segunda-feira, setembro 04, 2006

The answer is blowing in the wind



Há letras que têm esse condão mágico de ficarem inscritas no tempo, e de nunca perderem a importância que tinham quando foram ouvidas pela primeira vez. Bob Dylan, músico com uma aura mítica em seu redor e que confesso não conhecer muito bem, escreveu uma dessas canções em 1963, segundo soube pelo magnífico documentário "No direction home", realizado por Martin Scorsese, e que acompanha a carreira de Dylan. Embora tenha já ouvido esta canção várias vezes, nunca atentara à sua lírica, e esta é de uma simplicidade incrível, embora de um simbolismo e de uma carga humana impressionantes, que é afinal o que faz de um tema musical um clássico. O tema chama-se "Blowin' in the wind" e é verdadeiramente um conto sobre o que torna um homem isso mesmo: um Homem.

How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

sábado, setembro 02, 2006

Trip down memory lane

Andava eu aqui a organizar todo o trabalho escrito que tenho no computador, desde escrita criativa até textos académicos ou escolares, quando encontrei os originais de um projecto pessoal que me deu imensos problemas, mas também um tremendo gozo na sua escrita. Falo de um jornal de notícias falsas chamado "Notícias do Tintin", que foi uma tentativa, sem qualquer objectivo sério, de emular o jornal "Inimigo Público", que funcionava um pouco nos mesmos moldes. Se bem que o meu era incomparavelmente mais pequeno e, convenhamos, menos inspirado, obrigou-me a escrever humor a sério, a nível de estrutura de texto, procurando greir punch-lines e piadas, e a achar formas originais de chamar à atenção o ridículo de algumas coisas ou o brilhantismo de outras.
O "Notícias" trouxe-me, como disse, vários problemas: algumas pessoas focadas pelo que escrevia sentiram-se ofendidas, mesmo que eu jurasse a pés juntos que nunca tinha sido essa a minha intenção, e era verdade. Aparentemente, ganhei uma fama crescente ao longo dos anos (cimentada por outro projecto, esse mais mítico, chamado "Óscares") de que ando neste mundo para insultar as pessoas. Enfim... Foi a minha experiência mais próxima com esse problema que são os limites do humor. Com o que se pode brincar, com o que não se pode... E como coisas que toda a gente fala, mas nas costas, deixamd e ser aceitáveis quando são pronunciadas alto. Cometi um erro, o de assumir que podia escrever aquelas coisas e passaria impune, mas aprendi bastante sobre a natureza humana nas publicações deste jornal. Sobre a natureza dos outros e sobre a minha própria; e tendo em conta que publiquei coisas sobre mim próprio, em que a estupidez e eu andávamos intimamente associados, não guardo recordações de ter feito aquilo para azucrinar quem quer que seja. Para mim, era simplesmente um divertimento. Para outros, aparentemente, era muito giro quando eu brincava com outras pessoas, mas passava a ser um crime quando brincava com eles. É compreensível: todos somos assim.
O jornal teve umas 10 edições e só me arrependo de uma ou duas notícias. Talvez duas: uma logo na primeira edição, pelo timing que se revelou, como sempre no meu caso, errado, e outra porque levou a mal entendidos por, bem, sarcasmo superlativo, o que foi errado, e que em mim não se deve estranhar. Achei o balanço muito positivo a um nível pessoal, e deixei de o fazer porque não gosto mesmo de arranjar confusões (mais um mito sobre mim que cai, assim). É por esta razão, e por outras razões que abandonei tambéms os Óscares. Eu costumo brincar com tudo, e às vezes quem está à nossa volta não gosta que assim seja. Está no seu direito.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Trio de ataque

Quase só tenho falado de televisão neste regresso às funções, mas prometo que voltarei aos comentários parvos sobre a vida em geral e às deambulações sobre a minha própria existência muito em breve, para gáudio dos meus fãs acérrimos.
Gostava apenas de recomendar, para quem não conhece e gosta de futebol, o programa "Trio de Ataque", na RTPN. Isento, interessantemente informativo e suficientemente próximo do espectador para não o perder. Embora o trio original fosse composto por Rui Moreira, do FCP (um excelente comunicador e um homem que parece sempre saber do que fala), António Pedro Vasconcelos (dos 3, o mais fraco, no entanto o mais apaixonado) e JOrge Gabriel (com conhecimento técnicos incríveis, pois tem fomração de treinador), este último foi trocado por Sérgio Godinho, nesta edição do campeonato. Enfim, um espaço para quem quer fugir da labreguice futebolesa habitual na televisão.

Mas que se passa neste mundo?


Guerra no Médio Oriente; crise humanitária do Darfur; o campeonato português é a confusão que se vê; e os críticos em Veneza queixaram-se de que uma cena de sexo de Scarlett Johansson no filme "Black Dahlia", de Brian de Palma, era desnecessária, porque desconcentrou os pobres homens no decorrer do visionamento do filme? Mas quem são estes indivíduos que dão mau nome a quem gosta de cinema? Se estarem sentados a ver a Scarlett em desenfreada actividade no ecrã vos causa desconforto, deitem-se de barriga para cima no corredor do cinema. Agora, não digam que a cena é desnecessária! Pelo contrário, devia ser declarada obrigatória por decreto lei!

Viagem



Kandersteg é o tipo de aldeia em que qualquer que seja a direcção em que olhemos, tudo parece saído de um cenáriuo semelhante ao das tampas das caixas de lápis Caran D'Ache. É daqueles lugares que parecem mágicos, mesmo para quem não acredita nessas coisas.
O campo escutista onde passei uma semana é recheado desse tipo de magia para os sentidos. Com a fama de ser o único campo escutista no mundo inteiro a estar permanentemente aberto, não foi no entanto isso que nos levou lá: falava-se em cumprir um sonho, em faezr algo de especial; e naquele cenário, até o simples acto de cagar pode parecer a coisa mais mágica do mundo.
Estar num sítio daqueles é o ideal para quem, como eu atravessa uma mini crise existencial, em que toda a via e eus componentes passam em revista na nossa cabeça em todos os momentos em que estamos desocupados; e para quem está desempregado como eu, é a maior parte do tempo. Fazer caminhadas e olhar pensativamente para tudo aquilo fez com que me abstraísse de coisas que normalmente me preocupam, e com que seguisse mais os meus instintos naturais. Nisso, foi bom ter viajado.
Para mais, permitiu-me conhecer melhor pessoas, estar mais perto de outras e ligar mais ao que eu próprio penso e sinto. Nisso, valeu a pena. Alguém veio a dizer que ir lá foi como um sonho: para mim, foi mais descer à realidade.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Sample

Habitualmente, quando falo aqui de uma série, as palavras não lhe costumam faezr justiça. Felizmente, existe o Youtube, o que nos permite dar um cheirinho daquilo de que estamos a falar. Fica aqui portanto um excerto de "Homicide: Life on the street", a série de que falei no post anterior.

A propósito de Emmys...


