quarta-feira, agosto 13, 2008

Especial: 10 grandes episódios de "The X-Files"


1 - "Ice", 1x08: Mulder e Scully vêem-se numa base polar, no Árctico, habitada por cientistas que investigam amostras de gelo bem, bem antigas, depois de um incidente, envolvendo uma pistola, uma bala e um corpo humano ter levado o FBI a investigar o caso. A resposta é um pequeno verme que encontra o sue caminho até ao cérebro do hospedeiro, alimentando-se do sue hipotálamo e ijntectando adrenalina no sangue. Um episódio pleno de paranóia, desenrolando-se totalmente na base e um prodígio de tensão com pouco mais do que a natureza humana e alguns efeitos prostéticos a causar-nos calafrios.

2 - "Squeeze", 1x03: O terceiro episódio de toda a série, e o primeiro a não envolver OVNI, inaugura oficialmente o esquema monster of the week que viria a marcar a primeira temporada da série. Aqui, temos um clássico: Eugene Tooms, um homem que consegue distender o seu corpo de modo a passar por qualquer tipo de entrada e precisa de se alimentar de figos para poder sobreviver. Aoesar de ser uma das criaturas mais memoráveis da série, o terror vem do medo universal de alguma coisa inesperada entrar em nossa casa, por onde não esperamos, com o intuito de nos fazer mal, muito mal.

3 - "Beyond the sea", 1x13 - É o primeiro episódio a abordar realmente a perosnagem de Dana Scully e logo com um evento trágico: a morte do seu pai, cuja visão a céptica Scully tem no momento emq ue este morre, a quilómteors de distância. Mas o caso é sobre um serial-killer, Luther Lee Boggs, no corredor da morte, que se diz psíquico e vai dando informações ao FBI sobre um outro serial-killer que está a actuar. Para além do tenso jogo de quid pro quo entre Scully e BOggs, na linha de "o silêncio dos inocentes", há a brilhante interpretação de Brad Dourif, um homem cuja cara parece ter sido esculpida pela equipa de maquilhagem de "The X-Files"

4 - "Darkness falls", 1x20 - Um alerta ecológico contra o desbaste de florestas. E estamos em 1993, sem alarmices Algorianas. Um factor paranormal é um mimo: ao derrubar árvores no estado de Washington sem apelo nem agravo, uns lenhadores libertam uns insectos que estavam hibernados e que começam, implacavelmente, a matar gente. A partir do momento em que Mulder, Scully e dois representantes da empresa dos lenhadores são obrigado s a ficar trancados numa casa, é a pura claustrofobia, monstrando que mesmo neste planeta cheio de cidades, ainda há muitos espaços onde estamos completamente indefesos.

5 - "The host", 2x02: Russos, problemas com radiações e um parasita do tamanho de uma mota nos esgotos de Baltimore. Enough said.

6 - "Duane Barry", 2x05 - Numa das participações especiais mais memoráveis da série, Steve Railsback interpreta Duane Barry, um homem que afirma ser raptado frequentemente por extraterrestres e que toma de assalto uma agência de viagens, fazneod várias pessoas reféns. Mulder, como especialista em tudo o que é spooky, é chamado para negociar. O episódio tem duas partes e na segunda, Scully é raptada, naquele que foi um dos pontos de viragem da série.

7 - "Fearful simmetry", 2x18 - A abertura deste episódio ficou-me na memória muito tempo depois de o ter visto: uma força, aparentemente invisível, derruba tudo à sua passagem numa cidade, matando um trabalhador de umas obras na estrada. Mais à frente, deparamo-nos com um elefante, morto de exaustão, deitado no alcatrão. Um gigantesco WTF atravessa-nos a cabeça e parece que tem tudo a ver com jardins zoológicos, extinções e extraterrestres que mostram mais preocupação pela nossa fauna do que nós.

8 - "Dod Kalm", 2x19 - Mulder e Scully são enviados à Noruega, quando são desobertos corpos de mairnheiros de um navio norte-americano que parecem ter envelhecido anos numa questão de dias. Este episódio contém momentos importantes no desenvolvimento da relação entre Mulder e Scully, e também a curiosidade de ver os protagonitas como se tivessem de 80 anos para cima. Para além disso, o gimmick é uma delícia.

9 - "The calusari", 2x21 - Uma fotografia tiradas segundos antes de um miúdo de dois anos morrer parece mostrar uma intervenção espiritual em todo o rpocesso; e quando outra pessoa na família morre, a avó chama os Calusari, que são exorcistas à romena. Terror em doses cavalares e possessões demoníacas com fartura, num episódio que nos lembra que esta série, de vez em quando, tem como único objectivo causar-nos pele de galinha.

10 - "Humbug", 2x20 - Este episódio marca o momento em que o wonder boy Darin Morgan escreve pela primeira vez para a série. Morgan, que viria a escrever dois dos melhroes episódios de "The X-Files", aborda aqui um caso que decorre numa comunidade composta apenas e só por freaks circenses, como mulhere sbarubdas, o homem que come tudo e a mulher sereia. Uma pequena delícia, o paranormal no meio do anormal, e uma pequena homenagem ao vaudeville e aos tempos de PT Barnum.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Força aí, miúda!


Telma Monteiro não ganhou nenhuma medalha e já li e ouvi chamarem-lhe desilusão e fracasso. A miúda tem 21 anos; então e se não subiu ao pódium. Dez milhões de portugueses também não.
E lembrem-se: ela é das únicas atletas giras da comitiva olímpica portuguesa. Já viram as tipas do remo? Então, vejam e dêem graças.
Telma, 2012, 2016 e talvez 2020. Esquece lá as chinesices e força aí, miúda!

quarta-feira, agosto 06, 2008

"The dark knight"


