Agora é moda usar uma ferramenta do blogger que transforma em link palavras ou expressões. Todo o blog a utiliza e este segue essa mania.
Parece útil, mas acaba por desviar atenção do texto, ao abrir-se para enquadrar a leitura. O autor não se lembra e armadilha-se automaticamente, mais à obra. Assassina-a. O destruidor do próprio trabalho. Imaginem um post completo cheio de sublinhados, esperando click. Isso sim é terror, destruição, apocalipse.
terça-feira, abril 15, 2008
Intermission
Toca-me cá dentro. Revolve-me, e começa a empurrar lágrimas para os olhos. Felizmente, consigo pará-las. É o segundo movimento da 7ª sinfonia de Beethoven, aqui interpretado pela Orquestra de Berlim, conduzida por von Karajan.
Beethoven era surdo, sim senhor, mas devia ser isso o que lhe permitia ouvir realmente o seu coração.
Beethoven era surdo, sim senhor, mas devia ser isso o que lhe permitia ouvir realmente o seu coração.
CIP: part deux!
Alguns pontos a destacar desta segunda sessão:
- Olhar para pessoas que conhecem escutismo há um ano e pouco e constatar o entusiasmo delas recorda-me da minha pessoa há uns bons anos atrás, quando tudo era novidade no mundo mirim e eu achava piada a tudo e julgava que nada corria mal. Mas enfim, 17 anos nisto fazem com que uma pessoa tenha de abrir os olhos e se torne céptico relativamente a algumas coisas. No entanto, o seu entusiasmo contagia-me, pelo menos durante um fim de semana. Depois regresso à vida real, onde sei que o escutismo não é nada cor de rosa. Apesar da fama abichanada que temos.
- A minha patrulha ainda não me demitiu como guia. Acho que ninguém quer tomar o ingrato lugar, embora tenha a certeza que todos já repararam na minha inaptidão para o cargo. Num momento em que tive de lhes ensinar nós que aprendera minutos antes, entrei em pânico, pois eu e os nós temos uma relação tão próxima como a religião e a lógica. Felizmente, o guia não é o centro da patrulha e as qualidades estavam bravamente dispersas pelos vários elementos, equilibrando a situação e levando as coisas a bom porto. Por outras palavras, ainda bem que o Célio é um perito em nós e amarrações.
- Uma rapariga da minha idade começa a falar do seu futuro nos escuteiros usando termos como "situação familiar estável" e "conjunto de factores". E não, essa situação familiar não envolve o pai e a mãe. Já está a falar daquela outra família...
- Pessoas que, estranhamente, confiam em nós ao primeiro encontro. Não estou habituado a isto. Mas lá está, também não estava habituado a guiar o que quer que seja. Sinto sempre que estou a representar uma outra personagem quando vou para isto.
segunda-feira, abril 14, 2008
Miscelâneas! 5
sábado, abril 12, 2008
Mais uma voltinha, mais uma rodada...
quinta-feira, abril 10, 2008
10...
... papéis icónicos que podiam não ter sido tão icónicos quanto isso.
E isto porquê? Porque a alquimia que se desenrola durante o processo de casting não é nenhuma ciência. É pura, pura sorte. Aqui vos deixo dez personagens cinematográficas, por todos conhecidas, e emblemáticas, e os actores que inicialmente estavam para as interpretar. A história, como a conhecemos, podia ter sido tão diferente...
INDIANA JONES
Interpretado por: Harrison Ford
Mas podia ter sido: Tom Selleck
JAMES BOND
Interpretado por: Sean Connery
Mas podia ter sido: Cary Grant