...gostava apenas de referir uma série que, perante o clima de injustiça retumbante que houve nas nomeações aos Emmys deste ano (pese a justeza de primeiras nomeações há muito esperadas - Dennis Leary, em "Rescue me"), desde o esquecimento de Hugh Laurie, pelo seu Gregory House na série homónima em actor principal até "Lost" em melhor série e, convenhamos, em qualquer categoria de interpretação, nunca foi devidamente agraciada com pelos Emmys como devia. Falo de "Homicide: life on the street", a série policial revolucionária que Tom Fontana criou estávamos em 1993. Agora, em 2006, que a revejo em DVD, me apercebo do brilhantismo que por ali andava. "Homicide" não é o tipo de série que atraia audiências: apesar de policial: nunca trata verdadeiramente da resolução de um crime, como "CSI", por exemplo, mas sim do efeito que o fenómeno do homicídio e da morte têm não só naqueles que rodeiam as vítimas, mas também dos criminosos e dos detectives. A série foi pioneira, por exemplo, no uso de canções a acompanhar a montagem de sequências, e também na análise psicológica de personagens, sem nunca entrar por caminhos filosóficos. Indo mais lomge, antecipu Tarantino no uso da conversa da treta como material de primeira água.
Para além disso, teve durante vários anos o melhor cast a trabalhar em televisão, e o melhor actor, Andre Braugher, como o orgulhoso e inteligente detective Frank Pembleton, numa presença que enchia o ecrã e alimenmtava a série em entusiasmo. No entanto, o actor ganhou apenas um Emmy e a prórpia série apenas 4 em toda a sua existência, que durou 6 anos. Nunca fazendo concessões ao popularismo, apostando sempre em explorar seriamente temas pouco habituais nas séries policiais, e a recusa em usar câmaras fixas, preferindo sempre a câmara de mão (recurso na altura arty, mas hoje curriqueiro, com séries como "24" ou "Lost"), e usando uma fotografia granulosa, "Homicide" é daquelas séries que nunca será relembrada como fenómeno popular, mas sim como a melhor série, em efectiva qualidade (e que me perdoe "The X-Files") dos anos 90 e porventura uma das melhores coisas jamais produzidas em qualquer médium audiovisual. Aconselho a sua visão. Quem não quiser ser pirata, tem a ediçõa Prisvídeo em Português. Custa 25 euros, mais tostão, menos tostão, e estão já eidtadas cá as 3 primeiras temporadas.

terça-feira, agosto 29, 2006

Emmys

Nãoquero comentar os resultados dos Emmys, porque são prémiso relativamente secundários para este blog, mas a Intro, com Conan O'Brien, é um mimo.

sábado, agosto 12, 2006

E é já amanhã...

... que sigo para 11 dias que para uns vão ser de sonho, para outros de novidade e para alguns ainda de iluminação. Para mim, serão 4 dias num autocarro e restantes 7 num terreno suíço. Não há nenhum truque mágico aqui. Só mais vontade de ficar do que de ir.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Decisões...


Tomei há poucos dias uma decisão importante para a minha vida. Não foi nenhuma decisão de emprego, nem a nível material, mas sim uma que eu acho importante para o meu bem-estar pessoa, como indivíduol uma decisão que necessitava tomar para conseguir viver comigo mesmo. Foi uma decisão difícil, ainda me debato com ela, pois vai um pouco contra a minha natureza, mas tenho de a cumprir. Às vezes custa-me, porque sie que não sou assim, mas noutras ela faz todo o sentido do mundo. Além disso, é a única que me permite transformar a raiva e frustração que muitas vezes me consomem em algo que com que consigo lidar sem me aleijar: indiferença.
Cada vez mais me vou habituando a ser assim. Na verdade, é a primeira vez que tudo o que vi em filmes e séries me ajuda realmente. Ser mais indiferente aos outros torna-me aparentemente melhor pessoa, embora continue a ser o memso de sempre, e reside aqui a maior ironia. Na realidad, estou a gostar de ser assim, de equivaler as reacções dos outros às minhas próprias reacções. Sinto que recuperei algo de mim mesmo, que deixei de andar à boleia de outros. E isso é bom, digam o que disserem. É muito bom viver com outros, principalmente se eles gostam mesmo de nós, mas melhor ainda é conseguirmos viver connosco próprios.

terça-feira, agosto 08, 2006

Meninos rabinos


Este novo desenvolvimento da situação do Médio Oriente, com a intervenção da ONU, faz-me lembrar uma professora com quem trabalhei o ano passado, no meu ano de estágio. A minha turma não era propriamente fácil. A maioria dos alunos era fácil de levar, mas havia sempre uns 4 ou 5 que se julgavam os maiores. No meu caso, era necessário um ou outro berro e uma piada demolidora para os pôr na ordem. Nunca tive de pôr ninguém na rua, mas se me visse chegado a ese ponto, fá-lo-ia sem hesitar. Essa minha colega não tinha mão dos miúdos, eles faziam tudo o que queriam: berravam, levantavam-se dos lugares, mandavam-lhe papéis ensalivados e lápis... enfim, faziam trinta por uma linha. Ele repreendia-os fazendo voz forte, de vez em quando lá mandava um com um recado para casa, e depois ia-se queixar aos professores.
A ONU, nesta história toda entre Isreal e o Líbano, lembra-me essa professora: diz que o que se passa é desumando e deve acabar, exige uma coisa, ameaça com outra, mas a sala de aula, afinal é dos alunos, que fazem o que bem lhes apetece, principalmente o grande rufia da turma, Israel. E ali anda a ONU, a fazer o papel ingrato de pacificador que não pacifica grande coisa. Enfim, o papel da ONU em grande parte dos conflitos em que se envolve, perdoem-me o cinismo. O que chateia nesta situação é que bastava um calduço do director da escola, os EUA, ao rufia, para que a situação chegasse a este ponto. Mas eu, mesmo ingénuo como sou, não sou demasiadamente parvo.

Conselho à borla

Tenho uma sugestão para o governo portugues, nomeadamente para o secretário de estado do Turismo. Ao ritmo a que os nossos parques nacionais vão ardendo, porque não criar uma campanha publicitária dedicada ao "Turismo preventivo"? Podíamos ter slogans como "Veja hoje antes que arda amanhã" e assim podíamos ir visitar as nossas paisagens protegidas (yeah, right!) antes que elas desaparecessem. E já agora, são paisagens protegidas por quem?

sexta-feira, agosto 04, 2006

Não, não sou anti-semita


Um caso aparentemente trivial e ligado mais aos escândalos de celebridades do que ao que realmente é importante no mundo acaba por ser o reflexo da situação que se desenrola no MédioOriente por estes dias. O conhecido actor Mel Gibson foi apanhado em excesso de velocidade e embriagado em Los Angeles. Foi obviamente preso e levado para a esquadra. Um dia depois de ter saído sob fiança, surgiu na Internet o relatório da detenção, onde se esclarecia que Gibson insultara os agentes e proferira afirmações de muito mau gosto, que surgiam detalhadas nesse mesmo relatório. O que mais se destacava era o teor ofensivo para os judeus de algumas delas, como "Fuck the jews" ou outra que acusavam os judeus de serem culpados de todas as guerras.
De imediato, choveram acusaçoes de anti-semitismo. Não terá ajudado o facto de Gibson ser um ferrenho católico, mas do tipo ferrenho que faria o papa Bento XVI pertencer à Teologia da Libertação, nem essa pérola eternamente acusada de ser anti-semita que é "A paixão de Cristo". De imediato, quem era judeu em Hollywod e tinha um poleiro se saiu em declarações de repreensão, insutlo pessoal e vitimização, relativamente a Gibson, cujo visual de inspiração guevariana lhe dava um ar selvagem. Ser uma grande estrela de Hollywood não ajudou a amenizar a situação, apenas a agravá-la.
Mel Gibson é apenas a última vítima desse grande braço que percorre a indústria dos Media norte-americano que é o lobby judeu. É esse lobby que ao mínimo sinal de deconcordância relativamente aos seus objectivos ou à mínima referência negativa à comunidade judaica, mexe cordéis e faz com que de repente se brandam palavra como anti-semita ou nazi, de forma leviana. Este lobby controlou durante muitos anos a indústria ao nível ideológico e agora parecia estzar desaparecido, mas nos últiomos tempos, provou a sua vivacidade, nomeadamente com toda a campanha negativa em torno de "Munique" (onde o grande herói judeu Spielberg virou vilão apenas por quere colocar as coisas em perspectiva) e ao transformar as incoerentes paavras de um homem que sofre de um problema de alcoolismo em declarações de fújria e raiva contra todo um grupo étnico. Esta tendência judia para se fazerem de coitadinhos e usar o Holocausto, um evento histórico e brutal, coimo justificação para uma defesa acérrima do que é judeu não podem deixar de me surgir na cabeça quanod leio as notícias vindas da fronteira entre Israel e o Líbano. Claramente, Israel pensa que a HIstória lhe dá razão quando quere fazer uma guerra a todo o custo; o que os israelitas se esquecem é da lição que a própria história lhes ensinou: a guerra não leva ninguém a lado algum.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Hipocrisia