Estive várias semanas sem escrever coisas a sério para os clientes deste blog, porque, pronto, há preguiça e um segundo buraco no meu rabo, o que lido assim desta maneira faz com que eu pareça saído do filme "O expresso da meia-noite". Mas não. Foi mesmo um bisturi que o fez. No entanto, prometi a mim mesmo que regressaria mal visse "The dark knight". Isto porque desconfiava que seria, vou usar a minha expressão geek para quando gosto mesmo de uma obra cinematográfica, uma puta de filme. E é. Não é uma puta de filme de super-heróis; ou a puta de um blockbuster. É uma puta de Filme. Assim mesmo, com F maiúsculo, que é como o referirei ao longo desta review, e para afastar de vez preconceitos generalizados.
"The dark knight" não é uma sequela directa do filme anterior. Fora um pequeno cameo que não revelarei, não há ligação directa com a história de "Batman begins". Basicamente, Batman conseguiu cumprir o que desejava: quebrar o domínio da Mafia, inspirar medo nos criminosos e criar uma reacção na apatia das pessoas, reacção essa que surge simbolizada por Harvey Dent, procurador-geral de Gotham que usa a filosofia "doa a quem doer" e consegue ser esse oxímoro que é o advogado idealista. Este envolve-se com Rachel Dawes, a ex do alter-ego de Batman, o milionário Bruce Wayne, agora mais habituado ao seu disfarce de playboy internacional. No entanto, o desbaratar da Mafia deixou um vazio no submundo criminoso. É aqui que entra o Joker, indivíduo misterioso cujo vestuário parece saído de uma produção de Filipe la Féria, e com um tempramento que, acredito, o lendário encenador não desdenharia.
É aqui que entra o bizarro, porque falamos de um blockbuster, ainda por cima um que envolve heróis de BD. A referência mais louvável que tenho nesse campo é, obviamente, "Batman returns", um dos grandes filmes dos anos 90, uma obra que trasncende o género de "filme de BD" para se transformar numa reflexão sobre anormais. Enfim, um género em si mesmo, o género de Tim Burton. Sempre soube que um filme deste tipo podia ser uma metáfora para problemas existenciais e pessoais. O que não sabia, e me apanhou de surpresa neste "The dark knight", é que os filmes de BD podem ser uma reflexão sobre filosofia, política e moral. Porque em última instância, o fiulme é tudo isto, e é isso que me fascina. Para além de ser um filho das dores existenciais pós-11 de Setembro, "The dark knight"coloca questões incómodas, sobre a natureza do bem e do mal, o que é humanidade e sobre o que está assente a sociedade em que vivemos, ou, noutras palavras, até onde é que as pessoas aguentam ser civilizadas, qual o momento a partir do qual vale tudo. Qual o momento em que o Joker passa a ser o símbolo do comportamento... Pelo meio, e como se isto já não bastasse, entretém-se a dissecar a natureza do heroísmo e a validade de lutarmos por causas. Tudo isto em duas horas e meia, embrulhado por entre belas sequências de acção e personagens que são arquétipos dos valores em choque do filme, como qualquer uma das boas histórias e eopepias mítico-mitológicas antigas, que ainda hoje nos fascinam. No fundo, os personagens são complexos, mas ressoam naquilo que representam: Batman é um herói, cujo desrespeito pelas leis é necessártio, mas não será isso condenável e até fascista?; o Joker como a Anarquia e Coas em abstracto, o elemento que puxa o herói até ao limite, que não pode ser derrotado pela força bruta, porque tira tanto gozo da destruição que provoca como da destruição que provocam nele; Harvey Dent como o verdadeiro herói trágico deste filme. E vamos ficar por aqui no paleio sério que já pareço João Lopes. E acreditem: por muito que respeite o homem, ele não nasceu para gostar de blockbuster snorte-americanos. A não ser que Spielberg os realize.
Christopher Nolan excede-se na realização do filme. Embora, a certa altura, pareça não conseguir aguentar todo o arcaboiço do filme, resiste e leva três histórias que davam cada uma um filme num todo razoavelmente coeso. Melhrou mesmo na execução e filmagem das cenas de acção, aumentando a sua dimensão e filmando a Chicago que é Gotham como uma personagem integrante do filme. É lamentável que ainda não tenha aprendido a filmar cenas de luta: fá-las da mesma maneira, e sempre mal. Mas realmente, para quem escolhe actores como ele, isso é um pormenor de somenos: falar de Heath Ledger é reduzir o que ele faz no ecrã. Na sala em que vi o filme, o público estava completamente preso a Ledger, e este é o único elogio que me vão ouvir dizer. Tudo o resto já ouviram por aí. Aaaron Eckhardt ainda não é uma estrela nbão sei como, porque ele consegue representar com igual eficácia as duas, digamos, faces de Harvey Dent. A meu ver, a representação mais esquecida do filme (tirando o apagamento brilhante de Gary Oldman na personagem de Gordon) é Christian Bale. Soturno, sorumbático, lacónico, ele é o o que aguenta o filme, por entre os verdadeiros murros do estômago que vamos recebendo. Não se deixem enganar: apesar do enorme sucesso que está a ter, não estamos em território do feel good movie. A única luz que vemos ao fundo do túnel, por vezes, é a abnegação de Batman, ver até onde ele está disposto a ir para defender Gotham, e a decência, mesmo quando o mais indicado seria fazer o contrário. Bale representa tudo isto de forma brilhante.

Para não alongar m uito a coisa, vão ver. Quanto mais não seja, para se unirem a todo um conjunto de críticos em Portugal que está a deitar abaixo um filme que tem sido universalmente louvado. E sim, eu tenho de dizer isto rque é merecido: obrigado, Heath Ledger.

quarta-feira, julho 30, 2008

sexta-feira, julho 25, 2008

E por estes dias, sinto-me assim


Definição de Luminary:

Aparentemente, indivíduo que entrou em avançado estado de invisibilidade

quinta-feira, julho 24, 2008

O desaparecido

Uma semana de ausência tem uma justificação simples: uma cirurgia, ou basicamente a confirmação de que ando mesmo doente. Um pequeno corte no meu bem esculpido e torneado rabo obriga-me a estar permanentemente deitado de barriga para baixo, proibindo-me de um acto a que dou renovado valor: poder sentar-me.
Isto significa que vou ter de esperar mais uns penosos dias para ver "The dark knight"; que a minha já de si anoréctica vida social fica reduzida à estrutura de uma Olívia Palito; que os meus rins querem explodir; e que a solidão é ainda mais solidão. Tudo coisas boas, portanto.
Sucede-se o mesmo fenómeno do homem casado. Tal como este, mal se apanha com um anel no dedo, é alvo de toda a espécie de investidas amorosas, também eu, em prisão domiciliária, recebo vários convites para ir aqui e acolá. Se estivesse bem de saúde, seria algo que não aconteceria, porque, defendo esta máxima, a vida não é justa. E esta frase é a prova de que a lei dos rendimentos decrescentes se aplica a este blog: quanto mais se lê, menos se aproveita.

Tenho aqui uma série de observações sobre o quanto me sinto mal de momento, mas vou guaradá-las para o livro "Como não aproveitar os dias", a sequela do best-seller "O otário: 1001 maneiras de se rebaixar, sem que isso o leve necessariamente a algum lado." A Bertrand não está interessada, mas parece que o Turíbio já reservou 10 exemplares para venda.

sexta-feira, julho 18, 2008

A Lena d'Água nunca fez isto na nossa

Mas eu sempre desconfiei que a Feist tinha DNA da Rua Sésamo algures no corpo.

7 de Agosto devia ser já ontem 1

90


Eu não acredito em tipos genuinamente bons. Mas acredito em Nélson Mandela.

quarta-feira, julho 16, 2008

Dr. Horrible: Act 1


Que Joss Whedon é um génio (e sabem que só uso esta palavra justificadamente), está inscrito na Lei Geral do Universo. O homem tem um dom para a escrita que só está ao alcance dos predestinados e invejo-o e admiro-o em doses iguais por isso. Quando o juntamos a Nathan Fillion (que tão bem o serviu em "Firefly", e me deu uma das maiores alegrias dos últimos, ao fazer o meu irmão tornar-se fã de "Serenity" só pela sua personagem) e Neil Patrick Harris, que são só dois dos actores mais cool do actual panorama televisivo, o resultado é orgásmico. "Dr. Horrible sing-a-long blog" é uma série de três actos, exclusiva para a Internet, que relata a história de um vilão, o Dr. Horrible do título, que quer aderir à Liga do Mal, embora tenha muito pouco de realmente mau, e goste de uma miúda cujo maior sonho é salvar os sem-abrigo. Pelo meio, há a sua nemesis, o herói Captain Hammer; e pelo meio, números musicais e o tradicional diálogo whedoniano.

