sábado, janeiro 10, 2009

Sequel

Ao que parece, antes de "O Hobbitt", de Guillermo del Toro, a New Line vai testar a populariudade da saga "O senhor dos anéis", com alguns pequenos filmes que cruzam este imaginário e o de outros filmes mais conhecidos. Ficam aqui as próximas estreias.





terça-feira, janeiro 06, 2009

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Ho, ho, ho, now I have a machine gun...


Ontem celebrei o Natal com a minha provável futura mulher. Ela sabe que tenho uma aversão à época natalícia apenas comparável à de Gilles Bynia pelo bom futebol, mas nunca tinha descoberto o porquê ou o como. Sabendo que o meu avô fora um antigo pescador de bacalhau na Noruega e morrera de ataque cardíaco quando um dos peixes por ele sacados ao mar lhe começara a cantar a "Playback" de Carlos Paião, enquanto batia palmas com as barbatanas e envergava um barrete da claque do Beira-Mar. A verdadeira história por detrás da minha fobia não era, no entanto, tão normal assim.
Como quem conta uma história aos netos, lá lhe desevendei o mistério do natal passado, defronte da lareira. Claro que isso implicou três copos de vodka, uma estranha mistura de algo parecido com LSD numa sandes de perú e aquilo que alguns cientistas suecos designam de "rapidinha ao lado do quarto dos pais dela", mas eu quebrei. O que não é fácil, adiante-se, principalmente quando é sabido que sou o maior jogador de peixinho do meu bairro.
Tive de recuar alguns anos, bem antes de começar qualquer coisa com a Sofia, até à altura em que ficava em estado licantrópico só por ouvir respirar uma determinada rapariga de Braga. O nome dela era Marta, ou então Adefadrebia, torna-se difícil recordar. Mas uma coisa era certa: desde pequena que queria matar o Pai Natal. Sim, sim, quem não tinha esse desejo, devem ter pensado. No entanto, enquanto que nós, os normais, querem aniquilar o barbudo por causa do brutal trenó que conduz (sem dúvida, a melhor viatura do mundo, arredores do mundo e periferias do mundo), ela elaborara a teoria de que o Pai Natal era um demónio que chicoteava as crianças, ao invés de ofertar prendas.
As razões pelas quais me começara a relacionar com uma pessoa com distúrbios mentais evidentes são óbvias: eu não queria, mas a minha pila sim; e a minha pila nunca ligou muito ao Natal. É muito mais uma criatura dos fins de ano, quando chega o momento das boas entradas. No entanto, não posso descarregar a culpa nela. Eu não sou cego, e havia nela um je ne sais quoi... OK, um recheio de soutiens que o pintor Rafael não desdenharia ter imortalizado num dos seus quadros. Estávamos, portanto, em pleno manicómio do desejo sexual.
Só isso pode explicar que, numa noite 24 de Dezembro de má memória, eu tivesse aceite acompanhá-la num passeio. Passear não tem mal nenhum, mas passear com uma rapariga que já fumara uma substância desconhecida (que mais tarde vim a saber ser Omo misturado com Persil), com um desejo de morte natalício e uma espingarda de canos cerrados capaz de fazer reduzir de Chuck Norris ao estado de Cláudio Ramos é justificação de internamento no Miguel Bombarda. Quando questionada acerca da origem da arma, ela resumiu uma história qualquer que envolvia skinheads e elders numa conspiração louca para tornar Massamá independente. À socapa, subimos à torre da Universidade de Coimbra e quando chegámos ao topo, ao invés da minha segurança, o meu primeiro pensamento foique poderia ser o primeiro a pôr-me em cima de duas cabras sem ser acusado de bestialismo.
E ali ficámos, duas horas à espera do Pai Natal. O velhote não aparecia. Ela fumegava e no seu estado delirante, começava a ver-me com mais 100 quilos e um saco de serapilheira às costas. Tentei convencê-la que não, que não me chamava Nicolau, mas de súbito, uma aranha começou a dar uma de Neil Armstrong na minha púbis, e isso levou-me a pronunciar uns "ho ho ho" de surpresa e dor, que ela confundiu com uma saudação natalícia. No cinco segundos seguintes, apaguei, à medida em que o meu corpo tocava em percussão de degraus a obra completa dos Stomp em 2 minutos, até chegar ao sopé da Cabra. Quando a polícia chegou e deu comigo feito numa obra do período cubista de Picasso, a minha companheira tinha fugido, sem deixar rasto e embora no dia seguinte os jornais tenham noticiado que o presépio dos bombeiros fora feito refém por uma tresloucada que envergava uma caçadeira e tentara violar o S. José de barbas, ninguém, excepto eu, fez a ligação entre os dois factos.
Quanto a mim, a polícia levou-me ao hospital, onde fui diagnosticado por um médico vestido de Pai Natal, que me explicou que tudo aquilo era resultado das minhas acções e nunca por nunca deveria tentar algo do género no futuro.
E foi aí que passei a odiar o Pai Natal tanto como a outra gaja. Odeio pessoal vingativo.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Crash

Be kind, rewind


Antes de mais, sei que vai atrasado, mas bom 2009, ble, ble, ble, klan klan klan, yada yada yada.

