segunda-feira, abril 16, 2007

Este vai andar sempre pelos Top 100...


É por causa de filmes destes que as secções de importação existem: não está editado no nosso país, e devia ser essa razão porque todos devíamos questionar Sócrates afinal: revo há pouco, deitadinho na cama, "The usual suspects", uma obra na qual já não punha a vista há quase 10 anos, quando a apanhei, desprevenido, na RTP. Envelheceu bem, está melhor, mesmo sendo o mesmo filme. Ou se calhar, fui eu que ganhei um novo paladar. Ainda um Bryan Singer pré-blockbusters de BD (se bem que os seus dois X-Men também sejam coisas bem boas... Não vi o "Superman Retruns"), o mesmo que viria a realizar essa pérola que é "Apt pupil", tem uma classe e um argumento que acabam por encontrar um elenco perfeito, com Gabriel Byrne no meio de desconhecidos na altura: Kevin Spacey, Benicio del Toro, Kevin Pollak... Um maná. E um filme de twist que vemnos vezes sem conta sem nos cansarmos. Isto é um truque difícil.

Ainda que nos continuemos a perguntar: quem é Keyser Soze? The greatest trick the devil pulled was convincing the world he didn't exist...

domingo, abril 15, 2007

Guilty pleasures


Aquelas histórias de um homem e uma mulher, totalmente diferentes, que têm uma tensão sexual ao longo de um filme ou série, que estamos sempre a torcer para que acabem juntos, mesmo que sabendo que isso só acontece no fim. Gosto muito mais dessas histórias quando têm triângulos românticos. Às vezes, salvam o que estamos a ver de uma banalidade incomodativa.
A minha última mania neste prazer culpado que assumo sem medo é "Bones." Ou como uma dupla de actores com uma química fora do comum é o segredo pelo qual gostamos deste tipo de coisas.

1º lugar do World Press Cartoon


Para alguém ligado a História como eu, tem o meu apoio... O cartoonista é indonésio e chama-se TD.

sexta-feira, abril 13, 2007

Propósitos

Um dos meus propósitos para este ano foi conhecer pessoas novas; e ultimamente tenho conseguido. Isso obrigou-me a desentorpecer reflexos e hábitos que perdemos naquela fase da adolescência em que começamos a arranjar os nossos amigos fixos e pensamos que aqueles são os nossos amigos para a vida toda. Indirectamente, começam-se a fechar as nossas portas para os outros e às vezes, perdem-se oportunidades para conhecer pessoas interessantes. But if once I was blind, now I can see... Tem sido bastante engraçado e faz-me descobrir, de certa maneira, como sou a sério e o que realmente os outro vêem mim, sendo que os outros têm visões outras e por vezes díspares sobre quem eu sou. Acontece.nos a todos. No meu caso, há o Bruno da Lisa, o Bruno da Rita, o Bruno do Longuinho, o Bruno do Vitó, o Bruno do Figueiredo, o Bruno da Mariana (perdoem-me os outros, mas não posso estar aqui a escrever o nome de todas as pessoas que me conhecem :)) e por aí fora. Aposto que se todos eles se encontrassem, poder-se-ia formar uma criação de animais quaisquer. Seria engraçado.
E assim, sem querer, começo a voltar aos tempos em que era criança. Foram tempos curiosos.

Engraçado, o site

quinta-feira, abril 12, 2007

Semanada

O meu clube acabou agora mesmo de ser afastado da Taça UEFA, num jogo muito mau, ocm os jogadores a arrastarem-se pelo campo, dando uma imagem não muito boa do Sport Lisboa e Benfica. Normalmente, segundo dizem, o mundo tem uma forma de equilibrar as coisas. Depois da degsraça que está a ser esta semana, espero sinceramente que a próxima comece impreterivelmente com uma noite de sexo tresloucado com a Monica Bellucci.

quarta-feira, abril 11, 2007

Nona ronda

Dois exames de condução, dois chumbos. Será isto sintoma da minha falta de jeito para viver? For I am Bruno, king of loosers. May all lesser loosers bow before me.

