quinta-feira, março 30, 2006
Um marco histórico
Queria só assinalara que este é o post 200. Agradeço a todos aqueles que com o seu apoio e o seu fel tornaram isto possível, através dos seus comentários, da forma como se relacionam diariamente comigo e como convivem. Acho que este esforço hediondo acabou por chegar mais longe do que eu esperava e ter melhores resultados que os ambicionados: acabo por ter na net como luminary a atenção que não tenho na vida real sendo eu mesmo. A partir daqui, só posso prometer continuar o trabalho e ser o mesmo asno de sempre. Espero que continuem a viagem e que apareçam por cá, deixando a vossa opinião. Um muito obrigado a quem lê e aí vamos a caminho do 300!

Remember, remember, the fifth of November,
The gunpowder treason and plot.
I know of no reason why gunpowder treason
Should ever be forgot.
Guy Fawkes, Guy Fawkes,
'Twas his intent
To blow up the King and the Parliament.
Poor old England to overthrow.
By God's providence he was catch’d
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, let the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!
Hip hip hoorah!
Hip hip hoorah!
A penny loaf to feed ol' Pope,
A farthing cheese to choke him.
A pint of beer to rinse it down,
A faggot of sticks to burn him.
Burn him in a tub of tar,
Burn him like a blazing star.
Burn his body from his head,
Then we'll say ol' Pope is dead.
Hip hip hoorah!
Hip hip hoorah!
terça-feira, março 28, 2006
Está decidido
Não gosto de viver, fora os momentos em que estou a ver filmes e séries de televisão de que gosto. E acho que não vale a pena dizer mais nada.
sexta-feira, março 24, 2006
Sentença
Num painel publicitário a uma marca de café, anuncoa-se que cada beijo aumenta em um minuto o nosso tempo de vida. Porra, vou morrer cedo!
quinta-feira, março 23, 2006
Cinema: "V - for Vendetta"