Quem estiver interessado, tem bom remédio: http://www.drhorrible.com/

O regresso


Quem está atento aos sinais, sabe que o mundo anda a passar mal: desde os corredores da UEFA até ao Zimbabwe, passando pela redacção do "24 horas", algo estápodre. Algo cheira mortalmente mal.
E outro sinal surgiu no nosso negro horizonte: ao que parece, uma instituição que se pensava (e se suspirava de alívio por) estar morta e enterrada ressuscitou novamente, com renovada energia e planos maquiavélicos. Trata-se dos Óscares, besta disforme que certos habitantes ceirenses lembrarão, não com muito gosto, e que regressa ao nosso convívio. As boas notícias é que vai morrer outra vez, da próxima vez que se realizar a cerimónia. É certinho. Algumas almas penadas acharam boa a ideia de se fazer um funeral condigno à criatura e por isso, ela volta a respirar fetidamente.
Ao que parece, entrou na era moderna e tem um site e tudo: www.oscares.lusotenis.com

Pessoal ceirense, dêem lá um salto e vejam a coisa com olhos de ver. Participem, contribuam para a morte de algo cuo óbito será por todos celebrado. Os Óscares morrem, longa vida às pessoas de bem.

segunda-feira, julho 14, 2008

quinta-feira, julho 10, 2008

Plagiando a Pimpinela: parte 1


Escuaso será dizer que, quando me sentei no banco da paragem do autocarro, estava somenteà procura de ver os minutos passar até que o paquidérmico veículo me aparecesse à frente. Nunca contei que ela me surgisse, lá ao fundo. Nem sei bem como reparei nela. Talvez haja uma antena no interior do meu cérebro que capta vibrações de perfeição; mas lá surgiu a figura, por detrás do painel publicitário. O meu olhar foi puxado na sua direcção, como se um halterofilista tivesse decidido, de repente, amarrar uma corda ao meu pescoço, e testado uma teoria segundo a qual o meu cérebro se colaria ao meu crânio se ele mandasse uma puxadela. Quando o meu cérebro bateu, baralhou os meus olhos. Mas então apercebi-me de que não tinha sido bem a minha massa encefálica a confundir-me: fora simplesmente o facto de estares agora à simples distância de um toque.

Antes que ficasse em superior estado licantrópico, tentei recuperar a minha compostura. O problema é que uma simples visão da sua pele branca despertava em mim a vontade de passar a minha língua pelo seu braço, como se o quissesse arar. O terreno, pelo menos parecia-me fértil. Dei por mim a querer perguntar-lhe todo o tipo de coisas interessantes: filmes preferidos, o que achava ela sobre a situação económica do país, qual a cor da sua roupa interior ou se ela levava a mal que a beijasse sem nunca termos trocado uma palavra sequer. No entanto, um olhar dela levou-me a reduzir-me ao tamanho de uma ameba, e que a resposta àquela última pergunta seria um soco de KO ao primeiro round. Se ela me fazia aquilo com os olhos, nem queria saber do resto.

- Tens horas?
Pensei que tinha sido um voz do Além, provavelmente o meu primo Mário que era relojoeiro de profissão, mas nunca anda com horas certas no pulso. No entanto, o meu primo Mário estava no Botswana a vender roupas por catálogo e era mudo, quando um búfalo o atropelou, ao fugir de miúdo que se vestira de Super-Homem. Virei as minhas pupilas na direcção do meu medo e afinal, era ela.
- Não, mas tenho relógio. Serve?
Ela mexeu os lábios, naquilo que interpretei como um sorriso. Podia ser simplesmente uma tentativa de retirar um bocado de espinafre dos dentes com a língua, mas eu presumi que não. É o meu maior defeito: eu presumo muita coisa.
- Desde que não seja relógio de sol. O dia está enevoado.
Já tínhamos uma coisa em comum. Ambos mandávamos piadas muito parvas.
- É lunar, funciona pelas marés.
Ela penetrou-me com um raio invisível vindo dos olhos e senti o mesmo que os meninos da Casa Pia quando descobriam que estavam em casa do embaixador Jorge Ritto. Devia acabar com as tentativas de ser humorista. Olhei para o meu relógio.
- 15.25. É boa hora?
- As horas não são boas, nem más. São neutras e estão à esperas que as enchamos com a alma.
Ui, uma filósofa. Detesto filósofos, mas para esta abria uma excepção, porque era o meu tipo de filósofa preferida: longas pernas, apreciável decote, uma cara acabadinha de esculpir por Rodin e aquele ar de quem sabe o porquê de um homem que discursa começar a entaramelar as palavras quando uma mulher lhe enfia a ponta da língua na orelha.
- Talvez por isso haja horas fantasmagóricas...
Elea sorriu, agora a sério, e sentou-se ao meu lado. Agradeci em segredo ao almanaque "Borda d'Água". Tinha lido esta frase lá, numa vez que ajudara o meu avô numas vindimas, e só pensei que me fosse ser útil para saber quando plantar agriões. Afinal, parecia que a agricultura aqui ia ser outra e a minha língua ainda podia arar qualquer coisa.

Fim da 1ª parte

segunda-feira, julho 07, 2008

O Maior da pintura faria anos hoje


Marc Chagall, "Auto-retrato"

quinta-feira, julho 03, 2008

quarta-feira, julho 02, 2008

Flutuações de humor


Quando se começa um dia com o lema "Precisamos das pessoas" e se chega à noite a pensar "Adorava viver num mundo sem elas."

Até os zombies apoiam Obama!

terça-feira, julho 01, 2008

PSA


Soltaram 24 futuros chefes mirins em pleno habitat selvagem Se abandonar o seu local de residência, aconselha-se prudência máxima, sob o risco de graves consequências. A Protecção Civil já considerou esta praga pior que a dos camionistas, mas menos perigosa que EMOs e Meninos do Senhor.

terça-feira, junho 24, 2008

E os nomeados para pior filme de super-heróis são...





Os bons andam todos a morrer... 2

George Carlin. Nome cimeiro da stand-up, polemista profissional, um homem junto do qual o nosso Bruno Nogueira é um menino de coro. Um tipo que toda a vida fez humor furioso, em sentido literal, sobre temas tão soft como a guerra, a religião, a existência humana e os nossos limites morais. Também um dos grandes analistas do poder, significado e compoisção da palavra.
Ou simplesmente, um gajo que nos enfia um pau no olho, enquanto nos faz rir ao mesmo tempo. Enquanto nos fala sobre a missão de Deus, por exemplo.

segunda-feira, junho 23, 2008

Annie, "I know UR girlfriend hates me"

Uma menina que ou muito me engano, ou vão apanhar com ela pelos ouvidos dentro daqui a umas semanas...

Encontro de titãs


Faço zapping televisivo numa quinta à noite e deparo-me com algo que me surpreende: sexo explícito a passar na RTP em horário nobre. Fiquei escandalizado, ainda por cima quando os amantes envolvidos obedeciam apenas aos critérios estéticos de um Ciclope com hipermetropia. Falo de Mário Soares, dinossauro político e badohca, e Hugo Chávez, grunho político e megalómano. Estavam a masturbar-se um ao outro.
Calúnia, gritarão! É verdade, verdadinha! Assisti eu próprio. Soares, que ficou para a história como um dos combatentes d aliberdade no 25 de Abril, encontra-se com um governante cuja política interna, se quiseremos ser eufémicos ao máximo, rasa a ditadura, com encerramente de estações televisivas e perseguição política, e a rebaldaria ideológica, pelas provas do apoio dado às FARC colombianas. Esperava-se que frente a frente, numa entrevista feita a partir de um estado teoricamente democrático, Mário atirasse tudo isto à cara de Chávez.
Em vez disso, mostra-se surpreso pelo facto de a comunidade internacional achar que Chávez tem um certo ar tirânico; o governante venezuelano sorri e em troca, chama-lhe Don Mario, vai citando Neruda e outros escritores sul-americanos, acha-se a segunda encarnação de Símon Bolívar, quase classifica Saramago escritor sobrenatural e lembra de como o 25 de Abril o fez querer ser um militar no poder, o que é, em si, uma rude machadada em todos nós que gostamos da nossa revolução.
Isto em cinco minutos. Foi o que me bastou. Saltei da RTP para o meu DVD, onde continuei a assitir aos episódios da 4ª temporada de "Buffy, a caçadora de vampiros". Ali ao menos, a presunção é fictícia.

sábado, junho 21, 2008

Perfil psicológico do povo português, tendo como base a selecção nacional


Um estudo realizado pelo renomado psicólogo Pascoal Drabão, baseando-se nos diferentes momentos da campanha da selecção portuguesa neste Euro 2008, sairá na próxima edição do "Jornal do Incrível", mas este blog conseguiu ter-lhe acesso, por aquilo que na gíria editorial é conhecido por "entrada forçada em escritórios".