terça-feira, abril 10, 2007

Cão

Há a teoria de que nos dividimos entre dois tipos de pessoas: pessoas de cães e pessoas de gatos. Eu sou uma pessoa de gatos; já o meu irmão é uma pessoa de cães. Até nisso somos diferentes. Como eu nunca fiz grande força para ter um animal de estimação, e ele sim, ganhámos um cão. Há cinco meses. devo dizer que, neste tempo em que o temos, tenho-me vindo a sentir fascinado com tal criatura.
Primeiro, os nomes com que as pessoas habitualmente baptizam os cães são fabulosos. Se pedem respeito para os cães na sua integridade, porque não respeitá-los na sua honra? É assim tão bom chamar Bóbi? Piruças? Ou Néri, como a minha mãe e o meu irmão chamam ao meu labrador? Nem por isso, mas é fascinante: quanmais piroso e lamechas um nome for, mais apropriado nos soa para o dar ao nosso animal. Até agora, ainda não me habituei a chamar-lhe Néri, e acho que não consigo. Gosto demasiado do bicho.
Depois, o meu cão tem hábitos peculiares: quando nos vê, ou desata em pinotes que o estrangulam ou então deita-se e mija-se para cima de si próprio. Eu acho um bocadinho nojento, mas passados cinco mnutos, já lhe faço festas na barriga, o que diz muito da minha forte personalidade.
No entanto, a maior utilidade do cão é o de servir de descarrego de afectos, habitualmente o meu descarrego de afectos: gosto de abraçá-lo, de andar com ele, de estar deitado encostado ao seu pêlo. Para além do raio do bicho ser giro, parece estar sempre e pedir mimo. E isto vai acabar com o mito que quer fazer de mim um filho da mãe frio e insensível Helas!
No entanto, continuo a se ruma pessa gato. Identifico-me mais com a sua independência, com a sua graça, com a sua posttura. Os cães também arranham, é certo, mas logo a seguir estão a lamber as feridas dos donos. Os gatos são muito mais orgulhosos.
É por isso que toda a gente quer abraçar os cães, enquanto que eu... (sim, reticências...)

domingo, abril 08, 2007

A última pessoa a morrer faça o favor de apagar a luz


"Children of men" é uma distopia cujo maior trunfo é a proximidade com o mundo em que vivemos, e, portanto, a probabilidade palpável da sua ameaça. Para além de ter servido de pretexto para o uso da expressão críptica atrás escrita, é também um brutal filmaço.
Conta a história de um mundo em 2027, onde a pessoa mais jovem do planeta, com 18 anos, morreu esfaqueada à porta de um bar. Este é um tempo em que a infertilidade feminina chega aos 100% e onde, portanto, não há esperança nem sequer no som de uma criança a brincar. Theo Farron (Clive Owen), personagem principal, é um desiludido funcionário público, a quem a ex-mulher, Julianne (Julianne Moore) pede que escolte uma jovem negra até à costa. A missão reveste-se de especial risco, visto que a jovem é imigrante e a Inglaterra de 2027 proíbe a entrada de estrangeiros e quando os encontra, envia-os para campos de detenção, onde são processados e devolvidos aos países de origem. Entend-ase por campos de detenção uma região inteira no sul do país, que toma os contornos de cidade controlada pela polícia e onde a constante anarquia reina entre os refugiados que aí são colocados. Para mais, Theo descobre o porquê de esta jovem ser importante: ela é sinal de esperança...
Alfonso Cuáron adopta a estratégia de realizar o filme de câmara ao ombro, a pedir meças ao estilo habitual de Paul Greengrass, onde a imagem anda à solta e planos sequência feitos a pé são regra geral. A estratégia funciona em pleno, pois adapta-se ao futuro caótico onde se vive, sujo, desiludido consigo mesmo e onde nada, mas mesmo nada parece correr bem. É um futuro tão negro que o simples chorar de uma criança é o que basta para que a esperança surja luminosa, mesmo que seja na proporção de um pirilampo fechado num poço escuro de 12 metros de profundidade. "Children of men" tem excelentes ideias, que precisavam provavelmente de um argumento melhor organizado: toda a história soa a périplo moralista, embora acabe por nunca sê-lo. No entanto, a potente realizçaão de Alfonso Cuáron consegue articular um todo coerente e dá-nos algumas das sequências mais memoráveis do cinema recente, como sejam um ataque a um carro onde a câmara não sia uma única vez do seu interior, e um plano-sequência de Theo e de Kee, a jovem que este protege, num campo de detenção, onde chovem bombas, balas e ódio por todos os lados. Clive Owen, o anti-herói do filme, está excepecional, com um desdém que acaba por nunca ser desprezo, carregando até uma certa nobreza no seu ar meditabundo. Ele acaba por ser, talvez, o mostruário do poder e uma criança como sinal de mudança: um homem que vê a sua fé no mundo perdida com a morte do filho e que acaba por ganhar, com outro que não o é, uma razão, não para sorrir, mas para ao menos lutar. De qualquer forma, o tom do filme é desesperante e a morte está sempre presente. Faz-noz pensar se daqui a 20 anos o desvario não seja este. De qualquer forma, está aqui um dos grandes filmes de 2006 e uma obra de visão obrigatóri para quem gosta de filmes que façam pensar a sério sobre este mundo em que vivemos actualmente.