"V - for Vendetta" é um filme potencialmente perigoso e, em certa medida, um teste psicológico: obriga-nos, como seres humanos podenrados e esclarecidos que somos, a vê-lo e a sair da sala de cinema com as respostas certas. Isto, num filme em que o herói é um terrorista chamado V, cujo objectivo é dinamitar literalmente a sociedade, encaixando pelo meio um plano pessoal de vingança, será à partida desprezarmos tal personagem e reprovarmos as suas acções. Pois bem, sou um ser humano que não é nem ponderado, nem esclarecido: se V viesse a minha casa e me pedise para colaborar nas suas acções, fá-lo-ia com todo o gosto.
Contextualização, em primeiro: no filme, vive-se num estado britânico fascista, que muito deve ao Orwelliano "1984", em que o clima de medo, delação e vigilância está em alta e a discriminação sexual é rainha e a liberdade de expressão é um mero conjunto de palavras. Junte-se a isto um líder conservador fanático, com ideias de grandeza, um chefe da polícia scereta sem qualquer tipo de escrúpulos, padres pedófilos, manipulação de informação e um mundo desgraçado devido às atitudes belicistas de uma país que não vou aqui nomear (tem 3 palavras, cuja sigla é EUA e mais não digo) e temos aqui festa.
"V - for Vendetta" vem rotulado de agitador e moralmente ambíguo, mas acaba por não defender o terrorismo a toda a linha: convenhamos que se vivessemos em tal nação, estes métodos não me pareceriam descabidos, e em certa medida o filme acab por parecer incrivelmente perigoso porque vivemos num mundo com algums destas características, nomeadamente na reinvenção dos acontecimentos históricos pelos Media (um dia, falaremos aqui da verdadeira história por detrád da guerra na ex-Jugoslávia...) e num Estado que cada vez mais quer controlar os cidadãos. Utlimamente, a toada conservadoara que varre o mundo tem tentado desvalorizar os actos de violência que construíram as nossas liberdades. Por isso é que, há dois anos, um governo PSD quis transformar a Revolução de 25 de Abril em Evolução, retirando-lhe o carácter de luta, segundo eles porque não se dveia politizar a data. Se não se pode politizar essa data, em que mundo vivemos? Parece exagero e péssimo dizer isto, mas às vezes, a violência pode ser o único método de mudar as coisas. Não gosto da ideia, mas é um facto. Não quer dizer que seja um factor purificador e que resolverá tudo, mas temos casos ao longo da HIstória onde a luta pelos direitos das pessoas só foi possível através desse método. É o mais correcto? É aqui que entram a noss aponderação e o nosso esclarecimento? No filme, o próprio V não é glorificado, ou elevado ao estatuto de santo, apenas de herói, e hoje em dia o estatuto de herói pode ser incrivelmente ambíguo.
Portanto, longe de ser uma glorificação do terrorismo ou um cocktail explosivo de ideias anarquistas, o filme é corajoso, arrojado, mas só até certo ponto: não se compara à alegria libertária e de "soco na cara" que é, por exemplo, "Fight club". Evey, a personagem desempanhada por Natalie Portman, representa-nos, como iniciados no trilho da verdade, mas acaba por fazer apenas isso no filme: percorrer o caminho que libertará a sua mente. É V, homem sem cara que simboliza uma ideia maior que ele, que realmente faz a diferença e pode mudar o mundo. Como ele diz a certa altura, "as ideias são à prova de bala"; e acaba por ter razão, para o bem e para o mal: quanta gente não está disposta a morrer por uma ideia nos dias de hoje?
O grande destaque do filme vai, claramente, para Hugo Weaving, como V: apesar de nunca lhe vermos a cara, sentimo-lo e transmitir tudo apenas através da voz, é de excelência. A sua modulação de voz e manipulação do discurso é quase musical, carregando na sílabas das palavras no momento certo, dominando as suas falas com grande mestria. Nartalie POrtman, que vai bem no filme, mas sem uma interpretação do outro mundo, era falada através da cena em que corta o cabelo; e não, não é gratuita. Somboliza algoi mais do que marketing do filme. O realizador James McTeigue não vai mal, é competente, mas dei por mim a pensar no final, que se os mesmos homens que escreveram o filme o realizassem, a obra podia dar o salto que lhe falta de pssar do bom para o Excelente: os manos Wachowsky. O seu argumento faz-nos perdoar as alarvidades que foram as sequelas de "Matrix", pois está completamente à Wachowsky: uma intriga que seguimos com prazer, questões pertinentes sobre o nosso mundo e frases deliciosamente citáveis como "O povo não devia ter medo do seu governo, o govenro é que devia ter medmo do sue povo." A adaptação da BD de Alan Moore e David Lloyd é fiel, mas com os Wachowky e a sua mística, por vezes de cópia descarada, na realização podia ter elevado esta fita.
Aconselho "V - for Vendetta" a quem não tenha medo de enfrentar o lado libertino e anarca que existe dentro de nbós e que olha para este mundo e se questiona de como chegámos até aqui. No entanto, camos com calma: o filme não é nada de assim tão explosivo, porque num mundo onde estar do contra acaba por ser, afinal, uma marca comercial, este filme é um reflexo disso mesmo, tal como o foram alguns nomeados dos Óscares deste ano ou o ´labum "American idiot", dos Green Day. Aliás, falanod dos nomeados, quando reflectia sobre este filme, recordei-me de "Munique": se o filme de Spielberg coloca terroristas e agentes sceretos no memso prato da balança, "V - for Vendetta" equipara o heroísmo de um terrorista com outros personagens que admiramos por os combaterem. Mais do que as suas ideias libertárias, é a tradição de relativismo moral que este filme continua e que poderá confundir os mais susceptíevis que transforma "V - for Vendetta" e V em algo de incontornável neste ano de 2006 e numa actualidade em que se comparam Bin Laden e o presidente do chamaod Mundo livre em termos semelhantes.
quarta-feira, março 22, 2006
Pancadas de puto
Desarmado

Sinto necessidade de não ser sempre forte, de me sentir desarmado. Nada mais fácil: abro a minha carteira e olho para aquela fotografia. Fico afogueado e compreendo que é difícil precisar de fugir a algo de que não se quer escapar.
Entretanto, tento ser racional. È preciso, eu sei. Mas deixem-me ser irracional de vez em quando, quando essa irracionalidade me traz conforto ao coração.
sábado, março 18, 2006
A lei de Chuck Norris
sexta-feira, março 17, 2006
5 gajos famosos chamados...
DAVID

David Ben-Gurion - Grande ídolo da malta sionista, nasceu na Polónia e cresceu zangadinho com os pogroms no seu país onde os jdueus eram obrigados a morar e o anti-semitismo que reinava no Leste da Europa. Foi para a Palestina armar estrilho e foi de lá expulso por isso em 1915, certamente apelidado, ironia, de terrorista...
Defensor acérrimo da criação de um Estado de Israel, chefiou durante 15 anos o MOviumento Sionista Mundial, que culminou com o alcançar do sue sonho em 1948, dpeois da 2ª Guerra Mundial e ocm a ajuda dos Britânicos, esses bacanos. As gentes da Palestina é que pensaram "What the fuck?" quanod viram as suas terras a serem-lhes roubadas, mas para Gurion, à luz de um calhamaço chamado Tora e da novela holocáustcia, isso eram meros pormenores.
Foi primeio-ministro israelita de 1948 a 1963, interrompendo em 1953-55, queixando-se de que a vida njo se kibbutz é que era. No entanto, já se sabe como é a cadeira do poder... Invadiu o Egipto, na guerra do Sinai, em 1956, levando a FRança e a INglaterra atrás à mama do canal do Suez, entretando nacionalizado por Nasser, premier egípcio, mas no tempo em que estes dois agiam juntos para resolver conflitos, a ONU e os EUA mandaram dispersar os 3 lambões e resolveram a situação.

