. Quando não eram populares, fazia mal, porque eles haviam deixado de ser relevantes; quando voltaram a sê-lo, era parvo, porque eles são uns vendidos. Depois, há o problema de corrente artística: eles chamam-se de punks e não o são. Chulos! Depois, vou ouvindo outras coisas simpáticas: que eles roubam a música a não sei quem; que eles morreram depois do "Dookie"; que eu gostar de Green Day é uma "surpresa desagradável", que é "inesperado", que o facto de serem a minha banda preferida é impróprio...; que eles deram origem a não sei quantas pragas musicas... Enfim, apesar da popularidade, não é uma banda fácil de se defender que se gosta. Para mais, quando digo "Gosto de Green Day", arrisco-me a escutar "Porra, só os putos é que gostam de Green Day". Eu sempre disse que de maturidade tenho bastante pouco, se calhar é por isso... Arrepiando caminho: não sou punk, logo, essa história de ser punk não resulta com argumento para mim. Não pertenço a nenhuma família nobre do séxulo XIX, será que posso gostar de Beethoven? Para além disso, o movimento punk nunca me disse muito, porque gosto de coerência e também de que as coisas tenham um propósito final e não sejam apenas algazarra. Se querem acusar os Green Day de alguma coisa relativamente ao punk, é o de quererem convencer o público de que este movimento tem consciência social, o que é falso; os melhores álbuns deles estão depois do "Dookie", como o prova "Nimrod"; eles são capazes do mais mainstream e do mais bizarro; e numa época onde aparentemente a boa música tem de entrar por um caminho de vale tudo e experimentação que faz crer que quanto mais esquisito melhor, sabe bem ver que existem bandas que ainda sabem como se esreve uma boa e escorreita canção. Quanto ao que interessa, o videoclip do novo single "Know your enemy" estreou hoje e é uma coisa simples e que aposta no visual e em 3 ou 4 planos bem esgalhados. A música em si é bastante banal e é provavelmente o pior primeiro single da carreira da banda de Oakland, California, na minha opinião, batendo "Minority". Isto, por enquanto, não me faz temer nada, não só porque já ouvi outros temas do álbum (que achei bastante bons), mas também porque "Minority" estava encaixada em "Warning", um álbum com muitas coisas interessantes lá dentro, e uma ou outra bizarria. Bizarria e rock dos três acordes não combinam, pois não? Também me pareceu. Fica aqui o videoclip e um espaço da minha inteira responsabilidade para levar pancada, porque com este post, estou a pedi-las. :)
De súbito, alguém faz do Super-Homem, um personagem que, opinião pessoal, tem muito pouco de cool, um tipo baril. Perante a seriedade e drama do Batman, o Super-Homem surge neste dois cartoons como um gajo porreiro e reinadio, que encara com calma e descontração os altos e baixos daluta contra a vilania. Bryan Singer, põe os olhos nisto!
No segundo clip, o Super-Homem vai de férias e pede ao Batman que fique a proteger Metropolis. Participação especial de alguns elementos da Liga da Justiça.
Chama-se "Hurt locker" e é o novo filme da realizadora Kathryn Bigelow, uma mulher de testosterona. A temática é relativamente nova e centra-se na vida dos destemidos homens que desarmam bombas em cenários de guerra. A atentar: Jeremy Renner, um actor do qual ainda não ouviram falar. Até agora
Os meteorologistas são criaturas mravilhosas; têm umas antenas muito lindas e uns aparelhos al,tamente fiáveis, uns satélites de metal que dão voltas à terra e houve uma altura em que detinham o monopólio de gajas boas a apresentar televisão. Disseram que esta semana ia estar um sol de rachar, depois de um começo molhado. Chama isto previsão. Os tomates, é que lhes tenho a dizer. Eu até gosto de chuva (e neste momento, acabo de ganhar 789 inimigos). Se há prazeres que são deliciosos, são aquele que envolvem gotas de chuva, um telhado ou uma vidraça, um sofã e um cobertor por cima de mim. Aliás, este cenário está bem para cima de delicioso. Podem dizer que é sádico, tendo em conta que enquanto gozo, há gente lá fora a ser fustigada, que eu não me importo. Só não gosto é de futurologistas que se enganam.