sábado, abril 07, 2007

Clássico II


A premissa é simples: num futuro pós-apocalíptico não muito distante, a Humanidade luta pela sua sobrevivência contra uma estranha raça de seres monstruosos denominados de Anjos, que são virtualmente indestrutíveis. A única esperança surge incorporada numa organização chamada NERV, que construiu 3 máquinas robóticas gigantescas e que apenas pdoem ser pilotadas por crianças específicas, designadas de Escolhidos. DE copmbate em combate, o destino de todos nós é jogado nessa arena. Ah, e é uma série de animação japonesa. Parece uma coisa dispensável e básica, não é?
Resposta errada.
"Neon genesis Evangelion" é,m porventura, um dos clássicos supremos em termos de animação japonesa, um brutal enigma metafísico e uma história sobre a procura da identidade como resposta absoluta na busca da felicidade, tudo isto disfarçado na premissa atrás referida. Embora cada personagem tenha o seu espaço, "Evangelion" centra-se em Shinji Ikari, um jovem de 14 anos que parece ter nascido para pilotar um dos robôs (?) e, portanto, salvar o mundo, mas para além de achar que não vale nada (literalmente), tem graves problemas com o pai, Gendo Ikari, que é o mentor do projecto EVA e o abandonou em criança. Shinji tem graves problemas em comunicar com as pessoas, pois teme ser ferido por elas como foi pelo seu pai, e não deixa ninguém entrar no sue mundo, onde ele julga não se poder aleijar. Na verdade, as suas duas outras colegas na pilotagem, Ayanami Rei e Asuka Langley, têm também que se lhe diga: Rei não sabe quem é (e não é só não saber o nome ou a terra em que nasceu, não sabe mesmo quem, ou o que, é, e à nossa vista, não parece nada humana, de tão estóica que aparenta ser) e Asuka esconde por detrás de um falso à-vontade um desejo em não ser criança e passar imediatamente à fase adulta, devido a traumas passados relacionados com a mãe. E isto são só 3 personagens, e a ponta do iceberg dos seus problemas...
Misto de ficção científica com imagética religiosa e profecias de variados credos, "Evangelion tem a sua força na maneira como consegue misturar todas as suas influências, sem nunca perder de vista o principal drama da série, que é a aceitação que Ikari tem de fazer dos seus problemas, de modo a ultrapassá-los. Claro que pelo meio há pancada de criar bicho para animar aqueles para quem a palavra metafísico nada mais é que um eco. Mas em última instância, "Evangelion" é a filha dolorosa de Hideaki Anno, o seu criador, que aquando da feitura da série, se encontrava clinicamente deprimido: um manula de como ultrapassar estados de alma incrivelmente negros e encontrar nas agruras da realidade não virtual luz e motivos para sorrir e para seguir em frente. Esta é a leitura que eu faço da série, mas apenas uma entre muitas. Por isso é um clássico: daqui a 100 anos, as pessoas terão os mesmos problemas existenciais e tirarão deste "Evangelion" outra interpretação. É uma série tipo-cebola, com camadas.

Pergunta pertinente

Se a queixa mais comum das pessoas é a de que se sentem sozinhas (de todas as maneiras), porque é que não nos juntamos todos?

sexta-feira, abril 06, 2007

Classe


A minha actriz preferida, porque há más actrizes, boas actrizes, grande actrizes e depois há a Meryl Streep. Mesmo que ela entre no pior filme de todos, saímos a dizer "O filme é uma bosta, mas lembras-te da Meryl Streep?"; e tem esse poder único que é entrar numa fita banal, embora simpática e com alguma criatividade, como "The devil wears Prada (que vi ontem) e transformá-la num objecto de que toda a gente quer falar bem,e ainda ser nomeada para Óscar. Isto, meus amigos, é classe!

quinta-feira, abril 05, 2007

quarta-feira, abril 04, 2007

Coisa triste

Querer fazer algo que marque, que seja mesmo bom, mas no processo de realização desse objectivo, percebermos a enorme falta de talento que temos para isso. É como uma espada a arder pelos olhos dentro.

terça-feira, abril 03, 2007

Tiro neles


"Smokin aces" é um daqueles filmes que o cinéfilo puro não vai gostar. Por definição, este tipo de espécime vê no cinema "Arte" e tudo o que vá para além disso, é lixo (ou, como algumas pessoas que conheço gostam de chamar, "aqueles filmes americanos que são lixo"). No entanto, quando os irmãos Lumiére inventaram tão poderosa maquineta, a máquina de projectar, tinham em mente um objectivo mais escapista do que propriamente artístico. Embora eu, que sou mais um espectador compulsivo que ukm cinéfilo, goste de ver filmes que são absolutamente demolidores no sue poder de mover as pessoas, gosto também de entretenimento bruto como um calhau de granito. "Smokin aces" é esse tipo de filmes, com um conceito que a mim, pessoalmente, me fez logo salivar: a Mafia manda matar um tipo; mete um contrato de um milhão de dólares; os melhores assassinos do mundo chegam à cidade para o matar; o FBI tem d eproteger o tipo. E que mais? Bem, that's about it.
É, portanto, uma coisa muito straight no chase. O que realmente interessa no filme não são as voltas do enredo, é sim a total e anárquica alegria com que a acção é construída e a colecção de cromos que Joe Carnahan, realizador e argumentista do filme, tem na mochila, que vão desde um par de assassinas lésbicas, um trio de irmãos redneck nazis e um tipo que traz sempre com ele o seu próprio equipamento para faezr máscaras de cera das vítimas. Com pormenores destes, o arg7umento é um pretexto. Carnahan consegue fazer valer, durante praticamente o filme todo, a sua regra de mais é mais, com excessos de calibre e de estrondo, mas curiosamente relativamente parco de hemoglobina. bebendo alguma inspiração no Soderbergh de Ocean's 11 e, como em qualquer thriller série B que se preze actualmente, a Tarantino, faz um produto mais de estilo que de substância, o que favorece o ritmo do filme; e embora a sequência final queira dar algum sentido emocional ao todo que se vê (e está uma bela sequência final), tira-lhe um pouco do ar de demência que é tão óbvio como quando um dos irmãos nazis mata três tipos ao acaso, sai do carro e pinta um bigode de Hitler na cara com uma caneta de acetato. Todos nós gostamos de sentir empatia com os personagens; no entanto, com um conceito assim, o filme em si é uma personagem, que me parece atraiçoada neste golpe de escrita.
Fica no entanto a sugestão para quem não tiver medo de se divertir com uma espécie de comédia ultra-negra, violenta e que, avisasse, não é para todos.