David Fincher - Ou Deus, como preferirem. Realizador genial de "Se7en" (ou o melhor filme de sempre), "The game" e "Fight club", veio do videoclip, onde trabalhara com Madonna, George MIchael e Meat LOaf (debochadas, rabetas e rockers sebosos, portanto) e estreou-se na 7ª arte com "Alien 3", obviamente porque trabalhar com George Michael lhe tinha dado algum treino. A experiuência foi tão bvoa que ele disse que preferia ter um cancro no cólon a realizar outro filme. Catita, este rapaz. Felizmente, arrependeu-se, e realizaou 3 obras-primas de rajada, o que, parecendo que não, é importante.
Ultimamente, fez "sala de Pânico", com uma mulher à sua altura (Jodie Foster) e anda a acabar "Zodiac", que, quer-me parecer, será uma obra divina.

David - Famosa personagem bíblica por malhar em tipos com o triplo do seu tamanho, estava sempre acompanhado por uma funda, um cajado e umas ovelhas. Não sabemos como realcionar estas 4 coisas, perante os cenários de solidão na vida do rapaz... Foi rei de Israel, é parente de Cristo (apesar de não lhe ter deixado um tostão no Testamenot, fosse NOvo ou VelhO) e andou metido com várias mulheres fora do casamento, enquanto ajudou a que um rei de Israel fosse deposto e teve vários acesos de orgulho. Deixou por cá Salmoão, que se formou em Direito e foi juiz no Tribunal da Boa Hora. Nada mau, para um homem santo.

David Hume- Ganhou a alcunha de empirista, fazendo parte deste clube filosófico também frequentado por John Locke (não o careca do "Lost") e George Berkeley. Empirista é melhro alcunha que caixa de óculos, parece-me, apesar de, a olhamros a aparência de HUme, seria hoje chamado de Gordinísio nas nossas escolas. Era escocês e fez parte dessa geração de ouro onde pontuava também Adam Smith, o Belmiro daqueles tempos. Apesar disso, a selecção escocesa continuou a jogar mal. Céptico e naturalista, não necessariamente nesta ordem, não está comprovado que não creditasse que era visitaod constantemente por OVNIS. Ateu e liberal, era partidário da união inglesa e escocesa, mas disse um dia a Benjamin Franklin que se sentia norte-americano nos princípios. Profundidade belíssima, esta alma norte-americana. Até que um dia chegou George Walker Bush.

David Livinsgtone - MIssionárion escocês, tinha um grande objectivo na vida: levar a palavra de Deus ao interior de África. Graças a isso, fez turismo de primeira (foi à nascente do Nilo, que descobriu) e o interior de África e foi mordido por um leão, que certamente lhe queria falar do milagre da multiplicação dos pedaços de missionário. Grande explorador de África e combatente da escravatura, viu o feitiço virar-se contra si, quando dissidentes da sua missão foram espalhando notícias da sua morte. Há gente muito ingrata...
Não satisfeito com os rumores, um jornalista norte-americano chamado Henry Stanley (no tempo em que havia jornalistas norte-americanos com tomates), foi ao coração de África procurá-lo, e acabou por fazê-lo, quando reparou num súbito rasgo de brancura no meio de tanto negrume numa aldeia da Tanzânia. Quando o cumprimentou, esteve para dizer: "Ya meu, tásse?", mas optou por "Dr. Livingstone, eu presumo", que estranhamente, acabou por pegar! Quando a Livingstone, morreu um ano dpeois, provando que há uma certa maldição em intromissões norte-americanas, sendo o seu coração enterrado em África e o seu corpo na abadia de Westminster. Macumba?

David Ben-Gurion - Grande ídolo da malta sionista, nasceu na Polónia e cresceu zangadinho com os pogroms no seu país onde os jdueus eram obrigados a morar e o anti-semitismo que reinava no Leste da Europa. Foi para a Palestina armar estrilho e foi de lá expulso por isso em 1915, certamente apelidado, ironia, de terrorista...
Defensor acérrimo da criação de um Estado de Israel, chefiou durante 15 anos o MOviumento Sionista Mundial, que culminou com o alcançar do sue sonho em 1948, dpeois da 2ª Guerra Mundial e ocm a ajuda dos Britânicos, esses bacanos. As gentes da Palestina é que pensaram "What the fuck?" quanod viram as suas terras a serem-lhes roubadas, mas para Gurion, à luz de um calhamaço chamado Tora e da novela holocáustcia, isso eram meros pormenores.
Foi primeio-ministro israelita de 1948 a 1963, interrompendo em 1953-55, queixando-se de que a vida njo se kibbutz é que era. No entanto, já se sabe como é a cadeira do poder... Invadiu o Egipto, na guerra do Sinai, em 1956, levando a FRança e a INglaterra atrás à mama do canal do Suez, entretando nacionalizado por Nasser, premier egípcio, mas no tempo em que estes dois agiam juntos para resolver conflitos, a ONU e os EUA mandaram dispersar os 3 lambões e resolveram a situação.

