sexta-feira, novembro 10, 2006

Lista de perguntas Lost


Tenho recebido várias queixas de leitores deste blog, a quem tenho de pedir desculpa, acerca do excesso de dedicação a uma determinada série de televisão, sobre uns palermas perdidos numa ilha. Lamento imenso, mas é mais forte que eu. Pode considerar-se comportamento de dependente, mas não me importo.
Acalmai-vos: nos próximos 3 meses, Lost entra de férias, e durante muito tempo não ouvirão palavras como Jack, Locke, Ben, Juliet, Hatch, Others e afins; no entanto, intermitentemente, aparecerá a palavra showdown. Portanto, deixe-me aproveitar os próximos 3 ou 4 posts para descarregar aquilo que teriam de aguentar nos próximos meses. Deixem que os Lostómanos que frequentam este antro tenham uma última oportunidade de alegria antes de entrarem em depressão. Obrigado.

Ora bem: peço a ajuda de todos os fãs que por aqui passam de modo a elaborarmos as perguntas Lost para as quais ainda não temos resposta. Para já, deixo 10. Continuemos no espaço para comments.

O que é a ilha?
Qual o objectivo da Dharma Initiative?
Existe só um grupo de Others (isto relativamente aos sobreviventes)?
Como é que o Locke ficou confinado numa cadeira de rodas?
Será Ben o patrão máximo dos Others que conhecemos?
Quem é o gajo de pala no olho?
O que raio é aquele pé gigante com quatro dedos?
O que é o monstro?
Para que são os ursos polares?
Qual a obsessão dos Others com crianças?

Um momento

Num início de tarde solarengo (mas aquele sol que dá mesmo gosto apanhar nas costas), desço a minha rua muito descansadinho, a ouvir música com duas castanhas quentes na mão e mais umas quantas no bolso. Enquanto aprecio este momento, que me está a saber mesmo bem, apeteceu-me gritar: porra para as gajas, porra para quem não me curte, porra para io raio do desemprego, das preocupações, do Sócrates, das misses t-shirt molhada (bónus, bónus) e para tudo o que me apoquenta e me deixa a vida num desassossego! Deixem-me comer castanhas quentes

quinta-feira, novembro 09, 2006

Rendo-me!


Pronto, Mariana (aka Maryland), eu desisto: aqui está hoje é dia 9 de Novembro, faço anos e pronto. Cá está o post! :)

A caridade...

...é uma coisa bonita, e dar um milhão de dólares à Guiné-Bissau (um páis liderado por aquele senhor honesto chamaod Nino Vieira, sabem?) é lindo, lindo; mas afinal não havia dinheiro para as câmaras utilizarem para compensar os prejuízos das últimas cheias e afinal agora virámos Bill Gates? Tudo bem, eu sou um tipo humanitário e tal, mas...

segunda-feira, novembro 06, 2006

Lost in the island 5


E que dizer do melhor episódio desta seaosn até agora, opinião de quem escreve e sempre discutível? Teve de tudo: reviravoltas, confirmações, deslindar de mistérios, uma morte, novos personagens e um ódio de estimação pessoal que começa a crescer. Por onde começar? Bem, este vai por tópicos, para ser mais fácil de acompanhar:

1 - O tumor: A minha louca teoria de que os raios X vistos por Jack no episódio 4 eram de Locke foi por água abaixo e por uma vez, a lógica fez-se valer: o tumor é mesmo de Ben. O plano urdido pelo líder dos Others é incrivelmente diabólico e lentamente, as razões pelas quais aqueles 3 foram raptados, tornam-se claras: são duas pessoas que mexem com Jack, Kate de uma maneira, Sawyer de outra (relacionada com Kate) e quer-me parecer que Ben fará valer-se da dinâmica de casal entre Kate e os dois womanizers para faezr quebrar Jack. Está na cara que Jack vai operar Ben, mesmo com a pressão de Juliet (espantosa cena, a dos cartões) para que este realize o contrário. O complexo de salvador que o médico-cirurgião carrega é muito mais forte que ele e que qualquer vontade de sair da ilha. Aliás, Jack não me parece ser o tipo de pessoa que ceda a mind games, a não ser que, ealgo que não me parece que vá a ocorrer, tudo seja uma grande urdidura conjunta entre Juliet e Ben para testar Jack. Desculpem-me os defensores dessa teoria, mas é algo forçado... Na realidade, Jack poderá estar a manipular os dois Others no intuito de se salvar e mais aos dois companheiros que estão nas jaulas. No entanto, a coisa poderá virar no próximo episódio, se ele souber que, a ver pela preview, Sawyer e Kate se vão engalfinhar à séria... mas Jack já percebeu que não o podem matar, nem maltratar, ele é demasiado importante para isso, e como não é burro, percebeu que algo de errado se passa entre os Others em termos de liderança. O sexto episódio será, para mim, a tentativa de fuga de Jack.

