quarta-feira, julho 01, 2009

O Miguel Filho do Jack


Tentei esperar que a comoção principal pela morte de Michael Jackson passasse, mas ao que parece, isto ainda vai durar umas semanas entre exposição do corpo, funeral, testamento, manifestações de pesar, reconhecimento público, homenagens póstumas e até mesmo o reconhecimento de que o gajo não era só pedófilo, mas um músico genial. As coisas que se descobrem com a morte do homem!
Não assisti à mediatização das mortes de Elvis e John Lennon e à sua força no imaginário popular, mas durante o meu período de vida, ja tive a oportunidade de apreciar 4 falecimentos relativamente pesados: a princesa Diana, o Papa, a Amália e agora o Michael. Estes momentos são sempre curiosos e fazem-se pensar nas questões de importância da celebridade, no relativo valor humano e importância das figuras em questão. O que nos atrai a admirar alguém? É isso que, no fundo, nos faz ter uma empatia maior com estes desconhecidos pessoais do que com pessoas que vemos no dia a dia e são nossos amigos. As pessoas descobrem agora que admiravam Michael Jackson. Antes, eles era o pedófilo; agora, é um génio brutal! É normal os artistas terem um lado escuro e auto-destrutivo, e mesmo, como no caso de Jackson, a fama de coias não provadas (não irei aqui discutir se as acusações tinham fundamento ou não). Contribui para o que faz deles mitos. A sua vida privada e aparente excentricidade comportamental levou a que lhe chamassem "Wacko Jacko". E agora, assiste-se ao desmentir de mitos: ele tinha uma doença de pele, afinal as operações não eram só plásticas aleatórias!!
Claro que ele não era só excentricidade, e é por isso que a morte de Michael Jackson é mais marcante que será a a de, vamos lá, Cláudio Ramos. O homem era bom no que fazia, e não era só bom: era um daqueles que dava um empurrão. A habilidade e facilidade com que misturava não só géneros musicais (soube que o irresistível riff de guitarra que abre "Black or white" é de Slash, dos Guns 'n Roses, mas já tinha conhecimento de que a meio da década de 90 ele abriu a caixa de Pandora do batuque brasileiro, quando convidou o Olodum para colaborar em "They don't really care bout us")), mas também artes performativas (dança, cinema, expressão corporal) era notável, e é isso que o distingue de todos os outros artistas pop da nossa história: a habilidade de revolucionar, e de fazer algo de novo. Claro que compôs músicas orelhudas como o caral... Lembro-me que numa conversa coim uma amigo, poucos depois de sabermos da morte do homem, conseguimos enumerar assim de chofre uns dez temas que ambos conhecíamos, e não somos fãs dele. Mas "Thriller", "Don't stop till you get enough" ou "Billie Jean" fazem-me ter vontade de fingir que sei dançar.

Agora, lá foi ele. Não curou o cancro, não descobriu uma energia renovável perpétua, mas gravou uns discos, foi o pai de duas gerações de artistas e pelo meio, fez-me ter pena que nunca tivéssemos tido a oportunidade de assistir a um musical por ele concebido. Parece-me assim de alto, que não é mau legado.
Resta saber se Carlos Cruz terá a mesma avaliação quando bater a bota.

Miscelâneas 18


- Certs glaciares são capazes de encolher. Esta agora!

- O peixe predador de homens

- Cientistas estão a tentar criar vacas que arrotem menos para acabar com o aquecimento global

- Agora querem-me dizer que a inteligência é causa de cancro...


- A rapariga que não envelhece

- Chinês cava buraco de mais de 50 m na cozinha só para ir pescar

- Queres pedir alguma coisa a alguém? Fala-lhe ao ouvido direito

- A verdadeira brigada do reumático

- Os buracos espontâneos do Mar Morto

-Os cães cangurus

quinta-feira, junho 25, 2009

Processo de alargamento


Caiu ontem, assim tipo bomba, a notícia de que a Academia dos Óscares iria alargar o número de nomeados na categoria de Melhor Filme dos actuais cinco para os dez. Nada indica que esta medida seja aplicada também nas categorias de interpretação ou noutras, mas assim à primeira, é uma excelente notícia. Apesar do crescimento óbvio de qualidade dos nomeados e vencedores no útlimos anos, uma coisa tem-se tornado bastante óbvia: a Academia tem revelado uma enorme falta de imaginação na sua definição de qualidade. Normalmente, fica-se pelos suspeitos do costume e não procura em blockbusters, pequenos filmes independentes, obras etsrangeiras ou cinema de animação. O alargamento para a dezena de nomeados pode siginificar que a partir de agora, a variedade seja maior.
Claro que há motivos económicos bem reais por detrás da decisão: as últimas cerimónias foram as menos vistas de sempre e muitos atribuem isso à falta de visibilidade das obras a concurso. Mas se isso significa que erros passados não se repetem, eu por mim tudo bem. Se esta medida tivesse sido aplicada na edição deste ano, "Wall-E" e "The dark knight" teriam aparecido na jogada, e com inteira justiça Se não se pode mudar o conservadorismo dos membros da Academia, mudam-se as regras. Claro que tudo isto pode tirar algum valor a qualquer nomeado para melhor filme, mas vamos a ver isso futuramente. Para já parece-me bem.