Ao contrário de um mito urbano que eu próprio me encarreguei de espalhar, possuo uma ou outra qualidade. Se são qualidades válidas ou não, está aberto à discussão, e encoraja-se à mesma, tudo à vista de um pau de marmeleiro que tenho ali atrás do portão. Sei reconhecer algumas à vista desarmada e vergar-me à evidência de outras em apontamentos de conversa com outras pessoas, embora duas ou três (assim de repente, carisma é uma delas...) sejam bastante duvidosas e existe a necessidade de novas pesquisas nesse sentido para de apurar objectivamente a sua existência. Uma qualidade que certamente não possuo é a de ser um bom conversador a nível espontâneo; e o que é isto? É simplesmente conseguir gerar conversa a partir do nada. Não é comigo. Durante um tempo, tomei isso como sinal de que sou profundamente desinteressante. Talvez até seja, mas não é por isto. É porque simplesmente, quando chega a minha vez de criar paleio com outra pessoa, surgem piadas parvas sem graça nenhuma, temas absurdos e hermético, e também um comentário de teor sexual que, nas circunstâncias certas,lançaria a terceira guerra mundial entre os dois sexos. Tudo o que seja uma pessoa a falar pelos cotovelos e eu a aplicar aquele comentário certeiro que a faz rir e falar mais, estou lá, e até pareço um gajo porreiro; agora, se houver silêncio instalado e eu for forçado a dinamizar um diálogo, esqueçam lá isso e é melhor meterem o rádio na M80 e metam a música mais alta. Acho que é a única coisa que gostava de ter em comum com o Malato: conseguir falar com toda a gente. No entretanto, vou tentando aprender coisas que não se devem fazer com aquilo que eu não sou, seres humanos perfeitamente formatados para existirem em sociedade. Aparentementem, uma grande parte consegue passar uyma existência inteira sem usar a palavra "hermético". Acho que vou começar a melhorar-me por aí.
Uma colaboração do realizador britânico Joe Wright e da actriz Keira Knightley (que já haviam trabalhado em "Pride and prejudice" e "Atonement" começa como um interessante exercício de estilo cinematográfico e acaba com a brutalidade devida ao tema que retrata. A ver.
Terceira season de "Millennium". Agora tendo a Fox, é uma sobremesa perfeita. Uma série uns cinco anos à frente de tudo o que se fazia. Futuramente, recordarei aqui Frank Black. Por agora, deixem-me apreciar.
Esta semana, fui subir aqui uma serra destes arredores. Chamam Trevim ao cimo daquilo e é um nome bonito. Parece quase o título do próximo granbde êxito da Disney, de tão meloso que é. É um engano, digo-vos eu já. Porque o Trevim deu cabo de mim. Picadinhas e picadazorras, alcatrão e cascalho, vento de nortada e sol para me deixar vermelho como se tivesse acabado de emborcar um frasco de malaguetas... É tipo Inferno, mas sem a par6e infernal. Parte da culpa é minha, visto que a regularidade do meu exercício físico é a prova real de que no caso jurídico de que sou acusado, maus tratos corporais a mim próprio, sou culpado, e com agravantes. Ou recomeço a pensar que estar sentado não conta como desporto, ou então os meus pulmões vão mirrar e os meus músculos vão comeaçr a servir simplesmente de tecido isolante do meu esqueleto. Sempre me pude gabar de uma boa compleição física para caminhar: quando em raids, era sempre um dos que ia à frente, ou então servia de carro vassoura ou acompanhante para aqueles que sentiam mais dificuldades. Aqui, foi descalabro. Quando vi uma mulher com idade para ser minha mãe dar-me uma sapatada, soube de imediato que este era um daqueles momentos vergonhosos que um dia alguém contará no meu casamento para efeitos humorísticos e desmoralizadores quando à noite de núpcias. Enfim, voltei de lá vivo, mas com foles e bolhas nos pés, o que é inédito. Nem tudo são humilhações e desgraças. Vim de lá com umas lições para a vida e estar com uma certa e determinada miudagem é o tipo de coisa que me alegra o fim de semana. De facto, por eles, ainda faz sentido andar por aí de lenço ao pescoço e feito contradição andante; e sair de dois dias de caminhada feito manquitó.