2 - Uma viagem à selva: Deixando Mr. Eko à parte, o grupo que partiu para a selva reuniu os suspeitos do costume: Locke, Sayid e Desmond (esta semana, sem apostas para o Totoloto) teve a companhia de Nikki e Paulo. Se bem que Nikki, assim vestida, se revela numa excelente adição para Lost, Paulo e as suas urgências intestinais depressa se estão a juntar a Charlie na minha lista de vítimas acidentais de uma queda de um precipício na ilha. As fãs de Santoro que me desculpem, mas ou ele começa a fazer alguma coisa de jeito, ou então que venha o monstro fumarento! Nikki, esse, reparou num pormenor tã, tão óbvio, que espanta que o sagaz John Locke tennha deixado escapar. Algo de irreal... O que se reteve desta visita à estação Pearl foi o aparecimento de um homem com uma pala preta no olho. A julgar pelo mapa que nos foi dado a ver no episódio "Lockdown", poderá ser alguém numa das estaçlões restantes (tem-se avançado a estação Flame) e, possivelmente, será um indivíduo que pertence ao grupo de Inman, o homem que Desmond encontrou na estação Swan (vulgo The Hatch). Ou seja, é um caramelo que está na ilha há cojones... Como terá ele perdido aquele olho? NUm confronto que um urso polar?
E por falar em desventuras na ilha, será que Rousseau desapareceu assim de repente?
E porque seria a estação Pearl filmada, como pareceu na altura em que esta foi encontrada por Locke e Eko? Será que é Ben quem está a monitorar? E se sim, saberá ele da existência do zarolho?

3 - RIP, Mr. Eko: E morreu o padre! Diga-se que se Eko tinha de morrer, seria às mãos de um monstro, porque, francamente, quem poderia dar conta dele?
Na minha opinião, acho que fica um sentimento de dever cumprido no trajecto básico de Eko como personagem, e aparentemente o actor que o interpretava escalrecera desde o início que só pretendia ficar um ano na série, mas claro que se este lá tivesse ficado, haveria certamente muito mais para contar. Ficou esclarecido o porquê de ele construir a igreja e o sue papel na série, que era, obviamente, devolver Locke ao caminho da fé.
Eko permitiu também criar uma relação de irmãos verdadeiramente complexa em "Lost". Não me venham falar de Boone e Shannon, porque não vale a pena. A ligação entre Yemi, um padre, e Eko, o irmão criminoso que, em última instância, deu a alma para salvar o irmão mais novo, foi bem desenvolvida e sentia-se em Eko um genuíno amor quase paternal relativamente a Yemi. Quando ele descobre, após a morte do irmão, uma fotografia de ambos na sua bíblia, é desses momentos que se faz televisão que realmente prende a emoção. Se bem que, acho, há maldade intrínseca à alma de Eko, não sei se ele é verdadeiramente um pecador. O fumo, aparentemente, é como um juiz da ilha, com uma estrutura moral que muito deve ao catolicismo: arrependes-te, pode ser que te safes; não te arrependes, lixas-te. Na verdade, esse fumo parece reunir dados sobre as pessoas na ilha (por isso, o seu primeiro encontro com Eko não foi uma fuga, mas sim um agrupar de informação) e tem o poder de assumir formas humanas e animais (o pai de Jack, o cavalo preto de Kate, mesmo Walt e claro Yemi) e por isso Eko ouve daquele que se parece com o irmão "You speak to me as if I were your brother") É uma teoria como qualquer outra. De qualquer forma, acho que o fumo negro é o único mistério da ilha que não pdoe ser explicado em temros puramente científicos.
Eko tinha uma dos "melhores" passados entre os sobreviventes e tudo o que ele tentou faezr foi a~daptar a sua maneira de ser à definição de bem dos outros. Quando ele diz "I did my best", eu acredito que ele acreditasse nisso; mas não foi o suficiente. O último plano dele e do irmão, em pequenos a caminharem com uma bola de futebol, confesso que me arrepiou. Para além disso, vou sentir a falta do seu bastão bíblico...
Ah, e será que "We are next" é algo de real ou apenas fruto do julgamento de Eko?

Para a semana, Kate casa-se. Upa, upa!

Desenganem-se: há sempre pioneiros...