O final de um ano e passagem para outro levam-me sempre a duas reacções que acabam por convergir numa espécie de nevoeiro deprimente que me envolve o cérebro durante o resto do ano: reflectir sobre o que foi o ano que passou e o que será o próximo. As conclusões são todos os anos as mesmas, o que me faz concluir que ou não sei mesmo saborear a vida ou então ando a conhecer pessoas problemáticas, o que, tendo em conta que estou na direcção desse clube (embora, sosseguem, não como presidente). 2008 provou as duas fazem overlapping, em acontecimentos infelizes e contraditórios.
O ano passado colocou-me frente a frente com peripécias que nunca me tinham acontecido, onde valores que tenho como sagrados e queridos saíram da toca do idealismo e se viram confrontados com a realidade, sendo rechaçados com uma brutalidade digna de John Matrix no filme "Commando". É um desalento quando julgamos que o nosso coração está colocado no lugar certo, que fazemos a coisa mais correcta, apenas para descobrir que em certas confrontações, o nosso adversário não funciona na mesma linha lógica pela qual nos regemos e que, infelizmente, não há isso da coisa mais correcta. Há apenas... confusão, alguma raiva e mesquinhez; e mesmo quando passo por cima de tudo o que de mau me move e tento deixar as coisas minimamente bem (ah, velhos hábitos de criança que não morrem...), a vida e as pessoas não são nada como deviam ser. É tudo apenas um acumular de... nós górdios e de atitudes que devem mais a histórias de faca e alguidar e teoria de pacotilha de "O sexo e a cidade" e afins do que à, muitas vezes me leram aqui esta palavra, lógica. Porque apesar de tudo, acredito que há uma lógica neste mundo. Apesar de encontrar várias pessoas ilógicas que neles habitam.
2008 não foi um ano de completa descrença nas pessoas. Conheceram-me umas novas (que valeram a pena), redescobriram-se outras (o que é sempre benvindo) e reafirmou-se a nossa lealdade para com umas poucas restantes. Bem pesado, isso compensou as desilusões que o mês de Dezembro em particular me trouxe, em vários campos e frentes; e 2009, para já, arranca com saldo negativo. Isto é mais derrotista quando o ano devia ter começado precisamente ao contrário. Mas enfim, já me devia ter habituado a estas coisas. Não adianta muito andar positivo, a assobiar, a acreditar que a mudança está aí ao virar da esquina e que sim, que vale a pena mudarmos. A realidade é que quando dermos a volta ao quarteirão, vai aparecer o segurança de uma discoteca que mais parece um armário de carvalho com pernas e nos dá um encontrão que nos projecta para uma poça de lama com o tamanho do lago Ness.
José Sócrates avisou-me: 2009 é um ano de crise. Tantas vezes desdenhei este sábio homem apenas para confirmar que ele faz previsões acertadas. No entanto, como em tudo, a crise não atinge todas as áreas, e tantas vezes, em alturas de crise, este blog se mostrou pujante e vivo. A crise faz bem aqui ao pasquim. Nem tudo se perde nestas desgraças. É por isso que, mesmo com pessoas um bocadinho descontroladas (que têm a minha solidariedade e compreensão, porque também sou uma delas), bloqueios de estrada e inesperados furúnculos em locais humilhantes, ainda tenho suficiente resistência em mim para não desistir da vida. Há promessas a serem cumpridas e coisas boas em 2009 à minha espera. Quanto mais não seja, dia 15, com o senhor Button, e dia 21, com uns gajos perdidos numa ilha.
Esse é o truque para não desistir da vida: compreender o grande quadro, concentrar-me nos pormenores e estar de volta a casa antes da meia-noite.

domingo, dezembro 28, 2008

Cold is Hot


Cheira-me que neste Inverno, vamos assistir a todos o tipo de sinais trocados no âmbito das relações entre homens e mulheres. Isto se confiarmos nesta notícia do Público:

http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/488047

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Maldade de Natal

Em vários filmes de boas festas, amigos e conhecidos aconselham-me a que toque e me deixe tocar no amor do menino Jesus. As pessoas não têm vergonha. O Natal não é a melhor altura do ano para apelar à pedofilia.

Premiere


Estreou hoje, infelizmente só pelos States. Grande parte da crítica diz que é bom, mas Roger Ebert, o guru dos críticos norte-americanos, diz que é mau. Ele também disse que "Fight club" é mau, por isso vejam bem o quanto lhe estou a ligar de momento.
Por cá, só daqui a um mês. Treme-se de ansiedade.

Um borrão de prenda


A melhor prenda neste Natal foi memso a notícia de que os Blur vão voltar a pegar nos instrumentos e pôr-se à estrada. Estou a falar dos Blur a sério, ou seja, Damon Albarn na voz, Alex James no baixo, Dave Rowntree na bateria e o ex-dissidente Graham Coxon que regressa à guitarra mágica do quarteto de Manchester. Isto só podem ser boas notícias. Os Blur são uma das bandas que mais gosto, e o melhor de tudo é que são mesmo bons. "Blur", "13" e "Think tank" são uma sequência de álbuns verdadeiramente brutal, sempre a inovar, sempre a experimentar.
Albarn até nem precisava disto, pois já tem com que se ocupar nos Gorillaz, The good, the bad and the queen e outros projectos a solo que o tornam num dos mais irrequietos e profícuos músicos da actualidade. Portanto, resta-me acreditar na boa fé desta reunião e esperar duas coisas: um novo álbum (onde será interessante ver o cruzamento do refinamento rock que Coxon conseguiu na sua carreira a solo e o mergulho electrónico de Albarn)e uma passagem por Portugal. Este é daqueles que não me importo nadinha de ir a Lisboa ser chulado.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Era uma bela prenda