Gostava de assumir um acto hipócrita, que é das coisas que mais detesto: neste momento, estou a escrever coisas com as quais não me identifico, e não gosto de o fazer. Provavelmente, terei de lê-las alto, o que fará delas uma espécie do meu testemunho pessoal sobre a vida. Não gosto de engolir sapo,s tenho engolido muitos ultimamente. Lentamente, sinto que o eu que conheço está a desaparecer. Preciso de o recuperar; e rápido!

terça-feira, agosto 01, 2006

Ambiguidade

Não sei quanto a vocês, mas em esquemas de prostituição, este árbitro seria incorruptível...

sábado, julho 29, 2006

A virtude do trabalho

Trabalhar quando se está incrivelmente deprimido é uma coisa muito boa, porque podemos esconder os problemas da nossa cabeça e enchê-los com os de outros investigadores e pessoas. É que com os problemas dos outros posso eu bem; com os meus, a história já é outra. E que jeito me dava agora dormir um mês... Ah, a falta de consciência, esse dom tão subvalorizado não poucas vezes...

sexta-feira, julho 28, 2006

Estratégia

Dizem os jornalistas de que Israel se apresta a invadir o Líbano. Puro engano. Ainda há muitos elementos da ONU a matar em território libanês. Há que dosear as prioridades.

quinta-feira, julho 27, 2006

Momento para reflectir

... ou como uma das melhores cenas musicais da história do cinema não tem bailarinos aos pulos.

quarta-feira, julho 26, 2006

Sala para fumadores


E só precisa mesmo do título

sábado, julho 22, 2006

O orgulho da Europa

Finalmente, após séculos de evolução histórica, a Europa pode encher o peito, agigantar-se ao mundo e dizer "Desta vez, não fomos nós. Somos maiores de idade:" Depois de 1918, em Sarajevo, e 1939, na Polónia, a 3ª Guerra Mundial começará fora do nosso continente e reflectindo esta característica tão própria da nossa civilização contemporânea que a é a Globalização: Coreia do Norte, Líbano e a fronteira entre a Etiópia e o Sudão serão o palco da cerimónia de abertura de mais um grande conflito à escala mundial. Prevê-se mais uma extinção maciça, que nem Jack Bauer poderá travar...

Anos maus

2006 será com certeza quase absoluta um daqueles anos para esquecer. Não digo que seja para apagar com uma esponja, pois quanto mais não seja os anos maus fazem-nos dar valos aos anos bons, mas este ano está a ser terrível em toda a linha. Normalmente, tinha a saúde para me fazer crer em algo de bom, mas este ano nem isso. O difícil é sentirmo-nos tristes, sentirmo-nos mal e ter de escrever coisas que reflectem exactamente o contrário. É uma tarefa incrível, enganar não só os outros, mas por momentos, enganarmo-nos.
As pessoas, normalmente, dizem-me para deixar de ser assim e para animar. Têm razão, devia fazê-lo, mas não tenho muitas razões por que o fazer. Quem me diz para arrebitar tem normalmente as coisas que me faltam e sendo assim, é fácil dizer ao outro para animar. Porque dito, parece simples; estar do outro lado, é mais complicado. Tenho amigos meus que têm problemas mais sérios que os meus e estão mesmo tristes; e enquanto me sinto mal por achar que ninguiém gosta de mim, por outro lado sinto-me mal por pensar exactamente isso, porque não devíamos estar dependentes de uma coisa assim tão pequena: a estima que os outros têm por nós. Devíamos ser auto-suficientes em amor-próprio; mas na generalidade, não somos. E eu sofro muito desse problema. Tenho os problemas que os outros me criam e ainda aqueles que crio a mim próprio. Sinto-me encurralado entre uma parede à direita, uma parede à esquerda e ainda um caixote a cair para o meio, no sítio onde estou. O meu 2006 tem sido assim: olho para todo o lado, olho para mim mesmo e ninguém me ajuda, nem eu a mim próprio. Há quem tente, e eu também tento às vezes, mas eu continuo na mesma. Sei que algo deve mudar, mas não sei nem o quê, nem onde é encontrar. Não sei se tem a ver com os outros, se tem a ver comigo, se calhar tem a ver com as duas coisas. Mas o certo é que não consigo encontrar; e para piorar, escrevo. Escrever sobre estas coisas devia servir para desabafar, para acalmar, para os outros nos ajudarem. Mas não: só serve para piorar e repensar. Bolas. Ser animal irracional é muito mais simples.

sexta-feira, julho 21, 2006

Fãs da "Paraíso Filmes", uni-vos!!!

Eu era viciado nesta divertida paródia a alguns dos clásicos mais clássicos de Hollywood e uma homenagem ao Ed Wood que existe dentro de nós e ama tanto o cinema que não tem medo de concretizar os seus sonhos, mesmo que se exponha ao ridículo. "Paraíso Filmes" contava as desventuras de uma equipa de produção, a Banheira 2000, que enquanto embalavas equipamento de casa de banho, arranjava tempo para gravar remakes não assumidos e sempre à portuguesa de grandes filmes. Com a liderança criativa de Túlio Gonzaga e financeira de Belchior Baptista, brilhantemente interpretados respectivamente por António Feio e José Pedro Gomes, é mais uma daqueles programas maltratados pelas nossas televisões e que uma edição em DVD urgia recuperar. Para quando, RTP? Entretanto, e retirados do site de Filipe Homem da Fonseca, um dos criativos por detrás da série, estão alguns dos posters dos maiores filmes da história do cinema português. Quem quiser ver os restantes, pode consultá-los em http://fhf.blogspot.com/2006/07/cartazes-da-paraso-filmes.html

















quarta-feira, julho 19, 2006

Morte


Venho do hospital, dorido e sem o meu problema resolvido e o primeiro post que escrevo é para lamentar a morte de um dos meus actores preferidos, o GRANDE Raul Cortez. Mais conhecido pelos seus papéis em novelas, participou em filmes e mini-séries e era um homem com um talento desmedido, fosse para comédia ou drama, e com uma presença que só por isso mostrava mais talento do que 327 actores dos "Morangos com açúcar" e "Floribella" juntos na mesma sala. Uma das coisas tristes deste ciclo da vida é sabermos que os nossos ídolos também morrem. Raul Cortez fechou a cortina deste espectáculo e mesmo o meu lado agnóstico torce para que tenha sido já escolhido num casting para participar noutro, num teatro bem acima de todos nós.

domingo, julho 16, 2006

PSA

Durante alguns dias, o blog estará parado por motivos hospitalares, pois vou-me perder nessa ilha que são os HUC. No entretanto, vivam as vossas vidas e estejam atentos aos avisos das funerárias. Beijinhos para elas, abraços para elas e... acho que é só isso.

sábado, julho 15, 2006

Depois de Chuck Norris, apresento-vos


Jack Bauer. E o primeiro Jack Bauer fact é:

"Se o Jack Bauer estivesse numa sala, prestes a desmaiar depois de ser espancado, rodeado de terroristas, com embalagens de gás de nevros ao lado e algemado a uma viga de aço, ele rir-se-ia e diria: "Ah, tenho exactamente onde os quero!"

sexta-feira, julho 14, 2006

Pegar o touro pelos cornos



O mundo da tauromaquia é para mim um mistério. Mais do que isso, é repelente. Mas isso é pormenor para o assunto que urge dissecar.Quando é anunciada uma corrida de touros, os forcados convidados são sempre "prestigiados". Mas porquê? Será que todos os forcados estão cheios de prestígio? Será que todos os forcados são assimn tão bons? Têm de haver forcados maus, ou então de que vale a pena haver os prestigiados? São os maus que fazem os muito bons serem "prestigiados". Algures no país, há-de haver grupos de forcados que não sabem o que é pegar um touro pelos cornos; ou sequer quem é o rabejador. É publicidade enganosa e todos os amantes da tauromaquia (e que admiram, também, brincadeiras no matadouro) deviam pedir uma avaliação imediata de todos os grupos de forcados do país. Assim, haveria não os privielgiados, mas o gurpo de forcados 1, 2, 3, conforme a posição na tabela.
Outra estrela da galáxia forcada que sempre me intrigou foi o grupo de forcados amadores do Aposento da Moita. Desde puto que acreditava que eles eram forcados reformados, porque quando alguém se aposenta, é porque já não está em condições para participar na sua actividade. Assim sendo, porque iam os velhinhos desafiar um touro? Parecendoq ue njão, ainda é bicho forte! O rabejador, pejado de artrite, nem conseguiria fechar as mãos em redor do rabo do touro. Seria uma desgraça para a aficion. E porque é que o aposento é na Moita? Na verdade, outra questão pertinente prende-se com os forcados da Chamusca: sempre pensei que fossem negros, até os ver na televisão.
E assim se fez um post sobre touradas nunca se questionando a tendência sexual dos envolvidos, apesar das indumentárias, das bandarilhas e das capas. Ah, e aquela música ao início...

