segunda-feira, novembro 13, 2006

"The departed"


Eu devo ser um dos poucos indefectíveis de Martin Scorsese que assume claramente que gostou dos dois últimos do Master, "Gangs of New York" e "The aviator". Quando se vai ler qualquer coisa acreca destas duas obras, escritas por pessoas que se afirmam fãs de Scorsese, as palavras desilusão, fracasso e vendido surgem claramente. Vamos lá a assentar as ideias: quando um dia um realizador sem ideias e novato conoseguir filmar com o mesmo vigor que Scorsese, que já é sexagenário, o mundo do cinema terá elevado a fasquia para um patamar perto da excelência. Exemplos: a sequência inicial de "Gangs of New York"; o quarto de hora final de "The aviator" e as sequências de um Howard Hughes demencial nesse filme. Scorsese não sofre os mesmos males de um Tim Burton, por exemplo, cujos fãs, mesmo em obras menores, se entretém a cantar louvores, porque Tim Burton é Tim Burton, o único realizador americano suportável, pois é artista. Por isso, mesmo um filme menos conseguido (na minha opinião) de Tim Burton, como "Planet of the apes" e mesmo "Sleepy Hollow", que é espantoso visualmente, mas com uma história que dá tantas reviravoltas que chega ao ponto da inverosimilhança, é elevado aos píbcaros. Deixem-me desiludir estes fãs com um exercício: se ganhar muito dinheiro com filmes é o que torna um realizador comercial, façam as contas dos box-office de todos os filmes de Burton.
Scorsese tem sido eleito como o alvo de gozação dos Óscares nos últimos anos, com as duas obras referidas, e com "The departed", apesar de estar lá batido este ano, fez uma das obras menos oscarizáveis da carreira; e apesar disso, a sua vitória afigura-se como provável. Paradoxo? Já lá vamos. "The departed" é um remake do filme de Hong-Kong, realizado por Andrew Lau e Alan Mak, "Infernal affairs", que conta uma história de infiltrados: um criminoso na polícia e um polícia numa tríade mafiosa chinesa. Os dois passam o filme a tentar apanhar-se um ao outro, até ao duelo final. A versão americana segue de perto a narrativa chinesa, excepto uma pequena mudança no final. Mas na versão ocidental, a acção passa para Boston e em vez de criminosos chineses, temos irlandeses. A Máfia é um tema constantemente associado a Scorsese, mas sempre na perspectiva italiana. Esta foi a primeira vez que o realizador se dedicou a abordar outras esferas criminais étnicas.
O filme acaba por ser um triunfo, há que admitir, e remete para outras obras de Scorsese: o início, no passado, relembra Goodfellas, e o personagem de Jack Nicholson, um vilão maior que a vida, recorda o Bill, the butcher", de "Gangs of New York". Embora seja um remake, nunca me passou pela cabeça, eu que já tinha visto "Infernal affairs", chamar-lhe uma cópia. Scorsese, um dos maiores virtuosos de toda a história do cinema, aplica no filme tudo aquilo com que eu aprendi a gostar das suas obras: um trabalho de fotografia programado para cada personagem (por exemplo, Frank Costello, de Jack Nicholson, embora em cena desde o início do filme, está na sombra até perto dos dez minutos, sem nuca lhe vermos a cara, numa opção estilística deliberada), planos de câmara prolongados, uma câmara quase sempre em movimento e que parece vir de nenhures para captar os personagens, uma montagem frenética e que aqui, e desde há muito tempo não acontecia, leva a montagem sonora a assemelhar-se à de uma fita independente e belíssimos planos fixos compostos. Quer-se dizer, mesmo com um filme de orçamento de 90 milhões, é impossível chamar a "The departed" um filme de encomenda. É Scorsese em estado puro, uma aula de cinema que dura duas horas e meia, sem explicações e que exige atenção.
De uma extrema violência, que aparece sem aviso e tão natural como suar, "The departed" conta com 3 actores de grande qualidade: Di Caprio, que parece ir explodir a qualquer altura do filme, devido à pressão a que está sujeito na sua condição de infiltrado; Matt Damon, calculista, cínico e ambíguo; e Jack, numa demonstração de domínio de estados de alma que pode ser resumido na cena em que o seu personagem tortura o de Di Caprio, onde passa da barbárie absoluta a uma compaixão paternal numa questão de segundos, sem deixar de ser credível.
Tentanto encurtar esta crítica, o filme acaba por ser uma história para seguir, e não uma história de personagens. No entanto, tendo o filme duas horas e emia, era difícil optar por este caminho, sendo que a complexidade das mesmas é dada em pequenos pormenores. Isto torna o filme recompensante para quem gosta de obras estimulantes e desafiantes nos detalhes. "The departed" traz Scorsese ao terreno a que nos habituámos a vê-lo e mostra que uma obra madura não é necessariamente académica. POr muito que o tema não seja, nem de longe, oscarizável, o sucesso eceonómico do filme, o seu prestígio e a sua óbvia qualidade, levarão este filme às nomeações. E já nem me interessa muito se Scorsese ganha um ou não: os mestres vêem-se pelos seus filmes, não por carecas dourados.

O sabor da derrota


Mais do que o sabor, uma imagem... Acho que é a melhor ilustração do desastre que foram as eleições intercalares para o Senado e Congresso dos EUA para o Partido Republicano. E verdade, verdadinha, não há qualquer montagem.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Lista de perguntas Lost


Tenho recebido várias queixas de leitores deste blog, a quem tenho de pedir desculpa, acerca do excesso de dedicação a uma determinada série de televisão, sobre uns palermas perdidos numa ilha. Lamento imenso, mas é mais forte que eu. Pode considerar-se comportamento de dependente, mas não me importo.
Acalmai-vos: nos próximos 3 meses, Lost entra de férias, e durante muito tempo não ouvirão palavras como Jack, Locke, Ben, Juliet, Hatch, Others e afins; no entanto, intermitentemente, aparecerá a palavra showdown. Portanto, deixe-me aproveitar os próximos 3 ou 4 posts para descarregar aquilo que teriam de aguentar nos próximos meses. Deixem que os Lostómanos que frequentam este antro tenham uma última oportunidade de alegria antes de entrarem em depressão. Obrigado.

Ora bem: peço a ajuda de todos os fãs que por aqui passam de modo a elaborarmos as perguntas Lost para as quais ainda não temos resposta. Para já, deixo 10. Continuemos no espaço para comments.

O que é a ilha?
Qual o objectivo da Dharma Initiative?
Existe só um grupo de Others (isto relativamente aos sobreviventes)?
Como é que o Locke ficou confinado numa cadeira de rodas?
Será Ben o patrão máximo dos Others que conhecemos?
Quem é o gajo de pala no olho?
O que raio é aquele pé gigante com quatro dedos?
O que é o monstro?
Para que são os ursos polares?
Qual a obsessão dos Others com crianças?

Um momento

Num início de tarde solarengo (mas aquele sol que dá mesmo gosto apanhar nas costas), desço a minha rua muito descansadinho, a ouvir música com duas castanhas quentes na mão e mais umas quantas no bolso. Enquanto aprecio este momento, que me está a saber mesmo bem, apeteceu-me gritar: porra para as gajas, porra para quem não me curte, porra para io raio do desemprego, das preocupações, do Sócrates, das misses t-shirt molhada (bónus, bónus) e para tudo o que me apoquenta e me deixa a vida num desassossego! Deixem-me comer castanhas quentes

quinta-feira, novembro 09, 2006

Rendo-me!


Pronto, Mariana (aka Maryland), eu desisto: aqui está hoje é dia 9 de Novembro, faço anos e pronto. Cá está o post! :)

A caridade...

...é uma coisa bonita, e dar um milhão de dólares à Guiné-Bissau (um páis liderado por aquele senhor honesto chamaod Nino Vieira, sabem?) é lindo, lindo; mas afinal não havia dinheiro para as câmaras utilizarem para compensar os prejuízos das últimas cheias e afinal agora virámos Bill Gates? Tudo bem, eu sou um tipo humanitário e tal, mas...

segunda-feira, novembro 06, 2006

Lost in the island 5


E que dizer do melhor episódio desta seaosn até agora, opinião de quem escreve e sempre discutível? Teve de tudo: reviravoltas, confirmações, deslindar de mistérios, uma morte, novos personagens e um ódio de estimação pessoal que começa a crescer. Por onde começar? Bem, este vai por tópicos, para ser mais fácil de acompanhar:

1 - O tumor: A minha louca teoria de que os raios X vistos por Jack no episódio 4 eram de Locke foi por água abaixo e por uma vez, a lógica fez-se valer: o tumor é mesmo de Ben. O plano urdido pelo líder dos Others é incrivelmente diabólico e lentamente, as razões pelas quais aqueles 3 foram raptados, tornam-se claras: são duas pessoas que mexem com Jack, Kate de uma maneira, Sawyer de outra (relacionada com Kate) e quer-me parecer que Ben fará valer-se da dinâmica de casal entre Kate e os dois womanizers para faezr quebrar Jack. Está na cara que Jack vai operar Ben, mesmo com a pressão de Juliet (espantosa cena, a dos cartões) para que este realize o contrário. O complexo de salvador que o médico-cirurgião carrega é muito mais forte que ele e que qualquer vontade de sair da ilha. Aliás, Jack não me parece ser o tipo de pessoa que ceda a mind games, a não ser que, ealgo que não me parece que vá a ocorrer, tudo seja uma grande urdidura conjunta entre Juliet e Ben para testar Jack. Desculpem-me os defensores dessa teoria, mas é algo forçado... Na realidade, Jack poderá estar a manipular os dois Others no intuito de se salvar e mais aos dois companheiros que estão nas jaulas. No entanto, a coisa poderá virar no próximo episódio, se ele souber que, a ver pela preview, Sawyer e Kate se vão engalfinhar à séria... mas Jack já percebeu que não o podem matar, nem maltratar, ele é demasiado importante para isso, e como não é burro, percebeu que algo de errado se passa entre os Others em termos de liderança. O sexto episódio será, para mim, a tentativa de fuga de Jack.

2 - Uma viagem à selva: Deixando Mr. Eko à parte, o grupo que partiu para a selva reuniu os suspeitos do costume: Locke, Sayid e Desmond (esta semana, sem apostas para o Totoloto) teve a companhia de Nikki e Paulo. Se bem que Nikki, assim vestida, se revela numa excelente adição para Lost, Paulo e as suas urgências intestinais depressa se estão a juntar a Charlie na minha lista de vítimas acidentais de uma queda de um precipício na ilha. As fãs de Santoro que me desculpem, mas ou ele começa a fazer alguma coisa de jeito, ou então que venha o monstro fumarento! Nikki, esse, reparou num pormenor tã, tão óbvio, que espanta que o sagaz John Locke tennha deixado escapar. Algo de irreal... O que se reteve desta visita à estação Pearl foi o aparecimento de um homem com uma pala preta no olho. A julgar pelo mapa que nos foi dado a ver no episódio "Lockdown", poderá ser alguém numa das estaçlões restantes (tem-se avançado a estação Flame) e, possivelmente, será um indivíduo que pertence ao grupo de Inman, o homem que Desmond encontrou na estação Swan (vulgo The Hatch). Ou seja, é um caramelo que está na ilha há cojones... Como terá ele perdido aquele olho? NUm confronto que um urso polar?
E por falar em desventuras na ilha, será que Rousseau desapareceu assim de repente?
E porque seria a estação Pearl filmada, como pareceu na altura em que esta foi encontrada por Locke e Eko? Será que é Ben quem está a monitorar? E se sim, saberá ele da existência do zarolho?