David Fincher - Ou Deus, como preferirem. Realizador genial de "Se7en" (ou o melhor filme de sempre), "The game" e "Fight club", veio do videoclip, onde trabalhara com Madonna, George MIchael e Meat LOaf (debochadas, rabetas e rockers sebosos, portanto) e estreou-se na 7ª arte com "Alien 3", obviamente porque trabalhar com George Michael lhe tinha dado algum treino. A experiuência foi tão bvoa que ele disse que preferia ter um cancro no cólon a realizar outro filme. Catita, este rapaz. Felizmente, arrependeu-se, e realizaou 3 obras-primas de rajada, o que, parecendo que não, é importante.
Ultimamente, fez "sala de Pânico", com uma mulher à sua altura (Jodie Foster) e anda a acabar "Zodiac", que, quer-me parecer, será uma obra divina.

David - Famosa personagem bíblica por malhar em tipos com o triplo do seu tamanho, estava sempre acompanhado por uma funda, um cajado e umas ovelhas. Não sabemos como realcionar estas 4 coisas, perante os cenários de solidão na vida do rapaz... Foi rei de Israel, é parente de Cristo (apesar de não lhe ter deixado um tostão no Testamenot, fosse NOvo ou VelhO) e andou metido com várias mulheres fora do casamento, enquanto ajudou a que um rei de Israel fosse deposto e teve vários acesos de orgulho. Deixou por cá Salmoão, que se formou em Direito e foi juiz no Tribunal da Boa Hora. Nada mau, para um homem santo.

David Hume- Ganhou a alcunha de empirista, fazendo parte deste clube filosófico também frequentado por John Locke (não o careca do "Lost") e George Berkeley. Empirista é melhro alcunha que caixa de óculos, parece-me, apesar de, a olhamros a aparência de HUme, seria hoje chamado de Gordinísio nas nossas escolas. Era escocês e fez parte dessa geração de ouro onde pontuava também Adam Smith, o Belmiro daqueles tempos. Apesar disso, a selecção escocesa continuou a jogar mal. Céptico e naturalista, não necessariamente nesta ordem, não está comprovado que não creditasse que era visitaod constantemente por OVNIS. Ateu e liberal, era partidário da união inglesa e escocesa, mas disse um dia a Benjamin Franklin que se sentia norte-americano nos princípios. Profundidade belíssima, esta alma norte-americana. Até que um dia chegou George Walker Bush.

David Livinsgtone - MIssionárion escocês, tinha um grande objectivo na vida: levar a palavra de Deus ao interior de África. Graças a isso, fez turismo de primeira (foi à nascente do Nilo, que descobriu) e o interior de África e foi mordido por um leão, que certamente lhe queria falar do milagre da multiplicação dos pedaços de missionário. Grande explorador de África e combatente da escravatura, viu o feitiço virar-se contra si, quando dissidentes da sua missão foram espalhando notícias da sua morte. Há gente muito ingrata...
Não satisfeito com os rumores, um jornalista norte-americano chamado Henry Stanley (no tempo em que havia jornalistas norte-americanos com tomates), foi ao coração de África procurá-lo, e acabou por fazê-lo, quando reparou num súbito rasgo de brancura no meio de tanto negrume numa aldeia da Tanzânia. Quando o cumprimentou, esteve para dizer: "Ya meu, tásse?", mas optou por "Dr. Livingstone, eu presumo", que estranhamente, acabou por pegar! Quando a Livingstone, morreu um ano dpeois, provando que há uma certa maldição em intromissões norte-americanas, sendo o seu coração enterrado em África e o seu corpo na abadia de Westminster. Macumba?
quarta-feira, março 15, 2006
Boas intenções
Uma das minhas melhores amigas diz-me em tom de conselho que devia passar menos tempo à frente do computador e sair de casa. Eu concordo com ela, é uma boa ideia. Claro que que como a maior parte das boas ideias, não passa disso mesmo. Se me levantar desta cadeira, neste preciso momento, que vou eu fazer? E para onde vou?
O facto é que não me apetece passear sozinho em Coimbra, já me fartei disso. Podia ir ao cinema, mas não está lá, de momento, algum filme que quisese ver; e mesmo assim, apetecia-me ir ao cinema com alguém, mas com quem? Podia telefonar a alguém a marcar alguma coisa, mas a quem? Nunca sei quem está livre. Podia até esperar que alguém me telefonasse a combinar alguma coisa, mas lá está, mais valia esperar sentado. Voltamos ao início.
Por isso, é uma ideia excelente sair de frente do computador e deixar de passar aqui as tardes, a sério que é. Mas é apenas uma ideia, ainda que valorosa. Claro que dar ideias é muito bonito. Passar às acções é que é a parte mais complicada.
O facto é que não me apetece passear sozinho em Coimbra, já me fartei disso. Podia ir ao cinema, mas não está lá, de momento, algum filme que quisese ver; e mesmo assim, apetecia-me ir ao cinema com alguém, mas com quem? Podia telefonar a alguém a marcar alguma coisa, mas a quem? Nunca sei quem está livre. Podia até esperar que alguém me telefonasse a combinar alguma coisa, mas lá está, mais valia esperar sentado. Voltamos ao início.
Por isso, é uma ideia excelente sair de frente do computador e deixar de passar aqui as tardes, a sério que é. Mas é apenas uma ideia, ainda que valorosa. Claro que dar ideias é muito bonito. Passar às acções é que é a parte mais complicada.
terça-feira, março 14, 2006
O melhor de dois mundos