Off

Os hospitais inibem-me. Não porque tenha medo de lá estar. Também não me sinto alegre por lá ir, mas o temor do que esse edifício representa, ao nível dos objectos cortantes e perfurantes e do surto ocasional de um vírus ou bactéria não me faz tremer de cada vez que lá entro. Os hospitais inibem o meu espírito e a minha verve.
Normalmente, sou daquelas pessoas com uma resposta na ponta da língua para tudo: seja com um trocadilho, uma observaçãointeressante/parva (riscar o que não interessa) ou um tema coimpletamente estrambólico, sou daqueles que para além de não conseguir estar calado muito tempo, tem esse do que é provocar reacções nas pessoas através da palavra, indo elas desde o riso até à fúria homicida.
No hospital, tudo o que tenho de eloquência e sentido de humor vai-se. Estou a ser analisado por enfermieros ou médicos e regrido 76 anos no meu desenvolvimento mental. Não digo nada de jeito e só me enterrro de cada vez que abro a boca, com comentários pouco mais que medíocres, piadas calamitosas e observações dignas do rei dos burgessos. Deve ser do cheiro ao álcool...

quinta-feira, julho 13, 2006

Dias maus

São aqueles dias em que o mundo é o último onde nos apetece estar; quando olhamos para nós e queremos entrar num estado de não-consciência onde não tenhamos que pensar. O Pessoa é que tinha razão.

terça-feira, julho 11, 2006

São os maiores!

O senhor Gilberto Madaíl pediu à Administração Fiscal que não tributasse os prémios de 50 000 euros que cada um dos jogadores irá recebe pela prestação no Mundial. Entretanto, estamos em Julho, campeonato e compeitções europeias começam em Agosto e ainda não se sabe como vai ser o campeonato deste ano, sendo que a FPF deve intervir neste caso; mas isso não dá lambe-botas...
Há quem fuja ao fisco às escondidas, mas às claras, e ganhando o que estes senhores ganham, é de ter muita lata. Por isso, peço aos portugueses que encheram as ruas para dar vivas à selecção, e encheram o Estádio Nacional, os mesmos que habitualmente chamam aos ricos "chulos" e aos políticos "corruptos" por meterem o dinheiro ao bolso e não serem tirbutados, que aplaudam comigo os nossos heróis. São os maiores, pá! Quanod for grande quero ser assim, como eles: são os verdadeiros "Intributáveis"!

segunda-feira, julho 10, 2006

Respeito


Não gosto de franceses, nunca gostei; no entanto, há que respeitar a selecção francesa por ser uma equipa de princípios. Depois de terem acusado os Portugueses de serem provocadores e fiteiros, mostraram como se faz: a cabaçeada de Zidane a Materazzi, bruta, directa ao assunto, provou que provocações são coisas maricôncias. É dar no adversário e pronto. Isso sim, é de homem.

sexta-feira, julho 07, 2006

Interlúdio

Gosto da música de Fiona Apple. Ela tem uma excelente voz, não sendo daquelas vozes ulta-divescas que por aí se encontram, e é além disso uma excelente compositora s letrista. Cúmulo dos cúmulos, ainda toca piano. Deixo neste blog o que aocnteceu quando ela e o seu antigo namorado, o realizador Paul Thomas Anderson (conhecido como o autor de "Magnolia") uniram talentos num video musical.

Desafio

Eu sugeri a um amigo meu criarmos uma série diferente, que reunisse alguns dos nossos personagens de TV preferidos numa super-equipa para resolver os problemas que surgissem. É um conceito fraco e fino, mas serve de pretexto para enumerar que cinco personagens lá colocávamos. Eu avanço com a minha e quem se quiser juntar à discussão, tem a secção de comments para o fazer:



Líder: Jack Bauer - Com o seu método "dispara primeiro, pergunta depois", ninguém questionaria a sua liderança. Ou então não...



Gregory House - De bengala na mão, com o ácido sempre na ponta da língua, quem melhor para calar as frases cliché dos vilões?



Tony Soprano - Literalmente, um reforço de peso na equipa; e claro, ele fez uma oferta que ninguém pôde recusar...



Mr. Eko - Perdoem-me Sayid, Sawyer, Jack e afins, mas com o seu bastão mágico e a sua invocação do Senhor, Eko é o complemento certo para 3 notórios pecadores...



Fox Mulder - Nenhuma equipa estaria completa sem um paranóico; e nós temos o mais competente de todos

Uma canção



Já tem alguns anos e é incrivelmente simples; o seu autor foi um dia Cat Stevens, mas agora é Yusuf Islam (como se o nome fizesse a diferença); e no entanto, é uma versão cantada por Johnny Cash e Fiona Apple que me tem arrepiado os dias e que me escreve algo cá dentro quando a ouço. Chama-se "Father and son" e reza assim:


It's not time to make a change,
Just relax, take it easy.
You're still young, that's your fault,
There's so much you have to know.
Find a girl, settle down,
If you want you can marry.
Look at me, I am old, but I'm happy.

I was once like you are now, and I know that it's not easy,
To be calm when you've found something going on.
But take your time, think a lot,
Why, think of everything you've got.
For you will still be here tomorrow, but your dreams may not.


How can I try to explain, when I do he turns away again.
It's always been the same, same old story.
From the moment I could talk I was ordered to listen.
Now there's a way and I know that I have to go away.
I know I have to go.


It's not time to make a change,
Just sit down, take it slowly.
You're still young, that's your fault,
There's so much you have to go through.
Find a girl, settle down,
if you want you can marry.
Look at me, I am old, but I'm happy.

All the times that I cried, keeping all the things I knew inside,
It's hard, but it's harder to ignore it.
If they were right, I'd agree, but it's them They know not me.
Now there's a way and I know that I have to go away.
I know I have to go.

O último grande herói



Na semana passada, o presidente dos EUA George W. Bush pediu ao Congresso norte-americano que lhe desse o poder de veto. Sim, esse poder que vocês estão a pensar. Eu compreendo agora porque é que ele se autno-intitula como defensor da liberdade: de facto, ele quer manter todos os norte-americanos bem longe dele, provavelmente com medo de a deslustrar.
Curiosamente, leio esta notícia num período em que divido o meu tempo entre trabalho académico e a 5ª temporada de "24", e digo desde já que é a melhor season de "24" até agora: um thriller político de contornos quase shakesperianos, dividido entre uma cúpula presidencial, a política e a familiar, encabeçada por um presidente com perfil de Ricardo III; uma história de amor envolvendo Bauer e outra personagem quase de Romeu e Julieta; e o próprio Bauer, com dilemas existenciais dignos de um Hamlet. Transformar o próprio Commander in chief no grande vilão desta season revela um grande par de tomates e apenas vem agudizar o paradoxo que é esta série: se por um lado Jack Bauer encerra em si os defeitos que não queremos ver num homem que tem de lidar com terrorismo e guerras várias (desde impulsividade excessiva até várias violações graves dos direitos humanos através do seu método preferido de extrair informação, a dor), por outro não hesita em deitar abaixo os seus líderes se provar que estes traíram a confiança da população. Em suma, ele é a PIDE e Salgueiro Maia numa só pessoa.
Pensando outra vez, os criadores de "24" não têm o esforço suplementar de nos convencer de que um Presidente norte-americano pode trair o seu país. Como disse Edgar Allen Poe, muitas vezes a ficção imita a realidade.