WOLVERINE
Interpretado por: Hugh Jackman
Mas podia ter sido: Dougray Scott
CAPTAIN JACK SPARROW
Interpretado por: Johnny Depp
Mas podia ter sido: Jim Carrey
ELLEN RIPLEY
Interpretada por: Sigourney Weaver
Mas podia ter sido por: Veronica Cartwright
DANA SCULLY
Interpretada por: Gillian Anderson
Mas podia ter sido: Pamela Anderson
JOHN MCLANE
Interpretado por: Bruce Willis
Mas podia ter sido: Richard Gere
HAN SOLO
Interpretado por: Harrison Ford
Mas podia ter sido: Al "fucking" Pacino
DON VITO CORLEONE
Interpretado por: Marlon Brando
Mas podia ter sido: Frank Sinatra
MAXIMUS
Interpretado por: Russel Crowe
Mas podia ter sido: Mel Gibson
E isto porquê? Porque a alquimia que se desenrola durante o processo de casting não é nenhuma ciência. É pura, pura sorte. Aqui vos deixo dez personagens cinematográficas, por todos conhecidas, e emblemáticas, e os actores que inicialmente estavam para as interpretar. A história, como a conhecemos, podia ter sido tão diferente...
INDIANA JONES
Interpretado por: Harrison Ford

