quinta-feira, agosto 31, 2006

Trio de ataque

Quase só tenho falado de televisão neste regresso às funções, mas prometo que voltarei aos comentários parvos sobre a vida em geral e às deambulações sobre a minha própria existência muito em breve, para gáudio dos meus fãs acérrimos.
Gostava apenas de recomendar, para quem não conhece e gosta de futebol, o programa "Trio de Ataque", na RTPN. Isento, interessantemente informativo e suficientemente próximo do espectador para não o perder. Embora o trio original fosse composto por Rui Moreira, do FCP (um excelente comunicador e um homem que parece sempre saber do que fala), António Pedro Vasconcelos (dos 3, o mais fraco, no entanto o mais apaixonado) e JOrge Gabriel (com conhecimento técnicos incríveis, pois tem fomração de treinador), este último foi trocado por Sérgio Godinho, nesta edição do campeonato. Enfim, um espaço para quem quer fugir da labreguice futebolesa habitual na televisão.

Mas que se passa neste mundo?


Guerra no Médio Oriente; crise humanitária do Darfur; o campeonato português é a confusão que se vê; e os críticos em Veneza queixaram-se de que uma cena de sexo de Scarlett Johansson no filme "Black Dahlia", de Brian de Palma, era desnecessária, porque desconcentrou os pobres homens no decorrer do visionamento do filme? Mas quem são estes indivíduos que dão mau nome a quem gosta de cinema? Se estarem sentados a ver a Scarlett em desenfreada actividade no ecrã vos causa desconforto, deitem-se de barriga para cima no corredor do cinema. Agora, não digam que a cena é desnecessária! Pelo contrário, devia ser declarada obrigatória por decreto lei!

Viagem



Kandersteg é o tipo de aldeia em que qualquer que seja a direcção em que olhemos, tudo parece saído de um cenáriuo semelhante ao das tampas das caixas de lápis Caran D'Ache. É daqueles lugares que parecem mágicos, mesmo para quem não acredita nessas coisas.
O campo escutista onde passei uma semana é recheado desse tipo de magia para os sentidos. Com a fama de ser o único campo escutista no mundo inteiro a estar permanentemente aberto, não foi no entanto isso que nos levou lá: falava-se em cumprir um sonho, em faezr algo de especial; e naquele cenário, até o simples acto de cagar pode parecer a coisa mais mágica do mundo.
Estar num sítio daqueles é o ideal para quem, como eu atravessa uma mini crise existencial, em que toda a via e eus componentes passam em revista na nossa cabeça em todos os momentos em que estamos desocupados; e para quem está desempregado como eu, é a maior parte do tempo. Fazer caminhadas e olhar pensativamente para tudo aquilo fez com que me abstraísse de coisas que normalmente me preocupam, e com que seguisse mais os meus instintos naturais. Nisso, foi bom ter viajado.
Para mais, permitiu-me conhecer melhor pessoas, estar mais perto de outras e ligar mais ao que eu próprio penso e sinto. Nisso, valeu a pena. Alguém veio a dizer que ir lá foi como um sonho: para mim, foi mais descer à realidade.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Sample

Habitualmente, quando falo aqui de uma série, as palavras não lhe costumam faezr justiça. Felizmente, existe o Youtube, o que nos permite dar um cheirinho daquilo de que estamos a falar. Fica aqui portanto um excerto de "Homicide: Life on the street", a série de que falei no post anterior.

A propósito de Emmys...