A homenagem devida


Aqui há uns tempos, a propósito da ida de Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional, argumentei que Amália não era grande adição à coisa; e hoje, vou aqui defendê-la como artista. A entrar em contradições, ó homem? Nem por isso, mas vão ter de aguardar pelo final da arengada. Lamento se sofrem de ADD.
Anda aí na moda o disco "Amália hoje". Nuno Gonçalves, do grupo The gift, agarrou nalgumas das camções da marcante cantora e ofereceu-lhes roupa nova. Convidou a sua colega dos The gift Sónia Gonçalves, o vocalista dos moonspell Fernando Ribeiro e Paulo Praça a darem voz ao disco. Fizeram as músicas, arranjaram um guarda-roupa catita cheio de simbolismo e estilo e vieram à rua com uma homenagem a Amália. De repente, redescobriu-se o valor musical do que a senhora cantava. As palavras que entoava pareciam ter estado mortas até alguém se lembrar de vesti-las com roupagem pop e cantarolávele para quem não gosta de passar por uncool quando diz "Gosto de fado". Cantam-se os elogios ao projecto, reconhece-se que afinal Amália até tinha jeito para a música e no meio disto tudo, esquecem-se aqueles que são os principais responsáveis pelo sucesso da senhora, a meu ver: quem compunha para Amália.
Não se pode negar uma coisa: aquela mulher era profundamente complexa, dividida entre dois mundos. Por um lado, o regime salazarista tornou-a num símbolo do Portugal do Estado Novo; por outro lado; rodeou-se de artistas que eram esquerdistas degenerados e que foram perseguidos pela PIDE. Amalia ajudou a libertar alguns, como Alain Oulman. Para além disso, havia fados amalianos que eram os hinos que os comunistas gostavam de ter e nunca tiveram. Amália era uma voz poderosa, mas as ideias que veiculava, e o fado que simbolizava estavam para lá do fado e daquilo que a imagem popular retrata dela. Acho que este projecto, não negando que tem coisas boas, acaba por passar por cima disto. Não é obrigação deles claro, é só um disco. Mas centrar tudo em volta de Amália e esquecer David-Mourão Ferreira, Alain Oulman, Ary dos Santos, entre outros, é o mais do mesmo. Amália não saiu do nossos incosciente. Aliás, ela vai estar sempre naqueles que a presenciaram no seu auge. Mas a ideia de que ela era a música está errada e o que este projecto vai fazer é perpetuar isso.
Para quem aguentou isto, justifico o que disse no primeiro paragrafo: Amália está no Panteão nacional como um símbolo fabricado e não como representante de um valor superior. Eu valorizo mais o talento criativo do que o talento natural. É defeito meu. Ela foi uma extraordinária fadista, porque ao contrário de muitas daquelas "novas fadistas" (que andam aí a surgir em geração espontânea...) conseguiu dar entrada a algo novo num género musical que tem tudo para ser repetitivo, chato e monótono. Mas essa obra não foi dela: foi de homens cujo nome é citado em rodapés. O citado Mourão-Ferreira escreveu um notável cruzamento entre Brasil e Portugal, no fado "Barco Negro" (que é das minhas músicas portuguesas preferidas de sempre), anos antes de Fernando Ribeiro andar a tentar Tom Jombimar-se ele próprio no álbum "Amália Hoje".
Para além do mais, há uma coisa que admiro nela: era alguém extremamente deprimido, de forma constante, e àprimeira vista sem motivo algum. Consigo-me identificar. com isso. Mas tenho a certeza de que nem nunca irei para o panteão, nem se farão álbuns em minha homenagem. Só boatos.

Mulheres que me tiram o raciocínio 1


Mélanie Pain. Pela voz, pela atitude. Porque já a vi ao vivo e sei bem do que estou a falar. Porque quando ela abre o novo álbum dos Nouvelle Vague e invoca Depeche mode ao cantar, "Let's play master and servant", eu desejo que ela esteja a ser literal e eu seja um tipo que está por baixo. Porque é um dos únicos seres vivos capazes de me hipnotizar. Essa é que é essa; e sem estar a menos de um metro de mim.
Porque é bizarra. Deve ser por isso.

quarta-feira, junho 24, 2009

Festividades

Celebra-se o décimo aniversário, em 2009, de 1999. Ok, que tem isso de importante? 1999 terá sido, cinematograficamente falando, um dos anos mais cheios e poderosos dos últimos 25 anos. A quantidade de grandes fitas surgidas em 1999 só terá par se recuarmos até à década de 70 do século XX. Pensem bem: "Fight club", "Magnolia", "Being John Malkovich", "Matrix", "Happiness", "Ghost dog", "American Beauty", "The sixth sense", "The insider", "Sleepy Hollow", "Toy story 2", "Man on the moon"... E só estou a falar dos Estados Unidos! Foi um ano de pujança e qualidade, daqueles que saltam à vista pela dificuldade que uma pessoa tem de escolher o melhor filme. Este blog gostava de celebrar este décimo aniuversário, relembrando ao longo do que resta deste ano alguns dos filmes que marcaram 1999. Para uma entrada em grande, fica um vídeo dos Spike Awards, os prémios de um canal televisivo norte-americano que é o correspondente à revista Maxim. David Fincher (DEUS!), Brad Pitt e Edward Norton recebem um prémio de tributo pelos dez anos de "Fight club". Como eu disse uma vez, só era preciso dar tempo para o reconhecimento desta obra-prima.

sexta-feira, junho 19, 2009

Bater no morto


Há uma coisa que em Portugal sempre foi moda, desde que a nossa democracia estabilizou, é atacar o governo em vigor. Permite-se-lhe uma estado de graça, que pode ir de meio ano a um ano e depois, é cascar. Tenha-se ou não se tenha razão. No caso do governo socrático, há bastantes motivos para apontar críticas e defeitos, mas aparentemente, motivação válida é coisa que não interessa muito para quem critica. Tudo o que se puder apanhar para mandar é utilizado. É a natureza da besta política.
A entrevista do primeiro-ministro à SIC foi logo motivo de chacota e achincalhamento momentos a seguir ao término, como pude constatar nalguns twitters que sigo. O homem tinha sido mole e doce, e por isso, ridículo. Quando ele era arrogante e assoberbado, também era mau, por isso, Sócrates teráde escolher uma terceira via. Pode optar pelo banana, mas acho que alguém também ia implicar com isso. As críticas não vieram apenas de políticos, mas também de jornalistas. Ora, eu sempre pensie que a motivação dos jornalistas era informar e não opinar, mas desde há muito que isso deixou de ser problema, oq ue sugere que o código deontológico do jornalista devia ser mudado. O jornalismo português é muito de modas. Quando Sócrates era colocado num pedesteal e fazia asneiras, eram elogios e críticas à oposição que bloqueava a capacidade de decisão do brilhante George Clooney português; agora que já é seguro malhar no homem, um mínimo espirro com baruho bizarro leva logo a perguntas acerca do novo aeroporto.
Pena que essa capacidade de crítica não seja aplicada a quem está na moda. Paulo Rangel, que levou o PSd a uma vitória na eleições europeias, disse ontem na SIC Notícias que a entrevista a Sócrates lembrava as "Conversas em família" e que isto era um prenúncio de regresso ao neo-marcelismo. Em primeiro lugar, acho Paulo Rangel um bronco. É umaopinião que fundamento em perspectivas políticas e também no sue uso da língua portuguesa, que o transformam no equivalente a Jorge Jesus no mundo político. Depois, comparar Sócrates a Marcelo Caetano entra naquele espírito tão lindo que é equiparar qualquer governante aos antigos senhores do Estado Novo. Em Portugal, resulta: o fantasma de Salazar ainda paira sobre nós, porque deixamos, e é um argumento populista de primeira água. No tempo marcelista, existiam, entre outras coisas, uma censura oficial, o aprisionamento de muitos opositores do governo e a manutenção de uma guerra colonial. Rangel prova que tem o raciocínio de um cacao e o rei na barriga. Na verdade, parece-me o ideal para uma figura destacada do PSD.
Claro que isto não saiu em destaque em lado nenhum, não só porque chegámos à banalização da noss aprópria memória, como por aqui, só se bate em quem está moribundo.