terça-feira, julho 04, 2006

Marcar presença

Foi o que vim aqui fazer hoje. Marcar presença. Não me ocorre sobre o que escrever. Queria pegar em algo na vida para discorrer palavras, mas não há nada em que encontre gosto. A sério. Não ando a gostar de viver. Não é que me queira suicidar nem nada parecido. No entanto, não tenho nada na minha vida porque me sentir feliz. Sim, respiro. Sim, ando. Sim, a selecção está nas meias-finais do campeonato. Sim, haverá terceira season de Lost. Mas sinto-me sozinho, mesmo muito; e embora haja sítios no mundo em que se morra à fome, também se pode morrer, aos poucos, de solidão.

sábado, julho 01, 2006

Tive uma visão

Tive uma visão do meu futuro hoje de manhã. Não se tratou de uma coisa do tipo Nostradamus a olhar para uma bacia de água, mas mais do que me espera um dia, quando (ora bem, este quando pode muito ser um se, tendo em conta a minha sorte....) um dia for pai. Eu e o meu imrão estamos sozinhos em casa uma semana e o rapaz saiu ontem e fez o favor de não informar que ia dormir a casa de um colega. Acordei de manhã, sem ele em casa, e dei por mim a estar preocupado com o facto. Estava assustado pelo facto de ter a responsabilidade de tomar conta dele e de nada correr mal; e de repente, o meu imrão não estava ali e eu não sabia porquê. Nessa torrente de nervosismo, que o facto de estar excessivamente deprimido não ajuda, dei por mim a pensar como será quando tiver filhos. A única coisa que espero é que sejam mais responsáveis que o meu irmão.

quinta-feira, junho 29, 2006

Veritas



"Well, I'm here to tell you that "So Lonesome, You Could Die" is not a mere phrase."

Jose Chung, "Jose Chung's Doomsday Defense" - Millennium

E ele tem toda a razão! Uma amiga minha citou Sartre no seu blog, dizendo que "O inferno são as outras pessoas." Para alé de não gostar de Sartre, pois acho-o demagogo, é óbvio que não concordo: para os outros serem o Inferno, necessitavam pelo menos de serem calorosos... Revejo-me mais nesta observação que Jose Chung, personagem de "The X-Files" e "Millennium" profere no referido episódio. De facto, não é uma frase: é um estado de espírito;e não está errado sentirmo-nos tristes por estarmos sós, é um motivo mais que suficiente para deixar qualquer um abalado. Errado é desvalorizar e fingir que não é nada.

quarta-feira, junho 28, 2006

Lista útil para o Mundial

Certamente o leitor terá visto os vários jogos da nossa selecção (ou a selecção de Scolari, se quisemros de outra maneira. De qualquer forma, eles estão a ganhar, por isso, abana essa bunda, Felipão!) acompanhado por amigos ou familiares, porque ver jogos de Portugal é como, vamos lá a ver, ver a nossa série preferida sozinho (e eu sei bem o triste que isto é, ou pelo menos não ter ninguém com quem falar qunado estamos a ver que o Locke descobriu um mapa no raio do alçapão, ou a Scully descobre que tem cancro... Bolas). OK, demasiados parêntesis num só parágrafo.
Continuando, o que venho deixar neste blog, que sempre afirmei ter uma missão próxima do serviço público, quando não é o espelho dos umbiguismos deliro-existenciais da minha pessoa, é uma lista útil para usar com os seus amigos no café, ou em casa, ou defronte de um ecrã gigante. São os clichés que até agora ouvi, ou criei, dos adversários da selecção no Mundial. Dirão: "Já falavas menos de futebol, disso estamos fartos." Ok. Mas se quiserem ler sobre coisas sérias e interessantes, vão a www.o-mundo-de-mafalda.blogspotg.com e pronto, têm aí política internacional, interessantes análises da vida e arte a sério. Por aqui, já sabem do que a casa gosta; e para além disso, sou homem. Nâo está cientificamente provado que os homens só pensam em mulheres, bebida, carros e futebol?
Portanto, cá ficam: a maior parte deles não têm piada, mas se Portugal estiver a ganhar o jogo, niguém se chateia e voc~es só ficam bem na fotografia. Se Portugal estiver a perder... o meu conselho é manterem a boca fechada.

ANGOLA

"Vimo-nos negros para ganhar a Angola"
"Os defesas de Angola são autênticos pedreiros"

IRÃO

"É uma equipa explosiva"
"Tem jogadores bombásticos:"
"Karimi é um jogador nuclear da equipa"
"A defesa de Portugal tem de ter cuidado, o Carvalho e o Meira são duas autênticas torres"
"A estrategia utilizada pelo Irão é verdadeiramente suicida"

MÉXICO

"A Inês Sainz é podre de boa. Adoro jornalismo mexicano"
"Eis um golo de se lhe tirar o sombrero"

HOLANDA

(Uma lista de 20 envolvendo laranjas secas, podres, espremidas ou em sumo)

Podem completar. A secção de comments serve para isso.

terça-feira, junho 27, 2006



Numa entrevista dada, se não me engano, à "New Yorker", Woody Allen revelou o que teria Deus a falar sobre Scarlett Johansson e exprimiu-se da seguinte forma:

"Deus diria "Eu criei um horrível e assustador universo, mas também fiz uma dessas, portanto parem lá de reclamar."

Perante duas coisas boas, cada uma à sua maneira, nem sei bem como concluir o post. Façam o vosso final na secção de comments...

segunda-feira, junho 26, 2006

Prazeres Amélie

Um prazer Amélie, e isto para quem não viu o filme, é por definição o desfrutar de uma pequena coisa que nos paree insignificante e ridícula, mas que contribui para o nosso bem estar e para a nossa alegria. É um pequeno pedaço delicioso da nossa vida.

O meu prazer Amélie de hoje é um par de sapatilhas mesmo, mesmo confortáveis. Normalmente, as sapatilhas parecem-nos confortáveis quando as calçamos. Estas não: quando as calço, são perfeitamente normais. O bom é quando as descalço, principalmente depois de ter andado muito, ou de ter subido alguma ladeira, o que acontece comigo todos os dias. Sento-me numa cadeira, descalço-as e elas saem de imediato e suavemente. Não ficam a lutar para ficar: saem. E isso sabe-me muito bem, embora seja uma coisa perfeitamente ridícula.

E este é o meu prazer Amélie d ehoje.

Misturada

Os jornais passaram os últimos dias a revistar clichés sobre a equipa holandesa e todos eles envolviam laranjas, sendo fruta ou cor. Aliás, a título de curiosidade, a cor laranja do equipamento holandês não vem de qualquer fruta, mas sim da casa real holandesa, que é a Casa de Orange, tendo-se tornado desta forma a cor nacional. No entanto, a melhor contribuição para a onda alaranjada foi dada no jogo desta noite: com tanto amarelo e vermelho à mistura, e a distribuir entre as duas equipas, a cor só podia ser mesmo uma.
O jornalismo desportivo nunca foi tão clarividente.

quinta-feira, junho 22, 2006

Más notícias para Scolari

Gostava aqui de anunciar que não sou patriota; e por várias razões. Primeiro, não gosto de Scolari e penso, pasmem-se, que ele não é um Deus, é um ser humano normal. Depois, vejo a selecção nacional como um conjunto de seres humanos e não de semi-deuses, reservando-me o direito de, ocasionalmente, exasperar-me com as suas asneiras e mesmo insultá-los, crime pelo qual posso mesmo vir a ser executado publicamente. Terceiro, nunca irei chamar-me de tuga e tenho para mim que um povo que se auto-designa por esta expressão, tuga, merece estar na cauda da Europa. Este é, perante o cenário atrás desenhado, o lugar que lhe pertence por direito.
Gosto do meu país. Mas aparentemente, isso não é o suficiente para o patriotismo de cada um hoje em dia.