3 - RIP, Mr. Eko: E morreu o padre! Diga-se que se Eko tinha de morrer, seria às mãos de um monstro, porque, francamente, quem poderia dar conta dele?
Na minha opinião, acho que fica um sentimento de dever cumprido no trajecto básico de Eko como personagem, e aparentemente o actor que o interpretava escalrecera desde o início que só pretendia ficar um ano na série, mas claro que se este lá tivesse ficado, haveria certamente muito mais para contar. Ficou esclarecido o porquê de ele construir a igreja e o sue papel na série, que era, obviamente, devolver Locke ao caminho da fé.
Eko permitiu também criar uma relação de irmãos verdadeiramente complexa em "Lost". Não me venham falar de Boone e Shannon, porque não vale a pena. A ligação entre Yemi, um padre, e Eko, o irmão criminoso que, em última instância, deu a alma para salvar o irmão mais novo, foi bem desenvolvida e sentia-se em Eko um genuíno amor quase paternal relativamente a Yemi. Quando ele descobre, após a morte do irmão, uma fotografia de ambos na sua bíblia, é desses momentos que se faz televisão que realmente prende a emoção. Se bem que, acho, há maldade intrínseca à alma de Eko, não sei se ele é verdadeiramente um pecador. O fumo, aparentemente, é como um juiz da ilha, com uma estrutura moral que muito deve ao catolicismo: arrependes-te, pode ser que te safes; não te arrependes, lixas-te. Na verdade, esse fumo parece reunir dados sobre as pessoas na ilha (por isso, o seu primeiro encontro com Eko não foi uma fuga, mas sim um agrupar de informação) e tem o poder de assumir formas humanas e animais (o pai de Jack, o cavalo preto de Kate, mesmo Walt e claro Yemi) e por isso Eko ouve daquele que se parece com o irmão "You speak to me as if I were your brother") É uma teoria como qualquer outra. De qualquer forma, acho que o fumo negro é o único mistério da ilha que não pdoe ser explicado em temros puramente científicos.
Eko tinha uma dos "melhores" passados entre os sobreviventes e tudo o que ele tentou faezr foi a~daptar a sua maneira de ser à definição de bem dos outros. Quando ele diz "I did my best", eu acredito que ele acreditasse nisso; mas não foi o suficiente. O último plano dele e do irmão, em pequenos a caminharem com uma bola de futebol, confesso que me arrepiou. Para além disso, vou sentir a falta do seu bastão bíblico...
Ah, e será que "We are next" é algo de real ou apenas fruto do julgamento de Eko?

Para a semana, Kate casa-se. Upa, upa!

Desenganem-se: há sempre pioneiros...

O sucesso do último de Nelly Furtado levou a que os telejornais, revistas e órgãos de comunicação voltassem a focar a atenção na luso-canadiana, depois do relativo fracasso de "Folklore" e do afago orgíaco ao ego da Pátria que foi a rodagem constante do tema "Força", durante o Euro 2004. "Loose" será, à partida, um álbum atípico para Furtado, que normalmente mistura pop e folk nos seus álbuns com precisão, mas que neste se mostra claramente mais virada para a onda hip-hop e sexy da sua vida. Quase s epode dizer que ela está, de facto, bem inserida na indústria musicla norte-americana. É assim que a publicitam por cá também: uma jovem luso-descendente que contra ventos e marés triunfa, tornando o sucesso contagiante a todos nós, portugueses aqui deste lado. É um milgare tal que nos parece instantâneo, que basta um portugu~es surgir que tem logo sucesso.
No entanto, Nelly não foi a primeira luso-descendente a tentar penetrar na indústria pop dos EUA. Teve uma percursora, que embora não tendo a Dreamworks a apoiá-la, nem qualquer grande companhia discográfica, ainda mantém uma carreira e tentou, em grande estilo, ser uma estrela. Falo de Nikka Costa, nome que ouvi por acaso quando ouvia a Antena 3 em 2001, pela boca de Pedro Costa, porventura uma dos melhores radialistas e descobridores d enova música da Rádio nacional. Costa, que é filha de Don Costa, compositor de temas para grandes lendas da soul, como Aretha Franklins ou as Divines, transmitou essa soul para a filha, cuja voz, opinião de quem escreve, é melhor que a de Nelly Furtado, embora o sucesso não seja, obviamente o mesmo. A tendência portuguesa para a publicitação dos casos de sucesso leva a que se esqueçam os casos de fracasso, que são tão importantes como so primeiros. Por isso, este blog faz a devida vénia a Nikka Costa, a primeira artista pop portuguesa que teve a coragem de usar um nome luso na sua denominação artística. E para aqueles que, querendo desmentir, verificarem que "Whoa Nelly" foi publicado em 2000, gostava de lembrar que o álbum só começou a rodar cá em 2001, como é hábito (vide "Songs about Jane" dos Maroon 5, por exemplo, banda altamente comercial, cujo álbum só ganhou notoriedade quase dois anos após ter sido publicado, em Los Angeles).
Fica, para comparação, o vídeo de "Like a feather", primeiro single do álbum de 2001 "Everybody got their something".

sábado, novembro 04, 2006

Mas estão a gozar comigo?

Hoje, uma amiga pergunta-me se sou feliz. Respondo-lhe que não; ela diz que o conceito de felicidad é relativo. Também é verdade; no entanto, mantenho o não.
Venho a descer a minha rua à noite e num carro, um rapaz e uma rapariga envolvem-se em acto sexual. Nice.
A minha mãe diz que vou ser uma criança para sempre. Fabulous.

É impressão minha ou a vida está-me a enfiar qualquer coisa pelos olhos, e que essa qualquer coisa se chama fracasso pessoal?

sexta-feira, novembro 03, 2006

Desinspirado

Uma amiga minha, que volta e meia frequenta este estabelecimento, opina que eu devo andar com pouca inspiração, pois tenho postado menos que o costume; ela tem razão, respondo-lhe, e percebo que escrever muito sobre Lost e postar vídeos não é a maneira de melhor mostrar inspiração. De facto, tenho andado desinspirado, e por vários motivos: não estou deprimido, não estou feliz, ando neutro, não ando apaixonado... Enfim, as coisas que normalmente me fazem carburar não estão. No entanto, estou-me a esforçar por combater isso, é o que posso prometer. Não quer dizer que esteja a fazer o máximo para me deprimir (desiludi-vos, vilões meus), antes tento procurar ser feliz. Espero que este ano, que começou mal e andou pior até mais de meio acabe bem. Que toda aquela má fase tenha tido um propósito bom, o de descobrir realmente o que me faz feliz. Já me fez, felizmente, dar resposta a algumas dúvidas e a olhar bem para as pessoas que me rodeiam. É uma experiência engraçada: quanod pensamos que todos os outros são felizes e boas pessoas e nós estamos destinados a andar em baixo e a não ser queridos... devemos olhar outra vez.
É nesses pequenos pormenores de olher que devo procurar inspiração.

terça-feira, outubro 31, 2006

Premonições


Fernando Santos previu que alguém do Benfica seria expulso na segunda parte do Benfica-Estrela; Jesualdo previu que Anderson ia "aleijar-se" contra o Benfica; e eu previ que se Jesualdo ganhasse ao Benfica, ia-se transformar num paravlhão arrogante, à la FCP. E acertei.

Chama-se...

... "Às vezes o amor", é a nova canção de Sérgio Godinho e os minutos que passamos a ouvi-la são, para além de mel auditivo, um pequeno prazer. Quase um prazer Amélie.

domingo, outubro 29, 2006

Lost in the island 4


Aparentemente, a julgar pelo final do episódio, o título desta rubrica terá de mudar para "Lost in the islands"... Mas adiante.
Há que dizer que este episódio, com tudo equilibrado, foi um daqueles com as coisas que me fizeram gostar de Lost bem no sítio. Teve momentos de tensão pura (quando o Sawyer leva uma malha... não me lembrava de um momento tão violentamente sangrento e animalesco no Lost desde que o Sayid espetara uns pêros valentes ao artista conhecido anteriormente por Henry Gale), humor subtil (o relógio de Sawyer a apitar enquanot Kate se despe é um mimo), mitologia a andar para a frente (há duas ilhas... se bem que, com a história de haver um cais numa delas, a coisa faz sentido) e mudanças de carácter de personagens (quando Jack diz a Juliet "I don't care about making you feel better", enquanto lança some moves nela, onde está o bonzinho do doutor?).
Sawyer foi o personagem focado nesta semana; se bem que a trama do flashback era óbvia (quase tão óbvia como o facto de o pacemaker ser inexistente), pois estava na cara que Sawyer estava a enganar o burlão, ficámos a saber que o garanhão dos pântanos poderá ter uma filha; ou não.... A mulher a quem James ensinou a cartilha da perfídia mentirosa poderá estar a lançar a sua própria jogada, o que bateria certo no facto de Sawyer não confiar em ninguém, nem nunca abrir o seu coração. E por falar em coração, não doeu ouvir Kate a dizer que só professara o seu amor pelo James Ford para que Danny deixasse de lhe bater? O olhar na cara dele... Para não falar de quando ela remata toda a cena dizendo "Live together, die alone", leit-motiv do Sotôr Jack Shepard (a propósito, nunca ninguém achou estranho o facto de o pai do Jack se chamar Christian Shepard, ou seja, pastor cristão? Voltaremos a isto nouytro dia). Ah, e Sawyer tem pena de coelhinhos brancos... Quem diria! Para além disso, o parelelo com o flashback de estar preso e apaixonado, assim como na ilha, foi interessante.
A questão das duas ilhas é interessante: porque será que os Losties nunca viram a sgeunda ilha? Esta não parece estar assim tão longe! E será que a caverna onde Locke encontrou Mr. Eko e o urso polar poderá ser uma espécie de túnel entre as duas, explicando isso a presença dos ursinhos na ilha Lostie? Coisas a ver num futuro próximo, certamente.
Quanto à operação Jack... não estou convencido, primeiramente, que Ben discordasse da presença de Jack. Pareceu-me mais um mind game. Jack voltou a mostrar a sua tenacidade a salvar vidas, mas mostrou desta vez uma resginação a dar a hora da morte de Colleen que me faz crer que ele já tem quem são os seus inimigos muito bem na cabeça, o que pdoerá siginificar que os planos de colaboração com Ben vão por água abaixo... E quanto a comentários que j+a ouvi acerca daqueles raios-X... Poderão ser de Ben, está claro, mas, acompanhem o meu raciocínio, porque não pertencerem a Locke? Bate certo no perfil e seria, a nível de diagnóstico, muito mais compatível com os poderes de cura do magnetismo da ilha. O que acham? Claro que Jack não é burro nenhum e já começou a lançar a Juliet os mind games com que Ben baralhou Locke na segunda season, e aparentemente, a sua opinião de uma sociedade comunista, mas liderada por um ditador chamado Ben, vai bater fundo em Juliet. Parece... Aquela mulher consegue ser ainda mais ambígua que Ben, como se isso fosse possível. Nunca se sabe o que se epsera dela. E porque raio precisam os Others de um médico especialista em fertilidade?
Ah, e quanto ao lado Nostradamus de Desmond... Fiquei bem mais impressionado com a previsão relativamente a Locke que a este raio. Se bem me lembro, na primeira season, Locke predisse a Boone que irira chover em menos de um minuto... E choveu. Será que a explosão magnética terá apenas ampliado uma qualquer parte do cérebro do escocês?

Para a semana, a missão de salvamento começará, se bem que, prevejo, o grupo terá muito que nadar...