Miscelâneas 17


- Da Vinci, o depravadão

- Raposa rouba 100 pares de sapatos, para os filhos brincarem

- Cientistas ressuscitam bactéria de 120.ooo anos retirada da Antárctida

- A verdadeira noiva cadáver

- Prospecção de atletas olímpicos: as paragens de autocarro

- Pequim e a noite eterna

- Homossexualidade é geral no mundo animal. Parece que o Miguel Sousa Tavares fica sem argumentos.

- Sem-abrigo esfomeado apalpa mamas de mulheres para ir para a prisão, onde podia comer


- Peste negra na Líbia: o regresso da mãe de todas as pandemias

- Gorilas com facas. É isto mesmo.

- Presa mulher obcecada por coelhinhos

- Círculos em campos de cereais levam a descobertas em Stonehenge. Pronto.

- O regresso dos cowboys heróis

- Esperma maior do que o animal que o carrega. True story.

Last wishes


http://www.ocregister.com/articles/pixar-up-movie-2468059-home-show

Esta história, que envolve uma rapariga de dez anos com uma forma rara de cancro, o filme "Up" e a prova de que a Pixar é realmente um estúdio à parte é capaz de ser das coisas mais tristes que li ultimamente.

quinta-feira, junho 18, 2009

Remate de primeira

"Tenho a certeza que vou fazer do Benfica campeão. Rima e é verdade"

O Benfica contratou o homem certo para o lugar. Para além de ter escolhido um homem que vai melhorar em muito a capacidade de remate da equipa (pelos pontapés que dá na gramática, deve perceber bastante do assunto), tem agora uma figura que faz Luís Filipe Vieira parecer eloquente.

Numa referência a outro clube mais a norte, parece que o lateral-esquerdo Cissokho já não vai para o Milan, tudo culpa de uma infecção dentária. Comprar jogadores de um clube que mente com quantos dentes tem na boca é sempre uma jogada arriscada.

terça-feira, junho 16, 2009

Pandemia


Parece que anda aí uma praga de falar mal nas minhas costas. Eu devia saber que quando aconteceu não era um surto esporádico, era mesmo doença crónica.

sexta-feira, junho 12, 2009

Previously, on "Lost"...

Na Áustria
Mulher que perdeu o voo AF 477 morreu em acidente de viação

Uma cidadã italiana que devia ter embarcado no voo 447 da Air France, mas não chegou a horas ao aeroporto, morreu num acidente de automóvel na Áustria, revelou a agência de notícias italiana Ansa.

Johanna Ganthaler, uma reformada residente na província de Bolzano (Norte de Itália), estava de férias no Brasil com o seu marido, Kurt. Não chegou ao aeroporto António Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, a horas de apanhar o voo AF 477, que se despenhou no mar na madrugada de 1 de Junho. Todos os 228 ocupantes do aparelho morreram.

O casal apanhou outro voo para Paris, no dia seguinte. Mas foi vítima de um acidente de viação em Kufstein, Áustria, quando o carro em que seguiam colidiu com um veículo pesado. Johanna Ganthaler não sobreviveu ao embate e o marido, que sofreu lesões graves, continua sob observação. Não foi revelada a data do acidente.

12.06.2009 - 15h34 PÚBLICO

Dia de Corpo de Deus

quarta-feira, junho 10, 2009

Dia de Portugal


O dia de Portugal é espectacular, principalmente para quem não anda aí nos cafés a dizer "os espanhóis é que deviam tomar conta disto". Quem estivesse pelo menos uma hora, como eu estive, numa praia espanhola, mordia língua e arrancava os olhos, como penitência por tais blasfémias.
O mais espectacular acerca do dia de Portugal é a quantidade de conceitos errados que temos acerca do nosso país. Não, este post não se vai debruçar longamente acerca disso, até porque ao que parece, o fraco ADD de alguns clientes do estaminé não permite textos muito compridos. Ficam aqui 3 pequeninos pormenores da nossa História que provaveçmente desconhecem.

1 - Ninguém sabe ao certo onde foi a batalha de Ourique

Verdade, verdadinha. Afastando todos os contornos míticos da batalha em si (Jesus aparece a D. Afonso Henriques; 5 reis mouros com exércitos maiores que o Mar Negro; um acontecimento excitante nas cercanias do Alentejo), ninguém pode afirmar com total certeza onde se desenrolou o confronto, o que é incrível, tendo em conta que se chama "Batalha de Ourique", e que é um acontecimento que faz parte do espírito português, como prova o significado do brasão da nossa bandeira. Aliás, há até quem diga que nem sequer foi uma verdadeira batalha! Discutem-se Mértola, Castro Verde e obviamente Ourique, mas há quem desloque a acção para Norte, perto deLisboa.

2 - Isabel de Aragão (aka rainha Santa Isabel, taralalalala) era uma herege...

As certezas não são absolutas, mas um facto consumado é o de que Isabel de Aragão, cleberada por toda a eternidade como um paradigma de beatismo católico se correspondia com indivíduos que a Igreja contemplava gulosamente para a fogueira, como por exemplo Arnaldo de Vilanova e Raimond Lull, dois alquimistas do nordeste espanhol. Estes homens eram reconhecidos sábios no seu tempo, nas áreas científica e mística, mas já se sabe que, historicamente, estes são os primeiros indivíduos a terem uma conversinha com os dominicanos. Isabel chega a chamar Volianova de "grande mestre", o que implica uma relação de discípulo/aluno. Foi, talvez, através de Isabel que entrou no nosso país uma das ideia smais duradouras da mitologia nacional: as três idades de Joaquim de Fiore, que conduziram à criação do Culto do Espírito Santo em Portugal, uma estranha mistura de doutrina católica e paganismo à portuguesa, que sempre sofreu reprimendas por parte do Papado, mas que ainda sssim vingou e continua forte actualmente, nomeadamente nos Açores (o culto do Paracleto) e na zona de Tomar.
Long story short, sim, é provável que pelos padrões da altura, Isabel de Aragão fosse uma herege.