segunda-feira, abril 02, 2007

O produtor II

Para descomprimir do negrme, choque e seriedade da primeira curta da série "The hire" (era de Alejandro González Iñarritu... Acho que ninguém esperava outra coisa), continuemos numa toada mais leve, desta vez com Guy Ritchie a colocar Clive Owen como motorista de uma certa "Material girl"...

Matador

Ainda só vi alguns pedaços no Youtube, não assisti ainda ao programa todo, mas tenho cá para mim que o programa "Diz que é uma espécie de magazine" de ontem pode ter sido das coisas mais parciais, ácidas, violentas e engraçadas feitas na televisão em Portugal, mas é mo tipo de objecto que eu quereria guardar para mostrar mais tarde aos meus netos. Fica um exemplo:

domingo, abril 01, 2007

It keeps me cool... and warm!


Acho que o próprio House teria certamente algum comentário sarcástico quanto ao fcato de já se ter tornado ídolo nas capas de revistas para adolescentes...

sexta-feira, março 30, 2007

Alívio? Desespero? Mórbida resignação?


Durante as últimas semanas, senti seriamente que me estava a apaixonar por alguém. Ora, achaques destes (e, convenhamos, tudo começa com um achaque de maior ou menor intensidade), já não me davam há 3 anos e meio. O último durou algum tempo, cortou-me a cara, pôs-lhe sal e deixou-me ao sol durante um bom pedaço de tempo; e a seguir, lançou-me num corrimão de lâminas, apenas para aterrar numa piscina de aftershave. Ficam com uma ideia algo aproximada do quanto me doeu.
Portanto, chamem-me racional, mas desta vez, quis esperar para ver. A dor, quando provocada por mordidelas no lóbulo da orelha ou um pequeno beliscão no sítio certo, tem todo o ar de ser prazenteira; mas quando o motivo é um destes achaques, é preciso ter todo o cuidado para não ficarmos mais tarde com o coração num espeto.
Hoje apercebi-me que foi só princípio de achaque. Não bem um. Tremeuram-me os joelhos um bocadinho, é certo; andou-me aquela bola de corda para cima e para baixo na barriga, é verdade; tartamudeei de vez em quando. Mas apercebi-me agora que afinal foi falso alarme. Mais um. Uma das consequências da minha insegurança (que faz Kafka parecer José Mourinho) é o de analisar exactamente aquilo em que me vou meter. Há quem já me tenha dito que devia ser menos racional, que devia arriscar. Essas pessoas não têm a minha carreira gloriosa para os prender como correntes.
Por isso, não sei que sinta. Há-de andar algura nas três coisas que referi em cima. E sinto-me novamente na hall de entrada no hotel, como se todos tivesem subido nos elevadores e eu estivesse à espera que me chamasem para me dar a chave do quarto. E quando me dão, é uma chave trocada.

quarta-feira, março 28, 2007

O produtor

David Fincher, o realizador, é relativamente conhecido, mas o seu trabalho como produtor passa despercebido. Nos idos de 2002, David Fincher, através da Propaganda Films, idealizou uma inventiva e inovadora campanha publictária para a alemã BMW. Consistia em 5 curtas-metragens, por outros tantos realizadores, envolvendo um personagem, apenas designaod por "The driver", um homem lacónico que era pago para cumprir missões que iam desde trabalhar para uma estrela a ajudar a ONU. Este personagem foi interpretado por um actor na altura desconhecido, um tal de Clive Owen (pronto, se estava a perder as meninas com a conversa do filme de acção, neste momenot, elas vão ficar até ao final do texto) e a realização das curtas foi entregue a 5 espantosos artífices, que não incluíam o próprio Fincher, desta vez limitando-se a produtor executivo e mentor do projecto: John Frankenheimer ("Ronin"), Guy Ritchie ("Snatch"), Alejandro González Iñarritu ("Babel"), Wong-kar-wai ("In the mood for love") e Ang Lee ("Brokeback mountain").
Os anúncios estiveram apenas disponíveis na Internet, mas o sue sucesso foi tal que levou à produção de uma segunda série, com mais 3 curtas, realizadas por John Woo ("Face-off"), Joe Carnahan ("Narc") e Tony Scott ("Top gun"). Todas as 8 são exercícios inventivos, brilhantes e que podiam muito bem dar um filme por si. Claro que umas são melhores que outras, todas são diferente, mas igualmente interessantes. Projectando desde já a estreia de "Zodiac", dia 19 de Abril, este blog colocará, regularmente, essas 8 curtas aqui em exposição. Para começar, "Powderkeg", de Alejandro González Iñarritu, com Clive Owen e Stellan Skarsgard.