Por causa do ar rebelde, claro...

terça-feira, dezembro 23, 2008

O espírito de natal 2





Blue monday


Eu tenho uma aversão quase fóbica a eventos sociais, sejam eles quais forem. Defino como eventos sociais situações onde estejam reunidas no mesmo espaço mais do que, vá lá, dez pessoas. Posso alargar até 15, mas não pode passar disso ou começo a ficar comichoso. Dentro da panóplia existente de eventos, há um que, mais do que a tortura que é um casamento ou o tormento daquela festa impessoal a que temos de comparecer só porque o primo da nossa cunhada conseguiu acabar o curso académico de gestão de recursos humanos num bordel, que odeio profundamente: o funeral.
Ninguém gosta de funerais, o que é compreensível. Bem, talvez os padres gostem. Mas eu levo o desdém por cerimónias fúnebres a píncaros que só podem ser compatíveis com alguém capaz de pedir meças a Woody Allen no campo das neuroses. Um funeral reúne praticamente tudo aquilo que me preocupa e me mete medo, e nada somboliza melhor isso do que um cemitério. Penso que, no âmbito de um funeral, terei entrado apenas uma vez num. Minto: houve outra, quando era puto. Mas bem vistas as coisas, uma foi numa idade onde me era permitido ter medo, outra onde podia ser racional. De resto, tenho levado a minha vida de forma bem sucedida, evitando funerais de forma hábil e anti-social. Lembro-me que quando o meu avô paterno morreu, consegui não me embrulhar em todo o luto e choradeira, alegando uma vontade de ir à escola que poucos alunos exibiram desde então.
Ora, hoje de manhã, acordo com um zumbido do telemóvel. E o que era? O pai de uma amiga minha tinha morrido durante o fim de semana e fui apanhado de surpresa. O funeral era precisamente daí a uma hora. Há poucas coisas piores para começar o dia do que isto. Foi então que, numa questão de minutos de decisão, tive de enfrentar todos os medos que o funeral desperta em mim: o medo da morte, porventura a coisa que mais temo; a minha proverbial falta de jeito para contextos sociais, sempre útil em alturas em que as pessoas estão com sentimentos à flor da pele; o medo de um dia explodir numa diatribe anti-católica num igreja (principalmentre quando se justifica a morte de alguém com a frase "Os caminhos do senhor são misteriosos"...); o medo do futuro, principalmente quando é algué que morre bem antes do tempo, como foi o caso. Tudo se sucederia se fosse ao funeral.
Que fiz eu? Pontapeei o instinto nos tintins, vesti uma roupinha de cores neutras e lá fui eu para a igreja de S. José. Estive uma hora a pensar na morte e no meu futuro, mordi o lábio quando o padre começou a falar na imbatibilidade do julgamento do Senhor e quando chegou a altura de abordar a minha amiga, que chorava copiosamente, disse duas ou três coisas que me fizeram querer auto-flagelar com uma chibata de espigões de aço.
Depois, abracei-a; ela retribuiu, porque precisava; e nesse momento, aquilo que parecia ser uma visita guiada, a nós mortais, à nossa condição de mortal, passou a ser uma injecção de vida, para ambos.
E nesse momento, nem pensei nos medos. Acho que eles nos sobem à cabeça quando não conseguimos viver algo puramente; e de facto há apenas duas coisas verdadeiramente puras na vida: a alegria da vida e a tristeza da morte. Tudo isso cabe num abraço.
Depois, voltei para o carro, voltei a pensar mal de mim e a ter medo de viver. Não queriam que isto fosse daquelas histórias de filme em que a nossa vida muda num momento, pois não?

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Uma aventura


O homem vai vestir a sua fatiota de mirim e pôr-se rumo a Penela, num fim de semana que promete estalactites de gelo no céu da boca. Assim se vê a coragem/estupidez (riscar o que não interessa) da minha pessoa. A motivação já foi mais, mas vai daí, também gosto de tragédias.
Saúdinha para o fim de semana e aquele abraço
Se não quiserem, pode ser o outro.

Absolutamente do carvalho!



Nunca mais é 21 de Janeiro...

O dia em que o rei faz anos


É hoje. Parabéns!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

terça-feira, dezembro 16, 2008

segunda-feira, dezembro 15, 2008

O espírito de natal 1

O dia em que vi Wolverine a cantar e a dançar

A malta dos Óscares já anunciou o anfitrião da cerimónia deste ano: Hugh Jackman. Para quem nunca esperou tal coisa, a escolha tem lógica. Ele é um entertainer puro, vem do teatro musical e já apresentou os Tonys, os prémios de teatro norte-americano.
E, como prova o vídeo que se segue, canta e dança com a mesma facilidade de um agy. Falamos do insuspeito sexiest man alive, de acorod com a revista people. Acho que ver Wolverine a fazer o que em baixo é mostrado dá carta branca a todos os homens de barba rija: abracem o vosso Astaire interior!