3 - Os Portugueses chegaram à América antes de Colombo

Afastando-nos da questão das reais lealdades de Cristóvão Colombo e de que Eric, o Vermelho terá sido realmente o primeiro europeu a atingit o continente americano (embora provas arqueológics obriguem a teorizar acerca dos romanos também, e nem nos vamos meter nas viagens ao contrário, ou seja, de nativos americanos que deram à costa na Europa), é um facto com várias provas a seu favor de que bacalhoeiros portugueses, liderados por Gaspar Corte-real, terão chegado ao Canadá por volta de 1465. Jaime Cortesão, um dos principais nomes da investigação histórica portuguesa, sempre preferiu a hipótese de Diogo de Teive ter chegado em 1452 à Terra Nova, que usa como fonte principal o filhod e Colombo, que afirmou que o pai copiou uns mapas feitos por um tal Diogoe de Teive que 40 anos antes de Colombo, chegara à zona do Labrador, no norte do Canadá. Claro que Colombo utilizou como referência um planisfério árabe anterior, pelo menos ao século XII, que já mostrava praticamente toda a costa do continente americano, e até um pouco da Antárctida, mas isso são outras histórias a serem discutidas noutros lugares. O que se retém é que a descoberta de Colombo tem muito pouco de realmente inovador.

terça-feira, junho 09, 2009

Parabéns, miúda!


E já agora...

A frase do MSN


Uma tradição de quem usa qualquer serviço de conversação online ou espaço de convívio género Facebook ou Hi5 é a frase que nos define um estado de espírito. Aparentemente, num mistura de letras e sons fonéticos, temos que nos classificar no tempo presente. O que é bom, visto que me deixa expectativa acerca do tempo futuro e o mantém surpreendente.
Há um sem-número de maneiras de se tornar especialista nestas frases, mas visto que nem este blog é infinito, nem a vossa paciência deve ser abusada (tirando a tua e a tua, e vocês sabem bem quem são), deixo-vos com frases tipo do meu MSN, devidamente classificadas. Tenho pena que este não seja um daqueles caderninhos amarelos e pretos da Europa-América, mas a intenção também conta. Ou não, se a concretização material da intenção não aparecer.

10: "A virgindade provoca o cancro. Vacine-se aqui!" - A frase de engate de bar (Outros exemplos: "Gostas de bébés' Eu sei fazer!")

9: "Alguém quer ver os Prodigy nos Alive?" - O convite generalizado, porque como se sabe, só temos no MSN pessoas que conhecemos bem e com quem falamos numa base quase diária (Outros exemplos: "FUTEBOLADA HOJE TERÇA FEIRA 18-20H PPAV 3. APAREÇAM!"))

8: "www.lusotenis.com" - A auto-publicidade (Outros exemplos: "www.lostintheisland.blogspot.com")

7: "O fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade" - A frase auto-importante (Outros exemplos: "Longe da vista, longe do coração")

6: "Nas trincheiras, não há ateus!" - O grito de guerra (Outros exemplos: "Enquanto vergo, não parto!")

5: "O amor é como o vento: não se vê, mas sente-se" - O lugar comum sem lógica ("Ao olhar o passado, só devemos nos arrepender do que não tivemos coragem de fazer.... Nunca do que fizemos")

4: "Que é do rei? O rei foi-se, o rei foi-se, o rei vai nu." - A citação musical aleatória (Outros exemplos: "That is the end of that")

3: "de bem com a vida, as pessoas começam a revelar-se, é bom saber que o meu tempo desperdiçado foi pouco, a vida continua" - O status quo da vida, em delírio paranóico (Outros exemplos: Por acaso, é o único que tenho. Mas é uma frase comprida e é bem ilustrativa.)

2: "Je ne meurs pas, madame, mais je meurs" - A citação literária semi-obscura "Olha como eu sou esperto!" - (Outros exemplos: "You see, my son, here times becomes space")

1: "Muse, 29 de Novembro: ESTOU LÁ!!!!!" - O anúncio pessoal - (Outros exemplos: "Amanhã vou terminar a substituição. Estou com dupla personalidade")

Para robustecimento teórico deste artigo, pede-se ao público que dê o seu contributo. O público tem andado alheado do espectáculo, logo reforça-se este pedido.

Os Marretas no cinema!






sábado, junho 06, 2009

Não fazer reféns


Tenho habilidades sociais que rasam o nulo. Isto é uma verdade com a qual tenho lidado desde há muito. Tenho muito pouca paciência para o superficial e para as pessoas em geral, mas ao mesmo tempo, tenho uma enorme paciência para aturar os outros. Parece contraditório, mas não é. Posso ficara ouvir os outros durante horas, se precisarem de desabafar ou se tiverem problemas. É algo que me aproxima dos padres, à falta da fé religiosa (e que possibilita estranhas situações dentro de provadores de lojas de lingerie também), mas também me afasta dos gajos bem sucedidos pois parece haver uma correlação entre rapazes que estão lá para ouvir as raparigas e a sua condição de solteiros. Cientistas do Botswana estão a estudar este fenómeno e posteriormente, serão publicados os seus resultados.
Situações em que estou perante pessoas que não conheço acabam por se transformar em algo de alucinante e imprevisível. A minha timidez natural evolui rapidamente para incontinência verbal contínua e se bem que nunca me torne chato (aparentemente), por outro lado não fico interessante com a passagem dos minutos. Ou até fico, e até posso aproveitar, mas nunca me dá para isso. Soa a suicídio, e é capaz de ser. Mas pelo que certas pessoas me dizem, o princípio de suicídio parece estar na base da minha relação com as pessoas. Antes de começarem, já eu estou a pensar em que como elas vão acabar, porque todo o tipo de ideias peregrinas me passam pela cabeça: a pessoa vai-me achar desinteressante ou chata, vai passar a andar com outras pessoas; vai-se aperceber que sou um bluff; nunca vai conseguir aguentar as minhas tendências maníacas. Sem querer, ou talvez com esse propósito bem definido, saboto-me. Como se ao entregar-me a outras pessoas, estivesse a condená-las a uma existência tormentosa. E sim, já reparei que tenho uam tendência para o egocentrismo e que esa maneira de me ver como uma praga é pouco mais do que um pessimismo egocêntrico e de auto-importância.
Há um verso de uma canção, em que o autor se intitula: "My own worst friend and my own closest enemy". Hoje, revendo alguns minutos do meu dia, fico exactamente com essa sensação, mas amanha passa e ac ulpa é dos outros. Navegar entre a autoflagelação e a paranóia aguda: quem disse que a existência humana é aborrecida?