We want to believe


Há muitas maneiras de se ser explorado. Umas deagradáveis, outras nem por isso. Meus amigos, eu anuncio aqui publicamente: se isto for para a frente, eu estou lá. Ainda há saudades.

http://www.ew.com/ew/article/0,,20016219,00.html

terça-feira, março 27, 2007

Dia mundial do teatro

Só para registar. Porque Portugal é um país onde a revista à portuguesa é considerada uma tradição. Isso sim, é teatro, a Lisboa antiga e a Lisboa moderna, o Camilo a mandar piadas e a Noémia Costa a fazer de velha parva. Esperem, isso não é bem teatro...

De qualquer forma, viva o palco! POsso dizer que é um sítio mágico e aterrador em simultâneo quando estamos sobre ele, embora o currículo se resuma a gays, homens humilhados e figurantes. Nada de Hamlets, mas também, para isso era preciso talento.

Fica aqui uma versão de Hamlet que caberia bem nos teatrps actuais, com um grande actor, o único com capacidade para interpretar o personagem. Esqueçam Laurence Olivier.



P.S: Nâo é para ser exigente com quem visita este blog (e são até bastantes, obrigado!), mas eu sou só 10% do que auqi existe; vocês fazem o resto. Portanto, como até nem tem havido muito Lost por aqui, cconstruam avossa parte. :)

Pelo quintal dos outros...


- Na China, começa-se a gerar um movimento de consciencialização nacional relativamente ao ambiente. Devido ao crescimento económico incompatível com a preservação do meio ambiente, Pequim teve já perdas económicas de 512 milhões de yuan, 118 mil óbitos por cancro entre camponeses, atribuídos à poluição e daqui a 3 anos será o pais mais poluidor do mundo, superando os EUA. Para mais, a sua utilização pouco eficaz dos recursos (em termos produtivos, os EUA, com os mesmos recursos, produzem 10 vezes mais riqueza, e o Japão 20), leva a que We Jiabao, PM chinês, tenha decidido endurecer as penas para as empresas que não cumpram os requisitos ecológicos estipulados. No entanto, à luz da lei chinesa, pouco se pode faezr para as condenar. Enquanto isso, os grandes rios do país, como o Amarelo, sõa vítimas de grandes descargas semanais, com consequências nefastas para a poluição e vida animal.

- Não é dos outros, mas é nosso: um estudo feito pela Universidade de Lisboa concluiu que o recenseamento eleitoral português está inflacionado. No mínimo, existem 785.111 eleitores fantasmas, ou seja, 8,92% dos inscritos. Na prática, 1 em cada 11 eleitores não existem. Consequências? Tomemos o caso madeirense: nas listas enviadas ao govenro central, a Madeira enviou um total de 20% de eleitores que não o são, ou por terem morrido, ou por já não viverem ali. Assim, puderam eleger 6 deputados, em vez dos 5 que teriam por direito. Isto acontece noutros círuclos eleitorais do país. E não é só: tecnicamente, com as correcções, o referendo ao aborto podia ter sido vinculativo, pois em vez de 54% de abstenção, teríamos em redor de 50%. Os autores do estudo, os politólogos Luís Humberto teixeira e José António Bourdain, apontam como uma da srazões para a não corrrecção dos cadernos eleitorais a correlação entre salário dos vereadores e presidentes de cãmara e junta e o número de eleitores das respectivas edilidades.

- No Iraque, em vez de contar5em balas e mortos, alguns investigadores têm estudado o aumento de manifestações de calor humano entre iraquianos, algo que não era comum. Segundo eles, o medo e perigo de poderem não regressar quando saem de casa para mais um dia de trabalho levou a que as pessoas se sintam compelidas a demonstrar o afecto que têm uma spelas outras.

- Na Alemanha, o Exército norte-americano tem colocado anúncios nos jonrias ocm o objectivo de recrutar cidadãos de origem árabe para fazerem o papel de habitantes e terroristas nos jogos de guerra e treinos militares que os norte-americanos fazem no país. Quando os voluntários se apercebem àquilo para que vão e quem os está a empregar, rapidamente desertam. Os únicos que parecem felizes por colaborar são, oh estranheza, os curdos.