Economia

Leio um blog de uma pessoa que eu conheço e pergunto-me quantas palavras são precisas para se criar uma banalidade. Olhando para as coisas que ele escreve, aparentemente, um grande saco delas.

Noção de perspectiva

A minha vizinha da frente, em menos de 5 anos, perdeu a mãe, devido a cancro, divorciou-se do marido, que lhe deixou uma filha menor para criar, e tem agora o pai no hospital, com uma hemorragia cerebral, preparando-se para a sua provável morte. A lição desta semana é que eu devo começar a relativizar os meus pessoais e meio patéticos problemas existenciais.

terça-feira, junho 20, 2006

Talentos



Saber escrever é daqueles talentos que pouca gente tem. Para começar, eu não o tenho. Há gente que me diz que tenho jeito para escrever, mas eu nunca fui muito dessa opinião. Quanto muito, tenho sorte quando me ponho a juntar palavras. Tinha de ter sorte nalguma coisa na vida, porra... :)
Saber escrever não é como saber fotografar, ou pintar, ou ter jeito para trabalhos manuais. Normalmente, diz-se que alguém escreve bem quando escreve uma banalidade qualquer que nos soa bem ao ouvido. Foi assim que o Paulo Coelho construiu carreira. Quase todos os grandes escritores que me lembro não foram considerados bons na época e só tiveram sucesso com trabalhos menores, ou depois de ganharem o Nobel, o que é outra coisas que contribui para chamar um escritor de bom.
As banalidades também acontecem nas outras artes que mencionei, mas safam-se muito facilmente hoje em dia, em que tudo o que nos pareça razoavelmente exótico ou esquisito é chamaod de arte. Quem escreve não tem essa sorte. Pontilhar a realidade com as palavras certas ou faezr corresponder cada letra a cada centelha das nossas emoções nunca é muito fácil. É mais simples traduzir algo triste dentro de nós através de uma cor ou de uma imagem do que com uma frase, ou um parágrafo. As palavras, por exemplo, não podem amar. As pinturas podem, as fotos também e mesmo o David de Miguel Ângelo tem pénis.
A sorte que tenho com palavras têm-me sido muito útil ao longo da minha vida estudantil, mas não me tem servido de nada nas restantes áreas. É muito difícil alguém te elogiar por algo que escreveste e que veio do fundo do teu coração e não consigo resolver os meus problemas com a escrita. É uma daquelas coisas que temos e que é razoavlente inútil. Por vezes, penso isso. Escrever fere as pessoas, e eu faço muito isso. Mas por outro lado, quando tenho um caderno à frente e uma caneta na mão e estou para aí virado... É uma sensação de libertação poder descarregar tudo em texto corrido. É uma experiência tão individualmente libertadora que me sinto feliz por estar vivo e poder fazê-la. Escrever pode ser um talento meio inútil, mas há tantas coisas ditas inúteis que fazem com que a nossa vida ganhe tanot sentido...

Irrita-me...

...ouvir alguém a virar-se para mim e a dizer "Eu já sei como tu és"; e não, não sabem. Não se dão ao trabalho. Não que me tenha acontecido há muito temnpo, mas de cada vez que penso nessa expressão, arrepio-me. Acho que tira toda a surpresa a uma pessoa. Se alguém realmente nos conhece, acabou-se o jogo. Acho que devemos ter sempre cartas no baralho que só nós conhecemos. Coisas nossas que somos e que mais ninguém deve saber. Porque ninguém sabe exactamente como nós somos. Podem ter uma ideia, mas saber... Isso acho que não.
Nunca ninguém vos disse "Eu já sei como tu és" para passado uns dias se senitr surpreendido com uma atitude vossa ou algo que disseram?

segunda-feira, junho 19, 2006

Deserto


A minha mente criativa anda assim há uma série de semanas... Não tenho grandes ideias, ando mole e sem iniciativa. Eu já sou perguiçoso por Natureza, mas ultimamente tenho-me sentido despojado de ideias e o blog tem-se ressentido disso: não fossem o spam e o habitual "hate mail" (João F., és a segunda alma deste blog), isto andaria pelas ruas da amargura. No entanto, e como irrompendo sei lá de onde, eis que uma nova torrente de pensamentos me invade e me sinto de novo pronto a escrever qualquer coisa. Portanto, vamos a isso.

Problema


Declaro-me cleptomaníaco. É que roubo os abraços que não me dão, e não consigo parar de o fazer.

sábado, junho 17, 2006

Como chegar aos outros

Acho que se valoriza muito a acção para chegar aos outros e para lehes mostrar que gostamos deles. Muitas vezes, uma inacção, ou seja, o acto de estarmos quietos e sobretudo calados, mostra muito mais respeito e afecto do que algo que possamos fazer ou dizer. Isso é muito útil quando não sabemos chegar às pessoas, ou mostrar-lhes o quanto gostamos delas e o lugarzinho que elas t~em cá dentro de nós.

quarta-feira, junho 14, 2006

La revancha


Desta vez, os papéis invertem-se: são eles que invadem.

Minimal


A Rita está cá uma semana. E isso é muito bom.

segunda-feira, junho 12, 2006

5 razões para se gostar de...


NATALIE PORTMAN

1 - O seu talento: De longe uma das melhores jovens actrizes de Hollywood, Natalie Portman tem trabalhado com alguns dos melhores nomes do ramo, desde consagrados (Woody Allen, Mike Nichols), passando por novos talentos (Ted Demme, Zach Braff) ou pelos eternos mavericks rebeldes (Tim Burton, Wayne Wang) e vai desde grandes produções ("a trilogia "Star Wars", "V - for Vendetta") até aos pequenos filmes estrangeiros (a filme múltiplo "Paris, je t'aime", o israelita "Free zone"). Tem uma nomeação para o Óscar por Closer e duas nomeações para o globo de ouro, também por "Closer" e "Anywhere but here". Para além disto, tem sabido crescer como acrtiz nos papéis que interpreta e surpreenderá o mundo, parece-me, no novo "Goya's ghosts", de Milos Forman, onde contracena com o supra-intenso Javier Bardem.

2 - A sua beleza intemporal: Podia dourar a pílula e ser poético, mas abram os olhos e vejam as fotos, ok?

3 - A sua inteligência: Licenciada em Psicologia por Harvard, Natalie é das únicas estrelas de Hollywood que parece saber do que fala quanod abre a boca. Nada do que diz parece cliché, nada do que fala parece baboseira; e normalmente não é. Por isso parece credível a interpretar personagens mais velhas do que ela: porque aparenta essa maturidade e inteligência que Jessicas Albas e Lindsay Lohans sonham aparentar. Quando se preparar para pronunciar algo de sério e profundo, então essa coisa será mesmo séria e profunda.

4 - O seu ar goofy e normal: Mesmo sendo incrivelmente bonita e apesar da sua fama, Natalie mantém na entrevistas um certo ar apatetado, que lhe fica muito bem, e aparenta ser uma pessoa acessível. Claro que ela é actriz e pode fingir isso com uma perna às costas, mas deixem-me ser ingénuo, ok? Assume sem completos um lado geek bastante pronunciado e confessa ter sido uma miúda marrona e mimada. O seu riso (que é mais giggles que riso) é uma arma mortífera.

5 - O seu intervencionismo polítco: Sem medo, assume as suas convicções e apoiou John Kerry nas últimas eleições, entrou em "V - for Vendetta", que alegremente apresenta um terrorista como herói e fala publicamente da sua própria faceta pró-israelita, algo incrivelmente polémico, mas que abraça sem se deter. 1,60 de pura fibra.

sábado, junho 10, 2006

Apetece


Dirão "É gratuito". Pois é. Eu sei.

sexta-feira, junho 09, 2006

Faz anos hoje...