P.S: Em relação à foto, duas coisas: falta de fotogenia e uma horae meia de sono. Repito: hora e meia de sono.
Hoje é dia mundial do teatro. Que tem isso a ver? O dia é importante? Nem por isso, são mais importantes os dias em que vamos ao teatro do que um dia em que se celebra sabe-se lá o quê do teatro, principalmente porque assistimos todos os dias a verdadeiras interpretações dramáticas no nosso quotidiano. Todos os dias são dias de teatro. Eu próprio, ocasionalmente, subo a um palco e utilizo máscaras a sério, ao invés daquelas que uso no meu dia a dia. Felizmente, até porque era chato andar vestido de vespa, enquanto somos atendidos numa repartição pública.É uma sensação única poder-se representar, mas melhor ainda, é escrevermos alguma coisa e vermos isso representado. Já estive dos dois lados e por isso foi duplamente feliz. Enfim, este é um pretexto, como qualquer outro, para lembrar uma das mais imortais peça da lavra universal segundo a leitura de um filósofo austríaco chamado A. Schwarzenegger. É divertido e uma boa homenagem ao teatro pelo seu primo cinema.
A revista Playboy irá ter por fim uma edição portuguesa. Só estranho a demora, pois já ha alguns se fala à boa pequena que o país está de tanga. Na capa, está uma cantora/modelo, de mãos nas ancas, beicinho destacado e um estilo gráfico que ou é uma homenagem ao facto de a Playboy ter sido fundada em 1954, de tão datado que é, ou então um erro de casting tremendo, deixando-nos com saudades dos geniais grafistas que compunham a velha revista Gina numa cave algures em Carnaxide. Ainda não pus as mãos na revista e só aí poderei emitir uma opinião mais bem formada, mas como provavelmente essa oponião será formulada nos poucos minutos em que a tiver na mão, passando-lhe os olhos sem a intenção de comprar, mais vale ficarmo-nos com a capa. A Playboy, como marca, sempre se evidenciou pela quantidade e qualidade de mulheres nuas que trazia, claro, mas foi também um objecto de jornalismo onde se cruzavam entrevistas a gente que interessava (e podia estar aqui a encher o post de nomes, mas ficam Fidel Castro, John Lennon, Salvador Dali, Martin Luther King, Albert Schweitzer, Clint Eastwood ou Norman Mailer), short stories e crónicas de quem percebia alguma coisa de encarrilamento de letras (entre outros Arthur C. Clarke, Isaac Asimov, Ian Fleming, Roald Dahl, Jorge Luís Borges, John Updike ou Gabriel García Marquez) e a colaboração de alguns dos retratistas mais brilhantes da História (como Herb Ritts, Annie Leibowitz ou Helmut Newton). Digamos que esta pode ser uma revista para homens, o horror das mulheres (como a feminista Gloria Steinem tão bem condensou, quando ameaçou que cuspiria na cara de Hugh Heffner, proque este tinha levado as mulheres à condiação de objectos), mas nesse campo, era uma revista muito bem feita. A edição é tipicamente portuguesa, porque ao invés de estímulo intelectual e discussão de grandes temas, ficamo-nos pelo que é básico: gajas nuas, futebol e hype. A grande entrevista desta priemria edição é feita a Costinha (ouvem-se grilos no cenário de fundo), há 20 perguntas feitas a Pacman, vocalista dos Da Weasel e há 4 colaboradores que não sendo desconhecidos ou desprovidos de talento, não serão aquela referência (Ana Anes, que escreveu um livro chamado "Sete anos de mau sexo, está mesmo a jeito para ser gozada e gozada e gozada... sem qualquer intenção de trocadilho). Enfim, Playboy, versão lusa, faz jus ao nosso país; e no entanto, consegue encontrar, no meio do potencialpara o desastre, alguma poesia. Já viram bem Rute Penedo, a primeira playmate nacional? Não, a foto dela não está na capa, mas sim nas páginas centrais da revista. No caso da nossa Playboy, tal como outras coisas tão portuguesa, a beleza está mesmo no interior.