O sucesso do último de Nelly Furtado levou a que os telejornais, revistas e órgãos de comunicação voltassem a focar a atenção na luso-canadiana, depois do relativo fracasso de "Folklore" e do afago orgíaco ao ego da Pátria que foi a rodagem constante do tema "Força", durante o Euro 2004. "Loose" será, à partida, um álbum atípico para Furtado, que normalmente mistura pop e folk nos seus álbuns com precisão, mas que neste se mostra claramente mais virada para a onda hip-hop e sexy da sua vida. Quase s epode dizer que ela está, de facto, bem inserida na indústria musicla norte-americana. É assim que a publicitam por cá também: uma jovem luso-descendente que contra ventos e marés triunfa, tornando o sucesso contagiante a todos nós, portugueses aqui deste lado. É um milgare tal que nos parece instantâneo, que basta um portugu~es surgir que tem logo sucesso.
No entanto, Nelly não foi a primeira luso-descendente a tentar penetrar na indústria pop dos EUA. Teve uma percursora, que embora não tendo a Dreamworks a apoiá-la, nem qualquer grande companhia discográfica, ainda mantém uma carreira e tentou, em grande estilo, ser uma estrela. Falo de Nikka Costa, nome que ouvi por acaso quando ouvia a Antena 3 em 2001, pela boca de Pedro Costa, porventura uma dos melhores radialistas e descobridores d enova música da Rádio nacional. Costa, que é filha de Don Costa, compositor de temas para grandes lendas da soul, como Aretha Franklins ou as Divines, transmitou essa soul para a filha, cuja voz, opinião de quem escreve, é melhor que a de Nelly Furtado, embora o sucesso não seja, obviamente o mesmo. A tendência portuguesa para a publicitação dos casos de sucesso leva a que se esqueçam os casos de fracasso, que são tão importantes como so primeiros. Por isso, este blog faz a devida vénia a Nikka Costa, a primeira artista pop portuguesa que teve a coragem de usar um nome luso na sua denominação artística. E para aqueles que, querendo desmentir, verificarem que "Whoa Nelly" foi publicado em 2000, gostava de lembrar que o álbum só começou a rodar cá em 2001, como é hábito (vide "Songs about Jane" dos Maroon 5, por exemplo, banda altamente comercial, cujo álbum só ganhou notoriedade quase dois anos após ter sido publicado, em Los Angeles).
Fica, para comparação, o vídeo de "Like a feather", primeiro single do álbum de 2001 "Everybody got their something".

sábado, novembro 04, 2006

Mas estão a gozar comigo?

Hoje, uma amiga pergunta-me se sou feliz. Respondo-lhe que não; ela diz que o conceito de felicidad é relativo. Também é verdade; no entanto, mantenho o não.
Venho a descer a minha rua à noite e num carro, um rapaz e uma rapariga envolvem-se em acto sexual. Nice.
A minha mãe diz que vou ser uma criança para sempre. Fabulous.

É impressão minha ou a vida está-me a enfiar qualquer coisa pelos olhos, e que essa qualquer coisa se chama fracasso pessoal?

sexta-feira, novembro 03, 2006

Desinspirado

Uma amiga minha, que volta e meia frequenta este estabelecimento, opina que eu devo andar com pouca inspiração, pois tenho postado menos que o costume; ela tem razão, respondo-lhe, e percebo que escrever muito sobre Lost e postar vídeos não é a maneira de melhor mostrar inspiração. De facto, tenho andado desinspirado, e por vários motivos: não estou deprimido, não estou feliz, ando neutro, não ando apaixonado... Enfim, as coisas que normalmente me fazem carburar não estão. No entanto, estou-me a esforçar por combater isso, é o que posso prometer. Não quer dizer que esteja a fazer o máximo para me deprimir (desiludi-vos, vilões meus), antes tento procurar ser feliz. Espero que este ano, que começou mal e andou pior até mais de meio acabe bem. Que toda aquela má fase tenha tido um propósito bom, o de descobrir realmente o que me faz feliz. Já me fez, felizmente, dar resposta a algumas dúvidas e a olhar bem para as pessoas que me rodeiam. É uma experiência engraçada: quanod pensamos que todos os outros são felizes e boas pessoas e nós estamos destinados a andar em baixo e a não ser queridos... devemos olhar outra vez.
É nesses pequenos pormenores de olher que devo procurar inspiração.

terça-feira, outubro 31, 2006

Premonições


Fernando Santos previu que alguém do Benfica seria expulso na segunda parte do Benfica-Estrela; Jesualdo previu que Anderson ia "aleijar-se" contra o Benfica; e eu previ que se Jesualdo ganhasse ao Benfica, ia-se transformar num paravlhão arrogante, à la FCP. E acertei.

Chama-se...