...gostava apenas de referir uma série que, perante o clima de injustiça retumbante que houve nas nomeações aos Emmys deste ano (pese a justeza de primeiras nomeações há muito esperadas - Dennis Leary, em "Rescue me"), desde o esquecimento de Hugh Laurie, pelo seu Gregory House na série homónima em actor principal até "Lost" em melhor série e, convenhamos, em qualquer categoria de interpretação, nunca foi devidamente agraciada com pelos Emmys como devia. Falo de "Homicide: life on the street", a série policial revolucionária que Tom Fontana criou estávamos em 1993. Agora, em 2006, que a revejo em DVD, me apercebo do brilhantismo que por ali andava. "Homicide" não é o tipo de série que atraia audiências: apesar de policial: nunca trata verdadeiramente da resolução de um crime, como "CSI", por exemplo, mas sim do efeito que o fenómeno do homicídio e da morte têm não só naqueles que rodeiam as vítimas, mas também dos criminosos e dos detectives. A série foi pioneira, por exemplo, no uso de canções a acompanhar a montagem de sequências, e também na análise psicológica de personagens, sem nunca entrar por caminhos filosóficos. Indo mais lomge, antecipu Tarantino no uso da conversa da treta como material de primeira água.
Para além disso, teve durante vários anos o melhor cast a trabalhar em televisão, e o melhor actor, Andre Braugher, como o orgulhoso e inteligente detective Frank Pembleton, numa presença que enchia o ecrã e alimenmtava a série em entusiasmo. No entanto, o actor ganhou apenas um Emmy e a prórpia série apenas 4 em toda a sua existência, que durou 6 anos. Nunca fazendo concessões ao popularismo, apostando sempre em explorar seriamente temas pouco habituais nas séries policiais, e a recusa em usar câmaras fixas, preferindo sempre a câmara de mão (recurso na altura arty, mas hoje curriqueiro, com séries como "24" ou "Lost"), e usando uma fotografia granulosa, "Homicide" é daquelas séries que nunca será relembrada como fenómeno popular, mas sim como a melhor série, em efectiva qualidade (e que me perdoe "The X-Files") dos anos 90 e porventura uma das melhores coisas jamais produzidas em qualquer médium audiovisual. Aconselho a sua visão. Quem não quiser ser pirata, tem a ediçõa Prisvídeo em Português. Custa 25 euros, mais tostão, menos tostão, e estão já eidtadas cá as 3 primeiras temporadas.

terça-feira, agosto 29, 2006

Emmys

Nãoquero comentar os resultados dos Emmys, porque são prémiso relativamente secundários para este blog, mas a Intro, com Conan O'Brien, é um mimo.

sábado, agosto 12, 2006

E é já amanhã...

... que sigo para 11 dias que para uns vão ser de sonho, para outros de novidade e para alguns ainda de iluminação. Para mim, serão 4 dias num autocarro e restantes 7 num terreno suíço. Não há nenhum truque mágico aqui. Só mais vontade de ficar do que de ir.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Decisões...


Tomei há poucos dias uma decisão importante para a minha vida. Não foi nenhuma decisão de emprego, nem a nível material, mas sim uma que eu acho importante para o meu bem-estar pessoa, como indivíduol uma decisão que necessitava tomar para conseguir viver comigo mesmo. Foi uma decisão difícil, ainda me debato com ela, pois vai um pouco contra a minha natureza, mas tenho de a cumprir. Às vezes custa-me, porque sie que não sou assim, mas noutras ela faz todo o sentido do mundo. Além disso, é a única que me permite transformar a raiva e frustração que muitas vezes me consomem em algo que com que consigo lidar sem me aleijar: indiferença.
Cada vez mais me vou habituando a ser assim. Na verdade, é a primeira vez que tudo o que vi em filmes e séries me ajuda realmente. Ser mais indiferente aos outros torna-me aparentemente melhor pessoa, embora continue a ser o memso de sempre, e reside aqui a maior ironia. Na realidad, estou a gostar de ser assim, de equivaler as reacções dos outros às minhas próprias reacções. Sinto que recuperei algo de mim mesmo, que deixei de andar à boleia de outros. E isso é bom, digam o que disserem. É muito bom viver com outros, principalmente se eles gostam mesmo de nós, mas melhor ainda é conseguirmos viver connosco próprios.

terça-feira, agosto 08, 2006

Meninos rabinos


Este novo desenvolvimento da situação do Médio Oriente, com a intervenção da ONU, faz-me lembrar uma professora com quem trabalhei o ano passado, no meu ano de estágio. A minha turma não era propriamente fácil. A maioria dos alunos era fácil de levar, mas havia sempre uns 4 ou 5 que se julgavam os maiores. No meu caso, era necessário um ou outro berro e uma piada demolidora para os pôr na ordem. Nunca tive de pôr ninguém na rua, mas se me visse chegado a ese ponto, fá-lo-ia sem hesitar. Essa minha colega não tinha mão dos miúdos, eles faziam tudo o que queriam: berravam, levantavam-se dos lugares, mandavam-lhe papéis ensalivados e lápis... enfim, faziam trinta por uma linha. Ele repreendia-os fazendo voz forte, de vez em quando lá mandava um com um recado para casa, e depois ia-se queixar aos professores.
A ONU, nesta história toda entre Isreal e o Líbano, lembra-me essa professora: diz que o que se passa é desumando e deve acabar, exige uma coisa, ameaça com outra, mas a sala de aula, afinal é dos alunos, que fazem o que bem lhes apetece, principalmente o grande rufia da turma, Israel. E ali anda a ONU, a fazer o papel ingrato de pacificador que não pacifica grande coisa. Enfim, o papel da ONU em grande parte dos conflitos em que se envolve, perdoem-me o cinismo. O que chateia nesta situação é que bastava um calduço do director da escola, os EUA, ao rufia, para que a situação chegasse a este ponto. Mas eu, mesmo ingénuo como sou, não sou demasiadamente parvo.