Momento 1: Scolari anuncia a convocatória

Toda a gente sabe de tudo: Postiga não está em forma, Petit passou a época toda lesionado, Bruno Alves é o Van Damme do estádio das Antas, Nuno Gomes é uma menina e Ricardo é frangueiro. Se ao menos o Felipão tivesse convocado o Caneira, o Maniche e o Antunes, e conseguisse naturalizar o Drogba, o Lampard e o Lucho González... Clima de desconfiança. Mourinho podia vir treinar a selecção, nos intervalos das sessões de visionamento da série "House", uma da suas bíblias de cabeceira. Vai correr tudo mal e vamos levar 10 da Turquia, 20 dos checos e talvez consigamos empatar com a Suíça. A naturalização de Pepe foi um erro, pois, como se sabe, a nossa defesa é das mais seguras do sistema solar. Queremos acreditar, mas por outro lado somos parvos se o fizermos: desordem bipolar.

Momento 2: Chegada da selecção à Suíça

Portugal é o melhor país do mundo em termos de emigrantes e pessoas que faltam ao emprego para vir gritar o nome de jogadores de futebol. Obediência cega. A mera visão de Cristiano Ronaldo ao vivo ou em capa de revista é arriscar orgasmos múltiplos. Toda a gente sabe que Quaresma tem uma série de alcunhas, que o verdeiro nome de Petit é Armando e que Miguel Veloso é, no fim de contas, um homem. Fase de conhecimento enciclopédico. Rituais tribais: cânticos, pinturas de guerra e a aceitação geral de que Roberto Leal, afinal, é uma músico com algum talento. Lisboa deixa de ser a capital portuguesa, dando o seu lugar a Neuchâtel

Momento 3: Portugal 2 - Turquia 0/Portugal 3 - República Checa 1

Somos os maiores. Temos a melhor selecção dos últimos 3000 anos e nem um Dream Team com Pélé, Maradona, Cruiff, Puskas e Eusébio no seu auge conseguiria derrubar os nossos rapazes. Pepe por 30 milhões foi afinal uma pechincha e se o Sporting vender Moutinho por menos de 400 milhões de euros, é parvo. Ricardo dá segurança e ainda bem que o Quim está lesionado para que não perturbe. Os jogos até à final são para cumprir calendário. Scolari é um génio da táctica, uma espécie de general Patton misturado com Napoleão, e ser-lhe-á dedicada uma estátua no local onde é o pavilhão Atlântico, mal a autarquia lisboeta se decida a mandar abaixo aquele mamarracho. Basicamente, é atalhar até à final, porque a Holanda é uma laranja podre, os Alemães são minis, a Itália parece massa empapada e o franceses vão ser enrabados com baguetes. Vamos vingar-nos de toda a gente, com resultados para cima daquilo que o contador electrónico pode marcar. Herberto Hélder é contactado para escrever uma versão dos Lusíadas dedicada à selecção. Ilusão de grandeza.

Momento 4 - Portugal 0 - Suíça 2

Afinal, há jogadores que não estão em forma nesta equipa. O Miguel passou o ano todo nas discotecas e viu-se o resultado; o Postiga faz o Nuno Gomes parecer o Nistelroy. Ao que parece, há duas verdades com as quais não contávamos: para se ganhar um jogo, é preciso correr, e parece que há outras selecções no Euro que, como dizê-lo, também jogam à bola. O Benfica protesta com a Federação a propósito da situação do Apito Final, e torna-se num dos possíveis bodes expiatórios se a coisa correr mal. Síndrome de tranferência de culpa. Outros candidatos possíveis: o Real Madrid, o Chelsea e o raio dos emigrantes que não deixam os jogadores dormir com o barulho. Reconhece-se o valor à Suíça e fala-se que esta é uma das grandes potências do futebol mundial No entanto, confiança para o jogo seguinte com a Alemanha: eles são uns cepos e nós até deixámos os atletas a sério no banco.

Momento 5 - Portugal 2 - Alemanha 3

Scolari é uma merda, ainda bem que ele vai para o Chelsea! Porque é que o Real Madrid deu 30 milhões pelo Pepe, se ele não apanha uma bola de cabeça? O Ricardo é frangueiro e devia ser desterrado para as selvas da Guiana holandesa, ou no mínimo usar uma trela quando está entre os postes. O Benficq é o culpado disto tudo! E afinal, parece que temos problemas em Portugal! A crise dos combustíveis! Os exames de Português! A Justiça! O Carlos Castro voltou a escrever crónicas do socialite! Já ninguém quer ser português, podemos sempre ser espanhóis que ainda estão em prova. Portugal é um país de catástrofes, não valemos nada, queremos todos sair daqui.
Até 2010, está claro...

Pausa para almoço

Londres, preparativos para a ante-estreia do filme "Hancock"


O gajo tinha estado a colocar as letras durante a manhã toda, e pensou para si mesmo com razão: "Calhava mesmo bem agora uma pausa para almoço"; e lá foi ele, à procura de uma sande. No entretanto, deixou o trabalho a meio, e por muito que apreciemos as pausas para almoço, há certas coisas que é melhor finalizar antes de passarmos para outro assunto. Ou corremos o risco de ser mal-interpretado...

terça-feira, junho 17, 2008

A quotes guide to life: Buffy, the vampire slayer, part 1


Xander: [practicing to ask Buffy to the Spring Fling dance] Y'know, Buffy, Spring Fling just isn't any dance. It's a time for students to choose, um... a mate and then we can... observe their... mating rituals and tag them before they migrate- just kill me!

Xander
: How could you let her go?
Giles
: As the soon-to-be-purple area of my jaw will attest, I did not let her go!

Buffy: Cordelia, your mouth is open and sound is coming from it. This is never good.
Cordelia
: Buffy. You're really campaigning for bitch-of-the-year, aren't you?
Buffy
: As defending champion, you nervous?
Cordelia
: [scoffs] I can hold my own.

Willow
: That's what it was! I mean, why else would she be acting like such a b-i-t-c-h?
Giles
: Willow, I think we're all a little too old to be spelling things out.
Xander
: A bitca?

Principal Snyder
: There're some things I can just smell. It's like a sixth sense.
Giles
: No, actually that would be one of the five.

Buffy: You're a vampire. Oh, I'm sorry, was that an offensive term? Should I say "undead American"?

Buffy
: Are you jealous?
Angel
: Of Xander? Please. He's just a kid.
Buffy
: Is it 'cause I danced with him?
Angel
: "Danced with" is a pretty loose term. "Mated with" might be a little closer.

Os bons andam todos a morrer...