- Num capítulo mais bélico e perigoso, a Suíça invadiu o... Lichtenstein. Um grupo de 170 solados suíços, armados, entrou dois quilómetros dentro pelo principado sem se aperceber do erro, provocando gravíssimos danos capazes de fazer tremer a geopolítica internacional: atearam, e apagaram um pequeno fogo numa floresta.

segunda-feira, março 26, 2007

Este homem...


... foi Elrond, na trilogia "The lord of the rings"; foi Mr. Smith, na trilogia "Matrix"(corrijo: no filme "Matrix", os outros dois dificilmente passam como filmes) e foi também V, em "V for Vendetta". Agora vai ser Decepticon, o clásico vilão de jovens como eu, que viam os "Transformers" quando eram crianças. Hogo Weaving é o actor conhecido mais desconhecido de Hollywood.

O meu sono continua a ser o mesmo


Ontem, enquanto esperava que o meu irmão acabsse de jogar PES 6 no meu portátil para me deixar morrer mais um pouco enquanto escrevo a malfadada série, pus-me a ver televisão. Comecei a fazer zapping após o Gato Fedorento e descobri que, na RTP1, se iria desenrolar, dentro de momentos, a final dos "Grandes portugueses". Nunca liguei muito ao concurso, confesso. Já aqui exprimi a minha opinião sobre o mesmo e por isso não estava para aí virado. Mas surgiu Maria Elisa no ecrã, e por detrás dela, uns manequins vestidos como os candidatos ao prémio de Grande português. Decidi-me então por ver, aquilo tinha mesmo aspecto de programa sério.
E nos minutos seguintes, as minhas expectativas não foram defraudadas: Maria Elisa foi apresentando os concorrentes e seus defensores, tendo sempre 2 ou 3 aspectos positivos e negativos a apontar sobre os mesmos. Gostei do facto de o aspecto negativo de Cunhal ser, por exemplo, a sua admiração por regimes totalitários de Leste, ou o de Salazar ter usado a repressão durante a sua carreira política. No entanto, justificar que Camões era mau por ser brigão, ou Fernando Pessoa por afogar a sua depressão no álcool (Meu Deus, não sabia que os artistas se refugiavam nesse tipo de coisas!), mostra a parcialidade do programa: uns são os maiores, os outros parecem meninos de coro.
Mesmo assim, não perdi a esperança: Paulo Portas e Odete Santos estavam juntos, na mesma sala, a poucos metros um do outro. Quando este raro fenómeno natural se dá, temos a garantia de um finíssimo programa de humor. Não sei se isto se sucedeu durante a parte que não vi, visto que o meu irmão lá acabou por ganha a Taça Reebok e eu submeti-me ao meu triste destino. Mas algumas horas depois, fiz uma pausa e lá regressei. Apanhei mesmo Odete Santos numa diatribe contra os sinais dos fins dos tempos, nomeadamente o capitalismo e a direita. Imprevisível como um cão na época do cio, a nossa Odete. Lembrei-me então de, algures na Bíblia, um dos Cavaleiros do Apocalipse ser vermelho. O cabelo de Odete, nesse noite, estava tão encarnado, que pensei, com o tom do discurso, ser ela também um dos sinais do fim dos tempos. Mas isso não se sucedeu: afinal, Odete não declamou nenhum poema.
Soube hoje de manhã que o vencedor foi Oliveira Salazar, o que é cá uma surpresa! Algures no país, haverá gente chateada com isto. É deixá-los. Se acreditam que o fascismo vai voltar, percam vocês o sono, que eu continuarei bem descansado. Vistas bem as coisas, num tempo em que as figuras políticas parecem fracas e volúveis, e em que a menção de Salazar ou da época fascista é motivo de piada, admira a alguém que Salazar tenha ganho por esmagadora maioria? Num país que frequentemente esquece os seus heróis, não surpreende que, num voto popular, se celebrem os vilões. Eu posso ter o sono pesado, mas não vi bandeiras hasteadas, foguetes, paradas, coretjos, nada que celebrasse esta vitória. Na verdade, ter D. João II ou Aristides de Sousa Mendes nos dez finalistas foi, para mim, um sinal de esperança no meio do meu pessimismo relativamente aos mecanismos de memória nacional.
Para mais, não somos nós o povo que tem o ditado "Quanto mais me bates, mais eu gosto de ti"? Somos, não somos? Por isso, parabéns ao homem!

domingo, março 25, 2007

Será mesmo necessário?


Intelectual que se preze, quando fala de mulheres, principalmente se forem aquilo que Piaget designa cientificamente de "gajas boas", tem de ter sempre uma justificação na manga. Ele não gosta das mulheres quando são bonitas: ou elas são metáfora de alguma coisa, ou representam um arquétipo da mulher de civilização A/B/C, ou são o espírito de qualquer coisa... Enfim, intelectualizações.
Os intelectuais são parvos. Porque a beleza não é nada de intelectualizável: na verdade, gostar de uma coisa apenas porque é bela não será assim tão fútil como aparenta. E é alguém feio que vos fala... Isto vai-me fazer parecer menos gay e, por consequência, com menos hipóteses de conseguir uma miúda, mas eu gosto de mulheres bonitas. Também gosto delas inteligentes, nobres, meigas e por aí fora naquelas coisas que fica sempre bem dizer, mas gosto de olhar para uma mulher bonita. Mesmo que seja bruta como um calhau e uma grande cabra, mas eu não rpeciso dela ao meu lado: só de tê-la a alguns metros de distância para a poder olhar e dpeois seguir o meu caminho. Bem, às vezes existem aquelas que apetece observar até que a vista nos doa, mas isso é outra história.
ÀS vezes, penso se o facto de conseguirmos celebrar a beleza não será também um sinal de civilização.