Um amigo meu diz-me que faltam gajas no blog. Eu, por outro lado, riposto que este espaço deve abordar coisas sérias e dignas. Mas ele insiste. Eu rebato que não posso satisfazer as coisas sem mais nem menos.
Finalmente, enocntrei o consenso, juntando o mlehor de dois mundos: o deboche e a seriedade. Do fundo do coração, que a Paz esteja convosco!
segunda-feira, março 13, 2006
Como quem rouba
Aqui há algum tempo, quando abracei uma amiga minha sem uma razão específica, ela vira-se para mim e diz-me que eu aproveito qualquer ocasião para abraçar as pessoas. Eu respondi-lhe que se quiser abraços das pessoas, tenho de faezr assim mesmo: roubá-los. Porque se estiver à espera que mos dêem espontaneamente (e já não falo de beijos na cara e outras coisas), tenho mesmo de o faezr, ou corro o risco de ficar privado do toque humano.
sábado, março 11, 2006
Velhas tradições
Continuando hoje como textos que não são meus, aqui uma uma homenagem sentida a um grupo de animadores de festas populares que corre o risco de desaparecer, levando com eles pedaços deliciosos da memória de alguns de nós. Minhas não, por exemplo, porque me acordavam quando ainda havia festa em Ceira. Mas merecem ser lembrados, porque aparentemente, a portugalidade parece estar a perder-se (conta-me quem viu que o festival da Canção de ontem foi povoado de músicas em inglês, inclusivé um faod. Um fado em inglês? Bah!), portanto este blog fará questão de lutar contra isso. Aqui fica a homenagem:
Um Zé Pereira em condições tem a camisa aberta (ou t-shirt de mangas arregaçadas), dois panos em torno das mãos, e um bombo ou uma caixa presa ao corpo com uma fivela que passa pelo ombro.
Um Zé Pereira não se cansa. Sangra das mãos, até dos pulsos, enquanto o povo lhe pedir. Rasga as peles do bombo para g·udio da multidão. Ensurdece o gajo ao lado com a maior das facilidades, Ameaça, com a moca na mão, a integridade fÌsica do próximo. Cheira a vinho carrascão.
Um Zé Pereira nunca est· sozinho. Tem consigo, pelo menos, mais uns 6 ou 7 com ele. E se tiver dois ou três "cabeçudos" por perto, então temos a festa montada. Lança-se um morteiro ao ar e o povo junta-se em volta do cruzeiro na rotunda do centro.
Um Zé Pereira não nasce ensinado. Um ZÈ Pereira não vai para o Pinheiro (nas Nicolinas) em Guimarães, ou para Mirandela no inÌcio de Agosto, sem ter treinado convenientemente antes.
Em Freamunde, os Zés Pereiras são a alma (juntamente com o fogo de artifÌcio e a marcha alegÛrica) das Sebastianas, as festas em honra de São Sebastião. O povo salta, o povo berra, o povo não lhes dá descanso. Eles saltam, eles berram, eles não dão descanso ao povo.
Mas o melhor é quando o povo lhe ganha o gosto. E aqui em Freamunde, ganhou definitivamente. As sextas-feiras das festas (a que chamam as melhores do Norte depois das de Ponte de Lima e do São João no Porto) vêem o povo a encher as ruas, às centenas, de bombos e caixas munidos.
Agora ficam avisados: se estiverem de passagem por Freamunde e ouvirem ao longe um ribombar, ou uma caixa (ou tarola, se preferirem), não se espantem. Freamunde pode não ter uma noite como a de Mirandela ou a de Guimarães, mas ninguém gosta mais de bombos do que nós.
Fonte: www.portalpimba.blogspot.com
Um Zé Pereira em condições tem a camisa aberta (ou t-shirt de mangas arregaçadas), dois panos em torno das mãos, e um bombo ou uma caixa presa ao corpo com uma fivela que passa pelo ombro.
Um Zé Pereira não se cansa. Sangra das mãos, até dos pulsos, enquanto o povo lhe pedir. Rasga as peles do bombo para g·udio da multidão. Ensurdece o gajo ao lado com a maior das facilidades, Ameaça, com a moca na mão, a integridade fÌsica do próximo. Cheira a vinho carrascão.
Um Zé Pereira nunca est· sozinho. Tem consigo, pelo menos, mais uns 6 ou 7 com ele. E se tiver dois ou três "cabeçudos" por perto, então temos a festa montada. Lança-se um morteiro ao ar e o povo junta-se em volta do cruzeiro na rotunda do centro.
Um Zé Pereira não nasce ensinado. Um ZÈ Pereira não vai para o Pinheiro (nas Nicolinas) em Guimarães, ou para Mirandela no inÌcio de Agosto, sem ter treinado convenientemente antes.
Em Freamunde, os Zés Pereiras são a alma (juntamente com o fogo de artifÌcio e a marcha alegÛrica) das Sebastianas, as festas em honra de São Sebastião. O povo salta, o povo berra, o povo não lhes dá descanso. Eles saltam, eles berram, eles não dão descanso ao povo.
Mas o melhor é quando o povo lhe ganha o gosto. E aqui em Freamunde, ganhou definitivamente. As sextas-feiras das festas (a que chamam as melhores do Norte depois das de Ponte de Lima e do São João no Porto) vêem o povo a encher as ruas, às centenas, de bombos e caixas munidos.
Agora ficam avisados: se estiverem de passagem por Freamunde e ouvirem ao longe um ribombar, ou uma caixa (ou tarola, se preferirem), não se espantem. Freamunde pode não ter uma noite como a de Mirandela ou a de Guimarães, mas ninguém gosta mais de bombos do que nós.
Fonte: www.portalpimba.blogspot.com
A própria definição de justiça lenta...
... é quando um homem morre antes que um Tribunal Judicial humano o posso condenar pelos crimes que cometeu. Foi o que aconteceu a este homem (digo homem por respeito, embora facínora também parecesse um vocábulo bastante apropriado.)
O ex-ditador sérvio Slobodan Milosevic foi encontrado morto na sua cela de prisão, em Haia, na Holanda, avançou hoje a rádio sérvia B92. O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPI-J) já confirmou esta notícia.
Slobodan Milosevic foi encontrado sem vida na cama da sua cela, na unidade de detenção das Nações Unidas", afirmou o tribunal da ONU em comunicado.
O guarda alertou imediatamente o responsável da unidade de detenção e a equipa médica, que acabou por confirmar o óbito", avançou ainda o TPI-J, que confirmou a abertura de um inquérito para avaliar as causas da morte do ex-Presidente.
Milosevic, de 64 anos, sofria de problemas cardíacos e de tensão alta, o que obrigava a repetidas interrupções no seu julgamento, no qual respondia por crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade cometidos durante a desagregação da antiga Jugoslávia, na década de 90.
Fonte: Publico Online
O ex-ditador sérvio Slobodan Milosevic foi encontrado morto na sua cela de prisão, em Haia, na Holanda, avançou hoje a rádio sérvia B92. O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPI-J) já confirmou esta notícia.
Slobodan Milosevic foi encontrado sem vida na cama da sua cela, na unidade de detenção das Nações Unidas", afirmou o tribunal da ONU em comunicado.
O guarda alertou imediatamente o responsável da unidade de detenção e a equipa médica, que acabou por confirmar o óbito", avançou ainda o TPI-J, que confirmou a abertura de um inquérito para avaliar as causas da morte do ex-Presidente.
Milosevic, de 64 anos, sofria de problemas cardíacos e de tensão alta, o que obrigava a repetidas interrupções no seu julgamento, no qual respondia por crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade cometidos durante a desagregação da antiga Jugoslávia, na década de 90.
Fonte: Publico Online
quinta-feira, março 09, 2006
Dia internacional da mulher