Duo dinâmico


Confesso que nunca pensei ver estas duas bandas juntas, mas enfim, o resultado acaba por até ser interessante. Para além disso, estava na altura de dois dos melhores baixistas do mundo tocarem juntos... Para quem se pergunta, a canção é "The saints are coming", é uma cover dos The Skids e não deve demorar muito a rodar violentamente na MTV, apesar da contundente mensagem política...

sexta-feira, outubro 27, 2006

Que grandes portugueses?

Não tenho tido grande vontade de abordar o assunto, mas o debate de anteontem, na RTP, que envolveu diversos convidados (entre os quais José Hermano Saraiva e Luís Reis Torgal, professor de História na minha Universidade, a de Coimbra, dois antagonistas naturais pela área de estudo do segundo, o Estado Novo), de vários quadrantes culturais, diversas filiações políticas e perspectivas do assunto. Se uns encaravam com uma seriedade granítica que, confesso me assustou (Joana Amaral Dias, deputada do Bloco de Esquerda, para além de só consentir que o seu grande português fosse uma ela, chegou a lançar um clima de crise de indentidade nacional caso Salazar fosse o Grande Português), outros levavam a coisa com ligeireza, o que, tendo em conta o carácter especulativo desta eleição, é o mais correcto.
No minha opinião, este concurso não será, obviamente, para ser levado a sério. É um concurso e um jogo, nada mais. Como qualquer eleição, cada um tem a sua opinião, e se mesmo um Mourinho, um Cristiano Ronaldo ou um Herman José aparerecerem com os Grandes Portugueses, ninguém se deve chocar. É a opinião pública. Claro que tudo isto vem, pelo menos, fazer crescer o interesse pelas grandes figuras da nossa História, o que é bom, por um lado, mas mau por outro, pois os percursos históricos nacionais não são apenas feitos de heróis e grandes figuras: o cidadão anónimo também faz parte desse movimento histórico e centrarmo-nos apenas em heróis fará surgir uma espécie de mitologia civil que exagera o papel das figuras e quase as santifica, não permitindo uma investgação parcial da suas vidas.
Paleio de Teoria da História à parte (salvé, Dr. Catroga), eu digo já que não consigo votar em ninuém, porque acho impossível definir o maior português de todos os tempos. Mesmo um dream team se torna tarefa espinhosa... A discussão que se gera está, pelo menos, a levar a saudáveis debates sobre perídos da nossa história que raramente discutimos e a redescobrir figuras que achávamos esquecidas. Ainda assim, alguns amigos meus têm-me pressionado, pelo menos, a revelar hipóteses que eu poderia eventualmente escolher. Para esses, deixo alguns nomes: a ser rei, D. Afonso Henriques, D. João I e D. João II; da área da cultura: Camões, Fernando Pessoa (ok, sãoi por demais óbvios estes dois), Sophia de Mello Breyner e Eça de Queiroz (não é estranho que quando queremos citar alguma grande figura cultural portuguesa, sejam os escritores quem nos vem em primeiro à memória?); politicamente, Afonso Costa e Humberto Delgado(qualquer político pós-25 de Abril não me permite o chamado distanciamento emocional); e de resto, porque não Aristides de Sousa Mendes, ou mesmo Vasco da Gama (o Pedro Álvares de Cabral teve sorte), ou mesmo... Vêem como tudo isto é inútil?

Para curiosidade, noutros países os resultados não são menos abespinhados: em Inglaterra, ganhou Churchill, com a princesa Diana a ficar à frente de Darwin, Newton e Shakespeare (!); nos EUA, Ronald Reagan foi considerado melhor que Abraham Lincoln, Martin Luther King e George Washington; e George W. Bush ficou em 5º, o que não deverá espantar num país tão jovem...; em França, Charles de Gaulle (os franceses têm quem merecem, não é?); e na Alemanha, Konrad Adenuaer. Fala-se que o concurso está em fase de produção na China. Na prática, é uma anedota: o que chamar a um top ten onde todos os concorrentes se chamam Mao Tsé-Tung? (OU então, mudam para as várias grafias, e há dez nomes diferente!)

segunda-feira, outubro 23, 2006

Lost in the island 3


E regressámos, finalmente, a território conhecido: a praia onde tudo começou. Antes de lá chegarmos, porém, encontrámos Locke, deitado no meio da vegetação, estendido e mudo, mesmo quando levou com o bastão do Mr. Eko na cabeça. Um começo logo para arrepiara caminho. Vai dá, chega à praia, e Charlie é logo contratado para guardar uma tenda onde Locke pretende, com a ajuda de uma forte mistura alucinogénica, comunicar com a ilha e saber o que faezr a seguir. Tudo isto quer dizer uma coisa: digam adeus a triângulos amorosos e brincadeiras militares de iraquianos: estamos em território de John Locke. Estamos no coração dos mistérios da ilha.
Num Lockisódio (não tão bom, diga-se, como o "Lockdown"), foi bom ver o regresso do profeta e agora novamente místico careca aos seus facalhões e técnicas de camuflagem. Num episódio em que Charlie não esteve, por incrível que pareça, tão irritante como é costume, a aparição de Boone, embora um Boone inside Locke's mind, foi um dos pontos a destacar, numa visão digna do terceiro olho de Lobsang Rampa. Percorrendo um aeroporto a empurarr Locke numa cadeira de rodas (evidente metáfora da fragilidade do caçador), assistimos aos personagens habituais em papéis que levam os fãs a teorizar (porque estão Kate e Sawyer juntos na fila de embarque? Porque está Jack a ser revistado por um Benry vestido de empregado de aeroporto? Porque diz o Boone aparição que Claire e Charlie vão estar bem "for a while"?) e levando-nos a dois personagens qu também se viram envolvidos na explosão da Hatch, Mr. Eko e Desmond. Quanto a este último, o mistério do porquê de andar cmpletamente nu pelas selvas do Pacífico não será um mistério menor do que, aparentemente, ter ganho o poder de antever o futuro, ou pelo menos pressenti-lo, para além do seu notável visual à la Cristo. Mr. Eko, esse, viu-se arrastado por um urso polar para uma gruta, de onde foi salvo por Locke. Pormenor estranho: a gruta estava cheia de ossos de crianças, para além de um carrinho de brincar. Assustador, mas qual a razão? Fará parte da obsessão que um dos grupos de Others tem por crianças?
Hurley regressou, e voltou às piadas que todos nós apreciamos ("Bear, is that you?") e com más notícias: Jack, Kate e Sawyer foram raptados pelos Others e não há um médico decente para salvar Eko. E vai daí, Nikki enfurece-se, e Paulo fica perplexo. E quem são Nikki e Paulo? Dois sobreviventes, aparentemente sexy e bem parecidos, como quase todos os que caíram naquela ilha, e que até agora não tinham aberto a boca para dizer algo de interessante, nem mesmo aparecido. A sua entrada não foi de registar, mas saúda-se o reforço feminino, e que este tenha cuidado: mulheres são espécie em vias de extinção na ilha. E sim, sim, meninas: o Rodrigo Santoro.
No final, Locke prometeu uma missão de salvamento e fica no ar aquela ideia de que Desmond se tornou no Nostradamus da ilha. Para além disso, fica porrada prometida para os próximos episódios, debaixo de uma liderança firme de John Locke, descrente virado crente fanático à custa de uma shoras numa tenda e de uma alucinação envolvendo um Mr Eko de olhos fixos e palavras sábias. Embora não tenha adiantado muito na mitologia, ficam perguntas relativamente àquela caverna e ao uso futuro das novas habilidades de Desmond, the brother? E vocês, que impressão vos deixou este episódio?

Outros tempos...


Se hoje televisão portuguesa é, quase imediatamente, sinónimo de lixo, porque não lembrar outras produções, mais míticas, que preencheram os anos 80, altura em que, parecendo que não, se tentaram faezr algumas das mais revolucionárias séries da história da nossa televisão. Um exemplo claro é, parece-me, "Duarte & companhia".
Misto policial e comédia (com um maior ênfase para a última), será, porventura, a série com mais figuras míticas por metro quadrado: quem não se lembra do Rocha e a sua bigodaça, acompanhada de farta cabelira negra; Lúcifer, o temível líder criminoso que gostava de ser tratado por Padrinho, e dos seus capangas Chinês (mais conhecido por "eu não sele chinês, eu sele japonês) e Albertini (monstruoso gangster, que desmaiava com a breve menção da palavra sangue, e que partilhava com Rocha e Átila não saber quem era a mãe); Átila, o grande rival de Lúcifer, e irascível como pouco; Duarte e Tó, dupla de detectivas de bolso; e as mulheres, naquela que foi, atrevo-me a dizer, a primeira grande manifestação de poder feminino, pois eram esta que, à pancada, iam resolvendo os casos e amedrontando os homens: a Joaninha, a mulher do Duarte a sogra do Duarte. Para além disso, com títulos como "A maldição da múmia", "A cadeira do poder" e "A revolta dos escravos", já itnha ganho lugar na nossa história cultural. E o 2 cavalos? E aquele genérico da 3 série? O lançamento recente em DVD apenas veio acentura o seu carácter mítico na nossa memória colectva; e espero que a próxima edição venha, finalmente, com extras: entrevistas, uma retrospectiva, qualquer coisa... É aproveitar enquanto os protagonistas estão vivos: António Assunção (o Tó), Canto e Castro (o professor Ventura) e Ema Paul (a mulher do Daurte) já faleceram, portanto toca a despachar!

sábado, outubro 21, 2006

Reviem rápida: "The black dahlia"


Embora casos por resolver sejam frequentes, o que dá o mote para o filme, o de Elizabeth Short (ou "Black Dahlia") é um daqueles que permanece na memória colectiva do púlico, não só porque não foi resolvido, mas também devido aos pormenores macabros do homicídio. O caso deu-se em Los Angeles, em 1947, e era inevitávels que o cronista moderno da Los Angeles dos anos 40 e 50, James Ellroy, o mesmo que escreveu o magnífico "L.A Confidential", pegasse no caso para criar mais um livro, o que aconteceu; e foi assim que nasceu a trama do filme, que acompanha dois ex-pugilistas, tornados polícias, na caça do assassino de Elizabeth Short. Pelo meio há Scarlett Johansson, a fazer de ex-prostituta no meio dos dois homens, e Hillary Swank, a fazer de menina rica que gostava de ser prostituta.
Este filme de Brian de Palma é dePalmiano até aos ossos, e se isto parece uma redundância, não é é: quantas vezesz já vimos fitas de realizadores a quem estamos acostumados e que parecem tão descaracterizadas? No entanto, é um filme com marca de Palma para o melhor e para o pior: o melhor, obviamente, é a parte técnica de "The black Dahlia". Brian de Palma é um dos maiores virtuosos da câmara da actualidade e filma sempre com uma elegância tal que mesmo quando um filme é mau, é impossível ser completamente mau. Baseando-se no cinema noir (onde "The black dahlia" pertence por completo, com o seu enredo labirítinco e os seus personagens moralmente imperfeitos) e em Hitchcock, para além dos tradicionais travellings e long shots característicos do realizador, é quase como se fôssemos numa viagem e nos deixássemos levar. Para além disto, há a excelente direcção de fotografia de Vilgos Zsigmond e a direcção artística do veterano Dante Fereetti, habitual colaborador de Scorsese. A cena em que se descobre o corpo de Short é simplesmente incrível, quando num só plano-sequência, de Palma captura 4 acções diferentes enquanto decorrem simultaneamente.
Os males do realizadopr também se reflectem, no entanto: a falta de paixão com que aborda os personagens em um argumento que, a partir do meio, anda à deriva, batem certo com grande parte da filmografia do virtuoso. Quem pensar que vai ver um filme sobre a resolução do homicídio, desengane-se: só meia hora da fita é realmente dedicada a esse assunto, o restante centra-se na relação do trio de protagonistas. Mas balançando entre estes dois pontos, o filme não alcança um equilíbrio narrativo, e a partir da morte de um dos personagens, descamba e cai vertiginosamente, como se tivesse sido lançada uma bola de bowling sobre um castelo de cartas. Embora os actores estejam bem (mesmo Josh Hartnett), o filme perde, e muito, com esta falha. É como uma coisa muito bonita com um interior muito fraquinho.
Ah, Scarlett Johansson e Hillary Swank não aparecem nuas, mas são bem boas. E mais a sério, uma referência à fantástica Mia Kirshner, que interpreta Elizabeth Short em pequenas vinhetas a preto e branco no filme. Uma interpretação muito intensa e que merecia mais destaque, fosse o argumento mais centrado em Short.