Mas podia ter sido: Tom Selleck
JAMES BOND
Interpretado por: Sean Connery

Mas podia ter sido: Cary Grant

WOLVERINE
Interpretado por: Hugh Jackman

Mas podia ter sido: Dougray Scott

CAPTAIN JACK SPARROW
Interpretado por: Johnny Depp

Mas podia ter sido: Jim Carrey

ELLEN RIPLEY
Interpretada por: Sigourney Weaver

Mas podia ter sido por: Veronica Cartwright

DANA SCULLY
Interpretada por: Gillian Anderson

Mas podia ter sido: Pamela Anderson

JOHN MCLANE
Interpretado por: Bruce Willis

Mas podia ter sido: Richard Gere

HAN SOLO
Interpretado por: Harrison Ford

Mas podia ter sido: Al "fucking" Pacino

DON VITO CORLEONE
Interpretado por: Marlon Brando

Mas podia ter sido: Frank Sinatra

MAXIMUS
Interpretado por: Russel Crowe

Mas podia ter sido: Mel Gibson
Quem é quem 2

Para quem não conseguiu adivinhar, ou se esqueceu de clicar na foto, a extremamente maquilhada personalidade da semana passada era Charlize (ou Charlise...) Theron, certamente numa altura onde não sonhava vir a ser eleita a mulher mais sexy do mundo pela revista Esquire. Com aquele aspecto, seria difícil.
A desta semana é mais fácil.
quarta-feira, abril 09, 2008
E isso me envaidece
Tenho guardado uma série de assuntos em mim, nos últimos dias, para espalhar neste blog. Tem-me faltado vontade e indecência para o fazer. No entanto, vamos a um deles.
Como todos sabem, o Porto ganhou o campeonato. Parabéns aos jogadores que correm em campo e suam, porque esses jogam à bola (na verdade, dos 3 grandes, são os únicos que o fazem; nem é uma questão de o fazerem bem. Se o fizessem, tinham ganho ao Schalke, a pior equipa nos oitavos de final da Liga dos Campeões.)
Depois, o presidente desta agremiação desportiva regional recebeu uma nota de culpa por causa de um processo de corrupção. No mesmo fim de semana, o meu clube é vergonhosamente roubado e os seus dois adversários directos na luta pelo segundo lugar beneficiados nos respectivos jogos.
Após pensar qual o melhor ângulo para abordar o assunto, decidi dar voz a alguém que é claramente melhor que eu eu não só a escrever, mas a gozar com a injustiça e a vergonha alheia. Ricardo de Araújo Pereira, na sua crónica d' "A bola" de sábado escreveu assim:
Futebol para intelectuais
Um clube cujo presidente é acusado de corrupção activa sagrou-se campeão frente a uma equipa cujos jogadores têm os salários em atraso. Viva o futebol português!
Há países em que o futebol se resume aos pontapés que se dão na bola. Uma tristeza. Aquela frase com que as mulheres costumam definir o nosso passatempo preferido, para amesquinhar o jogo e quem gosta de o ver, não se aplica ao futebol português: «Isso são 11 homens a correr atrás de uma bola.» Nada mais falso. Além dos jogadores a correr atrás da bola, parece que há juízes a correr atrás de um bilhete grátis, advogados a correr atrás de uma brecha na lei, juristas em geral a correr atrás de uma prescrição. É preciso saber muito de leis para compreender o futebol português. A mim, que sou um pobre ignorante, faltam-me muitos conhecimentos para o entender.
Primeiro, faltam-me noções de direito. No código penal português, como é lógico, a tentativa de corrupção tem uma pena maior do que a coacção. Na justiça desportiva, coacção dá descida de divisão e tentativa de corrupção implica perda de seis pontos. Só um jurista muito sofisticado pode compreender o espírito destas leis. No futebol português, uma equipa acusada de ter um jogador inscrito irregularmente, como o Belenenses, arrisca perder seis pontos. Uma equipa acusada de corromper dois árbitros, como o Porto, arrisca perder os mesmos seis pontos. Um erro burocrático tem a mesma pena que um crime. É possível que um homicídio, no âmbito de um jogo de futebol, em Portugal, valha ao assassino uma admoestação verbal. No máximo, um cartão amarelo.
Depois, faltam-me conhecimentos de português. O presidente da Liga de clubes, Hermínio Loureiro, cuja eleição foi apoiada por Pinto da Costa há mais de um ano, prometeu celeridade a lidar com este caso baseado nas escutas que se conhecem, também, há mais de um ano. Celeridade, notem bem. Eu pensava que celeridade queria dizer rapidez. Afinal, significa 14 meses.