... "Às vezes o amor", é a nova canção de Sérgio Godinho e os minutos que passamos a ouvi-la são, para além de mel auditivo, um pequeno prazer. Quase um prazer Amélie.

domingo, outubro 29, 2006

Lost in the island 4


Aparentemente, a julgar pelo final do episódio, o título desta rubrica terá de mudar para "Lost in the islands"... Mas adiante.
Há que dizer que este episódio, com tudo equilibrado, foi um daqueles com as coisas que me fizeram gostar de Lost bem no sítio. Teve momentos de tensão pura (quando o Sawyer leva uma malha... não me lembrava de um momento tão violentamente sangrento e animalesco no Lost desde que o Sayid espetara uns pêros valentes ao artista conhecido anteriormente por Henry Gale), humor subtil (o relógio de Sawyer a apitar enquanot Kate se despe é um mimo), mitologia a andar para a frente (há duas ilhas... se bem que, com a história de haver um cais numa delas, a coisa faz sentido) e mudanças de carácter de personagens (quando Jack diz a Juliet "I don't care about making you feel better", enquanto lança some moves nela, onde está o bonzinho do doutor?).
Sawyer foi o personagem focado nesta semana; se bem que a trama do flashback era óbvia (quase tão óbvia como o facto de o pacemaker ser inexistente), pois estava na cara que Sawyer estava a enganar o burlão, ficámos a saber que o garanhão dos pântanos poderá ter uma filha; ou não.... A mulher a quem James ensinou a cartilha da perfídia mentirosa poderá estar a lançar a sua própria jogada, o que bateria certo no facto de Sawyer não confiar em ninguém, nem nunca abrir o seu coração. E por falar em coração, não doeu ouvir Kate a dizer que só professara o seu amor pelo James Ford para que Danny deixasse de lhe bater? O olhar na cara dele... Para não falar de quando ela remata toda a cena dizendo "Live together, die alone", leit-motiv do Sotôr Jack Shepard (a propósito, nunca ninguém achou estranho o facto de o pai do Jack se chamar Christian Shepard, ou seja, pastor cristão? Voltaremos a isto nouytro dia). Ah, e Sawyer tem pena de coelhinhos brancos... Quem diria! Para além disso, o parelelo com o flashback de estar preso e apaixonado, assim como na ilha, foi interessante.
A questão das duas ilhas é interessante: porque será que os Losties nunca viram a sgeunda ilha? Esta não parece estar assim tão longe! E será que a caverna onde Locke encontrou Mr. Eko e o urso polar poderá ser uma espécie de túnel entre as duas, explicando isso a presença dos ursinhos na ilha Lostie? Coisas a ver num futuro próximo, certamente.
Quanto à operação Jack... não estou convencido, primeiramente, que Ben discordasse da presença de Jack. Pareceu-me mais um mind game. Jack voltou a mostrar a sua tenacidade a salvar vidas, mas mostrou desta vez uma resginação a dar a hora da morte de Colleen que me faz crer que ele já tem quem são os seus inimigos muito bem na cabeça, o que pdoerá siginificar que os planos de colaboração com Ben vão por água abaixo... E quanto a comentários que j+a ouvi acerca daqueles raios-X... Poderão ser de Ben, está claro, mas, acompanhem o meu raciocínio, porque não pertencerem a Locke? Bate certo no perfil e seria, a nível de diagnóstico, muito mais compatível com os poderes de cura do magnetismo da ilha. O que acham? Claro que Jack não é burro nenhum e já começou a lançar a Juliet os mind games com que Ben baralhou Locke na segunda season, e aparentemente, a sua opinião de uma sociedade comunista, mas liderada por um ditador chamado Ben, vai bater fundo em Juliet. Parece... Aquela mulher consegue ser ainda mais ambígua que Ben, como se isso fosse possível. Nunca se sabe o que se epsera dela. E porque raio precisam os Others de um médico especialista em fertilidade?
Ah, e quanto ao lado Nostradamus de Desmond... Fiquei bem mais impressionado com a previsão relativamente a Locke que a este raio. Se bem me lembro, na primeira season, Locke predisse a Boone que irira chover em menos de um minuto... E choveu. Será que a explosão magnética terá apenas ampliado uma qualquer parte do cérebro do escocês?

Para a semana, a missão de salvamento começará, se bem que, prevejo, o grupo terá muito que nadar...

Duo dinâmico


Confesso que nunca pensei ver estas duas bandas juntas, mas enfim, o resultado acaba por até ser interessante. Para além disso, estava na altura de dois dos melhores baixistas do mundo tocarem juntos... Para quem se pergunta, a canção é "The saints are coming", é uma cover dos The Skids e não deve demorar muito a rodar violentamente na MTV, apesar da contundente mensagem política...

sexta-feira, outubro 27, 2006

Que grandes portugueses?