domingo, dezembro 14, 2008

Pin down


Um amigo meu disse-me há uns tempos que não havia mulheres bonitas antes de 1980. Esta afirmação fez-me abanar a cabeça, pois podia dar-lhe uma lista imediata de beleza feminina em zénite de aparvalhamento sem puxar muito pela minha memória fílmica: Sophia Loren, Claudia Cardinale, Catherine Deneuve, Rita Hayworth, Julie Christie, Ingrid Bergman, Monica Vitti, Lauren Bacalll... E claramente, quem faz uma afirmação destas, nunca viu um filme de Hitchcock.
Isto tudo para concluir que ao contrário de crenças modernas, há beleza antes da era das top-models; e antes das top-models, houve pin-ups. Morreu esta semana o maior símbolo desta mitologia de mulheres que corporizaram para uma geração todos os cambiantes da palavra sexo. Bettie Page, que tantos corações deve ter destroçado, morreu ironicamente de ataque cardíaco.
R.I.P, Queen of hearts.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

terça-feira, dezembro 09, 2008

Simplesmente lindo


A campanha publicitária do filme "Tropic thunder" para consgeuir uma nomeação de Robert Downey Jr. na categoria de melhor actor secundário já começou.
E é simplesmente genial. Pegando no seu personagem do filme, um actor ultra-sério que persegue prémios de representação e diz frases como "Não sou eu que leio o guião, o guião é que me lê", e colocando-o como se fosse o concorrente real, é uma atitude tão irreverente que só isso deveria valer qualquer coisa.

domingo, dezembro 07, 2008

A estrear brevemente...




Parecendo que não

Há valores tão prezados que aparentemente são coisas boas e no final só estragam as coisas. Depois há outros sobre os quais não consigo ter um julgamento inteiro claro. A honestidade é um deles.
Honestidade está no topo dos discos pedidos das relações humanas. Toda a gente diz querer honestidade a torto e a direito, mas é um facto que é um álbum que não se ouve muito. Aqui e ali, o single roda, mas só em estações de rádio muito alternativas.
É um facto consumado que, juntamente com a bomba H, o vírus Marbug modificado e a baliza da selecção nacional, a honestidade é das maiores armas de destruição maciça que a humanidade pôde contemplar. A sua ausência, dissimulação ou fartura pode destruir a vida das pessoas, e é isso que me chateie: que um valor que tanto prezo possa por vezes ser dobrado, retorcido e alterado, e se torne destrutivo.
Para ser honesto, é uma chatice quando as pessoas não são transparentes umas com as outras. A não-transparência com outrém devia ser punível com uma qualquer pena. Parecemos dançar com a honestidade durante boa parte da nossa vida, feitos baratas tontas, confiando nela cegamente, e acabando por ser enganados subitamente.
A vida não é nada honesta, repensando na coisa. Por isso, será mesmo justo escrever tudo isto?

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Eu vou endoidar! 2

Prop 8

Não sei se já ouviram falar da Prop 8. É uma pequena emenda legal, votada no estado da Calfórnia, que reverteu a proposta inicial que permitia o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A comunidade artística, grande antro gay, não podia ficar quieta, e por isso, eis um belo vídeo que, como não podia deixar de ser, é musical.