Nota: 7

quinta-feira, outubro 19, 2006

Espera lá...

Tinha este tema na cabeça para escrever aqui, mas só agora me lembrei: é impressão minha ou o presidente Bush assinou, na semana passada, uma lei que permite tortura sobre os suspeitos de terrorismo, e exclui qualquer apoio jurídio aos mesmos, o que, legalmente, é a mesma coisa que tonrá-los não pessoas? E porque é que este tipo de atitudes não cria sururus alargados, ao legalizar Guantanamos e afins? Só para deixar a indignação.

Contexto

Uma componente importante da fraseologia humana é o contexto. Determinadas expressões e afirmações ganham um sentido completamente diferente quando pronunciadas por diversas pessoas ou em variadas situações. Toda a gente sabe que a língua portuguesa é muito traiçoeira e por isso se presta a más interpretações que levam a que, exemplo, em escutas telefónicas certos indivíduos pareçam cometer crimes, quando se estão simplesmente a voluntariar para ir buscar os filhos de um colega à escola. Numa tentativa de tentar evitar que tais situações aconteçam aos utentes deste blog, vou, numa iniciativa que espero útil, mostrar como algumas frases podem soar tão díspares na boca de interlocutores variados.

"Doem-me as costas, não devia ter abusado ontem"

Pedreiro - Declaração de dor derivada do excesso de trabalho forçado

Liedson - Declaração de dor derivada de mergulhos forçados

Cláudio Ramos - Resposta à pergunta "Então, e que tal correu o encontro com o Serginho?"

"O dia ainda é uma criança"

Oficial da GNR - São 9 da manhã e um maço de multas está já completo

Kim-Jong Ill - Ansioso por dar vazão ao ritmo de trabalho alucinante que permita a abertura de um novo cemitério

Jorge Ritto - Back in time to 1980

"Foda-se, caralho para esta merda!!!

Ministro das Finanças e Primeiro-ministro - Pânico geral perante o défice

Trabalhador de uma ETAR - Mau dia no trabalho

Adepto do Benfica - Kenny Miller marca o segundo.

"E se eu te partisse a boca à paulada?"

Dois moçambicanos e Carla Matadinho - Rodagem do filme de Sá Leão

Um ministro da Educação e dois professores - Discussão acalorada sobre a reforma do sistema de carreiras da docência

50 Cent, Snoop Doggy Dog e Eminem - Álbum de beneficiência para as vítimas do Katrina, que conta com uma faixa conjunta entre os 3 rappers

"Peço desculpa, mas na realidade não sei o que está aqui escrito"

Stevie Wonder - Alguém se esqueceu de lhe passar as letras das músicas para Braille

Senhor de 80 anos - Reflexo de século de analfabetização nacional

George W. Bush - Embaraço quanod lhe pedem para ler a composição de Carolyn Arnold, menina de 8 anos, intitulada "A minha casa", de uma escola primária do Tenessee

E fica a lição. E há ainda "Mas o que é que um gajo como eu está a fazer contigo, Scarlett?", que quanod pronuciada por mim significa: "Ahh, que pesadelo mais esquisito!!"

quarta-feira, outubro 18, 2006

"Sabes onde é que há gajas boas, mesmo boas?"


Claro que sei! É no filme "The other Boleyn", actualmente a rodar em Inglaterra.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Lost in the island 2


"THE GLASS BALLERINA"

Ao segundo episódio, o espectador mais atento terá reparado que esta terceira season está a seguir, estruturalmente, o caminho da primeira: um primeio episódio com uma revelação bombástica e mais um conjunto de pequenas descobertas, e um segundo mais baseado no desenvolvimento de um pormenor do passado de determinada personagem, neste caso Sun, se bem que se possa argumentar de que, em termos técnicos, os últimos 5 minutois tenham sido, bem... já lá vamos.
Por partes: quanto à parcela do episódio que envolveu Jin, Sun e Sayid, o mais interessante foi descobrir que a nossa coreana não é aquela mulher sofredora e estóica que imaginávamos: meter os cornos ao marido não cairá propriamente bem nessa imagem que fazíamos dela. A primeira cena, com ela ainda em criança, mostra-a incapaz de assumir culpas, o que pode justificar o facto de querer participar, embora esteja grávida, num louco plano de captura dos Others, elaborado pelo cada vez mais sedento de vinagnça Sayid. Por falar no iraquiano, nota-se que lhe falta algum treino de exército; ou isso, os The Others voam, pois como raio passaram por Sayid e Jin sem serem vistos? Impressionante. Sun acabou por completar a reviravolta de imagem ao matar uma Other, aparentemente enrolada com o capataz da obra onde Sawyer e Kate "colaboram", o que poderá não ter sido a mlehor manobra em prol da sobrevivência do grupo. Várias dúvidas se levantam nesta história: um, quererá a confirmação do romance com o seu explicador de inglês dizer que o bébé de Sun não é afinal de Jin, deitanto por terra um dos argumentos a favor do poder curativo da ilha? Dois, terá Sayid virado um toninhas? Terceiro, porque pediu Ben para que os Others trouxessem especificamente o barco, sem referi qualquer coisa de captura ou morte dos Losties? Quarto, será que o explicador de inglês se suicidou realmente?
No capítulo Sawyer/Kate, os vários fãs do casal terão ficado satisfeitos com a bela da beijoca, sendo no entanto de perguntar se tudo não fazia parte do plano que o Conman está a urdir para querer iludir os seus captores. É impressão minha ou a parte da tortura ao inimigo está a ser toda canalizada para o nosso amigo James? Serão os Others cavalheiros ou estará Kate destinada a um fim que desconhecemos? Kate, falando nela, anda estranha: uma mulher que esteve presa e fugiu a vida toda resigna-se a ficar numa jaula e limita-se a esperar que o bem mais expedito Sawyer tenha uma das suas ideias? Por muito que aquele vestido lhe fique bem )e que bem ela cava terra), esparava bem mais espírito de iniciativa por parte de Kate, em vez de, quando Sawyer arma a confusão, se limitar a deixar ser agarrada por Juliet, sendo-lhe apontada uma pistola. Teremos visto realmente tudo o que aconteceu naquele célebre pequeno-almoço? Ou acham que esta quebra de Kate já vem de há algum tempo? Alex, a filha de Rousseau, voltou a dar um ar de sua graça, sem grandes consequências que não a de saber que ela e Carl estão de alguma maneira ligados.
A última parte do episódio reservou-nos o momentos "Badam!". Ben, o nosso indígena de olhar esgazeado preferido, revelou chamar-se Benjamin Linus, o que poderá justificar a sua demência, e ter vivido na ilha a vida toda, o que pode fazer dele uma das cobaias Dharma originais. Para além disso, ofereceu a Jack uma proposta tentadora. em troca da sua cooperação, Ben fá-lo-ia sair da ilha, de regresso a casa (e aqui é casa, casa). Perante a risota de Jack, Ben revelou-lhe que Bush fora reeleito, Christopher Reeves tinha morrido e os Red Sox haviam ganho o campeonato de basebol, mostrando-lhe imagens dessa vitória. Não sei se Linus sabia do poder que tal revelação teria no insconsciente de Jack, mas o médico pareceu ficar abatido definitivamente. Terá o expedito Jack baixado os braços, dando assim espaço a menos resistência perante os Others? Significarão as imagens que o Others têm realmente contacto com o exterior? E porque parece haver uma tensão negativa entre Juliet e Ben, de cada vez que s encontram?

Para a semana, Locke, Eko e Desmond regressam. A discussão continua na secção de comments.

O relatório Colbert

Para quem acha que o programa "Daily show", apresentado pela magnífico Jon Stewart, é uma daquelas coisas verdadeiramente louváveis ao nível da comédia, fica aqui a sugestão de "The Colbert report", um programa que orbita na mesma óbrita que o de JOn Stewart, se bem que não sejam exactamente iguais, e que é aprsentado por um ex-comediante colaborador do "Daily show", Stephen Colbert, que no seu "...report" encarna um pivot de um telejornald e notícias falsas... mas republicano, conservador e cristão. É um mimo, profundamente engraçado e capaz de nos proporcionar momentos únicos, como este, em que o tradicionalmente monocórdico e carrancudo George Lucas aceita, com um sentido de humor assinalável, todo o glorioso sentido pop-culture da sua opus mais famosa, "Star Wars", ao embrenhar-se num inesquecível confronto com Stephen Colbert.

domingo, outubro 15, 2006

Como é mesmo o seu nome?


O mítico Bayern Leverkusen-Benfica, da Taça das Taças de 1994, traz-me à memória 3 coisas imediatas: o empolgante resultado de 4-4, um golo como nunca lhe vi mais nenhum do Abel Xavier e este senhor, que tantos problemas dava ao comentador residente (José Nicolau de Melo, salvo erro).

sábado, outubro 14, 2006

Dinheiro = paz?


Naquela que pode ser considerada uma escolha interessante, o comité Nobel escolheu para recipiente do prémio Nobel da Paz de 2006 é um... banqueiro bilionário. Muhammad Yunus, do Balgladesh, e o seu Graemen Bank, venceram este ano o prémio, pela criação de um sistema de crédito que permitiu que mais de 6 milhões de pessoas saíssem do limiar da pobreza. Esse sistema, chamado micro-crédito, aplica-se a pequenos empresários ou pessoas que por serem demasiado pobres, não se podem candidatar aos empréstimos em bancos normais, usando o esquema de "grupos de solidariedade", onde todos são fiadores de todos, obrigando assim à cooperação.
O comité Nobel justificou a atribuição de um prémio Nobel da Paz a alguém ligado directamente a Economia, o que é a primeira vez desde que estas distinções surgiram, ao facto de que sem que largas fatias da população saiam da situação de pobreza extrema, a paz duradoura não pode ser alcançada. Este é também um meio de alcançar a democracia e os direitos humanos. Pela sua universalidade a todos os níveis, o sistema de Micro-crédito permitiu também que as mulgeres, em sociedade onde são habitualmente reprimidas, possam fazer parte do processo de desenvolvimento económico, contribuindo assim para a sua independência individual, e igualdade sexual.
Yunus não se enquadra no papel habitual dos laureados com o Nobel da Paz, de negociadores e promotores da paz a um nível puramente político e de direitos humanos, mas o seu esforço num campo da vida humana normalmente conotado como motivação de guerra é importante. Mostrar como o dinheiro, o inimigo público nº1 dos demagogos de esquerda, pode, de facto ser distribuído por todos e usado como promotor de paz é uma ideia muito interessante, e que, quanto a mim, só podia susgir num país como o Bangladesh, com a sua imensa população de pobres, e nunca num país demasiado rico.

sexta-feira, outubro 13, 2006

"Olha, hoje é dia 13!"