Não tenho tido grande vontade de abordar o assunto, mas o debate de anteontem, na RTP, que envolveu diversos convidados (entre os quais José Hermano Saraiva e Luís Reis Torgal, professor de História na minha Universidade, a de Coimbra, dois antagonistas naturais pela área de estudo do segundo, o Estado Novo), de vários quadrantes culturais, diversas filiações políticas e perspectivas do assunto. Se uns encaravam com uma seriedade granítica que, confesso me assustou (Joana Amaral Dias, deputada do Bloco de Esquerda, para além de só consentir que o seu grande português fosse uma ela, chegou a lançar um clima de crise de indentidade nacional caso Salazar fosse o Grande Português), outros levavam a coisa com ligeireza, o que, tendo em conta o carácter especulativo desta eleição, é o mais correcto.
No minha opinião, este concurso não será, obviamente, para ser levado a sério. É um concurso e um jogo, nada mais. Como qualquer eleição, cada um tem a sua opinião, e se mesmo um Mourinho, um Cristiano Ronaldo ou um Herman José aparerecerem com os Grandes Portugueses, ninguém se deve chocar. É a opinião pública. Claro que tudo isto vem, pelo menos, fazer crescer o interesse pelas grandes figuras da nossa História, o que é bom, por um lado, mas mau por outro, pois os percursos históricos nacionais não são apenas feitos de heróis e grandes figuras: o cidadão anónimo também faz parte desse movimento histórico e centrarmo-nos apenas em heróis fará surgir uma espécie de mitologia civil que exagera o papel das figuras e quase as santifica, não permitindo uma investgação parcial da suas vidas.
Paleio de Teoria da História à parte (salvé, Dr. Catroga), eu digo já que não consigo votar em ninuém, porque acho impossível definir o maior português de todos os tempos. Mesmo um dream team se torna tarefa espinhosa... A discussão que se gera está, pelo menos, a levar a saudáveis debates sobre perídos da nossa história que raramente discutimos e a redescobrir figuras que achávamos esquecidas. Ainda assim, alguns amigos meus têm-me pressionado, pelo menos, a revelar hipóteses que eu poderia eventualmente escolher. Para esses, deixo alguns nomes: a ser rei, D. Afonso Henriques, D. João I e D. João II; da área da cultura: Camões, Fernando Pessoa (ok, sãoi por demais óbvios estes dois), Sophia de Mello Breyner e Eça de Queiroz (não é estranho que quando queremos citar alguma grande figura cultural portuguesa, sejam os escritores quem nos vem em primeiro à memória?); politicamente, Afonso Costa e Humberto Delgado(qualquer político pós-25 de Abril não me permite o chamado distanciamento emocional); e de resto, porque não Aristides de Sousa Mendes, ou mesmo Vasco da Gama (o Pedro Álvares de Cabral teve sorte), ou mesmo... Vêem como tudo isto é inútil?

Para curiosidade, noutros países os resultados não são menos abespinhados: em Inglaterra, ganhou Churchill, com a princesa Diana a ficar à frente de Darwin, Newton e Shakespeare (!); nos EUA, Ronald Reagan foi considerado melhor que Abraham Lincoln, Martin Luther King e George Washington; e George W. Bush ficou em 5º, o que não deverá espantar num país tão jovem...; em França, Charles de Gaulle (os franceses têm quem merecem, não é?); e na Alemanha, Konrad Adenuaer. Fala-se que o concurso está em fase de produção na China. Na prática, é uma anedota: o que chamar a um top ten onde todos os concorrentes se chamam Mao Tsé-Tung? (OU então, mudam para as várias grafias, e há dez nomes diferente!)

segunda-feira, outubro 23, 2006

Lost in the island 3


E regressámos, finalmente, a território conhecido: a praia onde tudo começou. Antes de lá chegarmos, porém, encontrámos Locke, deitado no meio da vegetação, estendido e mudo, mesmo quando levou com o bastão do Mr. Eko na cabeça. Um começo logo para arrepiara caminho. Vai dá, chega à praia, e Charlie é logo contratado para guardar uma tenda onde Locke pretende, com a ajuda de uma forte mistura alucinogénica, comunicar com a ilha e saber o que faezr a seguir. Tudo isto quer dizer uma coisa: digam adeus a triângulos amorosos e brincadeiras militares de iraquianos: estamos em território de John Locke. Estamos no coração dos mistérios da ilha.
Num Lockisódio (não tão bom, diga-se, como o "Lockdown"), foi bom ver o regresso do profeta e agora novamente místico careca aos seus facalhões e técnicas de camuflagem. Num episódio em que Charlie não esteve, por incrível que pareça, tão irritante como é costume, a aparição de Boone, embora um Boone inside Locke's mind, foi um dos pontos a destacar, numa visão digna do terceiro olho de Lobsang Rampa. Percorrendo um aeroporto a empurarr Locke numa cadeira de rodas (evidente metáfora da fragilidade do caçador), assistimos aos personagens habituais em papéis que levam os fãs a teorizar (porque estão Kate e Sawyer juntos na fila de embarque? Porque está Jack a ser revistado por um Benry vestido de empregado de aeroporto? Porque diz o Boone aparição que Claire e Charlie vão estar bem "for a while"?) e levando-nos a dois personagens qu também se viram envolvidos na explosão da Hatch, Mr. Eko e Desmond. Quanto a este último, o mistério do porquê de andar cmpletamente nu pelas selvas do Pacífico não será um mistério menor do que, aparentemente, ter ganho o poder de antever o futuro, ou pelo menos pressenti-lo, para além do seu notável visual à la Cristo. Mr. Eko, esse, viu-se arrastado por um urso polar para uma gruta, de onde foi salvo por Locke. Pormenor estranho: a gruta estava cheia de ossos de crianças, para além de um carrinho de brincar. Assustador, mas qual a razão? Fará parte da obsessão que um dos grupos de Others tem por crianças?
Hurley regressou, e voltou às piadas que todos nós apreciamos ("Bear, is that you?") e com más notícias: Jack, Kate e Sawyer foram raptados pelos Others e não há um médico decente para salvar Eko. E vai daí, Nikki enfurece-se, e Paulo fica perplexo. E quem são Nikki e Paulo? Dois sobreviventes, aparentemente sexy e bem parecidos, como quase todos os que caíram naquela ilha, e que até agora não tinham aberto a boca para dizer algo de interessante, nem mesmo aparecido. A sua entrada não foi de registar, mas saúda-se o reforço feminino, e que este tenha cuidado: mulheres são espécie em vias de extinção na ilha. E sim, sim, meninas: o Rodrigo Santoro.
No final, Locke prometeu uma missão de salvamento e fica no ar aquela ideia de que Desmond se tornou no Nostradamus da ilha. Para além disso, fica porrada prometida para os próximos episódios, debaixo de uma liderança firme de John Locke, descrente virado crente fanático à custa de uma shoras numa tenda e de uma alucinação envolvendo um Mr Eko de olhos fixos e palavras sábias. Embora não tenha adiantado muito na mitologia, ficam perguntas relativamente àquela caverna e ao uso futuro das novas habilidades de Desmond, the brother? E vocês, que impressão vos deixou este episódio?