See more Jack Black videos at Funny or Die

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Em terra de cegos


O que vou dizer pode soar polémico, e se calhar até é, tendo em conta o escritor envolvido na afirmação. Mas a conclusão parece-me ser tão lógica que não posso evitar escrevê-la: José Saramago é um escritor que pertence a Hollywood.
Pronto, já o disse. Saramago, cujo temperamento pessimista, atitude iconoclasta e afiliação esquerdista extrema, não é, à partida, homem que se preste a relações com a meretriz babilónica que é a meca do cinema. Mas o facto é que boa parte dos seus livros parte de gimmicks que se assemelham à noção de high-concept pitch surgida na década de 80, em que um filme pode ser resumido pelo seu ponto de partida. "Speed", por exemplo, é "Die Hard on a bus". Os livros de Saramago são assim, redutíveis numa frase que ecerra em si o conceito que o faz mover. O Homem duplicado. Jangada de pedra.
"Ensaio sobre a cegueira", com a sua piscadela de olho aos clássicos de ficção científica apocalíptica, estava a pedi-las. Nunca li o livro, confesso, e também não apreciador de Saramago. Mas ter como ponto de partida uma cegueira generalizada da Humanidade, vinda do nada, que destrói a sociedade como a conhecemos é uma ideia altamente cinematográfica. Por muito que a escrita de Saramago possa ser mais complexa e profunda que aquilo que um filme pode exprimir, o filme é uma tradução literal e fiel daquilo que me parec consistir o principal sumo de toda a alegoria: a cegueira. O mérito vai para Fernando Meirelles, um realizador que passou de muito interessante para extraordinário. Diz-me quem leu o livro que a obra não era filmável, mas Meirelles e o seu director de fotografia, Cesar Charlone, transportam para o filme a cegueira que contamina a maior parte dos personagens, através de planos de câmara bizarros, uma vasta paleta de brancos e um desfocar do mundo. Isto é uma tarnsferência da obra literal, do espírito das letras para aquilo que a imagem cinematográfica tem de melhor. Isto é uma das coisas que me agrada num realizador: quando as suas imagens e o seu estilo contam metade da história. Nós sentimos a cegueira, e talvez por isso a nossa empatia com os personagens que sofrem dessa condição é total.
Meirelles e Don Mckellar (um tipo que escreveu e realizou um filme de 1999 chamado "The last night", sobre as últimas horas do mundo, onde também entra Sandra Oh, participanete em Blidness", e até David Cronenberg faz uma perninha num memorável e estóico papel) mantêm as ideias principais do livro e do próprio escritor. Por isso o filme é duro, sujo e pessimista. Acho que pedir a Saramago que tenha uma visão luminosa do mundo é demais. A base do filme é que se o mundo mergulhar na selva, o homem é mau e nada se poderá resolver. Ou seja, o ser humano não é bom por natureza, naquilo que é um conceito típico de Direita usado por um escritor tão eminentemente esquerdista. Toda a estrutura do filme se baseia nessa ideia e é isto que a sustenta. É corajoso da parte de Meirelles que faça um filme assim, com poucas hipóteses de redenção e de colocar um sorriso de paz nas nossas caras. São duas horas de murro no estômago, de mergulho ao horror da Humanidade, com violações, homicídios, raiva e sacanice a rodos; e o mais curioso é que a reacção do espectador dá razão ao autor. Há alturas em que queremos ver a raiva a tomar o controlo. Somos cegos. Somos contaminados pela mesma cegueira que afecta os personagens do filme.
Destaque óbvio para Julianne Moore, uma das actrizes mais corajosas que conheço, e para Mark Ruffalo, num papel de contenção que balança toda a tragédia pela qual passa no filme. O grande protagonista do filme é realmente Fernando Meirelles, um homem que depois de "Cidade de deus" e "The constant gardener", parece-me incapaz de fazer realmente um mau filme. É agradável vê-lo abandonar a sua habitual estratégia de câmara que treme para encetar alguns planos belíssimos da cidade em ruínas e um cena cliché de qualquer filme apocalíptico (chove...) é transformada pela sua câmara em algo de belíssimo. O único grande defeito que se lhe pode apontar é que parece haver algum desnorte narrativo durante o quarto de horas seguinte a uma cena fulcral do filme que envolve um incêndio.

Um filme que não é certamente para todos. Haverá quem goste e quem odeie. Na verdade, é preciso ter estômago e olhos programados para o filme. É um pouco como sinto em relação à escrita de Saramago.

domingo, novembro 30, 2008

Decisão


Não sei de imagem que o tempo não destrua
não sei de ti se atravessas a rua
vem ter comigo sempre que for preciso
fala com a voz
fala com o choro
fala com o riso
diz o que é preciso

Viva quem vive com a cabeça aperrada
e dispara bala contra o medo apontado
viva quem luta com a cabeça ao contrário
p´ra ver também
um pouco do lado do adversário
do lado contrário

E viva o dia em que já não precisas
de reis nem gurus nem frases-chave
nem divisas
o dia em que já não precisas
de reis nem papás
nem profetas nem profetisas

Ei,ei que é do rei
o rei foi-se, o rei vai nu
ei, ei, viva eu, viva tu

Não sei de imagem que o amor não persiga
não sei de ti se não fores minha amiga
faz o que queres que se queres é preciso
faz o melhor
fá-lo com loucura
e com juízo
faz o que é preciso

Viva quem muda sem ter medo do escuro
o desconhecido é o irmão do futuro
viva quem ama com o coração aos saltos
e mesmo assim vence
os seus altos e baixos
e os altos dos seus sobressaltos

E viva o dia em que já não precisas
de reis nem gurus nem frases-chave
nem divisas
o dia em que já não precisas
de reis nem papás
nem profetas nem profetisas

Ei, ei que é do rei
o rei foi-se, o rei vai nu
ei, ei, viva eu, viva tu

quarta-feira, novembro 26, 2008

Guisadinho de cérebro

Depois da minha noite passada sem dormir (e com um violento ataque de constipação), eis como me sinto.

O narrador


Confesso que ainda não me habituei à realidade de ser possível que David Fincher, homem cujo celulóide beijo languidamente, seja nomeado para o óscar de melhor realizador este ano, culpa de "The curious case of Benjmain Button". Não me iinterpretem mal: o homem é um génio, e este filme vai possivelmente deixar-me num estado próximo de destroço humano, quando o vir, e assomar à saída completamente salgado da minha torrente de lágrimas. No entanto, ver o "enfant terrible" a ser aceite pela máquina é uma experiência ainda desagradável. Mas hei, este ano, a corrida ao careca dourado está tão bizarra que nada me espanta. Mas esse é um assunto para outro post.
Fincher é um homem do cinema, da realização, de contar histórias. Por mais bizarros que sejam os eues filmes, epor mais variados os temas, o interesse dele é a pulsão narrativa de encadear acontecimentos, pondo ao serviço deste supremo dever de um realizador de cinema o seu arsenal inquestionável de habilidades técnicas. Como disse na minha crítica ao mesmo, "Zodiac" era um objecto dos anos 70 preso no século XXI, e isto deve-se a esse factor. Ele é um clássico iconoclasta, um tipo destinado a fazer avançar o cinema como arte narrativa. O homem é isso tudo, mas não é uma coisa: um relações públicas. estamos a falar do tipo que, quando instado a comentar a sua experiência em "Alien 3", respondeu elegantemente que preferia ter cancro do cólon a realizar outro filme.
A sua habilidade (ou inabilidade) no tratamento da imprensa irá certamente estar mais em foco agora que "Benjamin Button" se começa a assumir como o filme que vai dominar os Óscares deste ano, pelo menos no que toca às nomeações. A habitual ronda de imprensa que os possíveis nomeados têm de fazer todos os anos colocará um deus pessoal meu contra hordas de jornalistas. No primeiro round, aquando da apresentação à imprensa do filme, no sábado, o cenário começou-se a montar. Perante várias perguntas acerca das suas motivações para fazer este filme em específico (que, à partida, parece tão longe das suas áreas de interesse), Fincher encolhia os ombros e respondia que gostara da história. Só isso.AO invés de se lançar em grandes discursos destinados a arrastar os media, Fincher foi simples, honesto e ele mesmo. Que mal há em querermos pôr o que sabemos ao serviço de uma boa história? Jornalistas criticaram-no por este simplismo, mas talvez seja por isso que eu gosto cada vez menos de njornalistas e cada vez mais de Fincher.