quinta-feira, junho 04, 2009

R.I.P


He's gonna walk the earth now. Maybe he'll meet Jules Winfield

terça-feira, junho 02, 2009

segunda-feira, junho 01, 2009

Obsessão

O assunto é a final da Taça. O FCP ganhou o campeonato há umas semanas e uns dias a seguir, era o candidato óbvio a ganhar essa competição. Este ano, os jornais endeusaram o Porto e diziam que chegar aos quartos de final da Liga dos Campeões era genial e aparentemente, a única razão pela qual os portistas não ganharam ao Machester foi porque deixaram o Cristiano Ronaldo usar duas pernas num campo de futebol, o que é sempre desagradável para os adversários.
Pinto da Costa estava num jantar de sócios e simpatizantes e tinha todo este vasto leque de assuntos para abordar. Afinal, saiu na mó de cima neste ano e quando isso acontece a qualquer um de nós, a reacção mais humana é cagar o porco. É oq eu faz de nós a espécie dominante. No entanto, para surpresa apenas daqueles que não conhecem o verdadeiro espírito portista, qual foi o assunto que decidiu abordar? O Benfica. Estão a ver, aquele clube que não joga nada, e que é uma reles merdice comparada com o Porto, e ai que coitados, toma lá que fomos campeões? Os lampiões, os merda-seca, os que vivem no passado, os reles, o clube que não interessa? Estão a ver, não estão? O Porto, num ano de dominação do futebol nacional, através do seu presidente, decide entreter-se a falar do Benfica.
Sim, eles são os filhos do dragão. Mas a julgar pela obsessão, acho que a mãe delesé uma águia... Jeez!

sexta-feira, maio 29, 2009

10 coisas que me fazem feliz... ou qualquer coisa lá perto


Uma determinada pessoa lançou, assim à papo seco, um desafio: nomear dez coisas que dêem assim felicidade instantânea. Visto que essa pessoa respondeu, há uns tempos, ao meu desafio das mentiras, parece-me de elementar justiça que sigo o apelo e coloque aqui essa dezena. O que se segue vai do mais prosaico ao mais estúpido, passando até por um punhaod de momento que podem ser classificados de inclassificáveis. Fica ao vosso julgamento.

1 - Ver um episódio de "Lost" novinho em folha (escutar aquela voz a dizer "Previous, on "Lost"..." é algo que se paroxima perigosamente da ejaculação precoce

2 - Passe de Aimar, Cardozo com a bola no pé esquerdo e golo do Benfica! Sim, sou homem, e então? Labrego com orgulho. Fico contente com vitórias do Benfica, esteja onde estiver. Já derrotas de outros clubes... Não necessariamente, mas a prisão de alguns dirigentes dos mesmos dar-me-ia a sensação e justiça no mundo. Isso pode equiparar-se à felicidade.

3 - Planear uma coisa qualquer nos escuteiros, aplicá-la e os putos ficam contentes. Há muito poucas coisas mais recompensadoras para mim.

4 - Ler qualquer coisa de uma determinada rapariga de cabelo claro de nacionalidade não portuguesa e que até sabe tocar flauta transversal e umas coisas de arquitectura

5 - Um encontro de amigos que de repente evolui para uma conversa inesperada, longa e interessante

6 - Qualquer tipo de toque carinhoso que me seja feito. Sou puto desta maneira.

7 - Encontrar pessoas com quem tenha empatia imediata

8 - Escrever em plena inspiração.

9 - Aconselhar coisas a amigos e eles gostarem mesmo. Faz-me sentir útil no meio da minha improdutividade.

10 - Haver arroz doce quente para comer, feito pela minha mãe

Hum, e acho que é isto. Deve haver mais, inclusivé as clássicas "Paz no mundo", "Os outros estarem a dar-se bem na vida", "Ganhar a lotaria" e afins. Mas estas são as minhas 10, e sou-lhes fiel.

quinta-feira, maio 28, 2009

O eu verdadeiro


Há, realmente, pequenos acontecimentos que me relembram do porquê de a minha vocação interior ser o pessimismo. Não sei porque é tenho por vezes a ousadia de duvidar disso.

Dois apontamentos sobre as Europeias


Escola Básica em Bragança. Vital Moreira passeia-se pelos corredores e a criançada rejubila, salta e pula, vem dizer-lhe olá. Vital diz que é aprova do apoio ao PS. Eu acho mas é que o confundiram com o Avô Cantigas.
E querem saber o quão surreal e interessante está a ser a campanha para as Europeias? O PP quer-se assumir como força de protesto contra o grande capital, os monopólios económicos e os conglomerados empresariais, defendendo os direitos dos trabalhadores. O que se segue, Pinto da Costa a dizer que é do Benfica desde pequeno?

quarta-feira, maio 27, 2009

Cover up

No Cover up de hoje, apresenta-se uma banda que trabalha dentro do sistema, ou seja dos estúdios. Eles são os Vitamin String Quartet, fundado por quatro membros do conjunto de músicos de violinos, violoncelos e afins a trabalhar para a Vitamin Records. Tudo começou em 1999, quando decidiram começar, e logo com uma das bandas mais importantes da história do rock: os Led Zeppelin. Desde aí, têm afiambrado os catálogos de algumas das bandas mais conhecidas da actualidade, como os Aersmith, Smashing Pumpkins, U2, Nirvana e Foo Fighters, ou cantores como Bjork, Fiona Apple e Bob Dylan.
A versão que vos trago hoje, e porque tenho ouvido esta banda em alta rotação nos últimos dias, é dos Green Day, e saúda o regresso da banda do Oakland aos arranjos instrumentais de cordas no novo "21st century breakdown". Depois de experiências bem sucedidas (em temas como "Misery" e "Last ride in"), que o público conhece em "Time of your life", eles voltam a convocar o poder de um arranjo orquestral, embora menor, para amplificar uma música, num álbum que deve muito ao rock sinfónico. Fia então a versão dos Vitamin String Quartet de "American Idiot", primeiro single do álbum homónimo.

terça-feira, maio 26, 2009

Tenho pena que não exista...