No "Cover up" desta semana, viajamos até à Europa de Leste, mais concretamente até à gélida e imensa Ucrânia, ao encontro de Los Colorados, quarteto de música tradicional russa, com uma imagem própria de estilo e glamour, a fazer lembrar o Rat Pack. Com um bombo, um acordeão, uma guitarra e um contrabaixo, fazem a festa. Estes grandes senhores da polka decidiram apresentar-se ao mundo com uma versão de um tema pop que faz baçançar muita anca nessas discotecas fora. Falo de "Hot n' Cold", da norte-americana Katy Perry. Katy Perry não é nenhum génio musical, mas tem uma tendência para fazer músicas pop levadas da breca e orelhudas como o doutor Carvalho. Ela é uma daquelas cantoras que fica bem a cantar, mas ficava melhor a fazer strip no meu quarto. "Hot n'cold" é sobre gajos que não se decidem se querem ou se saem de cima, o que é uma situação em que, estou em crer, estes ucranianos não se reveêm. Os seus cabelos são de quem sabe muito bem o que querem da vida, apesar de o rapaz do bombo mostrar polivalência (ou será indecisão?) martelando o instrumento de percussão, enquanto marca o compasso com uma pandeireta. No entanto, tenho a certeza de que o dilema existencial que pungentemente (e com bom ritmo) aparece na canção original surge igualmente nesta canção. Comparem e decidam por vós próprios.
Ele são petições de adeptos a pedir a repetição da final da Taça da Liga; ele são declarações de jogadores a queixar-se da arbitragem (e com razão, visto que quando entrou o penalti fantasma, Lucílio permitiu a Derlei e Pedro Silva que permanecessem em campo quando deviam ter sido expulsos na primeira parte, antes de mais); ele é Paulo Bento a paedri, com jeitinho, que deixem o Sporting ficar no segundo lugar (e diz o Paulo que não percebe o sistema...). Agora, Filipe Soares Franco anunciou que o Sporting abandonou a direcção da Liga de Clubes. É pena que os verdes de Alvalade não se tenham lembrado deste escarcel todo noutras alturas, como quando Vukcevic marcou o golo da vitória contra o Rio Ave, num jogo que os ajudou a chegarem à referida final, com dois metros de fora-de-jogo; ou quando o mesmo Lucílio inventou na época passada um penalti, num jogo decisivo contra o Marítimo, que ajudou os verdes a irem à Liga dos Campeões (onde representaram bravamente o país, na saga dos Doze trabalhos de Rui Patrício). Sporting: um clube diferente, que não liga à arbitragem; excepto quando é contra nós. Aí, há sistema e é controlado pelo Benfica. Tendo em conta tudo o que se tem passado nesse campo este ano, resta-me dizer: espantoso.
O Papa meteu-se num périplo em África e chegado aos Camarões, anunciou a todo o mundo que sim, que a Igreja ainda não gostava do preservativo e que ao que parece, não só o bocado de látex faz um péssimo trabalho no combate à SIDA, como até ajuda a propagá-la. De todos os quadrantes liberais, e até não liberais, choveu a indignação e o escárnio. Em primeiro lugar, ele é o representante máximo da Igreja Católica, uma instituição que acha que o sexo é o recreio do Diabo e que serve apenas para reprodução. Estamos a falar de Bento XVI, estavam à espera que quê? Que ele chegasse a África a distribuir profilácticos e a elogiar as virtudes do planeamento familiar? Em segundo, louva-se o bom gosto do Sumo Pontífice em dizer estas coisas precisamente no continente mais flagelado pela doença. É este tipo de coisas que leva a que se adore o homem incondicionalmente, e a diplomacia que exploraríamos de alguém que esteve na juventude hitleriana, e do líder uma organização que conforme a época histórica, escolheu perseguir sempre um grupo qualquer, desde os judeus até às mulheres. A bem da coerência, nunca o fez com preservativos, embora determinados brinquedos do Santo Ofício fossem feitos de borracha. Em terceiro, assisti um pouco a uma entrevista hoje de S. Bento Domingues à Sic Notícias, onde o prelado afirma que o preservativo não é contra os cânones cristãos. Decidam-se, pessoal. Penso que o maior problema é o de ser um contraceptivo, pois Deus disse para nos crescermos e multiplicarmos. A minha pergunta é: será que Deus é parvo? De outra forma, porque é que fez a actividade sexual tão incrivelmente satisfatória? E se o homem é feito à sua imagem e semelhança, será que ele não viu que mais tarde ou mais cedo, encontraríamos maneira de adiar os resultados biológicos dessa actividade? Ficam perguntas para discussão teológica. Quarto ponto, parabenizo Bento XVI. Estava com medo que, em Luanda, o tipo que roubou o ouro ao 50 Cent lhe fizesse uma visita. Aparentemente, Deus é o melhor guarda-costas do mundo.