Outros tempos...


Se hoje televisão portuguesa é, quase imediatamente, sinónimo de lixo, porque não lembrar outras produções, mais míticas, que preencheram os anos 80, altura em que, parecendo que não, se tentaram faezr algumas das mais revolucionárias séries da história da nossa televisão. Um exemplo claro é, parece-me, "Duarte & companhia".
Misto policial e comédia (com um maior ênfase para a última), será, porventura, a série com mais figuras míticas por metro quadrado: quem não se lembra do Rocha e a sua bigodaça, acompanhada de farta cabelira negra; Lúcifer, o temível líder criminoso que gostava de ser tratado por Padrinho, e dos seus capangas Chinês (mais conhecido por "eu não sele chinês, eu sele japonês) e Albertini (monstruoso gangster, que desmaiava com a breve menção da palavra sangue, e que partilhava com Rocha e Átila não saber quem era a mãe); Átila, o grande rival de Lúcifer, e irascível como pouco; Duarte e Tó, dupla de detectivas de bolso; e as mulheres, naquela que foi, atrevo-me a dizer, a primeira grande manifestação de poder feminino, pois eram esta que, à pancada, iam resolvendo os casos e amedrontando os homens: a Joaninha, a mulher do Duarte a sogra do Duarte. Para além disso, com títulos como "A maldição da múmia", "A cadeira do poder" e "A revolta dos escravos", já itnha ganho lugar na nossa história cultural. E o 2 cavalos? E aquele genérico da 3 série? O lançamento recente em DVD apenas veio acentura o seu carácter mítico na nossa memória colectva; e espero que a próxima edição venha, finalmente, com extras: entrevistas, uma retrospectiva, qualquer coisa... É aproveitar enquanto os protagonistas estão vivos: António Assunção (o Tó), Canto e Castro (o professor Ventura) e Ema Paul (a mulher do Daurte) já faleceram, portanto toca a despachar!

sábado, outubro 21, 2006

Reviem rápida: "The black dahlia"