P.S: E porque é que as mulheres bonitas têm todas de ser vistas de forma superficial? A senhora aí em cima, ao que parece, é autarca do PP espanhol.

A frustração

Sento-me na cadeira, defronte do portátil. À minha frente, um ficheiro Word chamado "Invocação" cruza os braços e espera que eu faça alguma coisa. De preferência, acrescentar-lhe paralavras; e para falar verdade, eu até quero; e até até escrevo. No entanto, 5 minutos depois, apago e reescrevo. E volto a apagar. É assim a minha rotina quando me tento dedicar a escrever a tal série de televisão de que aqui tenho falado. Porque é horrível não sentirmos uma joltada de energia quando lemos aquilo que escrevemos, aquele formigueiro de que está ali alguma coisa de jeito. Eu ando em permanente luta à procura desse formigueiro, mas não está fácil.
Reviro a minha percepção do processo criativo e tento descobrir como é aqueles argumentistas brilhantes das séries que vejo desencantam diálogos brilhantes aparentemente do nada. Não consigo descobrir como, e desespero um bocadinho mais. Quando começo a duvidar da minha escrita, começo a duvidar das minhas ideias; e depois disso, o poço de inseguranças que sou eu funciona em cadeia e encarrega-se do resto.
Dizem que a caneta é mais forte que a espada. Não sie qual delas dói mais, mas ambas matam a cabeça.

sexta-feira, março 23, 2007

Make-up

A gerência do blog tem a anunciar 2 novidades estéticas: a primeira, que podem ver do vosso lado direito, são os links de alguns blogs que, de uma maneira ou de outra, se entrecruzam com este. Aos que faltam, nada temam, porque tudo tem o seu tempo e este é o de experiências. A segunda novidade prende-se com a presença de marcadores por baixo dos posts. Os marcadores são áreas temáticas nas quais se divide este blog. Se gostarem de cinema e se estiverem a borrifar para tudo o resto neste blog, procurem um post dessa área, carreguem no marcador e voilá. Se gostarem de coisas mais parvas, como, sei lá, as minhas deambulações acerca da minha vida pessoal, também têm o vosso espaço: carreguem em "O fabuloso mundo de..." e sharam. Quanto às restantes... vocês vão descobrindo, não se preocupem. Há muito para ver. Sempre alerta para servir.

Reconhecimento


Para variar, este tipo de coisas tem de começar na Europa...

Burton To Receive Top Honor at Venice Film Festival


Tim Burton is to be honored at the Venice International Film Festival later this year, for his contributions to the movie industry. The Batman director will receive the lifetime achievement award at the Italian festival which begins on August 29, according to the Hollywood Reporter. Organisers also declared on Wednesday that September 5 will be "Tim Burton Day" - a full 24 hours dedicated to the 48-year-old, whose credits include Edward Scissorhands, The Nightmare Before Christmas and Charlie And The Chocolate Factory.

Fonte: www.imdb.com


Parecia incrível que o homem que que fez obras-primas como "Edward scissor-hands", "Ed Wood", "Big fish", "NIghtmare before Chhristmas" e aquele que continua a ser o melhor filme de super-heróis de BD, "Batman returns", nunca tivese sido premiado á medida do seu talento. Veneza corrigirá isso este ano.

terça-feira, março 20, 2007

Pelo quintal dos outros...


1 - O site conservador Young America já anunciou este ano a sua lista dos 12 cursos mais bizarros leccionados nas universidades norte-americanas. O vencedor este ano foi "O falo", do Occidental College da Califórnia, onde se pretende abordar a relação entre o falo e o pénis, e o significado do falologocentrismo, o falo lésbico, o falo judeu, o falo latino e a relação entre o falo e o fetichismo. Outros cursos mencionados são, por exemplo, a Musicologia homossexual, Brancura, Negritude ou Ciber-feminismo. A lista completa e sua análise encontram-se aqui: http://media.yaf.org/latest/12_19_06.cfm.

2 - O Butão, estado vizinho da Índia e uma das únicas monarquias absolutas existentes no mundo, continua o seu programa de limpeza étnica nos Himalaias contra os Lothshampas, butaneses de origem tibetana. Isto faz com que o país tenha essa rara distinção de ser aquele que, proporcionalmente, mais expulsou população nacional do seu território. Os refugiados lá estão em campos de refugiados no Nepal, impossibilitados de regressar ao país. Com a colaboração indiana, prevê-se que a coisa continue por mais alguns anos.