Não podia deixar de assinalar esta data, porque tenho a certeza que na minha vida fui mais unfluenciado por mulheres que por homens; e não falo apenas em mulheres a nível romântico. Falo a vários níveis. Há mulheres a quem quero mais bem que a mim próprio, e não estou nem de perto nem de longe apaixonado por elas. Era capaz, por exemplo, de ter dado alguns dos meus anos futuros para permitir que a minha avó vivesse mais uns anos, tenho a certeza disso. De cada vez que vejo a forma como aproveito o tenmpo que tenho, cada vez mais me convenço de que é muito mal empregue.
Dou-me cada vez melhor com a minha mãe, coisa que não fazia há alguns anos, e por isso queria também referi-la aqui. Para mais, era feio não fazer menção à única melhor que, de certeza, é a razão do meu viver... Gostava também de referir a Kati, que transformou a vida em algo de bom e mau em simultâneo. As mulheres de quem gostamos têm este condão destruidor. Há duas amigas que à sua maneira me têm tocado e mudado a vida, embora eu nunca tenha feito nada de valor e de assinalar na vida delas. Faz-me parecer ingrato, se calhar até sou. Mas prometo que um dia isso vai mudar.
Não posso esquecer Natalie Portman, sem a qual eu não seria metade do geek utópico que sou. Ainda acredito que vamos estar frente a frente um dia, quando mais não seja eu como empregado de lixo e ela como habitante de Nova Iorque.
E sei que há mais. Mas por enquanto só me lembro destas. No fundo, não acho que um dia internacional da mulher seja verdadeiramente útil, parece-me ate um favor paternalista de homens com má consciência; mas se me esqueço da importância que estas e outras têm na minha vida, ao menos que este dia me sirva para reavivar a memória. A estas e às que faltam, muito obrigado por fazerem parte da minha vida; e à minha mãe e à minha avó, obrigadinho pelos genes! Prometo que vou tomar bem conta deles.
Sei que sou do Benfica, porque...