Embora casos por resolver sejam frequentes, o que dá o mote para o filme, o de Elizabeth Short (ou "Black Dahlia") é um daqueles que permanece na memória colectiva do púlico, não só porque não foi resolvido, mas também devido aos pormenores macabros do homicídio. O caso deu-se em Los Angeles, em 1947, e era inevitávels que o cronista moderno da Los Angeles dos anos 40 e 50, James Ellroy, o mesmo que escreveu o magnífico "L.A Confidential", pegasse no caso para criar mais um livro, o que aconteceu; e foi assim que nasceu a trama do filme, que acompanha dois ex-pugilistas, tornados polícias, na caça do assassino de Elizabeth Short. Pelo meio há Scarlett Johansson, a fazer de ex-prostituta no meio dos dois homens, e Hillary Swank, a fazer de menina rica que gostava de ser prostituta.
Este filme de Brian de Palma é dePalmiano até aos ossos, e se isto parece uma redundância, não é é: quantas vezesz já vimos fitas de realizadores a quem estamos acostumados e que parecem tão descaracterizadas? No entanto, é um filme com marca de Palma para o melhor e para o pior: o melhor, obviamente, é a parte técnica de "The black Dahlia". Brian de Palma é um dos maiores virtuosos da câmara da actualidade e filma sempre com uma elegância tal que mesmo quando um filme é mau, é impossível ser completamente mau. Baseando-se no cinema noir (onde "The black dahlia" pertence por completo, com o seu enredo labirítinco e os seus personagens moralmente imperfeitos) e em Hitchcock, para além dos tradicionais travellings e long shots característicos do realizador, é quase como se fôssemos numa viagem e nos deixássemos levar. Para além disto, há a excelente direcção de fotografia de Vilgos Zsigmond e a direcção artística do veterano Dante Fereetti, habitual colaborador de Scorsese. A cena em que se descobre o corpo de Short é simplesmente incrível, quando num só plano-sequência, de Palma captura 4 acções diferentes enquanto decorrem simultaneamente.
Os males do realizadopr também se reflectem, no entanto: a falta de paixão com que aborda os personagens em um argumento que, a partir do meio, anda à deriva, batem certo com grande parte da filmografia do virtuoso. Quem pensar que vai ver um filme sobre a resolução do homicídio, desengane-se: só meia hora da fita é realmente dedicada a esse assunto, o restante centra-se na relação do trio de protagonistas. Mas balançando entre estes dois pontos, o filme não alcança um equilíbrio narrativo, e a partir da morte de um dos personagens, descamba e cai vertiginosamente, como se tivesse sido lançada uma bola de bowling sobre um castelo de cartas. Embora os actores estejam bem (mesmo Josh Hartnett), o filme perde, e muito, com esta falha. É como uma coisa muito bonita com um interior muito fraquinho.
Ah, Scarlett Johansson e Hillary Swank não aparecem nuas, mas são bem boas. E mais a sério, uma referência à fantástica Mia Kirshner, que interpreta Elizabeth Short em pequenas vinhetas a preto e branco no filme. Uma interpretação muito intensa e que merecia mais destaque, fosse o argumento mais centrado em Short.

Nota: 7

quinta-feira, outubro 19, 2006

Espera lá...

Tinha este tema na cabeça para escrever aqui, mas só agora me lembrei: é impressão minha ou o presidente Bush assinou, na semana passada, uma lei que permite tortura sobre os suspeitos de terrorismo, e exclui qualquer apoio jurídio aos mesmos, o que, legalmente, é a mesma coisa que tonrá-los não pessoas? E porque é que este tipo de atitudes não cria sururus alargados, ao legalizar Guantanamos e afins? Só para deixar a indignação.

Contexto

Uma componente importante da fraseologia humana é o contexto. Determinadas expressões e afirmações ganham um sentido completamente diferente quando pronunciadas por diversas pessoas ou em variadas situações. Toda a gente sabe que a língua portuguesa é muito traiçoeira e por isso se presta a más interpretações que levam a que, exemplo, em escutas telefónicas certos indivíduos pareçam cometer crimes, quando se estão simplesmente a voluntariar para ir buscar os filhos de um colega à escola. Numa tentativa de tentar evitar que tais situações aconteçam aos utentes deste blog, vou, numa iniciativa que espero útil, mostrar como algumas frases podem soar tão díspares na boca de interlocutores variados.

"Doem-me as costas, não devia ter abusado ontem"

Pedreiro - Declaração de dor derivada do excesso de trabalho forçado

Liedson - Declaração de dor derivada de mergulhos forçados

Cláudio Ramos - Resposta à pergunta "Então, e que tal correu o encontro com o Serginho?"

"O dia ainda é uma criança"

Oficial da GNR - São 9 da manhã e um maço de multas está já completo

Kim-Jong Ill - Ansioso por dar vazão ao ritmo de trabalho alucinante que permita a abertura de um novo cemitério

Jorge Ritto - Back in time to 1980

"Foda-se, caralho para esta merda!!!

Ministro das Finanças e Primeiro-ministro - Pânico geral perante o défice

Trabalhador de uma ETAR - Mau dia no trabalho

Adepto do Benfica - Kenny Miller marca o segundo.

"E se eu te partisse a boca à paulada?"

Dois moçambicanos e Carla Matadinho - Rodagem do filme de Sá Leão

Um ministro da Educação e dois professores - Discussão acalorada sobre a reforma do sistema de carreiras da docência

50 Cent, Snoop Doggy Dog e Eminem - Álbum de beneficiência para as vítimas do Katrina, que conta com uma faixa conjunta entre os 3 rappers

"Peço desculpa, mas na realidade não sei o que está aqui escrito"

Stevie Wonder - Alguém se esqueceu de lhe passar as letras das músicas para Braille

Senhor de 80 anos - Reflexo de século de analfabetização nacional

George W. Bush - Embaraço quanod lhe pedem para ler a composição de Carolyn Arnold, menina de 8 anos, intitulada "A minha casa", de uma escola primária do Tenessee

E fica a lição. E há ainda "Mas o que é que um gajo como eu está a fazer contigo, Scarlett?", que quanod pronuciada por mim significa: "Ahh, que pesadelo mais esquisito!!"

quarta-feira, outubro 18, 2006

"Sabes onde é que há gajas boas, mesmo boas?"