Finalmente, faltam-me conhecimentos de xadrez. O futebol português ficou de tal modo sofisticado que parece o jogo dos reis. Reparem: o Benfica joga hoje com os axadrezados sem saber se um ou mais dos antigos dirigentes do Boavista vão, ou não, passar algum tempo no xadrez. Há notícia de árbitros que vão a casa de dirigentes buscar um cheque que, não sendo cheque-mate, pode ser suficiente para matar um jogo. Não sei se hei-de recomendar ao Chalana a táctica do 4-4-2 ou a do gambito do rei.
P.S.: No Paços de Ferreira-Guimarães, o Paços teve um golo mal anulado e um penalty não assinalado. Na minha opinião, o jogo mais interessante da época vai ser o Guimarães-Porto. Será curioso descobrir qual das duas equipas será mais beneficiada.»
RAP
Como todos sabem, o Porto ganhou o campeonato. Parabéns aos jogadores que correm em campo e suam, porque esses jogam à bola (na verdade, dos 3 grandes, são os únicos que o fazem; nem é uma questão de o fazerem bem. Se o fizessem, tinham ganho ao Schalke, a pior equipa nos oitavos de final da Liga dos Campeões.)
Depois, o presidente desta agremiação desportiva regional recebeu uma nota de culpa por causa de um processo de corrupção. No mesmo fim de semana, o meu clube é vergonhosamente roubado e os seus dois adversários directos na luta pelo segundo lugar beneficiados nos respectivos jogos.
Após pensar qual o melhor ângulo para abordar o assunto, decidi dar voz a alguém que é claramente melhor que eu eu não só a escrever, mas a gozar com a injustiça e a vergonha alheia. Ricardo de Araújo Pereira, na sua crónica d' "A bola" de sábado escreveu assim:
Futebol para intelectuais
Um clube cujo presidente é acusado de corrupção activa sagrou-se campeão frente a uma equipa cujos jogadores têm os salários em atraso. Viva o futebol português!
Há países em que o futebol se resume aos pontapés que se dão na bola. Uma tristeza. Aquela frase com que as mulheres costumam definir o nosso passatempo preferido, para amesquinhar o jogo e quem gosta de o ver, não se aplica ao futebol português: «Isso são 11 homens a correr atrás de uma bola.» Nada mais falso. Além dos jogadores a correr atrás da bola, parece que há juízes a correr atrás de um bilhete grátis, advogados a correr atrás de uma brecha na lei, juristas em geral a correr atrás de uma prescrição. É preciso saber muito de leis para compreender o futebol português. A mim, que sou um pobre ignorante, faltam-me muitos conhecimentos para o entender.
Primeiro, faltam-me noções de direito. No código penal português, como é lógico, a tentativa de corrupção tem uma pena maior do que a coacção. Na justiça desportiva, coacção dá descida de divisão e tentativa de corrupção implica perda de seis pontos. Só um jurista muito sofisticado pode compreender o espírito destas leis. No futebol português, uma equipa acusada de ter um jogador inscrito irregularmente, como o Belenenses, arrisca perder seis pontos. Uma equipa acusada de corromper dois árbitros, como o Porto, arrisca perder os mesmos seis pontos. Um erro burocrático tem a mesma pena que um crime. É possível que um homicídio, no âmbito de um jogo de futebol, em Portugal, valha ao assassino uma admoestação verbal. No máximo, um cartão amarelo.
Depois, faltam-me conhecimentos de português. O presidente da Liga de clubes, Hermínio Loureiro, cuja eleição foi apoiada por Pinto da Costa há mais de um ano, prometeu celeridade a lidar com este caso baseado nas escutas que se conhecem, também, há mais de um ano. Celeridade, notem bem. Eu pensava que celeridade queria dizer rapidez. Afinal, significa 14 meses.
Finalmente, faltam-me conhecimentos de xadrez. O futebol português ficou de tal modo sofisticado que parece o jogo dos reis. Reparem: o Benfica joga hoje com os axadrezados sem saber se um ou mais dos antigos dirigentes do Boavista vão, ou não, passar algum tempo no xadrez. Há notícia de árbitros que vão a casa de dirigentes buscar um cheque que, não sendo cheque-mate, pode ser suficiente para matar um jogo. Não sei se hei-de recomendar ao Chalana a táctica do 4-4-2 ou a do gambito do rei.
P.S.: No Paços de Ferreira-Guimarães, o Paços teve um golo mal anulado e um penalty não assinalado. Na minha opinião, o jogo mais interessante da época vai ser o Guimarães-Porto. Será curioso descobrir qual das duas equipas será mais beneficiada.»
RAP
segunda-feira, abril 07, 2008
Miscelâneas! 4