... ela. Já me aqui atiraram muito calhau neste blog, mas o maior foi alegar que tinha mudado de obsesão. Que crime! A minha obsessão nuca mudou, e está-me a parecer que nunca mudará. É única, imutável e inimitável; e comemora hoje 25 anos. Está de parabéns, portanto! E os céus cantam o seu nome...

terça-feira, junho 06, 2006

Curiosidades sobre o número maldito



Num dia visto por muitos como o dia do Diabo, interessa conhecer algumas trvialidades sobre o 666:

- Se adicionarmos todos os números de uma roleta de casino, o resultado será 666

- Se atribuirmos a uma letra do alfabeto um número no modo A=101, B=102, o somatório das letras que compõem o nome de HItler será 666

- Na realidade, muitos historiadores bíblicos e numerologistas afirmam que o número citado na Bíblia como número da Besta não é o famigerado 666, mas sim 616, o que faria mais sentido seguindo a numerologia cabalística judaica. 616, curiosamente, era segundo este sistema, o número de de Nero, o famoso e tresloucado imperador romano.

- Curiosamente, se escrevermos 666 em números romanos, temos as letras em ordem decrescente a partir do 500 (DCLXVI)

- O primeiro computador vendido pela Apple tinha o preço de 666,66 dólares

- O nome completo do antigo presidente Ronald Reagan contém 6 letras em cada palavra: Ronald Wilson Reagan.

domingo, junho 04, 2006

Audições

O filme de que se fala é, obviamente, "Snakes on a plane", uma fita com uma premissa tão incrivelmente básica que só num mundo dominado pela Internet e pela geekness se percebe ter o impacto que tem tido, levando a uma corrente de hype que terá extravasado as expectativas do seu realizador. Um dos grandes atractivos do filme é ver o seu actor principal, Samuel L. Jackson, também conhecido por o homem mais cool do mundo, dizer a expressão "motherfucking snakes on the motherfucking plane", mas e se outros actores, como por exemplo, Christopher Walken, Jack Nicholson, Joe Pesci e Robert de Niro ocupassem este papel? Um comediante norte-americano desconhecido responde a essa pergunta, com interpretações bastante próximas do real.

Super-poder



No seguimento do penúltimo post, sobre pessoas complexas, gostava de falar de uma coisa que me faz confusão. Não me chateio ou fico zangado por isso, mas dentro da minha cabeça que funciona numa lógica encadeada, acaba por fazer espécie.
Quando se pede às pessoas para falar de mim, dois adjectivos acabam sempre por calhar: inteligente e criativo. Se por um lado me depriva de possuir qualquer qualidade humana minimamente ligada aos afectos, por outro lado lança-me uma dúvida que está ligada a umn super-poder que tenho. Se chego a um sítio onde se fala, de repente a conversa ou cessa ou continua como se eu não estivesse lá e também falasse; ou então se já estou nesse sítio, quase que tenha de se esperar que não esteja para se voltar a falar; ou que se eu não falo, também nin guém me dirija a palavra. Ora, começo a chegar à conclusão que ser inteligente ou criativo não basta para se ser conversadro. Ou então, e é hipótese a não descartar, não sou nem uma coisa nem outra, e estes adjectivos são usados, porque, pronto, é fácil aplicar-me isso.
Provavelmente, até nem sou bom conversador. Sempre disse que tenho mais ar de eremita e não tenho aquele ar fofinho e misterioso que faz as pesoas delirarem com a companhia de alguém. No entanto, considero-me próximo das pessoas. Aparentemente, esta é uma afirmação que faz sentido na primeira pessoa do singular, mas nunca na terceira no plural. Porque surge a questão: pdoemos ser íntimos de alguém se essa pessoa não o é connosco? Há quem acredite que sim; eu cá acho que não, embora me contradiga a mim próprio e o faça. Là está, a complexidade do humano; e como este post meio existencial já vai meio extenso, quem quiser bater, porque os haverá, poderá continuar tão paixonante tema na secção de comments. :)

sábado, junho 03, 2006

A lei de Chuck Norris




"A principal exportação de Chuck Norris é a dor"

O simples e o complicado

A frase que mais vão ouvir de um homem quando fala do sexo oposto é: "Não há mesmo quem as percebea"; haver até há, mas são apenas um restrito número de catedráticos... No entanto, este desabafo pode ser aplicado ás pessoas nogeral: às vezes, não se entendem as suas reacções, os seus sentimentos, os seus medos, as suas pequenas coisas. Eu sou daqueles que não engraça muito com nóias mal explicadas: gosto de falar com as pessoas e perceber o que as faz agir de determinada maneira. Gosto de saber.
No entanto, acho que essa complexidade e mesmo contradiução humana é aquilo que dá tanta piada às pessoas. Fossem elas simples e não haveria filmes, livros, música, arte. Seo ser humano fosse tão simples e plano como o tampo de uma mesa, nunca se discutiria e nunca se andaria para a frente. Não conseguiríamos evoluir individualmente, nem aprendermos como o mundo é variado e como há pontos de vista por vezes tão diferentes dos nossos, mas igualmente justificáveis. Gosto de pessoas transparentes, mas as opacas, aquelas que não se descortinam, dão muito melhores personagens de ficção.

quarta-feira, maio 31, 2006

Mãe e filha

Desculpem prolongar o post anterior, mas aqui fica a título de curiosidade:



(Maria Madalena)



(Sophie Neveu)

Conflito interior



Tenho uma certa e determinada devoção pela personagem Amélie Poulain, interpretada por Audrey Tautou, a excelente actriz francesa. Hoje soube, quando fui ver "O código Da Vinci" que afinal ela é a última descendente viva de Cristo. Eu, que sou agnóstico, temo começar a ter violentas crises existenciais e religiosas só à custa deste pequeno pormenor.

segunda-feira, maio 29, 2006

Eh pá, e não fazerem isto cá!

An English radio station said it has banned songs by British crooner James Blunt from its airwaves after listeners said they were fed up with hearing "You're Beautiful" and "Goodbye My Lover".
Chris Cotton, programme controller of local radio Essex FM in southern England, said: "We don't have anything against James Blunt and we're pleased he has been so successful, but we really need a break."
The music industry exerts a lot of pressure on radio stations to play certain artists' music over and over again, Cotton said.
"Often this can be out of step with the audience's tastes, which results in songs being overplayed," he said. "We're happy to stand up to this pressure and follow the strong message listeners have given us. We encourage other radio stations to take the same step."


Fonte: www.yahoo.com

Nada tenho contra o cantor James Blunt. Tive o privilégio de ouvir o seu álbum de estreia meio ano antes de ele começar por aí a enjoar o público em geral e achei-o bom de se ouvir, simples, nada que chateasse, agradável. No entanto, agora, há que dizer: "Basta!"; e não falo de James Blunt em concreto: falo de determinadas rádios (Mega FM, RFM e outras FMs que tais) que passam a mesma playlist umas 462 vezes por dia, sem nunca mostrarem algo de novo. Começa a fartar. Se um dia virem um gajo com uma caçadeira aos tiros, no meio do trânsito matinal, ele não é nem psicopata, nem ultra-nazi, e muito menos adepto do Vitória de Guimarães, do Futebol Clube do Porto ou de Quaresma: apenas está farto de ouvir a mesma coisa e decidiu que as chumbadas até têm um ritmo porreiro e inovador.

O calcanhar de Tolkien

Não me interpretem mal: apesar de não ser fã, reconheço que a trilogia d' "O senhor dos anéis" é um daqueles bons épicos à moda antiga e que vai demorar muito até alguém chegar àquele patamar. Mas repare-se numa coisa: sem essa muleta que é ter o sonante jargão "O senhor dos anéis" atrás, os títulos dos filmes ficavam patéticos e dignos de figurar na lista dos "direct to video": "A irmandade do anel": o que é isso, um filme acreca de uma fraternidade feminina? "As duas torres: caso da vida em que dois irmãos gémeos negros se esforçam por vencver o preconceito e netrar para a equipa de basquetebol da universidade? E "O regresso do rei"? Uma nova biografia de Elvis, ou mesmo Eusébio? Tolkien podia ser um linguista e um criativo escritor, mas quanto a títulos... Fica algo aquém...

sábado, maio 27, 2006

O problema

O grande probelma nas relações humanas não é o egoísmo, muito menos a indiferença ou a superficialidade. São os códigos de comportamento e os constantes jogos de escondidas. Porque é quando uma pessoa diz sim ou não, não quer diuzer memso si ou não? Porque às vezes às pessoas dizem sim e querem dizer não?
E porque é que não dizemos sempre aquilo que pensamos? O mundo era um lugar muito melhor se pudéssemos a dizer a alguém o que pensamos sobre ele sem nos preocuparmos com a reacção; ou que confessássemos a outra pessoa o quanto gostamos dela sem medo. Enfim, coisas impossíveis, mas este blog é o local privilegiado para o wishful thinking.