Claro que sei! É no filme "The other Boleyn", actualmente a rodar em Inglaterra.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Lost in the island 2


"THE GLASS BALLERINA"

Ao segundo episódio, o espectador mais atento terá reparado que esta terceira season está a seguir, estruturalmente, o caminho da primeira: um primeio episódio com uma revelação bombástica e mais um conjunto de pequenas descobertas, e um segundo mais baseado no desenvolvimento de um pormenor do passado de determinada personagem, neste caso Sun, se bem que se possa argumentar de que, em termos técnicos, os últimos 5 minutois tenham sido, bem... já lá vamos.
Por partes: quanto à parcela do episódio que envolveu Jin, Sun e Sayid, o mais interessante foi descobrir que a nossa coreana não é aquela mulher sofredora e estóica que imaginávamos: meter os cornos ao marido não cairá propriamente bem nessa imagem que fazíamos dela. A primeira cena, com ela ainda em criança, mostra-a incapaz de assumir culpas, o que pode justificar o facto de querer participar, embora esteja grávida, num louco plano de captura dos Others, elaborado pelo cada vez mais sedento de vinagnça Sayid. Por falar no iraquiano, nota-se que lhe falta algum treino de exército; ou isso, os The Others voam, pois como raio passaram por Sayid e Jin sem serem vistos? Impressionante. Sun acabou por completar a reviravolta de imagem ao matar uma Other, aparentemente enrolada com o capataz da obra onde Sawyer e Kate "colaboram", o que poderá não ter sido a mlehor manobra em prol da sobrevivência do grupo. Várias dúvidas se levantam nesta história: um, quererá a confirmação do romance com o seu explicador de inglês dizer que o bébé de Sun não é afinal de Jin, deitanto por terra um dos argumentos a favor do poder curativo da ilha? Dois, terá Sayid virado um toninhas? Terceiro, porque pediu Ben para que os Others trouxessem especificamente o barco, sem referi qualquer coisa de captura ou morte dos Losties? Quarto, será que o explicador de inglês se suicidou realmente?
No capítulo Sawyer/Kate, os vários fãs do casal terão ficado satisfeitos com a bela da beijoca, sendo no entanto de perguntar se tudo não fazia parte do plano que o Conman está a urdir para querer iludir os seus captores. É impressão minha ou a parte da tortura ao inimigo está a ser toda canalizada para o nosso amigo James? Serão os Others cavalheiros ou estará Kate destinada a um fim que desconhecemos? Kate, falando nela, anda estranha: uma mulher que esteve presa e fugiu a vida toda resigna-se a ficar numa jaula e limita-se a esperar que o bem mais expedito Sawyer tenha uma das suas ideias? Por muito que aquele vestido lhe fique bem )e que bem ela cava terra), esparava bem mais espírito de iniciativa por parte de Kate, em vez de, quando Sawyer arma a confusão, se limitar a deixar ser agarrada por Juliet, sendo-lhe apontada uma pistola. Teremos visto realmente tudo o que aconteceu naquele célebre pequeno-almoço? Ou acham que esta quebra de Kate já vem de há algum tempo? Alex, a filha de Rousseau, voltou a dar um ar de sua graça, sem grandes consequências que não a de saber que ela e Carl estão de alguma maneira ligados.
A última parte do episódio reservou-nos o momentos "Badam!". Ben, o nosso indígena de olhar esgazeado preferido, revelou chamar-se Benjamin Linus, o que poderá justificar a sua demência, e ter vivido na ilha a vida toda, o que pode fazer dele uma das cobaias Dharma originais. Para além disso, ofereceu a Jack uma proposta tentadora. em troca da sua cooperação, Ben fá-lo-ia sair da ilha, de regresso a casa (e aqui é casa, casa). Perante a risota de Jack, Ben revelou-lhe que Bush fora reeleito, Christopher Reeves tinha morrido e os Red Sox haviam ganho o campeonato de basebol, mostrando-lhe imagens dessa vitória. Não sei se Linus sabia do poder que tal revelação teria no insconsciente de Jack, mas o médico pareceu ficar abatido definitivamente. Terá o expedito Jack baixado os braços, dando assim espaço a menos resistência perante os Others? Significarão as imagens que o Others têm realmente contacto com o exterior? E porque parece haver uma tensão negativa entre Juliet e Ben, de cada vez que s encontram?

Para a semana, Locke, Eko e Desmond regressam. A discussão continua na secção de comments.