... uma impressora de imagens mentais.

Heresias!


Aparentemente, hoje é o "Towell day", nome inspirado por aquele que é, segundo Douglas Adams em "The hitchiker's guide to the galaxy", o objecto mais importante que podemos possuir se por acaso viajarmos pelo universo à boleia. Ora, neste dia, nerds e geeks de todo o mundo rejubilam, pois este é seu. Logo, porque me identifico com essa imensa nerdland que povoa o nosso mundo, tenho razões para festejar e declarar amor prfesso por "The X-Files", "Lost" e todas essas paixões que me consumem e rivalizam com a energia que a minha libido pede.
Num apontamento relacionado com este dia, há notícias pouco animadores: os detentores dos direitos das personagens de "Buffy, a caçadora de vampiros" decidiram que querem ir para a frente com mais um filme acerca da personagem. As más notícias é que Joss Whedon, senhor do universo, homem genial e um dos meus mestres eternos, não teria nada a ver com o assunto. Ora, isto é um ultraje! O primeiro filme sobre esta personagem foi uma tragédia de uma ponta à outra e só quando Whedon meteu mão a este universo é que a coisa encarreirou e deu ao mundo duas excelentes séries, "Buffy, a caçadora de vampiros" e "Angel". Tirar Whedon da equação é como o assumir de que se quer ser estúpido. Parem a asneira antes do tempo, meus amigos! Mostrem algum respeito ou então, para todos os efeitos, esse potencial filme não existe, na minha existência. Nunca subestimem op grau de paixão de um nerd.
Ou levam com uma toalha molhada no lombo.

domingo, maio 17, 2009

Problemas no mundo religioso


Bento XVI está preocupado com a possibilidade de Jorge Jesus vir a treinar o Benfica na próxima época. Aparentemente, desviando-se do Porto, pode causar gravoso cisma com o Papa do Norte.
No entretanto, Nossa Senhora de Fátima deu um salto a Lisboa, onde não há azinheiras, mas conseguiu, em poucas horas, desiludir os seus muitos fãs. Desmarcou-se de uma aparição nocturna pois tinha um jantar-convívio com o Cristo-Rei, a propósito do centenário.
No Brasil, milhões de brasileiros, que sabem que Deus é brasileiro, riem-se à grande quando pensam que há quem festeje 50 anos de uma miniatura que eles mandaram para cá durante o Estado Novo. Mas pelo meio, 100 morrem de dengue, e no fim, quem se ir somos nós.

sexta-feira, maio 15, 2009

Land of the lost


Dois gigantescos murros no estômago e a dúvida pendente até à próxima temporada, para além de duas horas passadas a incrivelmente torcer pela explosão de uma bomba de hidrogénio. Foi o último episódio da 5ª temporada de "Lost", concerteza, razão pela qual o meu irmão esteve prestes a chamar uma ambulância do manicómio. Quem chegou até aqui, entrou no barco e tem de embarcar até ao final; quem ficou pelo caminho e nem sequer entrou, um violento "Shame on you!!".

quinta-feira, maio 14, 2009

Daqui a uns minutos...

The man who wasn't there


O tipo que assina "luminary" no final das coisas ainda vive. Ele quer crer que sim, e se não deixa de falar de si próprio na 3ª pessoa, como os jogadores de futebol, ainda é capaz de dar um tiro nos miolos.
Ora, na semana passada, andei por Málaga, uma cidade espanhola à beira-mar, que me fez lembrar porque é que odeio estar abobrado na praia e porque é que o mar é uma daquelas coisas naturais que nos faz escrever lamechices dignas de um Paulo Coelho. Apesar de estar organizada em declive, nunca nos cansamos quando a subimos ou descemos, o que é admirável, tendo em conta experiências pedestres de pesadelo que tive há alguns tempos, pela serra da Lousã. Visitou-se um castelo em boa companhia, dormiu-se num seminário (sozinho, sublinhe-se e sossegue-se a imensa legião de fãs) e até houve tempo, pelo meio, de actuar no palco de uma universidade, para um público espanhol que percebia tanto de português como eu de élfico. No entanto, figurinos de estalo e uma luz digna de "Star Wars: versão Filipe la Féria" tornaram a experiência compreensível.
Não vim de lá com o bronze no Verão, mas é compreensível, pois possuo uma fina camada protectora que há muito tempo me serve de escudo contra o sol, e que se chama "penugem preta". No entanto, gozou-se o mar e por muito agradáveis que sejam os rios, poucas coisas substituem a ondulação, o ocasional pitolito salgado e sair do mar com a sensação revigorante do frio atlântico. Houve tempo para expôr algumas luminárias académicas aos prazeres mais básicos do escutismo e arruinar para gerações vindouras a reputação dos sábios do futuro. Fica o vídeo no final do post.
Tudo somado, foi uma semana relativamente engraçada e melhor do que era esperado. Fica sempre aquela sensação de "Podia ter levado uma caçadeira e reclamado Olivença, entre outros mimos", mas esse é sempre um problema quando nós, portugues, viajamos até ao país vizinho, que parece não conhecer a noção de emergência quando se trata da assistência em viagem.

domingo, maio 10, 2009

Aconselhamento

Depois de prendas de Natal, estes dois indivíduos regressam com conselhos acerca do que oferecer no dia da Mãe. Meninos, amem as mães!

segunda-feira, maio 04, 2009

Malaguetas


A gerência anuncia que vai para Málaga hoje à noite e só volta quinta-feira, a hora incerta. Nesse período, por problemas relacionados com confiança nos outros que reportam ao período de 15 de Setembro de 1998 a 3 de Agosto de 2004, a manutenção desta zona ficará a cargo de ninguém. O autor vai de férias, e o vosso sofrimento também, pelo menos até quinta. Mas na sexta, a dor voltará. Até já!

Assim de repente, obrigado!


http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378463&idCanal=36

P.S: O melhor programa da televisão portuguesa da década de 90 não o esqueceu e fez-lhe uma homenagem/paródia.