A ciência masculina, parte 2: porn buddies

Pucker up, me maties!


Não dão descanso a Obama. O homem ainda nem começou a trabalhar e já querem envolvê-lo na luta contra a pirataria ao largo da costa oriental de África. O Messias do século XXi a ter de resolver problema dignos do século XVIII... É dose.

sábado, novembro 22, 2008

Hoje estou em modo...


...tempestade palpável: ela está a chegar...

quinta-feira, novembro 20, 2008

Uma vez Queiroz...


Queiroz para sempre!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Agora percebo


Depois das últimas declaraçãoes públicas de Manuela Ferreira Leite, onde esta sugere, com ironia ou sem ela, que talvez o país precise de meio ano sem democracia para ir ao sítio (sequela da também deliciosa "As notícias não deviam ser escolhidas pela comunicação social", assim sem particularizar, no geral), percebo quando ela diz que quer transformar o PSD numa alternativa a este governo. Acho que vão mudar o nome para PSN, como Nacional.
Piada nazi à parte, é lamentável que a belíssima das finanças faça cair mais uma esperança que cidadãos como eu, os ingénuos, têm na política: que com mulheres, isto até ia. Afinal, é a mesma coisa, como a actual ministra da educação faz questão de provar de cada vez que decide desencantar uma medida política. Acho que ambas precisam de uma avaliação urgente.

Eu vou endoidar!

terça-feira, novembro 18, 2008

Música ambiente



Marlango, "Walkin' in Soho"

Lenço verde


Este fim de semana, tornei-me dirigente da grande família do CNE.
Pelo menos,era o que dizia o papel que li na Promessa; e se eles dizem, pronto, deve ser.
Ouvi falar muito de responsabilidade, mas o facto é que sinto a mesma. Acredito que ser "promovido" indicie que se espera mais de nós, mas isso não quer dizer que antes esperasse menos de mim mesmo. É mudança não em mim, mas na percepção que os outros têm de mim agora.
Ok, menos filosofia. Foi um belo fim de semana, um agradecimento a quem preparou e quem veio de fora para ver o menino a ficar nervoso, e a quem me fez sentir surpreendido por reparar que cresci. Às vezes, penso que passa despercebido, até a mim mesmo. Preciso que mo lembrem, e felizmente, cada vez mais gente não se importa de fazê-lo.
E uma coisa boa nestas coisas é que volta-se sempre com muitas prendas para casa. É o meu lado de criança a manifestar-se.:)