Sempre na vanguarda do entretenimento, este blog gostava de vos apresentar um desafio de erudição: quantas personalidades famosas conseguem reconhecer nesta pintura? Dou-vos uma ajuda, para começar. O tipo de branco, frente e centro, de cabela desgrenhado, é Albert Einstein.
Há pouco mais de uma semana, decidi mergulhar de cabeça no Twitter. Os jornalistas veneram-no, os directores de jornal adoptaram-no, os humoristas dizem que é lindo e o cidadão comum entra para andar atrás desta gente toda. Há qualquer coisa na expressão "comunicação directa com pessoa famosa" que nos precipita a avançar para o abismo. Quanto a mim, a razão que me levou a aderir à coisa é muito mais prosaica. Não conseguia suportar a ideia de haver um local no meio da Internet onde não podia debitar baboseiras. É como haver canelas onde o Bruno Alves não pode colocar pitons. Há uma urgência que me impele (e já agora, ao Bruto Alves) a procurar tal coisa. O Twitter, misto de sms, blog e qualquer coisa mais que ainda não existia, pediu-me um nome. Experimentei o meu clássico nom de plume, luminary. Ao que parece, o Twitter é esperto e não se deixou enganar, pois deve tê-lo associado imediatamente a este blog. Não me deixou utilizá-lo, porventura há um limite para as tretas que se escrevem naquilo. Como vim mais tarde a descobrir, até nem há. Luminary não servia, mas brunesque (um nome que, por acaso, sempre quis usar em qualquer coisa) estava aí para as curvas e para lançar a confusão. Entrei pé ante pé, mas passados uns dias, já estava a fazer uma das coisas de que mais gosto, que é mandar postas de pescada a gente que não conheço. É absolutamente libertador: se elas acham piada, é espectacular para o ego; se não acham, é impossível virem partir-te a cara, porque não te conhecem. No Twitter, não funcionam as regras de uma conversação pessoal interessante. Falar do nosso almoço, afinal, pode ser excitante, e saber que determinada pessoa está a comer pescada cozida tem a obrigação de me deixar aos pulos e a querer saber mais. O facto de só podermos usar 140 letras de cada vez é um exercício salutar nesse campo, para mim: obriga-me a escolher as palavras, isto se o nosso objectivo for realmente interessar os outros, ou provar alguma coisa. Se quiseremos simplesmente debitar o nosso dia-a-dia, é um pormenor de pouca importância. Já sigo algumas pessoas, e sou seguido por outras que não me conheço e que nunca contactei, e que aparentemente ficaram seduzidas pela minha foto de Gregory House segurando uma seringa, na ilusão de que talvez possam ouvir ditos espirituosos. Claramente, vêm ao engano. Vou dar um mês a esta coisa e ver se é interessante ou apenas um prenechimento dos espaços mortos do quotidiano, um prolongamento do nosso medo do silêncio e da ausência de palavras. Porque para conhecer gajas boas, parece que há o Facebook. Mas essa experiência fica para outras calendas. Quem tiver curiosidade, fica a minha morada: www.twitter.com/brunesque