- The most amazing home videos are here

sexta-feira, maio 01, 2009

Uma milena


Da última vez que postei, há uma semana, dei por mim a olhar para um número: 999. Este é o prenúncio de um dos números mais redondos e emblemáticos que existe, o número 1000, e também significava que o próximo post, no caso este, seria o milésimo. Em primeiro disse para mim: 1000 posts é muita fruta, e no caso deste blog, é inacreditável a quantidade de treta que já saiu deste teclado, e deoutros por onde percorri os dedos com o simples objectivo de chatear os leitores com a minha vida, as minhas dúvidas, as minhas inquietações e também na minha eterna busca pelas mamas de uma mulher. Em segundo, o que fazer num post deste simbolismo? Deve ser algo de marcante, que assinale, como quem marca gado com um ferro em brasa, a importância do feito.
Mas não vai ser. Não haverá festa, nem best of, nem "este blog pelas palavras de outras pessoas", nem um concerto com uma big band cheia de super-estrelas. Isto vem de uma pessoa que gosta do número 1000. Um dos meus assuntos históricos preferidos, o Milenarismo, está intimamente ligado ao número com os três zeros a acompanhar. Aparece apenas o mesmo indivíduo de sempre, com paleio de gosto questionável e aquelas velhas estratégias de sempre (o humor auot-depreciativo; expressões altamente rebuscadas; estratgemas humorísticos que vai roubar a Woody Allen) para vos arrancar um sorriso e deixar bem-dispostos. Queria só deixar aqui a referências a algumas coisas, sem as quais este blog nunca existiria. A primeira é a minha demorada obsessão com a minha vida pessoal e suas desgraças, comubustível essencial e primário para que este 1000 chegasse e para que outro 1000 venha, provavelmente; o segundo é a minha professora de Português do Secundário, que um dia me disse "Sabe, Bruno, você tem jeito para escrever. Porque não treina mais em casa?"; e quase 10 anos depois, cá estou eua seguir o conselho de uma senhora de cabelo grisalho que nunca mais na vida e que, sem alguma vez pretender o mal de ninguém, ajudou a libertar uma besta disforme, da qual este blog é apenas um membro; e a quem tira uns minutos do seu tempo diário para vir aqui, convencido de que vai ler algo que contribuirá para o seu bem-estar. A esses, em primeiro, um abram os olhos. Em segundo, um encarecido obrigado por alimentarem o meu ego comatoso, convencendo-me de que isto pode ir a algum lado.
Em Agosto de 2005, começou esta saga. Por outro lado, ninguém ainda vê data para que ela acabe. Espera-seapenas que não demore 1000 anos.

P.S: A foto que encima este post liga de outra maneira este blog ao 1000. O nome com que assino os posts não é é um assomo mourinhesco, mas sim uma singela homenagem a um dos meus episódiso preferidos de uma série de que muito gosto. O episódio chama-se "Luminary" e a série é "Millennium".

sexta-feira, abril 24, 2009

Conhece o teu inimigo


Umas das minhas opções a nível de gosto que é cada vez mais difícil de defender é o facto de a minha banda preferida ser Green Day. Nunca o foi quando eles deixaram de ser populares e não o é por terem voltado a sê-lo. Quando não eram populares, fazia mal, porque eles haviam deixado de ser relevantes; quando voltaram a sê-lo, era parvo, porque eles são uns vendidos. Depois, há o problema de corrente artística: eles chamam-se de punks e não o são. Chulos! Depois, vou ouvindo outras coisas simpáticas: que eles roubam a música a não sei quem; que eles morreram depois do "Dookie"; que eu gostar de Green Day é uma "surpresa desagradável", que é "inesperado", que o facto de serem a minha banda preferida é impróprio...; que eles deram origem a não sei quantas pragas musicas... Enfim, apesar da popularidade, não é uma banda fácil de se defender que se gosta.
Para mais, quando digo "Gosto de Green Day", arrisco-me a escutar "Porra, só os putos é que gostam de Green Day". Eu sempre disse que de maturidade tenho bastante pouco, se calhar é por isso...
Arrepiando caminho: não sou punk, logo, essa história de ser punk não resulta com argumento para mim. Não pertenço a nenhuma família nobre do séxulo XIX, será que posso gostar de Beethoven? Para além disso, o movimento punk nunca me disse muito, porque gosto de coerência e também de que as coisas tenham um propósito final e não sejam apenas algazarra. Se querem acusar os Green Day de alguma coisa relativamente ao punk, é o de quererem convencer o público de que este movimento tem consciência social, o que é falso; os melhores álbuns deles estão depois do "Dookie", como o prova "Nimrod"; eles são capazes do mais mainstream e do mais bizarro; e numa época onde aparentemente a boa música tem de entrar por um caminho de vale tudo e experimentação que faz crer que quanto mais esquisito melhor, sabe bem ver que existem bandas que ainda sabem como se esreve uma boa e escorreita canção.
Quanto ao que interessa, o videoclip do novo single "Know your enemy" estreou hoje e é uma coisa simples e que aposta no visual e em 3 ou 4 planos bem esgalhados. A música em si é bastante banal e é provavelmente o pior primeiro single da carreira da banda de Oakland, California, na minha opinião, batendo "Minority". Isto, por enquanto, não me faz temer nada, não só porque já ouvi outros temas do álbum (que achei bastante bons), mas também porque "Minority" estava encaixada em "Warning", um álbum com muitas coisas interessantes lá dentro, e uma ou outra bizarria. Bizarria e rock dos três acordes não combinam, pois não? Também me pareceu.
Fica aqui o videoclip e um espaço da minha inteira responsabilidade para levar pancada, porque com este post, estou a pedi-las. :)

segunda-feira, abril 20, 2009

The weak knight

De súbito, alguém faz do Super-Homem, um personagem que, opinião pessoal, tem muito pouco de cool, um tipo baril. Perante a seriedade e drama do Batman, o Super-Homem surge neste dois cartoons como um gajo porreiro e reinadio, que encara com calma e descontração os altos e baixos daluta contra a vilania. Bryan Singer, põe os olhos nisto!

No segundo clip, o Super-Homem vai de férias e pede ao Batman que fique a proteger Metropolis. Participação especial de alguns elementos da Liga da Justiça.

sábado, abril 18, 2009

Carrossel

Este novo anúncio da Philips, do realizador Adam Berg, está muito bem esgalhado!

sexta-feira, abril 17, 2009

Miscelâneas 15


- Médicos filipinos avisam que a crucificação faz mal à saúde. É capaz.

- Uma estátua de Jesus feita em Lego


- Parece que Einstein e Newton era autistas. Isso faz-me sentir ainda pior.