O maior génio da sua área, a caracterização e a animatrónica aplicada ao cinema. O criador do exo-esqueleto original do "Esxterminador Implacável; o homem que deu vida aos dinossauros de "Jurassic Park"; a mão por detrás das tesouras do Eduardo de Tim Burton, e do da sequela em que Batman regressa, o alfaiate do fato de "Predador", o pai que pariu a espectacular Aliem mãe de "Aliens", o metalúrgico reponsável pelo fato de "Iron man"... Alguém que faz parte do nosso imaginário cinéfilo sem nunca lhe sabermos o nome.
Stan Winston: 1946-2008. Nenhuma prótese ou modelo metálico o poderá substituir. Tinha 62 anos.

O "Times" também já sabe?

Afinal, parece que não é só um punhado de portugueses a achar isto estranho...

«Strange kind of justice

It was good to see Uefa’s tough line on FC Porto held for all of a week. Banned from the 2008-09 Champions League for trying to bribe referees in domestic matches during the 2003-04 season, Porto were as good as reinstated on Friday after the sentence was thrown out on appeal. The disciplinary committee will now review the case. And justice will surely be done for, as Michel Platini, the Uefa president, rarely tires of pronouncing, wealthy English clubs are the real cheats. Maybe Manchester United should spend less on players and more on referees.»

segunda-feira, junho 16, 2008

Intermission

Ninguém canta o som, a fúria e a dor como ela. Senhoras e senhoras, Fiona "caça-fantasmas" Apple, com "Not about love"

sexta-feira, junho 13, 2008

Do nosso enviado especial a Neuchâtel...


Scolari vai deixar o comando da selecção para assumir o cargo de treinador do Chelsea, mas tem ainda um objectivo que vai querer concretizar já neste Campeonato da Europa. Depois de 4 anos a criar uma equipa mais competitiva, Felipão deseja acabar com a última barreira entre o futebol e o povo português: a acusação de que o desporto afasta as pessoas dos problemas reais do país. Jornalistas, bloggers e algumas pessoas decentes têm alertado para isto e o "Sargentão" concorda em pleno. Os jogadores apoiam-no e numa reunião nocturna no hotel Beau Rivage, depois de a equipa Rui Patrício/Petit ter ganho ao Tabu às equipas Bruno Alves/Meireles e Cristiano
Ronaldo/Jorge Ribeiro, encontraram uma solução para o problema: usar os seus golos como alertas.
A ideia é simples. De cada vez que Portugal obtiver um golo, o marcador levantará a sua camisola para lançar uma mensagem ao povo português. Scolari está tão orgulhoso que já exigiu ser chamado de "Sindicalistão" em vez de "Sargentão". Sabemos de fontes seguras e sempre fiáveis (a mãe de Cristiano Ronaldo) que o autor original da ideia foi Quaresma, que quando soube que havia porrada nesta história dos protestos se sensbilizado e identificado. O jogador do Porto relembrou uma história de criança, que envolvia alguns indivíduos da Damaia e dois PSP, às 2 da manhã, numa corrida de resistência de meio-fundo por alguns dos bairros mais problemáticos de Lisboa.
Sabemos que cada jogador defenderá o seu problema, qual ministro de um Governo. Dada a fraca probabilidade de marcar golos, Ricardo foi eleito ministro sem pasta. Cristiano Ronaldo, como vedeta, açambarcou o problema do momento, a crise dos combustíveis e até já tem uma frase: "Penso que se eu bebesse sem chumbo 95, não tinha dinheiro para passar da minha grande área. Olhem lá esses cubanos da gasolina!", naquilo que é também uma pequena homenagem ao herói político da sua terra natal; cansado de ser atropelado, Nuno Gomes abordou uma problemática bem menos geral: "Se protestar, saia da frente do camião!"; Pepe lança uma "Dependendo do ministro da saúde, os meus golos iam nascer à Áustria!"; o médio mais influente da selecção, Deco, deixou uma homenagem precisamente à classe média e escreveu para toda a gente ver: "Estão sacando a tua nota, meu! Abre esses olho, porra!", estando as suas duas frases a ser analisadas por Maria de Lúcia Lepecki, a propósito do acordo ortográfico; Moutinho mostrou-se duro com "Estás cansado só de me ver correr? Vai-te cansar a trabalhar mas é, malandrão!". O próprio Quim, antes de abandonar o estágio da selecção, lançou polémica, com uma "O George W. Bush é o Ricardo a sair-se aos centros da política internacional", mas o mau gosto foi notório, não se sabendo quem terá ficado mais chateado, se Ricardo, se as bolas centradas.

Se a UEFA permitir, poderemos já ver alguns destes protestos no próximo jogo contra a Suíça. O maiior problema será o da neutralidade dos helvéticos. No entanto, Scolari já se ofereceu para rapar o seu bigode à Hitler, e com esta situação, a Suíça abrirá certamente uma excepção.

Artigo retirado de "A Bola online"


"Óptimo para os jogadores espairecerem, excelente para a equipa recuperar do desgaste de dois triunfos superiormente conquistados, magnífico para o grupo se recompor emocionalmente do choque inesperado da notícia divulgada, na véspera, à hora da ceia, por Scolari e Madail, a confirmar que o brasileiro abandona o cargo de seleccionador no fim da participação portuguesa no Euro."

E no final de escrever este parágrafo, o jornalista veio-se.

terça-feira, junho 10, 2008

Não esquecer...

Enquanto fiz uma pausa do encontro com a Nat e a amiga dela, soube que outra grande figura aniversariava hoje: Donald, o pato. Parece que foi a 9 de Junho de 1934 que ele apareceu na sua primeira curta-metragem de animação. Aqui fica, como prenda para vós, a curta propagandística, vencedora de Óscar, "Der Fuehrer's face". Verdadeiramente obrigatória para neo-nazis em idade puerial e todos aqueles em geral que defendem o totalitarismo como forma perfeita de governação.

segunda-feira, junho 09, 2008

Parabéns!


A miúda da direita faz anos hoje! Parabéns, Nat! Agora, desculpem-me, mas vou ali ter com ela, parece que me quer apresentar uma amiga...

A arma secreta do exército norte-americano

http://www.time.com/time/nation/article/0,8599,1811858,00.html

domingo, junho 08, 2008

Manual do matrimónio



The beautiful south, "Don't marry her"

70 anos depois

Grupo da Alemanha neste Euro 2008: Polónia, Áustria e Croácia. Perante o favoritismo alemão e trocando a Croácia pela República Checa, o velho Lebensraum que o Adolfo sonhava podia ganhar consistência real neste Europeu...

quinta-feira, junho 05, 2008

Quem nasce assim...