Estrelas de cinema toda a gente as conhece. Ah, o Will... Ah, a Angelina e o Brad... Aj, o Johnny... Ah, o Di Caprio... Ah, a Julia, o George e o Matt... Isso é tudo muito bonito. Elas ganham milhões, os seus nomes encimam cartazes, as suas caras fixam-se no nosso cérebro e não saem. Há, no entant, outras caras que aparecem nos filmes e também compram um apartamento dentro da nossa cabeça. De cada vez que elas aparecem, nós conhecemo-las, são familiares, são como aquele amigo que fui àprocura de trabalho no Luxemburgo e já não lhe mandamos uma mensagem de Hi5 há três meses, mas ainda nos lembramos que lhe devemos 300 euros e se calhar é por isso que não lhe escrevemos há três meses. Esses actores e actrizes que não sendo vedetas, são instantaneamente reconhecíveis pertencem à categoria de "Hei, mas aquele gajo/a é...": presenças secundárias, embora intensas; reis do typecasting, a quem os realizadores recorrem sempre que determinado personagem cliché aparece nos guiões; especialistas em fazer o máximo de um papel que no guião são quatro linhas e uma didascália. É as esses actores que este blog quer fazer uma homenagem. Não citaremos actores secundários com nome conhecido, tipo Bill Paxton e Lance Henrikssen. Aqui, interessam-nos os que compõem realmente o pano de fundo. Vamos à parte 1. Nome: Danny Trejo Typecasting: Marginal latino-americano Papel mais conhecido: Talvez Machete, que aparece em "Desperado" e nos trailers falsos de "Grindhouse" Comentário: Danny Trejo faz quase exclusivamente o papel de home duro hispânico. De facto, na vida real, este actor é primo de Robert Rodriguez e já esteve preso. Tem tatuagens por todo o corpo, uma cara que parece ter sido alisada com um rolo compressor com brita colada e um ar de quem vai bater no padre só porque tossiu durante a missa. Os seus personagens têm quase sempre nome de armas brancas que são capazes de aleijar, e como Machete, ele parece ter facas suficientes para abrir um restaurante próprio. Se precisarem de mais provas da sua dureza, Trejo vai entrar naquele que promete disputar com "Predator" o título de elenco mais másculo da história de cinema: "The expendables", o próximo filme de Stallone
Nome: Michael Ironside Typecasting: Altas patentes do exército ou vilões (quase o mesmo) Papel mais conhecido: Richter, em "Total Recall" Comentário: Ironside é um actor canadiano que praticamente põe os espectadores em sentido com um urro ou um simples movimento de narina. Nunca o convidariam a fazer de pai extremoso e carinhoso; provavelmente, aquele pai que põe o filho a dormir fora de casa porque este se esqueceu de limpar os pés antes de entrar. Os personagens de Ironside têm também uma estranha e mórbida tendência para ficarem sem membros, quer vivam ou morram nos filmes em que entram. Como diz Arnie em "Total recall", "I'll see you at the party, Richter!" Nome: William Fichtner Typecasting: Badasses no geral Papel mais conhecido: Alex Mahone, em "Prison Break" Comentário: Quase sempre o mais intenso actor a trabalhar nas cenas em que entra, Fichtner interpreta normalmente personagens com as quais não gostaríamos de nos meter na vida real, sejam elas o comandante do Space Shuttle de "Armaggedon" (sim, Fichtner pertence ao clube Michael Bay) ou o banqueiro a ser assaltado pelo Joker no recente "The dark knight", que embora derrube dois assaltantes a tiro de caçadeira, é indubitavelmente derrubado por um tipo mais psicótico e intenso que ele. O seu talento pode ser atestado por trabalhar com alguns dos grandes realizadores da actualidade, como Ridley Scott, Michael Mann ou Christopher Nolan. Nome: Kurtwood Smith Typecasting: Duro (normalmente um pai rígido ou um vilão diabólico gone loco Papel mais conhecido: Talvez o obcecado por pontapés no rabo "Red" Forman, em "That 70's show" Comentário: Kurtwod Smith, que agora faz mais carreira na televisão, em séries como "House", "24" e "That 70's show" é o elo perdido entre figuras parentais temidas e mauzões absolutamente