Sofro como o caraças no jogos do Benfica e estou tão habituado aos desvarios daquela equipa que memso a dez minutos do fim, quando o Benfica ganhava 1-0 ao Liverpool e os ingleses tinham de marcar três golos para passar a eliminatória, eu virava-me ara o meu imrão e dizia: "Ainda vamos perder isto, vais ver, alguém, enterra e o Liverpool começa a marcar de rajada."
quarta-feira, março 08, 2006
Terror

Quero escrever várias coisas ao mesmo tempo, mas as ideia snão saem para nenhuma delas: tenho uma carta para acabar e não lhe acho o fim; uma ideia para uma séride de televisão cujo início teima em não se desenrolar; um argumento para um filme que não enocntra maneira de fugir a cliché; uma pequena história sem ideias para lá serem metidas; e um post que à medida que o ecsrevo me atemoriza, pois tenho a escrita presa. Socorro! Quero que se faça luz!
Saber ou não saber
Numa conversa de café, surge uma dúvida sobre uma palavra numa carta de chás. Perante o desconhecimenbto geral, eu apresto-me a esclarecer. Mal começo a explicar, ouço logo um "Pronto, tinha de ser o Bruno, não é?" e um "Está lá calado." Perante o meu "Da próxima, fico calado e finjo que não sei. Acho que é preferível passar por ignorante.", chovem repreensões, uns "não é isso que a gente quer dizer", um "a gente estava a brincar".
Claro que é piada, claro que estamos entre amigos e mandam-se umas risadas de vez em quando e ninguém se chateia. Mas o tom com que dizem aquilo não me agrada. Faz-me mesmo sentir mal por saber coisas esquisitas e por dizê-las. Já estou habituado a que me chamem arrogante por as saber e as dizer, mas a isto não. Ás vezes, penso que um dos meus males é ler demasiado. Ou se calhar, devia ler, mas passar por um tipo que não sabe nada. Para as pessoas que estavam sentas àquela mesa, isto pode parecer exagero. Mas para mim não o é. Eu já me sinto mal com muita coisa e não me precisam que me deixem desconfortável com coisas em mim de que gosto. Assim como me dizem de vez em quando "Estás a abusar" ou "Cala-te lá com essas piadas sobre isso ou "Já me estás a irritar", vou dizer exactamente estas 3 coisas e, estranhamente, não me estou a sentir mal por isso. POrque realmente é assim que me sinto; e se me avisam quando estou na mesma situação, estou no direito de me queixar e fazer semelhante coisa.
Para além disso, um segundo pensamento me ocorre: imaginemos que a situação é diferente em teor, e era eu a mandar uma piada semelhante e a dizer a outra pessoa os mesmos "Pronto, lá tinha que vir este/a" ou "Está lá calado/a." Queria ver se aí a desculpa do "Estava a brincar" pegava.
Claro que é piada, claro que estamos entre amigos e mandam-se umas risadas de vez em quando e ninguém se chateia. Mas o tom com que dizem aquilo não me agrada. Faz-me mesmo sentir mal por saber coisas esquisitas e por dizê-las. Já estou habituado a que me chamem arrogante por as saber e as dizer, mas a isto não. Ás vezes, penso que um dos meus males é ler demasiado. Ou se calhar, devia ler, mas passar por um tipo que não sabe nada. Para as pessoas que estavam sentas àquela mesa, isto pode parecer exagero. Mas para mim não o é. Eu já me sinto mal com muita coisa e não me precisam que me deixem desconfortável com coisas em mim de que gosto. Assim como me dizem de vez em quando "Estás a abusar" ou "Cala-te lá com essas piadas sobre isso ou "Já me estás a irritar", vou dizer exactamente estas 3 coisas e, estranhamente, não me estou a sentir mal por isso. POrque realmente é assim que me sinto; e se me avisam quando estou na mesma situação, estou no direito de me queixar e fazer semelhante coisa.
Para além disso, um segundo pensamento me ocorre: imaginemos que a situação é diferente em teor, e era eu a mandar uma piada semelhante e a dizer a outra pessoa os mesmos "Pronto, lá tinha que vir este/a" ou "Está lá calado/a." Queria ver se aí a desculpa do "Estava a brincar" pegava.