Cumprindo serviço público, este blog explica aos leigos esse mito que é a Sext-feira 13 (som de trovoada)

A sexta-feira 13 (som de trovoada) é considerado um dia azar em países anglo-saxónicos e de expressão portuguesa. No caso dos países latinos, é a Terça-feira 13 que assusta os supersticiosos. Existem duas explicações para a fama agoirenta do dia: uma é a de que Cristo morreu a uma sexta-feira, depois de ter jantado com numa mesa composta por 13 pessoas, sendo que uma delas o traiu; outra, menos rebuscada, prende-se com a Sexta-feira 13 (som de trovoada) de 1307, curiosamente no mês de Outubro, quando centenas de cavaleiros templários foram presos por toda a Europa, numa congmeninação de Filipe, o Belo de França e por ordem do papa Clemente V, sob acusações de heresia. Estes dois factos em conjunto criaram o mito de que uma Sexta-feira 13 (som de trovoada) é um dia em que não vale a pena sair à rua.
Existem pessoas que sofrem profundamente deste medo, e são doentes fóbicos, acometidos de paraskavedekatriaphobia, que é o nome médico desta doença. Na realidade, a ansiedade criada por este dia é o que possibilita que, estatisticamente, aconteçam mais baixas por doença e mais acidentes que em qualquer outro dia do ano, perdurando a lenda do dia do azar.
Entre as várias pessoas famosas que nasceram a Sexta-feira 13, temos, por exemplo, o dramaturgo Samuel Beckett (autor, entre outras obras, de "Á espera de Godot"); o actor Steve Buscemi, o presidente de Cuba e democrata (para o PCP) Fidel Castro; Thomas Jefferson, um dos fundadores da democracia norte-americana e presidente dos EUA; Luisão, defesa central do Benfica.

Aqui ficam as informações. As piadas estão por vossa conta na secção de comments...

quinta-feira, outubro 12, 2006

Um homem deslocado

Morreu o senhor Pimentel. Quase nenhum de vocês o conhece, ele era o meu vizinho do lado. Como é que ele morreu? Não sei. A mulher encontrou-o morto no sofá. Sossegado, quieto. Em paz.
Eu conhecia o senhor Pimentel desde que sou criança. Ele nunca me tratou pelo nome, chamava-me sempre "estudante". Não estava errado, mas nunca é agradável tratarem-nos pela nossa ocupação. Acreditava que eu ia fazer grandes coisas na vida. E eu nems equer usei traje académico... Para sermos justos, eu nunca soube o primeiro nome dele. Ele era sempre o senhor Pimentel. Hoje descobri que se chamava José; e mesmo a minha mãe pensava que era António. Estávamos tão acostumados a chamar-lhe senhor que nem pensávamos que ele devia ter, obviamente, um nome pelo qual os amigos mais próximos o tratavam. E nem era um nome complicado. Era José. Acho que lhe chamávamos senhor porque ele era, de longe, a pessoa mais cortês que eu já conhecia: cumprimentava toda a gente quando a via, era sempre o último a entrar no autocarro para deixar passar as pessoas à frente e era extremamente calado, muito metido na sua vida. Detestava a mulher, um, perdoem-me, pote de banha intratável (mais por ela ser intratável que pote de banha), mas adorava a filha. Estava com ela sempre que podia; e ele já tinha 70 e tal anos (nem a idade dele sei). Parecia uma figura deslocada, não pertencia aos dias de hoje, e aos homens actuais. Em muitas coisas, era um homem deslocado, como se tivesse vindo de um século XIX para o século XXI e não se tivesse acostumado a ser moderno.
O senhor Pimentel não andava feliz. Já não me lembro quando foi a última vez que o vi sorrir. Não que isso torne a sua morte mais piedosa. Não há nada de piedoso ou digno na morte. O corpo falha e acabou; mas certamente dá um certo ar de inacabamento à vida. Ali estava um homem, que nem era da minha terra, e veio até Ceira para acabar por morrer num sofá. Morrer num sofá é melhor que morrer atropelado por um comboio, e num desastre de automóvel; e no entanto, tenho a ideia de que a primeira coisa que ele fez quando encontrou a Morte terá sido dizer bom dia. O senhor Pimentel era tão educado que acredito piamente que ele fosse capaz de uma dessas.

quarta-feira, outubro 11, 2006

5 miúdas famosas chamadas...

MARIA


D. Maria I - Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana. Eis o nome completo de Dona Maria I, e só isto já daria para encher este artigo. Sucedeu a seu pai, D. José I, e foi a primeira rainha de facto de Portugal, no tempo em que as mulheres tomavam apenas conta de um território delimitado entre quatro paredes chamado cozinha. Casou-se com o tio (senhoer Freud, é chamado à sala 1), e quando se viu no poder a sua priemira medida foi demitir o Marquês de Pombal, o que na altura foi considerado um terramoto político...
O seu reinado ficou marcado pelas invasões francesas, não só as de Junot, Massena e Soult, mas a de um desconhecido Zizou, conhecido por entrar de cabeça em todos os combates. Guerra, fome e pragas várias foram portanto carcaterísticas inerentes ao reinado de D. Maria I, ressalvando-se também a perda de Olivença para os espanhóis. Para culminar tudo em beleza, D. Maria acabou por ser substituída no poder por D. João, sue filho e posteriormente D. João VI, por sofrer de delírios religiosos e depressão profunda, estando provavelmente as duas coisas associadas... Fugiu para o Brasil, com o filho, inaugurando uma longa linhagem de cobardes, onde se inseririam, mais tarde, Fátima Felgueiras, o padre Frederico e Liedson. Nada mau para a nossa primeira rainha!



Virgem Maria - Ela é "A" Maria. As suas proezas são lendárias e ter dado à luz um Messias, o que em si é um feito à parte, será apenas uma delas. Dona de casa exemplar, bem conhecida nos tempso antigos como a melhor varredora de alcatifas da zona do lago Tiberíades, arranjou ainda tempo, aconselhar profissionalmente o seu filho, o que se viria a revelar decisivo na sua carreira, visto que o pai da criança apenas comunicava telepaticamente, algo que, sabem os cinetistas hoje, era difícil naqueles tempos devido a electricidade estática.
Mais tarde, revelar-se-ia percursora do fenómeno da heteronímia, antecipando pessoa (Nossa Senhora da Assunção, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora de Fátima e NOssa Senhora de Lourdes são alguns dos seus heterónimos mais conhecidos), atestando a sua verstailidade. Exemplo de virtude, terá sido o exemplo para todas as Marias deste post no que à denominação diz respeito. Uma mãe exemplar, aceitava os amigos do filho sem reservas, e recebeu com eles o Espírito Santo. Não há muitas ma~es de quem se possa dizer isto. AIgreja deve-lhe uma boa fatia da doutrina, os crentes devem-lhe devoção eterna e Fátima uns bons milhões de euros.



Marie Curie - Se andássemos aqui à procura da piada fácil, diríamos que ela era uma mulher explosiva. Mas isso não quem nós somos. Se por um lado ela poderia provar que França tem, ainfal, algo de bom, por outro lado nasceu polaca, e os Franceses voltam a ser o mesmo degredo de sempre como povo. Foi a única cientista em toda a história a ganhar os Prémios Nobel da Física e da Química, e, para além disso, tornou-se na primeira mulher a ensinar na Uninversidade da Sorbonne em Paris, uam espécie de Casa do Castelo para intelectuais fajutos. Foi casada com Pierre Curie e sinceramente, o homem era um ganda maricôncio: como é que ele deixou a mulher ir tão longe? Onde estão esses hábitos machistas do século XIX onde as mulheres eram ostracizadas com galhardia? Bah!
Tornou-se pioneira no campo da radioactividade, que dava os primeiros passos na altura,e ganhou assim um lugar no coração de Truman, Estaline e Kim-Jong Ill, para além de uma antipatia eterna por parte dos habitantes de duas certas cidades japonesas e uma ucraniana. Sofreu na pela a xenofobia de ser polaca, na França da década de 20, antes de os alemães terem também ganho igual hábito na década seguinte. Coitados dos polacos, ninguém os curte... Para que ninguém pense que a radioactividade é uma cois amá, Curie criu também uma máquina de raio X portátil, a que deu modestamente o nome de "Pequenos Curie", e mostrou uma imensa alma magnânima, ao não registrar a patente daquele que foi porventura a sua descoberta mais popular, o elemento rádio, deixando assim a sua utilização em aberto para toda a comunidade científica. MOstrou-se também revoltada pelo descuido de colegas sues cientistas, que usavam elementos radioactivos na criação de produtos de maquilhagem, colocando assim em perigo a sua vida. Num toque irónico, Curie morreu de anemia aplástica, em resultado da exposição excessiva ao rádio e ao polónio. É por isso que o único elemento químico indicado para as mulheres devia ser o gás butano.



Maria Stewart - E não era prima da Wanda. Não há grande coisa a dizer desta figura histórica: queria o trono inglês, Isabel I não lho queria dar, Maria ficou sem cabeça. Em traços gerais, esta foi a vida de Maria Stuart, alcunhada simpaticamente de Bloody Mary por ter querido uma Escócia unicamente católica. Há aqui uma piada religiosa, mas é mesmo necessário dizê-la?
Resumindo, casou contra vontade, foi violada, envolvida numa conspiração contra vontade, abortou, viu o homem que amava ser assassinado e ainda por cima acabou decapitada. Se acham que a vossa vida é uma desgraça... bem, esqueçam lá isso.



Maria Callas - Alguém de quem não poderíamos dizer: "Tens uma bela voz para escrever à máquina." Enquanto ainda não tínhamos ganho um ódio de morte aos gregos, devido à batalha da Luz em 2004, Callas era A grega. OK, há aquela gaja do CSI NY, que também grega, ma snão canta tão bem.
O maior acontecimento foi ter conhecido Aristóteles Onassis, armador grego e playboy internacional, uma espécie de Santana Lopes, mas em homem. Até se ter casado com Onassis, o maior debate em redor de Callas era se a sua voz era de soprano ou mezzo-soprano. Sem piada. Claro que como não consta que ela pertencesse à Mafia, tinha de se Mezzo-soprano. Foi trocada por Jaqueline Kennedy, uma mulher que não se limitava a cantar tragédias. Talvez fosse essa a razão do seu encanto. Callas acabou por morrer devido a ataque cardíaco, em Paris, aos 53 anos. Fim algo prosaico, para quem vivera tantas personagens inesquecíveis da imaginário colectivo mundial. Foi cremada e as suas cinzas depositadas no cemitério de Pére Lachaise, onde semanalmente, se reúne com Jim Morrison e Oscar Wilde para fumar um charro.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Lost in the island 1


Inaugura-se aqui novo espaço no blog, de comentário aos episódios de Lost da semana anterior, com discussões de teorias "lostianas", percursos de personagens, Dharma Initiative e quando é que raio Sawyer e Jack assumem o amor um pelo outro. Quem não tiver visto o episódio, fica já avisado: há spoilers. Vá ver o raio da coisa, são só 40 minutos, e depois volte devidamente informado. Agradece-se a colaboração de outros seguidores para a discussão na secção de comments.