destruidores. Segundo ele, prefere interpretar vilões, porque os realizadores deixam-no fazer coisas inqualificáveis. Como em "Robocop", onde o seu personagem, Clarence Boddicker", arruma um Peter Weller pré-armadura de Robocop, atirando inclusivé nos seus dedods dos pés. Para além disso, passa o filme todo a matar gente como quem tem de apanharo autocarro no quotidiano. Nome: Christine Baransky Typecasting: Tia de alta sociedade, normalmente bitchy; quando não é esta, normalmente mulheres extremamente arrogantes Papel mais conhecido: Uma das amigas de Meryl Streep em "Mamma mia" Comentário: Baransky é uma veterana da Broadway, o que já lhe valeu participações em musicais, como o acima citado "Mamma mia" e também "Chicago", onde tem um número com Richard Gere. No entanto, é o papel de mulher irritante de alta sociedade que mais a tornou conhecida entre o público, e ela fê-lo numa série de filmes quase consecutivos: "The birdcage", "Bowfinger", "The guru", "The ref"...
Paulo Bento lançou o toque a rebate após o último jogo de Munique, onde o Sporting fez o favor de pegar num determinado manto que o Benfica comprou em Vigo na época 1999/2000 e tomá-lo para si. Assustado, o homem com penteado de casapiano fechou-se em casa, num quarto escuro de castigo e aproveitou o tempo de reflexão para elaborar, à maneira da Inquisição Espanhola, um Index de obras proibidas, que vai impôr ao plantel sportiniguista, e também a Miguel Veloso. Hoje de manhã, surpreendeu todos na Academia e apregoou cópias em portas e o diabo a sete. Só pediu que não fizessem muito barulho a ler, porque anda a tomar aspirinas para a dor de cabeça desde as 7:01 da manhã até às 5:00 da tarde. O "I'm a complex guy, sweetheart" conseguiu aceder a esta lista, graças a Polga, que não se quis identificar, mas que adiantou estar habituado a ser o passador da equipa verde e branca. Aqui a publicamos, sem censura.
Filmes a evitar pelo plantel, e pelo Miguel Veloso
"Os sete magníficos" "Se7en" "Os sete samurais" "Sete noivas para sete irmãos" "Doze indomáveis patifes" "À dúzia é mais barato" "Branca de neve e os sete anões" "Sete anos no Tibete" "Seven pounds" "O sétimo selo" Qualquer filme de James Bond (número: 007)
Músicas e artistas a evitar pelo plantel, e também pelo Miguel Veloso
"Seven nation army", dos White Stripes Sinfonias de Sibelius e Prokofiev (porque são sete) Os S Club 7
Liberdade religiosa As seguintes religiões serão banidas no balneário, pelas suas referências perniciosas: - Cristianismo (Sete dias para sa criação do mundo, sete pecados mortais, sete sacramentos, sete anos do Jubileu e o Apocalipse no geral - sete igrejas, sete selos, sete pragas, sete vasos e sete trovões) - Judaísmo (O Senhor descansou e benzeu o mundo ao sétimo dia, sete dias de Páscoa, sete dias de luto) - Islamismo (Sete são as Terras na tradição islâmica, sete são os Paraísos na tradição islâmica, sete voltas em redor da Kaaba em Meca, sete são as portas para o céu e para o inferno)
Nota: Passa a ser proibido citar ou de qualquer outro modo falar da cultura clássica nesta Academia, pela quantidade de referências de escárnio para com o nosso clube (ex: "Os 7 contra Tebas", as 7 maravilhas do mundo antigo, o período dos 7 imperadores em Roma, os 7 sábios, as 7 artes liberais, Roma era a cidade das 7 colinas)
Assinando, com tranquilidade, sem pressão e sem inibição
Paulo Bento
P.S: Miguel, desculpa não te ter protegido naquele jogo de assalto à bandeirola. Vê lá, não sejas Calimero!