segunda-feira, março 06, 2006
Últimas palavras sobre o careca dourado:
Acabou por se confirmar o dark horse que alguns previam: "Brokeback mountain" colidiu na ultima curva e foi derrotado por "Crash". Que não se venha falar na vitória do lobby anti-gay- Parece-me mais a constatação de que os votantes dos Óscares ligam mais a histórias com um apelo urbano que a dramas rurais. Acaba por fazer lógica, embora não deixe de ser surpreendente esta vitória, quando todos os indicadores davama a vit+oria ao filme de Ang Lee. Embora ache "Crash" o menos bom dos 5, não deixa de ser positivo que esta cerimónia ainda tenha a capacidade de nos surpreender.
De resto, parece-me que a cerimónia deste ano foi das mlehores de sempre: teve um ritmo acelerado, sem apressar, agilidade, uma homenagem merecida (Robert Altman) e um apresentador imparável, ácido e quase perfeito: Jon Stewart, nas 3 horas e pouco que estev em palco, atirou sobre tudo o que podia atirar e ainda mais, inclusivé a própria academia, as estrelas na plateia e tudo o que envolve Hollywood, desde a Cientologia às ligações com a política. Era o apresentador ideal para esta cerimónia e provou-o. Só a presentação inicial, com cameos de anteriores apresentadores dos Óscares, de Steve Martin a David Letterman, e também Hall Berry e Geogre Clooney é um portento. A equipa de escritores do Daily Show tornou profundamente divertidas as apresentações de prémios (Impagável a skit de Ben Stiller) e houve memso tempo para provar como duas actrizes de exceplção transformar algo banal em lição de representação (Meryl Streep e Robert Altman, numa homenagem ao estilo do realizador.) Aliando a isto um ano de excepcional qualidade, temos nota bem positiva.
Claro que nem toda a gente percebeu Stewart. Há muito poucos actores com capacidade de rir de si próprios; e o que eram aquelas músicas a acompanhar os agrdecimentos? De qualquer forma, fossem todos os anos assim!
E pronto, acaba por aqui a toada Oscar deste blog. Quem queria malhar nos meus gostos cinematográficos, nada tema: terá variadas oportunidades no futuro! O que se segue é um intervalo. Vão desentorpecer as pernas lá fora que a sgeunda parte está para começar.
De resto, parece-me que a cerimónia deste ano foi das mlehores de sempre: teve um ritmo acelerado, sem apressar, agilidade, uma homenagem merecida (Robert Altman) e um apresentador imparável, ácido e quase perfeito: Jon Stewart, nas 3 horas e pouco que estev em palco, atirou sobre tudo o que podia atirar e ainda mais, inclusivé a própria academia, as estrelas na plateia e tudo o que envolve Hollywood, desde a Cientologia às ligações com a política. Era o apresentador ideal para esta cerimónia e provou-o. Só a presentação inicial, com cameos de anteriores apresentadores dos Óscares, de Steve Martin a David Letterman, e também Hall Berry e Geogre Clooney é um portento. A equipa de escritores do Daily Show tornou profundamente divertidas as apresentações de prémios (Impagável a skit de Ben Stiller) e houve memso tempo para provar como duas actrizes de exceplção transformar algo banal em lição de representação (Meryl Streep e Robert Altman, numa homenagem ao estilo do realizador.) Aliando a isto um ano de excepcional qualidade, temos nota bem positiva.
Claro que nem toda a gente percebeu Stewart. Há muito poucos actores com capacidade de rir de si próprios; e o que eram aquelas músicas a acompanhar os agrdecimentos? De qualquer forma, fossem todos os anos assim!
E pronto, acaba por aqui a toada Oscar deste blog. Quem queria malhar nos meus gostos cinematográficos, nada tema: terá variadas oportunidades no futuro! O que se segue é um intervalo. Vão desentorpecer as pernas lá fora que a sgeunda parte está para começar.
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