"TALES OF 2 CITIES""

Da última vez que verificámos, as coisas iam bem calientes naquela sítio a que vamos chamar, por via da uniformização, ilha: MIchael e Walt foram embora de barco, após terem traído os seus amigos; Jack, Kate e Sawyer encontravam-se na posse de TAFKA Henry Gale e os seus Others; Locke, Eko e Desmond encontrava-se frenteicamente envolvidos num showdown definitivo na Hatch; e aquele telefonema para a namorada do Desmond.

O primeiro episódio da 3ª série abre com uma sequência absolutamente brutal, mostrando o acidente de avião numa perspectiva completamente nova: a dos "The Others", dando-nos a ver finalmente como vive aquela comunidade. Jack, Sawyer e Kate são testados de uma maneira ou de outra, e ficamos a conhecer melhor o que aconteceu a Jack na fase ante-divórcio.
Algumas dúvidas são desde logo esclarecidas neste episódio: os The Others de Herny Gale (ou melhor, Ben, pois ficamos a saber o seu verdadeiro nome) pertenciam, de alguma maneira, às experiências da Dharma na ilha. Depois, um certo tubarão que vimos no segundo episódio da segunda série era mesmo da Dharma; os ursos polares também vieram deste completxo onde se passa o primeiro episódio, a julgar pelas jaulas, e os The Others não saõ saloios nenhuns, tendo vivido numa espécie de pequeno bairro suburbano norte-americano, digno de "Desperate Housewives", instalado no meio da ilha. Já são algumas respostas decentes. Ficam por esclrecer quais as intenções concretas relativamente ao trio de reféns. POrquê, especificamente, Jack, Kate e Sawyer? Será uma coincidência eles serem o triângulo romântico mais qunete da ilha?
E Juliet, a misteriosa personagem birlhantemente interpretada por Elizabeth MItchell? Será o seu ar compassivo relativamente a Jack um disfarce ou é uma genuína preocupação? Na minha humilde opinião, ela não gosta de viver naquele sítio. Na cena de abertura, ela está claramente a chorar. Resta saber porquê. A temperatura entre ela e Jack poderá subir.
Parece que o pé gigante com quatro dedos terá de ficar para outra altura...
Ah, e porque é que as duas próxcimas semanas vão ser assim tão desagradáveis? Para quando um mano a mano entre Zeke (aka Mr. Friendly) e Sawyer, o garanhão dos pântanos do Sul? Outros episódios seguir-se-ão, mas valeu a pena esperar por "Lost". A seca acabou.

O futebol rural

A RTPN será porventura a estação televisiva com os melhores programas de desporto. Para lém de "Trio d'ataque", já aqui referido num post anterior, transmite uma pequena pérola de jornalismo desportivo nos antípodas do programa de debate desportivo atrás referido. Se o primeiro aborda o futebol de primeiro plano, nacional e internacional, o segundo debruça-se sobre as miudezas daquilo que, por cliché, já se oficializou chamar "Portugal Profundo" no que ao futebol diz respeito, acompanhando tudo em que uma bola de futebol é protagonista da 3ª divisão nacional para baixo, o que siginifica campeonatos distritais. Por aqui, passam figuras pitorescas e fora da norma, que estão para esta dimensão mais local do desporto como o barbas, o homem do trompete e o Manuel do Laço estão para as divisões principais. O programa chama-se "Liga dos últimos", é apresentado por Álvaro Costa e fica aqui uma pequena amostra.

Top 10 a dobrar

Ou seja, é um Top ten com dez coisas favoritas!


Prato favorito: Puré de batata com lombo assado

Filme favorito: "Se7en" (pelo menos hoje)

Cor favorita: Preto

Palavra favorita: Neste momento, obsidiana

Super-herói favorito: Homem-Aranha

Livro favorito: "Os Maias", de Eça de Queirós

Grupo favorito: Green Day

Actor favorito: Robert de Niro antes de 95 (pelo menos hoje)

Actriz favorita: Meryl Streep

Instrumento favorito: Piano

E vocês, querem fazer um top 10 pessoal, seja com estes, seja com outros tópicos? A secção de comments é mais abaixo!

Mais um link interessante

As colecções de cromos de jogadores de futebol fazem parte do imaginaário de muitos jovens e adultos que um dia foram crianças, e preenchem o quotidiano de muitos crescidos que ainda têm uma criança a pular num trampolim cá dentro. O blog http://cromodoscromos.blogspot.com recupera esse hábito de coleccionismo, através das imagens de alguns jogadores que fazem parte da história do nosso futebol. Sequerem saber quem eram Chico Gordo, Toninho Metralha ou Moinhos, dêem lá um salto.

quarta-feira, outubro 04, 2006

E se...

Já imaginaram Tom Hanks no papel de Kevin Spacey em "American Beauty"? Ou George Lucas a realizar "Apocalipse now"? Ou memso Ben Affleck no papel de Heath Ledger em "Brokebakc Mountain? E ainda Meg Ryan no de Sharon Stone, em "Instinto fatal"? Penso que não. Se quiserem saber que outros "Penso que não" estiveram quase a acontecer em filmes, consultem o site www.notstarring.com, para saberem que elencos alternativos os vossos filmes preferidos poderiam ter tido.

terça-feira, outubro 03, 2006

What You Really Think Of Your Friends
Raquel is your soulmate.
You truly love Longuinho.
You consider Lisa your true friend.
You know that J.P is always thinking of you.
You'll remember Kati for the rest of your life.
You secretly think Rita is creative, charming, and a bit too dramatic at times.
You secretly think that Mariana is colorful, impulsive, and a total risk taker.
You secretly think that França is loyal and trustworthy to you. And that França changes lovers faster than underwear.
You secretly think Bruno F. is shy and nonconfrontational. And that Bruno F. has a hidden internet romance.


Raquel, vamos apanhar o avião para Las Vegas! França, força com isso, garanhão! J.P, arranja espaço na cabeça para outras coisas, por favor! :)

Não somos nada!

Na semana passada, estive internado; no entretanto, pelo Médio Oriente, um grupo islâmico auto-denominado "Leóes do Monoteísmo" rebentou com quatro igrejas católicas, assim como se não houvesse amanhã. Tentando justificar as suas acções, um porta-voz do grupo afirmou que estas eram uma reacção às insultuosas alegações do Papa, tentanod ligar os Islão à violência. Há aqui uma piada qualquer, mas acho que para efeitos de humor, é escusada.

É amanhã...


...e para quem se esqueceu quem são realmente Locke, Jack, Sawyer, Kate e afins, nada como consultar este link. See you in another life, brother!

http://www.ew.com/ew/report/0,6115,1538430_3_0_,00.html

P.S: E para as meninas, a imagem de Rodrigo Santoro e o seu ar "Fosgasse, estou na maior série do mundo, liberar geral!" na premiere do primeiro episódio, anteontem, no Hawai.

domingo, outubro 01, 2006

Ausência

Para quem lê este blog e não contacta regularmente comigo, justifico a minha ausência: fui operado e encontro-me em merecido período de recuperação pós-operatório. No entanto, apesar de ser em modo lentinho, o blog recomeçará o seu funcionamento a partir de agora. Vamos a isso.

terça-feira, setembro 26, 2006

Originalidade

Um trabalho raramente louvado no mundo televisivo é o da promoção às séries que são produzidas pelos canais. Não querendo pegar no caso português, que normalmente é uma nulidade (embora aquilo que a RTP está a fazer com "Lost", nesta second season, seja um bom exemplo a seguir), nem no norte-americano, que é de profissionalismo consumado, dou um exemplos de promoção feita à inglesa, a uma excelente série norte-americana.
O anúncio realizado por Dave LaChapelle para a first season de Lost, que passou no Channel 4 britânico e que é de uma beleza e de um arrojo criativo notráveis, nunca deixando de perder de vista as relações dos personagens e as suas próprias personalidades. Quem conhecer a série, reparará melhor neste tipo de pormenores.

Countdown

Faltam 8 dias. Bolas, tão pouco, e no entanto como revolve...

domingo, setembro 24, 2006

Para quem acha que a América é só Neo-Cons

Uma referência recente no blog de Nuno Markl leva-me a aconselhar a todos os cidadãos de bem uma visita a um blog/site que consulto de vez em quando, o "The Huffington post", que pretende ser uma espécie de férum de opinião de think-tankers da esquerda norte-americana, e por aqui se depreende que não necessariamente democratas. O que faz falta, precisamente, a uma política americana onde o pensamento político se pode dividir, em maioria, entre os direitistas e os direitinhos. O blog não versa só política, antes atravessa o American Way of Life, mas de um ponto de vista mais radical, alternativo e habitualmente interessante. Entre os colaboradores do Huffington Post, para além, óbvio, de Arianna Huffingotn, jornalista do New York Times, temos criativos como Larry David, MIchael Patrick King ou Bill Maher; actores como Steve Martin, George Clooney ou Harry Shearer, ou homens da política pura e dura como Al Gore e James Pinkerton, para além de jornalistas de outros países, como a Turquia ou a Índia. Para quem está curioso, consulte em www.huffingotnpost.com. Vale a pena.

sábado, setembro 23, 2006

Azia


Depois do jogo Paços de Ferreira-Benfica, apetece-me dar uma Jorge Coroado e ter azia. Por isso, aqui vão algumas belas piadas dedicadas a todos os benfiquistas onde me incluo, para que aliviem a dor que é, em grande parte dos jogos, ver a equipa a jogar... Ai, ai...

Era um jogo de futebol entre o FCP e o Benfica. De repente o árbitro marca uma falta na entrada da área, a favor do FCP. Deco vai para a cobrança e a barreira formada está toda de costas
para a bola.
- Vocês têm a certeza que vão ficar de costas para a bola? -pergunta o árbitro, estranhando a atitude.
- Mas é claro! - justifica um dos benfiquistas - O senhor acha que nós vamos perder um golaço destes?

O Benfica vai lançar uma nova raspadinha. Se tu raspares e aparecer o Benfica com uma faixa de campeão no peito, podes ir à padaria mais próxima e trocar por um sonho...

Já me disseram que toda a gente nasce benfiquista... Talvez seja verdade. Explicaria o facto dos recém-nascidos chorarem tanto...

Mais piadas vermelhuscas, já sabem onde as podem colocar...

sexta-feira, setembro 22, 2006

Countdown: 2 semanas


Devia ter começado isto na quarta-feira, mas hoje é um dia tão bom como qualquer outro: faltam duas semanas para a estreia da 3ª season de Lost, e pronto, convenhamos que é tempo a mais. Que venha logo, porra!

Terror


Ontem deparei-me com aquilo em que me podia ter transformado se me tivesse mantido no caminho auto-destrutivo e parvo em que andava desde há uns tempos, e agradeço do fundo do coração a quem teve, e tem, a coragem de me dar a mão e de me ajudar, de me tentar enocntrar no meio dos destroços, ou mesmo quem tenta, para que eu não me torne num poço de raiva, bilis e paranóia. Obrigados sinceros!