- Luta de peidos acaba em esfaqueamento. Silent, but deadly.

- Cuidado, piratas da Somália: os golfinhos estão contra vocês!

-O russo com uma árvore dentro dos pulmões

- O homem que mordeu a cobra

- O verdadeiro homem-morcego

- A minha religião? Jedi!

- Conselho do ministério da saúde: morder o próprio pénis... é pernicioso

Sugestão cinematográfica 1



Chama-se "Hurt locker" e é o novo filme da realizadora Kathryn Bigelow, uma mulher de testosterona. A temática é relativamente nova e centra-se na vida dos destemidos homens que desarmam bombas em cenários de guerra. A atentar: Jeremy Renner, um actor do qual ainda não ouviram falar. Até agora

Previsões,o tanas!


Os meteorologistas são criaturas mravilhosas; têm umas antenas muito lindas e uns aparelhos al,tamente fiáveis, uns satélites de metal que dão voltas à terra e houve uma altura em que detinham o monopólio de gajas boas a apresentar televisão.
Disseram que esta semana ia estar um sol de rachar, depois de um começo molhado. Chama isto previsão.
Os tomates, é que lhes tenho a dizer.
Eu até gosto de chuva (e neste momento, acabo de ganhar 789 inimigos). Se há prazeres que são deliciosos, são aquele que envolvem gotas de chuva, um telhado ou uma vidraça, um sofã e um cobertor por cima de mim. Aliás, este cenário está bem para cima de delicioso. Podem dizer que é sádico, tendo em conta que enquanto gozo, há gente lá fora a ser fustigada, que eu não me importo. Só não gosto é de futurologistas que se enganam.

terça-feira, abril 14, 2009

domingo, abril 12, 2009

Música de elevador

Chorem, donzelas!!!!


Corín Tellado: 1927- 2009

Não nasci para isto


Ao contrário de um mito urbano que eu próprio me encarreguei de espalhar, possuo uma ou outra qualidade. Se são qualidades válidas ou não, está aberto à discussão, e encoraja-se à mesma, tudo à vista de um pau de marmeleiro que tenho ali atrás do portão. Sei reconhecer algumas à vista desarmada e vergar-me à evidência de outras em apontamentos de conversa com outras pessoas, embora duas ou três (assim de repente, carisma é uma delas...) sejam bastante duvidosas e existe a necessidade de novas pesquisas nesse sentido para de apurar objectivamente a sua existência.
Uma qualidade que certamente não possuo é a de ser um bom conversador a nível espontâneo; e o que é isto? É simplesmente conseguir gerar conversa a partir do nada. Não é comigo. Durante um tempo, tomei isso como sinal de que sou profundamente desinteressante. Talvez até seja, mas não é por isto. É porque simplesmente, quando chega a minha vez de criar paleio com outra pessoa, surgem piadas parvas sem graça nenhuma, temas absurdos e hermético, e também um comentário de teor sexual que, nas circunstâncias certas,lançaria a terceira guerra mundial entre os dois sexos. Tudo o que seja uma pessoa a falar pelos cotovelos e eu a aplicar aquele comentário certeiro que a faz rir e falar mais, estou lá, e até pareço um gajo porreiro; agora, se houver silêncio instalado e eu for forçado a dinamizar um diálogo, esqueçam lá isso e é melhor meterem o rádio na M80 e metam a música mais alta. Acho que é a única coisa que gostava de ter em comum com o Malato: conseguir falar com toda a gente.
No entretanto, vou tentando aprender coisas que não se devem fazer com aquilo que eu não sou, seres humanos perfeitamente formatados para existirem em sociedade. Aparentementem, uma grande parte consegue passar uyma existência inteira sem usar a palavra "hermético". Acho que vou começar a melhorar-me por aí.

quarta-feira, abril 08, 2009

Violência doméstica

Uma colaboração do realizador britânico Joe Wright e da actriz Keira Knightley (que já haviam trabalhado em "Pride and prejudice" e "Atonement" começa como um interessante exercício de estilo cinematográfico e acaba com a brutalidade devida ao tema que retrata. A ver.

terça-feira, abril 07, 2009

Vício do almoço


Terceira season de "Millennium". Agora tendo a Fox, é uma sobremesa perfeita. Uma série uns cinco anos à frente de tudo o que se fazia. Futuramente, recordarei aqui Frank Black. Por agora, deixem-me apreciar.

16 de Abril: single day

Turbin



Esta semana, fui subir aqui uma serra destes arredores. Chamam Trevim ao cimo daquilo e é um nome bonito. Parece quase o título do próximo granbde êxito da Disney, de tão meloso que é. É um engano, digo-vos eu já. Porque o Trevim deu cabo de mim. Picadinhas e picadazorras, alcatrão e cascalho, vento de nortada e sol para me deixar vermelho como se tivesse acabado de emborcar um frasco de malaguetas... É tipo Inferno, mas sem a par6e infernal.
Parte da culpa é minha, visto que a regularidade do meu exercício físico é a prova real de que no caso jurídico de que sou acusado, maus tratos corporais a mim próprio, sou culpado, e com agravantes. Ou recomeço a pensar que estar sentado não conta como desporto, ou então os meus pulmões vão mirrar e os meus músculos vão comeaçr a servir simplesmente de tecido isolante do meu esqueleto. Sempre me pude gabar de uma boa compleição física para caminhar: quando em raids, era sempre um dos que ia à frente, ou então servia de carro vassoura ou acompanhante para aqueles que sentiam mais dificuldades. Aqui, foi descalabro. Quando vi uma mulher com idade para ser minha mãe dar-me uma sapatada, soube de imediato que este era um daqueles momentos vergonhosos que um dia alguém contará no meu casamento para efeitos humorísticos e desmoralizadores quando à noite de núpcias.
Enfim, voltei de lá vivo, mas com foles e bolhas nos pés, o que é inédito. Nem tudo são humilhações e desgraças. Vim de lá com umas lições para a vida e estar com uma certa e determinada miudagem é o tipo de coisa que me alegra o fim de semana. De facto, por eles, ainda faz sentido andar por aí de lenço ao pescoço e feito contradição andante; e sair de dois dias de caminhada feito manquitó.

P.S: Em relação à foto, duas coisas: falta de fotogenia e uma horae meia de sono. Repito: hora e meia de sono.

quinta-feira, abril 02, 2009