Bond... with a vengeance


Lerão várias críticas ao novo Bond, e embora seja difícil encontrar uma que seja má, descobrirão bastantes que são, no máximo, tépidas. Baseiam-se num motivo: é um filme com muita acção e pouca história. Eu cá acho que este filme é um dos poucos filmes que vi sem cenas de encher chouriços. Assume-se como complemento do anterior "Casino Royale" (começando exactamente onde o outro acabou) e prescinde de pinderiquices que atrasem uma história de vingança que todos queremos violenta e brutal. Por uma vez na nossa vida de mortais, entramos num sítio onde esperams justiça célere, embora a saibamos desumana. Acho que é por isso que gosto de filmes de vingança. Estes jogam com um instinto humano primordial, o da retribuição; e quando se mata a mulher amada de um agente secreto que tem uma natural renitência em abrir sequer o seu coração, os problemas sucedem-se.
James Bond, nessa espiral, arrasta tudo, desde os maus da fita (a organização QUANTUM), o próprio MI6, a CIA, as pessoas que encontra, assumindo-se sempre como um bruto de primeira. Daniel Craig (cada vez mais um Bond à altura, e nalguns momentos superior, de Sean Connery). Ele eleva o personagem de Bond ao seu devido lugar: o de supremo badass. Connery abordou ao de leve esta faceta, Moore nem falemos dele e Pierce Brosnan era suave demais. Timothy Dalton, no muito subvalorizado "The living daylights" andou muito perto, mas Craig assume-o com uma naturalidade desconfortável. Um tipo insulta-o, ele pontapeia-o e rouba-lhe a mota. Mais tarde, atira um segurança de um prédio apenas porque sim; e pelo meio, vai matando quem lhe apareça da Quantum, ao invés de as capturar para fazer perguntas. Isto é Bond duro, frio, implacável. Por isso o filme não tem muita história palavrosa: a acção é a história, o turbilhão e a violência são o estado de espírito de Bond. Há uma intriga ecológica sólida e interessante, que serve como m´boil vilanesco, mas o que interessa aqui é descobrir se Bond sai do seu próprio poço negro.
Craig é, obviamente,o centro do filme e o seu grande trunfo. Quando aparece no ecrã, em gloriosa masculinidade, os testículos dos espectadores masculinos desintegram-se ao nível do átomo. Está tudo na sua pose, no seu olhar, e ele fica tão bem aos murros e a destruir-se contra paredes como num smoking, numa das mais belas sequências do filme, a envolver a ópera "Tosca", cuja intriga de vingança tem paralelos com este filme, e que entra directamente para a antologia da saga. Neste aspecto, Marc Foster revela-se uma escolha correcta. Não que seja novidade colocar realizadores habituais de filmes independentes a controlar blockbusters, mas Foster traz como grande trunfo uma precisão maníaca ao nível da montagem (a merecer nomeação para Óscar) e uma sensibilidade própria, que possibilita essa magnífica cena na ópera e o facto de Camille, a Bond girl (eficientemente interpretada pela ucraniana Olga Kurilenko, que vou deixará verdadeiramente shaken and stirred se assistirem ao filme "Le serpent") ser a única em toda a história das aventuras de 007 que este não leva para cama. Porque não há motivo, porque tudo tem de fazer um sentido, porque eles são almas gémeas de almas torturadas e procuram acima de tudo o seu lugar de felicidade. O seu Quantum of solace. Foster faz as opções certas e confia no diabólico Dan Bradley para dirigir a segunda unidade e fazer com a acção de Bond aquilo que fez com a acção de Bourne: delirante, visceral, tão real que dói ao espectador. Isto nas paisagens exóticas a que Bond já nos habituou.
O único defeito que se pode apontar é alguma falta de divertimento do próprio personagem, talvez. Mas nem semprea a vingança pode ser divertida. Espera-se que no próximo, Bond tenha uma selva mais colorida para poder caçar mais livremente. Longe da vingança, longe do negrume; mas nunca fora do turbilhão.

Cover up

Dr. Dre é um dos grandes moguls do hip-hop moderno. Este homem produziu álbuns de quem é alguém no mundo dos beats: Jay-Z, Eminem, Snoop Dog, Nas, 2Pac, 50 Cent, Busta Rhymes... Enfim, uma galáxia negra de rimas. No entanto, antes de produtor, Dre era rapper, e em 1991, publicou o seu álbum de charneira "The cronic", onde por entre provocações a gangs rivais (que fazem parte da história dos conflitos entre rappers de Los Angeles), podemos encontrar uma faixa que diz bastantes verdades acerca da relação entre homens e mulheres. Chama-se "Bitches ain't shit" e na altura, apesar da colaboração de outros 4 mânfios, entre os quais Snoop Dogg, passou despercebida. Conta as desventuras habituais de rappers de sucesso, com idas à prisão, discos de platina, festas e mulheres que felaciam por dá cá aquela nota de 100 dólares.

No entanto, claramente, uma lírica do calibre da de Dre merecia um tratamento mais épico. Ben Folds foi um visionário e no seu álbum de covers Supersunnyspeedgraphic, the Lp, fez serviço público e deu-lho. Folds transforma "Bitches ain't shit" naquilo que, para mim, e em alturas específicas da minha vida recente, se tornou num hino, numa atitude e numa filosofia de vida, partilhada por alguns outros discípulos destas sábias palavras. O melhor é que Folds não altera uma palavra à letra original e apresenta uma música de tom delicodoce, com um letra absoluta imunda, e no entanto tão verdadeira acerca de alguns factos da vida. O prodígio foi tanto que a música ganhou uma vida e culto próprios e muita gente acredita actualmente que foi Folds quem escreveu o original, tanto que o músico já anunciou que vai deixar de tocar a música em público, pois quando se passeia com os filhos, os fãs dirigem-se-lhe como "that Bitch guy". Que um caixa de óculos da pop consiga ofuscar um rapper bling-bling de alta roda, eis a prova da maravilha desta cover.

segunda-feira, novembro 17, 2008

É a realidade

Porque de quando em vez, estes gajos ainda conseguem ser acutilantes...

sábado, novembro 15, 2008

Em pulgas

quinta-feira, novembro 13, 2008

Adenda e reflexão actual


Buffy: Does it ever get easy?
Giles: You mean life?
Buffy: Yeah. Does it get easy?
Giles: What do you want me to say?
Buffy: Lie to me.
Giles: Yes, it's terribly simple. The good guys are always stalwart and true, the bad guys are easily distinguished by their pointy horns or black hats, and, uh, we always defeat them and save the day. No one ever dies, and everybody lives happily ever after.
Buffy: Liar.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Diga em sua defesa


Um site que vistio regularmente lança a pergunta: qual o filme que mais vezes vos faz discutir com os vossos amigos? Seja por gostarmos demasiado dele ou odiarmo-lo quando toda a gente o adora. Vou responder à questão, alargando-a para séries de televisão.