Algo está podre no reino da Hungria


O que tem acontecido nestes últimos dia spor terras húngaras acaba por me surpreender pelo tempo que demorou. De facto, a resolução rápida do problema da passagem para a democracia neste país de leste revelou-se ineficaz. A entrada do país para a União Europeia não disfarça as óbvias tensões e assuntos mal resolvidos que existem entre os húngaros, principalmente no que toca à supressão da identidade húngara de século e séculos de história de ocupação, e a ditadura comunista que deixou uma profunda marca no imaginário nacional. Durante anos os húngaors foram enganados, e esta história de um governo que mente durante 4 anos de governação é capaz de ter chateado um bocadinho as gentes magiares.
O primeiro-ministro Ferenc Gyurcsany dificilmente conseguirá resolver o problema sem alterar o seu governo profundamente. De facto, a política húngara viciou-se antes memsmo de poder passar a ser uma alternativa de mudança, quando os membros das elites políticas se regenraram de repente e passaram a ser as luminárias da democracia de tipo ocidental que se instalou no país. Embora a opressão comunista não fosse tão forte na Hungria como noutros países de Leste, as contas para ajustar estão lá; e não é coincidência que a primeira coisa a ser queimada no domingo tenho sido o monumento aos heróis soviéticos que morreram na defesa de Budapeste, durante a 2ª Guerra Mundial, assim como é óbvio que a maioria de extrema-direita e de direita que se encontra no centro das manifestações é um sinal claro de um nacionalismo exacerbado que sempre existiu, e que apenas agora se está a voltar para uma violência real. Num teor mais cómico, é de avisar os húngaros para irem com calma: se de cada vez que o nosso primeiro-ministro nos mentisse nós puséssemos fogo a tudo, o que restaria em Portugal para arder? É o mal destas democracias jovens, tão ingénuas, tão ingénuas...

Numa imagem que vi no "Público", o brasão dos reis católicos oficialmente presente na bandeira húngara foi substituído, nas bandeiras empenhada spelos manifestantes, pela delimitação geográfica habitualmente designada por "Grande Hungria", que representa os territórios retirados ao espaço magiar do final da 1ª Guerra, e sinal máximo de humilhação sofrida pelo país, segundo os seus habitantes, que condenou várias minorias húngaras a viver espalhadas por outros países; e ainda há esperança, nalgumas pessoas, de recuperar esses territórios, havendo noutras uma profunda raiva por tê-los perdido, culpando toda a gente desde os romenos até aos ocidentais. A Hungria, pude constatá-lo pessoalmente, é uma estranha mistura de ingenuidade histórica, atitude a tocar a xenofobia relativamente aos vizinhos e um estranho ódio recalcado. Talvez seja por isso que a HUngria foi, durante muoto tempo, o país com maior taxa de suicídios da Europa.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Oscaralho


Se há dias falei do "Notícias do Tintin", o meu currículo como espalha-brasas não estaria completo sem referir o meu projecto, ainda assim, mais bem sucedido. Falo, claro, dos Óscares, ou Oscaralhos, conforme as pessoas a quem perguntarem. Surgidos, em moldes diferentes, no longínquo ano de 1997, numa pequena brincadeira numa actividade de escuteiros afectada por um dilúvio em Casal da Azenha, apenas chegaram a si mesmo, e à sua primeira cerimónia a sério em 1999. 4 pessoas juntaram-se-me: o Longuinho, o J.P, o Sapo e a Rita, a flor no meio da ervas daninhas. O objectivo era igualmente brincar, transformando títulos de filmes conhecidos de todos em trocadilhos com pessoas ou acontecimentos que se haviam destacado ao longo do ano. O método manteve-se durante as suas 6 cerimónias, e quem diria que chegaríamos tão longe.
A Comitiva, esse grupo de bravos que ousou fazer algo assim, foi mudando ao longo dos anos, mas felizmente sempre conseguiu arrancar algumas gargalhadas, superiores à ameaças de violência física... Durante os vários anos, guardam-se títulos míticos: "Os Saros"; "Máriotrix"; "Gangs da Foz do Mosteiro"; "A parasita social"; "Capitão rabi"; "Hannibal Marmelo Marrelo"; "Bodychupa"; "As betas de Charlie"; "Mandíbulas"; "MIB - Men in Binho"; "Ceira witch project"; "Capitão Dureza"; "Contraste's 11"; "Constantónio"; "O saxo e a cidade"; "O senhor e a senhora Fabry"; "Lara Diogo: Tomb Raider"; "A Rita já não está aqui"; "O talentoso Sô Zé"; "Eduardo Língua de Tesoura";
"O planeta dos Pacacos"; "A metamorfose"; "Clonagem"; "Os fitazuis"; "O diapasão"; "Hora de pintas"; "Onde pára a mal-empregadinha"; "Os piratas do Tua - a maldição da Alheira"; and so on, and so on... Todos os projectos têm um fim, este parece ter encontrado o seu. Se houvese justiça, teria acabado como começara: depois de uma dia à Suíça. Mas ninguém disse que a vida é justa. No entanto, longa vida aos Oscaralhos!



Hysterical blindness

No outro dia, uma rapariga (esses seres tão sensíveis e carinhosos, que sabem o que são sentimentos, em contraste com os homens, brutos, desmedidos e graníticos, que só querem é sexo, sexo, sexo) disse-me, a desarmar, que eu não sabia o que era amar alguém, porque nunca tinha sofrido por amor. Demorei alguns dias a pensar no significado desta acusação e cheguei a duas conclusões. A primeira, imediata, foi a de não gastar o meu tempo a reflectir sobre delírios sem sentido. A segunda foi a de que este deverá ser o pior insulto que já me fizeram, e acreditem que já me chamaram muita coisa. Como dizer a um ser humano que nunca amou alguém? Isso é transformá-lo apenas num ser, e atirar o humano para bem, bem longe.
Perante a elegância da acusação, resta-me perguntar, surpreendido, o que é então amar.
E na procura por essa resposta, não, não vou perguntar a tal rapariga. Seria como questionar o Papa sobre os pontos positivos da religião muçulmana.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Desculpem?

Fernado Meirelles, realizador de "Cidade de Deus" e "The constant gardner", vai adaptar ao cinema "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago; e acho que não preciso de dizer mais nada para que todos nós comecemos a dizer "What the fuck?"

terça-feira, setembro 12, 2006

Só cinco anos?

Em primeiro lugar, permitam-me começar com um comentário cínico: não houve outra merdinha para mandar abaixo nestes últimos anos? É que a televisão massacrou-nos com horror de ver aquelas duas bestas de betão armado desabar sobre Nova Iorque e a dantesca nuvem de poeira que engoliu a cidade e se alimentou do medo daqueles que lhe fugiam, desejando estar a viver um pesadelo.
Passada a infantilidade, é difícil escrever sobre o 11 de Setembro, principalmente com os anos a afastarem-nos da primeira emoção que sentimos quando os aviões bateram nas Torres Gémeas: eu lembro-me de onde estava nesse dia, e de me sentir incrédulo perante o que se passava. POucas vezes na vida etsive genuinamente arrepiado com algo, assustado mesmo; mesmo tendo gravado umas brincadeiras com os amigos (triste coincidência desse 11 de Setembro) nesse dia, algo que marcáramos previamente, parte de mim estava a pensar em tudo aquilo.
Passados 5 anos, o que me sobra? Primeiro, a sensação de que o mundo mudou, para pior, muito pior. Se antes tínhamos fanáticos religiosos a lutar numa jihad, agora temos neo-cons a lutar por qualquer coisa que por muitas voltas que dê, nunca deixará de me soar a algo sinistro e sociopata; em segundo, a desconfiança, lançada por teorias da conspiração e por documentários como "Loose change", que passou da RTP (arrojo por parte da estação pública, bravo...) e que levantam muitas dúvidas sobre o que se passou nesse dia. Mais informações em www.loosechange911.com. Ninguém sabe o que é verdade; terceiro, um espectro que paira sobre todos nós, algo de sujo, algo de horrível... Uma sensação de que, após Madrid e Londres, algo de errado se passa. Como se o Ground Zero tivesse aberto um buraco para uma caixa de Pandora onde o valor da vida humana é zero e todos nós fôssemos simplesmente estatísticas.
Depois daqueles eventos, não há inocência. Só é parvo quem quer. Essa é a maior herança do 11 de Setembro: torna-se difícil de acreditar em algo de bom; e no entanto, a Humanidade pode perfeitamente vencer esse desafio. Resistir à tirania, seja ela governamental ou terrorista, e aprender a viver como deve ser.
E é por isso que neste post não há imagens: isso é diminuir as coisas, isso é transformar dores em entulho. E as dores não são entulho: quanto muito, são adubo de esperança.

sábado, setembro 09, 2006

Finalmente, respostas a sério!

Segurem-se bem às cadeiras, fãs de Lost, e puristas dos segredos mais bem guardados da série norte-americana. Finalmente, é revelado o que raio significam os números 4, 8, 15, 16, 23 e 42. Não acreditam? Se quiserem mesmo saber, pois aviso que é spoiler, carreguem Play em baixo e sejam felizes. É o próprio Alvar Hanso quem revela!

quinta-feira, setembro 07, 2006

Maçã Golden e Maçã Reineta

Consegui finalmente arranjar um CD que procurava há algum tempo: a famigerada segunda versão de "Extraordinary machine", de Fiona Apple. Este álbum é daqueles com um parto complicado, o que tendo em conta a natureza alternativa da artista em questão nem é de estranhar. O álbum começa a partir de um desgosto amoroso de Jon Brion, amigo pessoal de Apple e conhecido compositor de bandas sonoras, nomeadamente de toda a filomografia de Paul Thomas Anderson e de Michel Gondry, dois mavericks do actual cinema norte-americano. Brion implorou a Apple, quem nem estava com vontade, para compôr umas músicas e pô-lo a trabalhar, para esquecer a mágoa. Apple fez-lhe a vontade foi assim que no final de 2002, novo álbum estava pronto.
Os problemas começaram aqui: Apple e Brion não gostaram do primeiro resultado e regravaram o álbum mais duas vezes. Com tudo isto, a data de lançamento foi adiada para 2003; depois para 2004, até que a editora ordenou a Apple que desse uma nova mexida nos temas, pois os executivos não conseguiam arranjar um primeiro single decententemente orelhudo. A própria Fiona começou a reflectir sobre o próprio conteúdo do álbum, e se realmente este estava na direcção certa. Brino cansou-se e encostou às boxes. Assim, Fiona teve de arranjar um novo produtor: o escolhido foi Mike Elizondo, conhecido por produzir tradicionalmente hip-hop e rap (uma estranha mistura com Fiona Apple...) e 2005 foi todo passado a re-regravar os mesmos temas, de modo que o verdadeiro "Extraordinary machine" foi editado em Dezembro de 2005.
No entretanto, todos os tema sda versão de Brion saltaram também para a Internet, e é por isso relativamente fácil arranjar as duas versões e compará-las. Na realidade, qualquer uma delas daria um excelente álbum, o que não será de estranhar, pois Fiona Apple é uma excelente compositora e letrista por si mesma. A versão de Brion é muiot mais orquestral, dando mais atenção aos arranjos que propriamente ao habitual piano de Apple; a versão de Elizondo carrega no ritmo, com a introdução de uma presençla forte da bateria, e nalgumas canções, supera Brion. O exemplo que vou dar é "Not about love", segundo single do álbum, na versão Elizondo, e que só com a leitura que Apple e este produtor fazem dela ganha realmente impacto, não querendo deslustrar a leitura mais contidamente sofrida de Brion: aqui, Apple solta realmente as amarras e o sofrimento, na voz quase fantasmagórica de Apple, transforma-se em pura raiva.

It all comes full circle

Há umas dezenas de posts atrás, anunciei que estava lançado o campeonato do mundo da estupidez. Aparentemente, aproxima-se o desejado jogo do título entre dois dos concorrentes que apontei na altura, os preseidentes dos EUA e do Irão: Amahdinajed desafiou o seu homónimo Bush para um frente a frente na ONU. Cheira-me que temos aqui a matéria de que se fazem as lendas...