- O homem vê com a língua
- "Ninguém me disse que o Diabo morava aqui!"
- A vingança dos Sith: based on true events
- Homem que pediu para que o pontapeassem nos tintins é preso
- Acham que a miúda do telemóvel abusou? Então, vejam estas crinacinhas da Primária
- Sexo com uma mesa. Sim, leram bem: sexo... com uma mesa!
- Exorcizar o insucesso económico
- Vício de rezar
- "Roubaste-me a virhindade!!!"
- Demasiado suicídio para um só coração
domingo, abril 06, 2008
A dança das notícias
Num estação de televisão local em Cicinatti, quando chega o relato do estado do trânsito e não há nada a falar, há uma tradição fabulástica. É ver para crer.
Pagava dinheiro para ver a Clara de Sousa e o Rodrigo Guedes de Carvalho em algo assim.
Pagava dinheiro para ver a Clara de Sousa e o Rodrigo Guedes de Carvalho em algo assim.
sexta-feira, abril 04, 2008
The others

Tenho-me apercebido de que este blog está a chegar muito mais longe do que pensei ao início. Não falo da comunidade internacional que ocasionalmente passa por aqui.
(Embora isso, em si, desse um post interessante. Gente dos EUA, Irão, Malásia, Tailândia, Brasil, Alemanha, Polónia, Itália, Índia, Benim, Angola, México, China... Todos passarm por aqui. A que me orgulha mais, honestamente, é a China. Afinal, a Internet sofre escrutínio governamental e eu imagino sempre um jovem chinês, rebelde, utópico, ligando-se e contornando inúmeros obstáculos só para ler o meu último post... Enfim, divago.)
Pessoas que nunca me viram na vida, ou só me conhecem de ouvirem os amigos dizer "Há um tipo que eu conheço, tão pateta, que escreve um blog de rir à gargalhada de parvoíce...." passam aqui, lêem, comentam e, espanto vindo da cúpula celeste, gostam. Por um lado, não estranho. Tenho descoberto que consigo atrair as pessoas através da escrita, o que confirma a minha teoria de que eu sou realmente bom através de eieos indirectos. O ecrã do computador dá um reflexo distorcido daquilo que sou, e pareço ser um gajo porreiro.
Pronto, sou um gajo no limite entre o porreiro e o espancável. O equilíbrio com que caminho titubeante nessa linha fez com que fosse recentemente contactado pelo Cirque du Soleil para os espectáculos cá em Portugal.
Aos que se foram aproximando de mim um pouco através do blog, antes de mais, as minhas desculpas. Não fiz de propósito. O blogger é gratuito, gosto de escrever e a coisa proporcionou-se. Aos que ainda por cima sentiram curiosidade em conhecer-me, quem anda à chuva molha-se. Quem me está a chamar interiormente de estúpido por estas
palavras... Há uma razão pela qual o título é "I'm a complex guy". Talvez não seja por ser complexo, mas, como disse uma amiga minha hoje, complexado. Uma outra amiga que acha que sou pouco complexo, no fim de contas, ia concordar.
Mas fiquem por aí. Os que me conheciam e os que me passaram a conhecer. São mais importantes vocês a ler que eu a escrever. Acreditem. E isto não tem nada de complexo.
terça-feira, abril 01, 2008
1 de Abril

Neste dia, há blogs que metem petas. Alguns autores vão mais longe e dizem que desistiram de escrever mais e se vão embora. Depois, é tudo mentira. Na verdade, éo manifestar de um dos mais velhos desejos do ser humano: saber o quanto são amados, através dos pedidos que se seguirão dos seus leitores, para que reconsiderem e voltem atrás.
Aqui, toda a gente sabe que eu não preciso que me digam que gostem de mim (mentira nº1). Este blog consagra-se ao serviço público (mentira nº 2) e por isso, vou tentar explicar a origem do dia 1 de Abril como festividade de todos os mentirosos compulsivos.
A sua origem poderá estar estar no equinóicio vernal, que decorria de 25 de Março a 2 de Abril, no calendário pagão. Mas o seu concretizar num dia apenas é encontrado apenas em documentos franceses e holandeses do séculos XVI, onde se faz referência a piadas generalizadas que decorriam durante o dia 1 de Abril. Há quem defenda que o dia das Manetires, tal como o conhecemos hoje, vem de uma tradição britância do século XVIII chamada "caçar o cuco" e que consistia em pessoas a pregar partidas umas às outras. Os engandos era os "cuckoos", palavra que tem um significado depreciativo na língua inglesa.
É costume ntre os órgãos informativos fazer partidas do 1 de Abril, que resultam devido ao facto de considerarmos credíveis as notícias que estes nos transmitem. Algumas tornaram-se famosas: em 1998, o boletim da Aacademia de Ciências Mexicana fazia referência ao artigo de um matemático norte-americano informando de que o Estadpo do Alabama tinha votado a alteração do valor do Pi. Datava de 1961 e tinha sido uma mentirinha...
Em 1957, o programa Panorama, da BBC, mostrou agricultores suíços a colher esparguete das árvores; um outro programa holandês anunciou que a Torre de Pisa tinha caído: centenas de telespectadores telefonaram, chocados, pedindo mais informações; uma estaçãod e rádio inglesa, em 2004, noticou que os Alemães tinham abandonado o Euro e como o Marco já não existia, estavam a negociar com a Inglaterra o uso da libra. Ouvintes telefonaram para a estação, bradando um assalto à soberania inglesa.
Enfim, vários exemplos. Podem encontrar outros aqui.
O dealbreaker