Acho que, cinematicamente falando, o assunto que me leva a lançar em apaixonadas e dementes defesas é não um filme, mas toda uma corrente cinematográfica: o cinema de acção brutalista da década de 80. Sempre rebaixado à condução chunga e alimentícia, acredito que há exemplares que merecem uma revisão crítica urgente por olhos atentos. O filme "Predador", de JOhn McTiernan (já aqui classificado como o filme mais másculo de sempre) é um clássico do híbrido ficção científica/acção, com tudo no sítio,inclusivé Scwarzenegger, cuja falta de talento dá toda uma outra dimensão de inferioridade humana perante a natureza. É fácil defender o existencialismo sob a forma de arte e ensaio, mas com frases como "If it bleeds, we can kill it", sublinhando a fragilidade da vida biológica, obra maior é defender filosofia e poesia no meio da acção grunha. É por isso que "Die hard", que é indubitavelmente um dos filmes maiores dadécada de 80 e a melhor fita do género de todo o smepre, será sempre olhada de lado, embora injustamente.

No que toca à televisão, é fácil e por alguns conhecido que defendo até à morte a genialidade de Joss Whedon, o criador de "Buffy,a caçadora de vampiros" e "Angel. O homem criou um consistente universo criativo, onde qualquer um dos personagens principais dava uma série em si. A prova é "Angel", que segue o personagem homónimo, saído do Buffyverse, e que embora menor, é ainda assim interessante e aborda todo um lado dark que raramente se vê na TV. Para além disso, Buffy é uma das mais complexas personagens femininas criadasem qualquer médium, arrumando em espessura psicológica qualquer uma das senhoras de "o sexo e a cidade", individualmente ou em colectivo. Quem quer ganhar a vida a escrever coisas saber reconhecer nas palavras de Whedon o tipo de mensagem que envolve termos filosóficos e linguagem popular. Um homem que faz isso, e se entretém a usar o género fantástico como metáfora para os dramas humano, merece o meu e o vosso respeito.

E vocês? Quais os vossos assuntos de discussão cinéfila/tvéfila entre amigos?

domingo, novembro 09, 2008

9/11/1982


Eu anseio e temo por este dia. Anseio porque é o meu dia de anos, e eu gosto de sentir a passagem do tempo, pelo menos enquanto não me sentir velho; temo, porque o eterno medo de ser ignorado e posto de lado assume o dobro das proporções neste dia. Ser esquecido num dia onde esperamos ser lembrados dói mais. A coisa não começou mal, tenho de admitir ese não tivesse bom senso, poderia ter um dia de aniversário como já não tinha há muito...
Ainda assim, não se está a perder nada. Amanhã são mais umas horas oficiais como aniversariante e se alguma miúda gira que conheço me quiser oferecer um strip, está à vontade. Olhem que sou amigo e até estou a dar indicações de prenda!

Mais a sério: parabéns a vocês por suportarem estes 26. Lamento informar-vos, mas esperam-vos alguns mais...

sábado, novembro 08, 2008

quinta-feira, novembro 06, 2008

Adenda a Obama...


Não é para ser desmancha-prazeres, mas no fundo, eleger Obama como Presidente em 2008 nada tem de revolucionário. Afinal, ele é um negro contratado para limpar a merda que alguns ricaços brancos fizeram. Been there, done that, civilization.

Fantasmas


Do nada, eles saltam das covas onde juramos tê-los enfiado para não mais lhes pôr a vista em cima. Enganámo-nos quando nos enganámos que eles jamais nos voltariam a enganar. Mas, trapaça das trapaças, aí estão eles de novo. Fantasmas do passado, fantamas com formas bem definidias, daquelas que poderiam fazer publicidade a algumas marcas de lingerie.
Eu tenho um bom sistema de remoer paixões não concretizadas, afinal o meu modo de viver o amor, aquele no qual sou um consumado profissional e dou uma cadeira, explicações e consultas online. Mas parece que algo falhou desta vez, porque ela está de volta, pelo menos por uns dias, só para me assombrar, só para ectoplasmar a minha cabeça quando eu não preciso nada disso.

Vou ali consultar um exorcista, já volto...

quarta-feira, novembro 05, 2008

E sim, ele pôde!


Algumas considerações sobre a eleição de Obama:

1 - O homem tem vindo a dizer, durante os últimos dois anos, que a esperança estava caminho. Pensei que ela chegasse quando o elegessem, mas até agora, a doida ainda não me bateu à porta. Ainda não és presidente e já começas a quebrar promessas? Vê lá, meu!

2 - Isto vai fazer esquerdistas embandeirar em arco, apregoando que a América foi liberta de governantes tiranos e de uma espécie de fascismo encapotado, mas o facto é que o que separou Obama de McCain foi exactamente o mesmo factor que separou Bush de Kerry: o factor humano. Mais do que ideias, eles representam alguém com quem o eleitor estabelece empatia. Tentar vender Obama como um elitista foi um erro crasso por parte dos Republicanos, uma estupidez asinina que é mais uma numa enorme pilha fumegante que se amontou nos últimos dez anos. Ah, e Sarah Palin. Escuso-me a comentar esta senhora, já aqui o fiz...

3- Agora que o negro lá está, alguma comunicação social quer pintá-lo de branco. "Ele é um como nós!" Yeah right...

4 - A esperança ainda não chegou, as estradas ainda não estão alcatroadas a ouro, não há caviar em todas as casas... Afinal, Obama é humano!