Conselho à borla

Tenho uma sugestão para o governo portugues, nomeadamente para o secretário de estado do Turismo. Ao ritmo a que os nossos parques nacionais vão ardendo, porque não criar uma campanha publicitária dedicada ao "Turismo preventivo"? Podíamos ter slogans como "Veja hoje antes que arda amanhã" e assim podíamos ir visitar as nossas paisagens protegidas (yeah, right!) antes que elas desaparecessem. E já agora, são paisagens protegidas por quem?

sexta-feira, agosto 04, 2006

Não, não sou anti-semita


Um caso aparentemente trivial e ligado mais aos escândalos de celebridades do que ao que realmente é importante no mundo acaba por ser o reflexo da situação que se desenrola no MédioOriente por estes dias. O conhecido actor Mel Gibson foi apanhado em excesso de velocidade e embriagado em Los Angeles. Foi obviamente preso e levado para a esquadra. Um dia depois de ter saído sob fiança, surgiu na Internet o relatório da detenção, onde se esclarecia que Gibson insultara os agentes e proferira afirmações de muito mau gosto, que surgiam detalhadas nesse mesmo relatório. O que mais se destacava era o teor ofensivo para os judeus de algumas delas, como "Fuck the jews" ou outra que acusavam os judeus de serem culpados de todas as guerras.
De imediato, choveram acusaçoes de anti-semitismo. Não terá ajudado o facto de Gibson ser um ferrenho católico, mas do tipo ferrenho que faria o papa Bento XVI pertencer à Teologia da Libertação, nem essa pérola eternamente acusada de ser anti-semita que é "A paixão de Cristo". De imediato, quem era judeu em Hollywod e tinha um poleiro se saiu em declarações de repreensão, insutlo pessoal e vitimização, relativamente a Gibson, cujo visual de inspiração guevariana lhe dava um ar selvagem. Ser uma grande estrela de Hollywood não ajudou a amenizar a situação, apenas a agravá-la.
Mel Gibson é apenas a última vítima desse grande braço que percorre a indústria dos Media norte-americano que é o lobby judeu. É esse lobby que ao mínimo sinal de deconcordância relativamente aos seus objectivos ou à mínima referência negativa à comunidade judaica, mexe cordéis e faz com que de repente se brandam palavra como anti-semita ou nazi, de forma leviana. Este lobby controlou durante muitos anos a indústria ao nível ideológico e agora parecia estzar desaparecido, mas nos últiomos tempos, provou a sua vivacidade, nomeadamente com toda a campanha negativa em torno de "Munique" (onde o grande herói judeu Spielberg virou vilão apenas por quere colocar as coisas em perspectiva) e ao transformar as incoerentes paavras de um homem que sofre de um problema de alcoolismo em declarações de fújria e raiva contra todo um grupo étnico. Esta tendência judia para se fazerem de coitadinhos e usar o Holocausto, um evento histórico e brutal, coimo justificação para uma defesa acérrima do que é judeu não podem deixar de me surgir na cabeça quanod leio as notícias vindas da fronteira entre Israel e o Líbano. Claramente, Israel pensa que a HIstória lhe dá razão quando quere fazer uma guerra a todo o custo; o que os israelitas se esquecem é da lição que a própria história lhes ensinou: a guerra não leva ninguém a lado algum.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Hipocrisia

Gostava de assumir um acto hipócrita, que é das coisas que mais detesto: neste momento, estou a escrever coisas com as quais não me identifico, e não gosto de o fazer. Provavelmente, terei de lê-las alto, o que fará delas uma espécie do meu testemunho pessoal sobre a vida. Não gosto de engolir sapo,s tenho engolido muitos ultimamente. Lentamente, sinto que o eu que conheço está a desaparecer. Preciso de o recuperar; e rápido!

terça-feira, agosto 01, 2006

Ambiguidade

Não sei quanto a vocês, mas em esquemas de prostituição, este árbitro seria incorruptível...