Brado


Vi ontem o último episódio da segunda season de "Lost". Só tenho a dizer:

"OH MY DEAR FUCKING GOD!!!"


P.S. Dedicado às clientes femininas deste blog.

sexta-feira, maio 19, 2006

Obrigado

Um muito obrigado à malta que cria o Spyware e o Spam. Cg~hgeo eu aqui e deparoç-me com uma mão chei de comentários em diferentes posts. Penso eu "Queres ver que vou levar com hate mail outra vez?" Mas não, é spam, e em ingLês, dizendo maravilhas deste blog. Muit+issimo obrigado1 assim, vale a pena ser enganado! :)

quinta-feira, maio 18, 2006

Um pouco de umbiguismo

Deixo aqui, um pouco à laia de auto-publicidade, as moradas de outros blogs que possuo ou em que colaboro. O primeiro sobre televisão e música, o segundo sobre fenómenos, bem, alternativos, e o terceiro sobre cinema. UNs mais icmpletos que outros, como verão, se quiserem lá ir.

www.cuecas-e-ceroulas.blogspot.com

www.abre-o-dossier.blogspot.com

www.eu-vi-um-filme.blogspot.com

Uma é europeia e outra norte-americana

Um anúncio da Adidas, para experimentar a postagem de vídeos. O que falta normalmente em poesia nos anúncios da Nike, normalmente a Adidas tem em sobra.

Adenda


Um valente "Shame on you!" foi atirado sobre essa corja de analistas, atiradores de bitaites e pseudo-intelectuais a que pertenço. Longe de todas as distrinças já efectuadas sobre os acontecimentos recentes em S. Paulo, que vão de um espectro político ao económico, passando por profundas tiradas sobre o futuro da América do Sul, aparentemente tudo o que os cabecilhas presos querem é televisores para ver os jogos do Brasil no Mundial. Ainda dizem que o futebol não dá de ocmer a ninguém...

terça-feira, maio 16, 2006

Bola de cristal

Aqui há três semanas, um estudante brasileiro, que está a faezr doutoramento sob a orientação de um dos meus profesores, deu-nos uma aula sobre a transição da ditadura militar para a democracia no Brasil. O retrato que ele pintou do Brasil actual não foi nada lisonjeiro, deixando um quadro de uma nação demasiado dependente da corrupção, com um poder central fraco e abrigando dentro de si um governo quase autónomo que é o dos grandes gangs criminosos das cidades maiores do país, como Rio de Janeiro ou São Paulo. A certa altura, comento eu que se os criminosos quisesem, podiam tomar o país de assalto, lançar a confusão e pôr o governo de Lula da Silva em cheque. O brasileiro sorriu, mas afirou que tal poderia ser possível, se o crime organizado arranjasse maneiras de se unir, o que, segundo a visão dele, poderia sere difícil.

Ao ler as notícias dos últimos dias, em que um só gang, o PCC (Primeiro Comando da Capital) deixa o estado de S. Paulo, que é só o mais importante e populoso de um país que depende bem mais do governo estadual que do central, não posso deixar de me sentir inseguro em relação às próximas previsões que vou fazer. Portanto, e antes que o meu dom se vá embora, que Portugal ganhe o Mundial, Bush juízo, o presidente do Irão serenidade, Annan uma guia de marcha, os portugueses coluna e a generalidade da população coração. Pronto, acho que consegui deixar aqui os meus desejos globais expressos. Uff. E os pessoais, perguntar-se-ão? Para isso, há sempre o Oráculo de Bellini. E o professor Bambo. E o Pinto da Costa.

segunda-feira, maio 15, 2006

Questão pertinente



''Every day is a gift. It's just, does it have to be a pair of socks?''

TONY (JAMES GANDOLFINI), DURING A THERAPY SESSION WITH DR. MELFI (LORRAINE BRACCO), ON THE SOPRANOS

domingo, maio 14, 2006

Heróis pessoais - 2



Mulder. O geek que todos os geeks gostavam de ser.

Os limites do humor II

Sou muito sinceramente da opinião de que o humor não tem limites; no entanto, reformulo um pouco: a nossa própria consciência deve ser o nosso limite quando usamos um material qualquer como piada, e o humor que usamos deve ser verdadeiro. Não devemos fugir à nossa Natureza nas nossas piadas. Hoje fiz uma piada, embora meio privada, sobre uma temática que me preocupa habitulamente, uma piada jhorrível sobre racismo, e dei por mim a ter rebates de consciência. Não que ache que o racismo não é matéria humorística, mas no caso não era. Por isso, me penitencio perante o mundo e publicamente.

sexta-feira, maio 12, 2006

Raio do código!



A propósito da sua estreia mundial na próxima semana, o filme "O código Da Vinci" tem vindo a apanhar bordoada dos quadrantes do costume, os religiosos, para quem um filme ficcional aparentemente pode destruir a fé enraízada de crentes pelo simples facto de alegar uma teoria para a qual não se apresentam grandes provas. O cínico em mim diz que a religião também um pouco isso: aceita-se algo que nos é contado e sobre o qual nada de factual existe. Mas não é o cínico em mim que está a escrever isto.
Os mesmos que malham na irrealidade do livro e agora do filme são aqueles que aplaudem o brutal retrato que Mel Gibson faz da Paixão de Cristo no filme homónimo, onde o Messias é sovado brutalmente desde o momento em que é capturado até aquele em que o cricificam e ainda assim consegue carregar uma cruz de madeira de dezxenas de quilos até ao cimo de um monte agreste, enquanto uma multidão em fúria o apedreja e espanca. Aparentemente, com tudo o que o filme de Gibson tem de memorável, porque o tem, a insistência na religião como glorificação do sofrimento nada incomoda a Igreja Católica, os seus representantes e organizações sucedâneas. Até agrada, pelo que se depreende dos aplausos. O Vaticano incomoda-se tanto com o Código Da Vinci como com o facto de ser o bispado de Leiria-Fátima a ficar com os lucros todos do santuário sem dar uma parte aos seus patrões em Roma. Esses pecadores...
Argumento eu agora: tanto o livro como o filme são, claramente, obras ficcionais. Dan Brown pode vir com o que quiser, com diplomas, com livros, mas comete erros a nível científico no seu livro. No entanto, eu não peço ciência naquele livro: peço entretenimento; e consigo-o. Se quisesse uma obra séria sobre história religiosa, lia livros do historiador norte-americano Geza Vermes e acabou. O filme não é um documentário, é ficção. Terá perseguições, tiros, cenas de luta, tensão sexual entre os protagonistas e tudo o que um blockbuster hollywoodesco deve ter. Claro que espíritos fracos irão acreditar em tudo o que lhes é dito. Tudo bem. Há questões que o livro levanta, e a que não dá resposta adeuqada, e que merecem ser levantadas. Eu acho que estamos no século XXI, mas isso sou só eu. Eu gosto de questionar aquilo que acredito. Acho que é um exercício que nos mantém muito humanos.
Portanto, venham protestos de um lado e do outro, eu gosto de chamas e todos têm algo por onde pegar e onde ter razão. Agora não vou negar: um filme em que Amélie Poulain e Forrest Gump de dedicam a perseguir a linhagem de Cristo? Esse vou lá estar para ver, adoro fitas de série B

quarta-feira, maio 10, 2006

Faz anos hoje...



David Fincher. Deus. Palmas para ele!