Oliver Stone a fazer um filme sobre política norte-americana e a ser imparcial? Yeah, right!

quarta-feira, junho 04, 2008

Das tripas

Escrevo este post consciente de que sou a pior pessoa para abordar este assunto, pois padeço de uma condição genética que me torna frágil: sou benfiquista. Neste história da suspensão do Porto das competições da UEFA (até ver, que eu sou muito céptico), vai-se falar tanto do FCP como do SLB. Por várias razões, que vão desde o facto de ter sido o Benfica a fazer a queixa como da habilidade com que Pinto da Costa usa o Benfica para sacudir a água do capote e atirar areia aos olhos dos sócios do seu clube.
Digo desde logo que não acho que o Benfica mereça estar na Liga dos Campeões. Qualquer benfiquista de bom senso sabe o horrível campeonato que fizemos este ano. No entanto, isso não impede que alguma justiça não esteja a ser feita. Aliás, foi precios a UEFA para fazer qualquer coisa de parecido com isso. A Liga brincou aos juízes e se dependesse da Federação, em nada se mexeria. Foi patético ouvir Gilberto Madaíl pedir equidade para o FCP quando há alguns anos, o Marselha, clube francês, foi suspenso das competições europeias e perdeu um título europeu em condições semelhantes a estas. Estamos a falar de França, não do Azerbeijão ou de San Marino. Neste caso, todo eu sou a favor da equidade.
O procesos Apito Dourado ainda nao chegou ao fim. Eventualmente, pode-se provar que o FCP está inocente e isto é tudo uma cabala contra o Norte e contra Pinto da Costa, como o presidente portista tanto gosta de gritar, com uma má educação que é descrita por uma comunicação social graxista de fina ironia. Eu não ponho em questão o valor da equipa portista dos últimos anos e a ser provada corrupção, isso torna ainda mais idiota a gestão deste senhor. Quando se tem um clube fraco, entendem-se métodos trapaceiros; quando se tem inequivocamente a melhor equipa do campeonato, é o puro e simples acto de provar o seu poder. Se o Porto não recorre da condenação por actos de corrupção, está a assumir alguma coisa. O próprio presidente disse que perder seis pontos não interessava. Para a nossa Liga, não. Na UEFA, a história é outra. Um erro tão básico é o que está a conduzir a este processo todo, e se o FCP não conseguir reverter esta sentença, o culpado será apenas e só o seu presidente, que põe a sua honra e a sua personalidade acima dos interesses do clube. Virando a guerra congtra o Benfica, usa novamente o argumento regionalista para se desculpar, e faz com que se esqueça de todos os anos de suspeitas e provas de corrupção por parte do FCP, transformando tudo isto numa birra do Benfica. Somos o menino da 2ª classe a fazer quexinhas do calmeirão. Sabem que mais? Ainda bem que alguém o faz.
Apesar do meu benfiquismo, confesso que houve dois períodos em que não fui benfiquista: quando o Rui Águas, o meu jogador preferido, estava no Porto, e quando João Vale e Azevedo foi presidente do Benfica e usou o seu nome para todo o tipo de trafulhices. Não me sentia bem com isso, tenho uma complicada bússola moral. Se isto estivesse a contecer ao Benfica, aplaudiria a UEFA. Não suporto aldrabões, pessoas que enganam os outros. Confunde-me que boa parte dos adeptos portistas que conheço sejam indiferentes a isso. O que importa é ganhar. Realmente, Portugal é um país propício a isso, o sucesso a qualquer custo, a ilegalidade como meio aceitável de chegar a um fim.
Fico algo consolado com isto, porque faz com que um céptico pessimista como eu sinta a felicidade de poder pensar que está errado, e há por aí justiça.

A pedido de um amigo


E com a minha inteira subscrição. Às vezes.

quarta-feira, maio 28, 2008

Web citizens

O último single dos Weezer é acompanhado de um interessante videoclip, que enquanto faz uma sincera homage às figuras de vídeos virais do Youtube, como os cientistas da experiência Coca-Cola/Mentos, a jovem que chora enquanto se pergunta porque raio Britney Spears é tão perseguida ou o indivíduo que falha miseravelmente todas as suas tentaticas de nos mopstrar o domínio de diversas armas marciais, atira-nos à cara o vício que temos de ver esses vídeos para nos sentirmos superiores aos supostos parvalhões que os colocam no Youtube. Quem é mais miserável? Aquele que goza com os outros ou o que se predispõe a ser gozado? Neste caso, tenho de concordar com Rivers Cuomo.

terça-feira, maio 27, 2008

O injustiçado


Há umas semanas, Bob Dylan tornou-se no primeiro letrista musical a ganhar um Pulitzer, o mais importante prémio das letras norte-americanas, que habitualmente é entregue às escritas literária ou jornalística. A comparação de um músico a um poeta é algo de marcante, todos concordamos, ao nível do elitismo intelectual e pode abrir ao reconhecimento de outros génios da lírica, que têm permanecido ignorado e injustiçados.
Espero que proximamente, os Pulitzer premeiem uma das grandez vozes da música do nosso tempo. Um homem que, através da sua palavra, tem chamaod a atenção para problemas actuais, como o sexo, a religião, a política, as guerras no mundo da música e, claro, mamas. Falo de Jimmy Pop Ali, vocalista, mentor e Jesus Cristo da banda Bloodhoung Gang. Um homem cuja mensagem atrai muitos e que urge elevar a um patamar superior. Fica como adenda a uma possível candidatura este bonito conjunto de palavras, onde Pop disserta sobre a alternativa de vida homossexual. Profundo.

"I Wish I Was Queer So I Could Get Chicks"

If your ass is a Chinese restaurant I'll have the poo-poo platter
My friend Jerry Vandergrift kissed me in Home Ec. class
Later in the afternoon some jarheads in the locker room kicked my ass
I said guys I'm like you I like Monster Trucks too
Wanna see how many push-ups I can do?
I just wish I was queer so I could get chicks
Chicks dig guys that are
Queer guys that don't dig
Chicks that don't dig guys like me
See I'm not queer I'm too ugly
But if I were handsome just imagine how great it would be
Incognito as gay though but not actually that way though pseudo homo phony
Maybe it's a stupid theory or maybe just stupidity
But if I was a queerbee in the fashion industry
Scoring with a super model would be easy
Cause 'super model' means voluptuous but is also is synonomous with 'super dumb'
Ya see I'd be a good listener so she'd treat me like a sister and soon I'd become
That trusted friend that cares that rubs her back and braids her hair
No it wouldn't be a week before I'm in her underwear
I wish I was queer so I could get chicks
Chicks dig guys that are
Queer guys that don't dig
Chicks that don't dig guys like me
See I'm not queer I'm too ugly
Doesn't matter what I'm packin' in my denim it's what's in my genes
The only smoked meat the only sausage I would eat is made by Jimmy Dean
See I'm not to keen on the smell of Vaseline
No I'm not Princess Di and I don't wanna be a queen
I wish I was queer so I could get chicks

Anyway if I were gay I'd have to change my name to Dirk or Lewis
Hang out with my mom's hair stylist his name is Kip he's got a lisp he talks like this
And wear my mother's lingerie learn the songs of Broadway
And appreciate Depeche Mode and avant garde ballet
I wish I was queer so I could get chicks
Chicks dig guys that are
Queer guys that don't dig
Chicks dig guys that are
Queer guys that don't dig
Chicks dig guys that are
Queer guys that don't dig
Chicks that don't dig guys like me
See I'm not queer I'm too ugly
And I don't shave my heiny
Don't shave my heiny
See I'm not queer I'm too ugly

sexta-feira, maio 23, 2008

"Indiana Jones and the kingdom of the crystall skull"