O último suplemento "Sunday Book Review", do jornal "new York Times", traz um artigo que se debruça sobre um eterno problema das relações: a forma como diferentes gostos de dua spessoas que gostam uma da outra pode arruinar uma relação. No caso específico, aplicao aos livros. deita até exemplos. Uma pessoa que idolatra o minucioso Marcel Proust e o seu épico "Em busca do tempo perdido" (um dos únicos títulos de livros francês que fica bem com a expressão "Indiana Jones..." atrás), por exemplo, jamais combinará com outra para quem Jodi Picoult, a melosa autora de best-sellers que trepam tops de livros com a mesma destreza com que os macacos sobem às árvores, está apenas um degrau abaixo de Danielle Steel. Da mesma maneira, quem gosta de Jane Austen, chocará com os amantes de Dean Koontz.
O tema parece superficial, mas não o é. De facto, tão importante como a empatia com a outra pessoa, são os gostos que temos em comum. Parece-me que um fã de Iron Maiden dificilmente poderá partilhar o mesmo espaço com uma apreciadora de Celine Dion. A não ser que construam duas salas à prova de som na casa onde morarem. E parece-me impossível que alguém que goste de Arte e História possa passar feérias de Verão com alguém que idolatre desportos radicais ao ponto de só viver para isso. Só com muita flexibilidade de ambas as partes, e penso ser do senso comum que jamais duas pessoas flexíveis encetaram uma relação amorosa. É um pouco como procurar o monstro de Loch Ness: pode existir, deve andar por aí, alguns juram tê-lo visto, mas provas concretas, está quieto.
Num nível pessoal, confesso que sou picuinhas, e até nem devia sê-lo. Afinal, não estou em posição para isso. No entanto, uma rapariga que admita adorar Paulo Coelho coloca um severo turn-off sobre a possibilidade de encaixarmos. À partida, alguém que não goste de cinema poderá ter sérios problemas comigo. Na realidade, não é totalmente certo que mesmo alguém que goste não possa ter hipóteses. Agora que penso, embora não seja fundamentalista, não me parece que seja capaz de gramar com qualquer filme. Mais do que os livros, os filmes são o meu dealbraker. Sou muito esquisito com os filmes que vou ver a uma sala de cinema. Como disse a um amigo meu, sou incapaz de assistir a um filme que não queria mesmo ir ver, mesmo que haja hipótese de algum tipo de acção se desenrolar entre mim e a rapariga. Vai completamente contra a minha natureza. Quem não consiga ter sentido de humor suficiente para perceber porque gosto de filmes de acção dos anos 80, esqueça; se odiarem Spielberg ou Fincher, fiquem longe; ou o humor de Woody Allen. E é melhor nem entrar nas séries de televisão.
E quanto a vocês, leitores, qual é o vosso dealbraker? Onde estabelecem os limites quando a possibilidade de se relacionarem com uma pessoa aparece?
domingo, março 30, 2008
Miscelâneas 3

- O hipnotizador ladrão
- Good will hunting: the later years
- A obesidade como causa de morte infantil
- Como é sabido, a ciência conhecia todos os animais existentes
- A raia assassina
- It's raining... mud?
- Choque de primos
- O antepassado dos marsupiais
- Os índios norte-americanos e o Pai Natal
- A avó Robin Hood
- As 10 multas de estacionamento mais bizarras de sempre
sexta-feira, março 28, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
Benning