Prazer Amélie

O meu prazer Amélie de hoje é tipicamente de Verão. Adoro, no final de tomar banho, deixar água realmente fria a correr pelo meu corpo abaixo, durante um minuto aproximadamente, e depois desligar a torneira, e ficar parado, em pé, a sentir o meu corpo mesmo fresco. É como se tivéssemos entrado num mundo à parte, fora do calor, fora de tudo. Para além disso, é extremamente relaxante, pois descontrai-me e impede-me de pensar, graças a um curto choque térmico inofensivo e extremamente agradável.
E este é o meu Pazer Amélie de hoje.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Um viva para mim

Chego hoje ao post 300 e andei um tempo a pensar no que fazer para comemorar o feito. Sim, porque para alguém como eu que rapidamente desiste das coisas, chegar aos 300 posts e a mais de um ano de existência é algo de extraordinário. Lembro-me que acabei o meu primeior post neste blog com a citação "Do never underestimate the predictability of stupidity", e isso tem sido uma frase que me tem dado alento e alimentado fartamente esta besta.
Acabei por não fazer nada de especial, porque primeiro, não me lembrei de nada decente, e estava.me a apetecer escrever. Em segundo, porque este blog não é embandeirar em arco. Tem provado amiudemente que se cnontra do outro lado da barricada, daqueles que olham para a vida e não vêem grandes razões para andar sempre a festejar, aqueles que sabem que para se apreciar as coisas boas, há que haver as más para equilibrar. O sítio onde me encontro...
Gostava apenas de agradecer a quem aqui passa, aqueles que lêem e comentam, aqueles que só lêem e aqueles que ajudam a que este blog seja um espaço de todos nós. Eu posso ser o Batatinha deste circo, mas sem vocês, os meus Companhias, nunca teria chegado a esta marca. Um muito obrigado; e se algo houver a partilhar com toda esta turba, vocês, meus leitors, sabem exactamente onde escrever. É já aqui em baixo.

segunda-feira, setembro 04, 2006

The answer is blowing in the wind



Há letras que têm esse condão mágico de ficarem inscritas no tempo, e de nunca perderem a importância que tinham quando foram ouvidas pela primeira vez. Bob Dylan, músico com uma aura mítica em seu redor e que confesso não conhecer muito bem, escreveu uma dessas canções em 1963, segundo soube pelo magnífico documentário "No direction home", realizado por Martin Scorsese, e que acompanha a carreira de Dylan. Embora tenha já ouvido esta canção várias vezes, nunca atentara à sua lírica, e esta é de uma simplicidade incrível, embora de um simbolismo e de uma carga humana impressionantes, que é afinal o que faz de um tema musical um clássico. O tema chama-se "Blowin' in the wind" e é verdadeiramente um conto sobre o que torna um homem isso mesmo: um Homem.

How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

sábado, setembro 02, 2006

Trip down memory lane

Andava eu aqui a organizar todo o trabalho escrito que tenho no computador, desde escrita criativa até textos académicos ou escolares, quando encontrei os originais de um projecto pessoal que me deu imensos problemas, mas também um tremendo gozo na sua escrita. Falo de um jornal de notícias falsas chamado "Notícias do Tintin", que foi uma tentativa, sem qualquer objectivo sério, de emular o jornal "Inimigo Público", que funcionava um pouco nos mesmos moldes. Se bem que o meu era incomparavelmente mais pequeno e, convenhamos, menos inspirado, obrigou-me a escrever humor a sério, a nível de estrutura de texto, procurando greir punch-lines e piadas, e a achar formas originais de chamar à atenção o ridículo de algumas coisas ou o brilhantismo de outras.
O "Notícias" trouxe-me, como disse, vários problemas: algumas pessoas focadas pelo que escrevia sentiram-se ofendidas, mesmo que eu jurasse a pés juntos que nunca tinha sido essa a minha intenção, e era verdade. Aparentemente, ganhei uma fama crescente ao longo dos anos (cimentada por outro projecto, esse mais mítico, chamado "Óscares") de que ando neste mundo para insultar as pessoas. Enfim... Foi a minha experiência mais próxima com esse problema que são os limites do humor. Com o que se pode brincar, com o que não se pode... E como coisas que toda a gente fala, mas nas costas, deixamd e ser aceitáveis quando são pronunciadas alto. Cometi um erro, o de assumir que podia escrever aquelas coisas e passaria impune, mas aprendi bastante sobre a natureza humana nas publicações deste jornal. Sobre a natureza dos outros e sobre a minha própria; e tendo em conta que publiquei coisas sobre mim próprio, em que a estupidez e eu andávamos intimamente associados, não guardo recordações de ter feito aquilo para azucrinar quem quer que seja. Para mim, era simplesmente um divertimento. Para outros, aparentemente, era muito giro quando eu brincava com outras pessoas, mas passava a ser um crime quando brincava com eles. É compreensível: todos somos assim.
O jornal teve umas 10 edições e só me arrependo de uma ou duas notícias. Talvez duas: uma logo na primeira edição, pelo timing que se revelou, como sempre no meu caso, errado, e outra porque levou a mal entendidos por, bem, sarcasmo superlativo, o que foi errado, e que em mim não se deve estranhar. Achei o balanço muito positivo a um nível pessoal, e deixei de o fazer porque não gosto mesmo de arranjar confusões (mais um mito sobre mim que cai, assim). É por esta razão, e por outras razões que abandonei tambéms os Óscares. Eu costumo brincar com tudo, e às vezes quem está à nossa volta não gosta que assim seja. Está no seu direito.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Trio de ataque

Quase só tenho falado de televisão neste regresso às funções, mas prometo que voltarei aos comentários parvos sobre a vida em geral e às deambulações sobre a minha própria existência muito em breve, para gáudio dos meus fãs acérrimos.
Gostava apenas de recomendar, para quem não conhece e gosta de futebol, o programa "Trio de Ataque", na RTPN. Isento, interessantemente informativo e suficientemente próximo do espectador para não o perder. Embora o trio original fosse composto por Rui Moreira, do FCP (um excelente comunicador e um homem que parece sempre saber do que fala), António Pedro Vasconcelos (dos 3, o mais fraco, no entanto o mais apaixonado) e JOrge Gabriel (com conhecimento técnicos incríveis, pois tem fomração de treinador), este último foi trocado por Sérgio Godinho, nesta edição do campeonato. Enfim, um espaço para quem quer fugir da labreguice futebolesa habitual na televisão.

Mas que se passa neste mundo?


Guerra no Médio Oriente; crise humanitária do Darfur; o campeonato português é a confusão que se vê; e os críticos em Veneza queixaram-se de que uma cena de sexo de Scarlett Johansson no filme "Black Dahlia", de Brian de Palma, era desnecessária, porque desconcentrou os pobres homens no decorrer do visionamento do filme? Mas quem são estes indivíduos que dão mau nome a quem gosta de cinema? Se estarem sentados a ver a Scarlett em desenfreada actividade no ecrã vos causa desconforto, deitem-se de barriga para cima no corredor do cinema. Agora, não digam que a cena é desnecessária! Pelo contrário, devia ser declarada obrigatória por decreto lei!

Viagem



Kandersteg é o tipo de aldeia em que qualquer que seja a direcção em que olhemos, tudo parece saído de um cenáriuo semelhante ao das tampas das caixas de lápis Caran D'Ache. É daqueles lugares que parecem mágicos, mesmo para quem não acredita nessas coisas.
O campo escutista onde passei uma semana é recheado desse tipo de magia para os sentidos. Com a fama de ser o único campo escutista no mundo inteiro a estar permanentemente aberto, não foi no entanto isso que nos levou lá: falava-se em cumprir um sonho, em faezr algo de especial; e naquele cenário, até o simples acto de cagar pode parecer a coisa mais mágica do mundo.
Estar num sítio daqueles é o ideal para quem, como eu atravessa uma mini crise existencial, em que toda a via e eus componentes passam em revista na nossa cabeça em todos os momentos em que estamos desocupados; e para quem está desempregado como eu, é a maior parte do tempo. Fazer caminhadas e olhar pensativamente para tudo aquilo fez com que me abstraísse de coisas que normalmente me preocupam, e com que seguisse mais os meus instintos naturais. Nisso, foi bom ter viajado.
Para mais, permitiu-me conhecer melhor pessoas, estar mais perto de outras e ligar mais ao que eu próprio penso e sinto. Nisso, valeu a pena. Alguém veio a dizer que ir lá foi como um sonho: para mim, foi mais descer à realidade.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Sample

Habitualmente, quando falo aqui de uma série, as palavras não lhe costumam faezr justiça. Felizmente, existe o Youtube, o que nos permite dar um cheirinho daquilo de que estamos a falar. Fica aqui portanto um excerto de "Homicide: Life on the street", a série de que falei no post anterior.

A propósito de Emmys...


...gostava apenas de referir uma série que, perante o clima de injustiça retumbante que houve nas nomeações aos Emmys deste ano (pese a justeza de primeiras nomeações há muito esperadas - Dennis Leary, em "Rescue me"), desde o esquecimento de Hugh Laurie, pelo seu Gregory House na série homónima em actor principal até "Lost" em melhor série e, convenhamos, em qualquer categoria de interpretação, nunca foi devidamente agraciada com pelos Emmys como devia. Falo de "Homicide: life on the street", a série policial revolucionária que Tom Fontana criou estávamos em 1993. Agora, em 2006, que a revejo em DVD, me apercebo do brilhantismo que por ali andava. "Homicide" não é o tipo de série que atraia audiências: apesar de policial: nunca trata verdadeiramente da resolução de um crime, como "CSI", por exemplo, mas sim do efeito que o fenómeno do homicídio e da morte têm não só naqueles que rodeiam as vítimas, mas também dos criminosos e dos detectives. A série foi pioneira, por exemplo, no uso de canções a acompanhar a montagem de sequências, e também na análise psicológica de personagens, sem nunca entrar por caminhos filosóficos. Indo mais lomge, antecipu Tarantino no uso da conversa da treta como material de primeira água.
Para além disso, teve durante vários anos o melhor cast a trabalhar em televisão, e o melhor actor, Andre Braugher, como o orgulhoso e inteligente detective Frank Pembleton, numa presença que enchia o ecrã e alimenmtava a série em entusiasmo. No entanto, o actor ganhou apenas um Emmy e a prórpia série apenas 4 em toda a sua existência, que durou 6 anos. Nunca fazendo concessões ao popularismo, apostando sempre em explorar seriamente temas pouco habituais nas séries policiais, e a recusa em usar câmaras fixas, preferindo sempre a câmara de mão (recurso na altura arty, mas hoje curriqueiro, com séries como "24" ou "Lost"), e usando uma fotografia granulosa, "Homicide" é daquelas séries que nunca será relembrada como fenómeno popular, mas sim como a melhor série, em efectiva qualidade (e que me perdoe "The X-Files") dos anos 90 e porventura uma das melhores coisas jamais produzidas em qualquer médium audiovisual. Aconselho a sua visão. Quem não quiser ser pirata, tem a ediçõa Prisvídeo em Português. Custa 25 euros, mais tostão, menos tostão, e estão já eidtadas cá as 3 primeiras temporadas.

terça-feira, agosto 29, 2006

Emmys

Nãoquero comentar os resultados dos Emmys, porque são prémiso relativamente secundários para este blog, mas a Intro, com Conan O'Brien, é um mimo.

sábado, agosto 12, 2006

E é já amanhã...

... que sigo para 11 dias que para uns vão ser de sonho, para outros de novidade e para alguns ainda de iluminação. Para mim, serão 4 dias num autocarro e restantes 7 num terreno suíço. Não há nenhum truque mágico aqui. Só mais vontade de ficar do que de ir.