Vamos já começar isto com uma opinião polémica: eu gostei do filme. Não estive à espera desta estreia com um sorriso diabólico nos lábios, como quem se preparava para deitar abaixo uma sequela em que o protagonista tem 65 anos e que se mantém teimosamente encaixada num estilo de aventuras que tem umas décadas. Que não se façam erros ou se exagere no tom da crítica, pois um fã a sério do herói deve admitir que Indiana Jones está de volta.
Mudámos da década de 30 para a de 50, e com isso muda também um certo tom da saga. Não adianta estar aqui a contar a história, que não estamos aqui para estragar o filme a ninguém; e também, a Lucasfilm tem processado tanta gente por revelação de pormenores de argumento que eu começo a ter mais medo de George Lucas que do aumento dos combustíveis. Digamos o conhecido: Indiana Jones, caveiras de cristal, soviéticos e o puto dos Transformers. Tudo isto enrolado num argumento de David Koepp.
E o que sai daqui? O que existe em 19 anos de expectativa? Na minha opinião, sai um filme de aventuras que ainda deixa muito boa e má fita do género a deitar bofes pela boca. Há algum tempo que Steven Spielberg não abordava um filme de aventuras puro. "Jurassic park" é de 1993 e o que mais temia é que o homem tivesse perdido a capacidade de dominar tão difícil animal. Sejamos realistas: de quantos bons filmes deste género se conseguem lembrar nos últimos vinte anos? Eu, nenhum; e reparem que os devia haver aos tombos, porque todos os avanços na tecnologia digital deviam dar um maior realismo e poder às imagens, certo? Errado! Spielberg prova que there´s no school like old school e quando se tenta desdizer a si próprio, contrariar aquilo que lhe vai nos genes, é quando a fita corre o risco de descarrilar neste capítulo. Felizmente, não acontece muitas vezes, e alguns efeitos digitais dão espaço a belas cenas, como é a cena final. Harrison Ford continua com uma pedalada impressionante para a idade, embora o mauseamento do chicote não seja o mesmo. No entanto, Ford nunca foge às piadas sobre a idade e uma das características que mais gosto no personagem, aquela habilidade em levar golpes e fazer asneiras, um pouco como se fosse o herói mais improvável da história, assenta-lhe bem no cabelo grisalho, nas rugas e nos gemidos de dor após cada soco e rebolão. E quanto a Cate Blanchett... ela não consegue actuar mal, ponto final.
O filme tem, no entanto, diversos problemas. É certo que Koepp reúne elementos dos 3 filmes anteriores, mas falta um dos principais, que é a interação com alguns personagens secundários. Todos recordamos Sallah, o pai de Jones, Marcus Brody, Marion... Mas mesmo esta, que regressa no filme, parece subaproveitada, mesmo revelando o temperamento que a tornou numa das personagens preferidas dos fãs de Jones. Koepp não consegue recriar isso, e também os one-liners que se tornaram familiares à ponta da língua de muitos. Não há uma única frase que nos fique na memória de forma indelével. O filme parece também ter pouca história para a sua duração, o que faz com que algumas cenas de acção pareçam apenas trapos para encher uma bola. As caveiras de cristal parecem um meor pretexto e falta-lhe algum subtexto enriquecedor, aumentando a sua importância para a história.
Mas chega de coisas más. Eu gostei deste filme. Os filmes de Indiana Jones são para mim, acima de tudo, fontes de divertimento, de falta de pretensiosismo e aquele sentimento de aventuras a 100 à hora que parecem nunca mais acabar. Embora fique aquém de alguns anteriores, como "Raiders" e "The last crusade", é um belo espécime do género de acção, quanto mais não seja porque filma como deve ser a acção, não abusando da trepidação da câmara e dos efeitos especiais e porque Spielberg continua a ter uma equipa técnica perfeita (a fotografia de Janusz Kaminsky é muito boa e Michael Kahn ainda mexe, mas pareceu-me que John Williams meteu o piloto automático aqui, o que é uma pena). Aconselha-se a ir ver, princiapalmente a quem tem dificuldades de encarar o cinema como divertimento. Se viu os filmes de Indiana Jones e ainda tem esse problema, a nossa sugestão é um médico.

Segredos do armário

Apetece-me dizer que isto é épico. É a única palavra que me surge à cabeça para classificar a ópera R/B de R. Kelly "Trapped in the closet". Mais conhecido pelo melaço de "I believe I can fly", R. Kelly conta (e canta) aqui uma emocionante história de traições e reviravoltas que começa com Sylvester (interpretado por ele próprio) a acordar numa cama desconhecida, para rapidamente se ver envolvido em desevnturas conjugais que agradariam a qualquer argumentistas de novelas da TVI. Pelo meio, há anões, mulheres grávidas, romances gays e a noção única, e não exclkusiva da comunidade negra norte-americana, de que a mlehor maneira de resolver diferenedos é sacando de uma arma.
Lindo. É outra palavra, para além de "épico", que assenta bem. Vejam os primeiro cinco capítulos e sintam-se lentamente hipnotizados pela lírica de Kelly.

quinta-feira, maio 22, 2008

.......


O Roberto Leal. Num estágio da selecção. O Scolari a tocar guitarra.
A cabeleira loura mais pirosa da música portuguesa. Ou brasileira. Ou luso-brasileira. Ou mongol. Ou de onde raio ele vem. Com o bigode de Scolari, irredutivelmente parado nos anos 80.

O Roberto Leal. Num estágio da selecção. Este ano, estes meninos não terão o meu apoio de barato.

quarta-feira, maio 21, 2008

Get a gripe

Ela anda entre nós e é pior que desgostos amorosos. Chama-se gripe, esse inimigo invisível que nos entra pelas vias respiratórias com o único intuito de nos atrapalhar a vida por uns dias. É que nem sequer é uma doença a sério, daquelas graves. Basicamente, só arrelia, embora a valer.
Não é justificativo da fraca produção escrita, porque eu para inventar desculpas tenho muito jeito. Compensa o lado não-dinâmico da minha personalidade. No entanto, as dores no peito, as quantidades industriais de lenços de papel nos bolsos das calças e aquela sensação de falta de ar quando me deito à noite para adormecer pertencem ao outro lado da minha personalidade, o lingrinhas; e ambos os lados dão razão um ao outro. O que impede, obviamente que me torne esquizofrénico. E com tanta mania de doença, não dou dois minutos para ficar hipocondríaco.

(Respirar fundo)

Adiante.

quinta-feira, maio 15, 2008

Publicidade a pedido de outrem

É impressão minha...

...ou falta uma semana?

segunda-feira, maio 12, 2008

Sequel

Um pequeno saco de berlindes


Nos últimos dias, tem-me construído... (um top 5 daquelas coisas)

1 - O episódio de "Lost" desta semana.

2 - A confiança de uma pessoa. Um bom tónico contra a velha frase "Ninguém me curte".

3 - "Dance with me", dos Nouvelle Vague.

4 - Tomar decisões que não parecem ter sido tomadas por nós próprios (i.e: meter-me mesmo no meio do barulho que vem daquele parque poeirento do outro lado do rio)

5 - Chamarem-me ordinarão a cantar. Acreditem, não é tão mau como soa.

Um pequeno saco de encasinações


Nos últimos dias, tenho detestado... (um top 5 feito de alcatrão derretido a borbulhar)

1 - O barulho das noites do parque. Já demoro algum tempo a adormecer em condições normais, e por estas alturas, devo ser um dos únicos tipos a morar em Coimbra que odeia a Queima das Fitas.

2 - Tentativas de auto-análise que falham por completo aquilo que sou. Se alguém me quiser tentar descodificar, ao menos que o faça com algum grau de certeza. Ouvir alarvidades à borla do outro lado não é algo que me agrad,e espescialmente quando o meu sono anda perturbado.

3 - Quem não vê os próprios defeitos. Contra mim falo, é verdade, mas eu sei que existo assim.

4 - Um sentimento de mal-estar apocalíptico que me faz concluir que a minha única hipótese de ser feliz é encerrado num bunker coberto de cimento. Depois passa, e vem aquela estupidifcação própria de quem pensa que a sua vida leva a algum lado.