Benjamin Linus, da série "Lost", é proventura o melhor vilão da actualidade televisiva. A sua vilania vai para lá da mesquinhez dos seus actos e da incapacidade que temos em confiar nele: o facto de conseguir ler perfeitamente as pessoas e conseguir prever os seus actos futuros baseado nessa habilidade é o que mais arrepia e aspecto e, num mundo onde existe um monstro de fumo negro, complicações magnéticas, baralhações do continuum espaço/tempo e um homem que tem flashes do tempo que há-de vir, essa é a parte mais sobrenatural de "Lost". Porque ninguém consegue ler as pessoas de forma tão clara.
Conheço uma ou outra pessoa que o fazem razoavelmente bem. Espanta-me a maneira como o fazem, mas acertam nas suas previsões. Algum calo de relações humanas ou simplesmente perspicácia natural ajudam a explicá-lo. Escusado será dizer que eu não tenho nem uma, nem outra. À minha incapacidade de ler pessoas, junta-se o facto de estas serem todas complicadas e imprevisíveis. Quando se julga conhecer alguém, eis que nos puxam o tapete debaixo dos pés e ficamos ali no chão, à nora, sem saber muito bem o que se passou. Mas não vimos isso chegar.
Ora, nos últimos tempos, tenho-me abstido de falar de um assunto que era o pão nosso de cada dia desde o início deste blog: a minha vida pessoal, suas desventuras e o eterno Mar dos Supersargaços em que esta navega. Foi propositado, até porque tinha assunto sobre o qual escrever. No entanto, tomei a decisão de que algumas coisas que sentia e vivia devia guardá-las para mim. Uma opção. Continuo a achar isso, mas algumas reflexões que tive durante esse período andam a saltar demasiado alto para que as continue a prender com uma corrente, como faço ao meu cão.
Começo por frisar desde já um facto na minha personalidade que é por demais evidente: sou emocionalmente imaturo. Algumas mulheres mais espirituosas terão logo a piada "Claro, és homem", mas isto mostra que, além de gostarem da piada fácil, têm muito pouca capacidade de auto-análise. A minha imaturidade emocional, que me faz, aos 25 anos, lidar com os sentimentos como se tivesse 12, é normal: eu não lido muito com pessoas, ainda por cima no caso de sentimentos ais extremos. Por isso, aprendi algo que é universalmente conhecido: quando raspamos em alguém de forma mais intensa, mesmo que seja por pouco tempo ou com intenções que nada têm a ver com sentimentos, não podemos prever o resultado. Só uma obrigatoriedade, que é a de que vamos arranjar problemas. Para nós e para a outra pessoa. É inevitável, é tão certo como o Edcarlos falhar aquele golo de baliza aberta. Eu pensava que não, mas é verdade, verdadinha.
Uma outra ideia que tinha era a de que só eu é que era emocionalmente imaturo, ou que tinha incapacidade em lidar com os meus sentimentos e os dos outros. Ok, sou egocêntrico. Já sei, não precisam olhar co esse ar reprovador. Há mais gente assim. O interessante é encontrar pessoas que não são nem melhore,s nem piores do que eu a lidar com o que sentem. São apenas diferentes, e nós temos de expandir a nossa mente se quisermos perceber porque é que algumas pessoas agem da maneira como agem. Por ves, há que pareça estar desculpar-se perante nós, quando na verdade está a dar desculpas a si própria. Eu sei o que isso é, também me acontece. Mas eu estou aqui a admitir isso.
Ok, afinal não sou tão emocionalmente imaturo como penso. Podia ser bem pior.
Por fim, para não alongar mais isto, descobrir que não somos aquilo que dizemos ser é interessante. Cria um dilema moral que dá dores de barriga (literalmente), mas uma vez que nos habituamos, percebemos que há mais na vida do que aquilo que está no ecrã de um computador. Não que passemos a perceber melhor as pessoas por causa disso, mas de repente, a vida parece-nos mais suportável e andamos mais calmos durante um tempo.
Ah, uma lição extra: o Dr. Dre, através do Ben Folds, tem toda a razão. Não é, Vitó?
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