5 - Detestar coisas. Porque eu sou mais do que isto. Não num sentido Paulo Coelhónico, nem dito como se fosse um mantra. Algures pelo caminho perdi-me, e devo andar provavelmente na Birmânia. O que ficou em meu lugar foi um duplo, mas numa versão pior. Quando o original voltar à procedência, se conseguir, sinto que, de alguma forma, isto equilibra.

Natura


Quando um vulcão em erupção e uma tempestade de raios colidem. Chile.
Às vezes, também me sinto assim.

sexta-feira, maio 09, 2008

W


Oliver Stone realiza o biopic de George W. Bush, com Josh Brolin no papel do presidente norte-americano. Alguém também mais está surpreendido como eu?

quinta-feira, maio 08, 2008

Mais uma maneira de nunca arranjar rapariga


O título deste post é um perigo bem real, que se concretizará quando este post for lido. A teoria que vou veicular será polémica, arrasará convenções culturais que duram há décadas, mas é apenas o repôr da justiça e um constatar daquilo que é óbvio. Então, cá vai.
As mulheres sao tão superficiais como os homens.
Vou aguardar uns segundos para a revolta feminina acalme. Já está, meninas? Pronto, vamos a explicações.
Tem sido praticamente uma verdade universal do início dos tempos o facto de os homens serem uns porcos. Desde sempre que isto me preocupou, porque, bem, nesse caso eu não era um homem. A fama do sexo masculino é a de que vai para a cama com tudo o que mexe, mas especialmente com tudpo o que mexe e parece bem. Segundo teorias femininas, firmadas e confirmadas durante anos e anos de filmes, livros e séries, as mulheres sofrem às mãos dos homens e estes têm uma incapacidade genética que os impede de conhecer a existência de inteligência e sensibilidade. Neles, e nelas. Eu cresci com esta ideia. Por isso, sempre tive pena das pobres das mulherzinhas e perguntava-me como é que o meu género conseguia ser praticamente tão malévolo como o Ming, o impiedoso.
Pois bem, a ingenuidade tem limites e está na altura de acertar as coisas. As mulheres são tão superficiais quanto os homens, quanto mais não seja porque nem todos os homens são superficias. Eu conheço-me, sou homem e não sou superficial. De facto, a minha libido responde da mesma maneira licantrópica quer esteja na presença de um corpo com curvas que rivalizam com as do circuito do Estoril, quer se depare com um cérebro cujo poder sexual faz encolher qualquer vagina. Custa-me a acreditar que seja o único, porque nesse caso, seria especial; e qualquer pessoa que me conhece sabe que, claramente, eu não sou do tipo especial. As mulheres respondem da mesma maneira que nós ao chamado eye-candy e se o homem não gosta delas gordinhas (meninas, o Mika está a pregar-vos uma peta das grandes com aquela canção), as mulheres também não gostam de barrigas de cerveja. Portanto, toca a saltarem da toca para dizerem em coro: sim, às vezes, quando olhamos para um homem, só vemos peitorais e rabo. Declarem o vosso amor eterno de 10 minutos pelos peitorais do Matteh McConaughey. Proclamem a devoção pelo cabelo grisalho do Clooney; suspirem pela cara esculpida do Brad Pitt. E depois digam que vêem neles inteligência, carácter e sentido de humor... Tá bem, tá.

No fundo, nós e vós não somos tão diferentes assim. E agora, siga a velha batalha dos sexos na secção de comments.

segunda-feira, maio 05, 2008

Dica aos samaritanos

Um pequeno conselho útil, embora tardio, para os voluntários do Banco Alimentar contra a Fome: na vossa campanha anual de recolha de alimentos em hipermercados e grandes superfícies (ora bem, se uma coisa leva hiper no nome, já quer dizer que é grande, certo?), façam o vosso trabalh
o de casa convenientemente. Quando oferecem os sacos às pessoas para lhes pedir que contribuam, expliquem exactamente o que querem. Podem arriscar-se a que alguém traga carne, ou fruta, ou outras coisas que tão espectacularmente apodreceriam nos vossos armazéns. Por sorte, já estive no papel desses mesmos voluntários uma vez (curiosamente, envergando uniforme mirim, o que me dá a honrosa distinção de estar duplamente no papel de quem faz um frete) e sabia exactamente o que podia trazer.
Eu percebo que deve custar estar lá o dia todo, e ter de aturar pessoas que se estão a borrifar para este tipo de coisas (hei, eu vendo calnedários porta a porta todos os anos), mas uma pequena atenção não para connosco, os que oferecemos sem pedir nada em troca, mas sim aqueles que beneficiarão do vosso excelente trabalho. Fica a dica. Não a da semana, claro. Não tenho classe suficiente para isso.

Miscelâneas! 8


- Mas é claro que não existem lulas gigantes!

- Os dinossauros são parentes das aves

- Controle o seu computador a partir de umas calças


- O exorcista do pub

- Homem mascarado passeia-se empunhando uma motosserra

- Lésbicas contra lésbicos


- Tarado descoberto por psíquico

- Polícia pede impressões digitais a mulher sem braços

sexta-feira, maio 02, 2008

Fade to black (reprise)


Postei há alguns minutos um texto "bota abaixo", um género que eu não visitava há algum tempo. Retirei-o; e porquê? Porque não adianta nada. Não me resolve a má disposição, nem sequer me trará o Euromilhões. Para mais, quem é que se interessa por isso? Nem mesmo Gandhi.
Sigamos como se nada fosse, com as impilcâncias do costume e as piadas de sempre. É isso que conta, não é?

quarta-feira, abril 30, 2008

Para o palco

O teatro faz parte da minha vida há alguns anos.Não sei porque entrou, mas há em mim uma qualquer necessidade de canalizar a minha capacidade de fazer palhaçadas para algo de relativamente útil. Sei que não tenho um talento interpretativo por aí além. Na realidade, sou uma espécie de Orlnado Bloom da interpretação, mas sem o bom aspecto e se o ar gay élfico do Legolas. Fora isso, sou mesmo o Orlando Bloom da interpretação.
Ontem, estreou a mais recente desventura teatral em que me vi envolvido, envolvendo vespas, danças e, como não podia deixar de ser no teatro grego, alguns actores cuja orientaçao sexual se duvida a partir do momento em que entram em palco. Eu não, que tenho 3 filhas na peça; se tivesse só uma, duvidava-se. Duas, pronto; agora três, é o certificado do garanhão. Quero eu acreditar, pelo menos. Sendo a peça uma comédia, estou no meu terreno. Eu sou perito em parvoíces, asneiradas e outras caretas dignas do Batatoon, ou do Jim Carrey, conforme gostem ou não. Devo admitir que me senti bem no papel. Nos ensaios, parecia-me que nunca ia conseguir fazer algo do que me tinha sido dado, mas chegado à peça, e tendo arrancado gargalhadas de uma plateia à qual não conseguia ver caras foi um tónico positivo.
Enfim, quem fez a peça, gostou do resultado, e quem viu também, o que significa que o ciclo de satisfação fica completo. Um agradecimento a quem foi ver: para além de o teatro não tornar ninguém questionável ao nível de respeitabilidade, vêem-se muitas pernas ao léu, femininas e masculinas, e isso nunca pode ser uma coisa má. Quem não foi, terá uma outra oportunidade em Julho. Quer dizer, quem não foi e quer realmente ver. Fica o aviso.

terça-feira, abril 29, 2008

Brisa


Uma mulher, de 37 aqnos, grávida de 7 meses, passa revista às tropas.
É ministra da Defesa, do governo inglês. E vê-la nesta foto é como que sentir uma brisa de mudança qualquer que não se consgeue explicar.