3 - Faz este mês de Março dois anos que saiu o primeiro número do único jornal do Sudão do Sul, o "Juba Post", que é chefiado por uma mulher, Apollonia Mathia, e conta com um corpo de redacção de 3 pessoas, fora um chefe de redacção. Apesar das pressões do governo central de Cartum, a publicação mantém-se graças à ajuda de organizações internacionais (ao nível da formação dos jornalistas) e ao empenho dos seus membros. O jornal é semanal, tem 16 páginas e uma edição que varia entre 2000 e 3000 exemplares.

4 - Eengenheiros da UCLA (Universidade da California) criaram uma micromão elentrónica que cria novas possibilidades no mundo da cirurgia, nomoeadamente de microintervenções cirúrgicas. A mão mede 12 milímetros e pode ser inserida dentro da incisão, para operar no interior do corpo por controlo remoto, diminuindo asssim o impacto de operações potencialmente invasivas.

5 - E quem não tiver mais nada que fazer com o seu tempo e aprecie modos de vida contemplativos, dê uma saltada a www. cheddarvision.tv. Your kind of place...

Pergunta pertinente

Pessoas mais inteligentes que eu darão uma resposta rápida, porque a deve haver, mas expliquem-me: porque é uma pessoa que confessa o crime, mesmo sem ser de livre vontade, tem uma automática redução da pena a aplicar? Será que a lógica católica de perdoar os pecados confessados se deve sobrepôr à lógica penal segundo a qual os culpados devem ser punidos? Só para lançar a discussão.

sexta-feira, março 16, 2007

Review: "El laberinto del fauno"


Agora está na moda gostar de Guillermo del Toro, e de cinema mexicano. Parece que de repente, los 3 amigos (del Toro, Alejandro González Iñarritu e Alfonso Cuaron) são uma grande novidade. Não são; e muito menos del Toro. Tenho de faezr uma confissão: sou fãn deste cineasta mexicano desde o filme mais insuspeito de mentira, Blade II. O melhor dos Blades, assim a milhas, não o é porque Wesley Snipes seja Denzel Washington no filme ou porque o argumento é um primor. Del Toro é sempre o melhor dos seus filmes devido ao apuro visual, quase kubrickiano de tão perfeccionista que é. Se isto é a sua foirça, normalmente as histórias que acompanham a sua obra tornam-se na fraqueza: falta sempre uma história à altura do seu poderio arregalador dos olhos. Não estou a falar de maus filmes: "Cronos", "El espinazo del Diablo", "Hellboy"... mesmo o banal "Mimic", são todos obras entre o mediano e o bom, mas os seus argumentos acabam sempre por atrapalhar a visão do mexicano. O que mais próximo esteve de atingir o patamar de génio talvez tenha sido "Cronos", a obra que o lançou internacionalmente, e que ganhou o Fantasporto. Del Toro é um exímio mestre na mistura do drama histórico com o tom de fábula. Foi preciso chegar "El laberinto del fauno" para o conseguir na perfeição.

"El laberinto del fauno" vem rotulado de obra-prima, e de facto é um enorme filmaço. Passado no período pós-Guerra Civil de Espanha, conta a história de Ofelia, uma menina de 11 anos, que se muda com a mãe grávida para casa do padrasto, um capitão trocionário franquista, que não será propriamente o pai que gostaríamos de ter, e que se dedica, entre a sua obsessão em ter um filho, à prática da tortura. Para fugir deste mundo, a menina envolve-se com estranhos seres, fadas e faunos, que lhe dizem que ela é na verdade a princesa de um mundo subterrâneo. Ofelia, muito influenciada por contos de fadas, acredita na história. E assim começa a sua jornada para voltar a ser princesa...
A fita alia a referida estética de del Toro a um argumento cuidado, estruturado, que entrecruza mundo de fábula e vida real de uma forma dicotómica. O mundo de fábula é mítico, tudo é possível; o mundo real é triste, negro, bruto. Pelo meio, a luta entre os franquistas e a resistência cruza-se com a própria jornada de Ofelia e a sua própria luta para enfrentar a nova situação em que se enocntra: a mãe enfraquecida, um padrasto frio e que a odeia e um mundo onde o seu único apego são os livros. Mas se o mundo real é essencial para compreendermos a imaginação da menina, todo o film e pertence ao poder do mito e dos arquétipos, que são afinal a definição dos personagens. Temos heróis (a Resistência), a heroína (Ofelia), o condutor da heróina (o fauno) e o monstro (o padrasto). É quase um conto infantil para adultos que Tim Burton não teria desdenhado realizar, circulando em temas como amor e morte.
Se já falamos da realização e do argumento (e não esqueçamos a magnífica direcção de fotografia e os efeitos especiais e de mauquilhagem, que fazem do Fauno e o Homem Pálido duas da smais incríveis criaturas mosntruosas do cinema recente), há duas interpretações que importa referir: a da Ofelia e a do seu padrasto, o capitão Vidal. Ivana Baquero, a Ofelia, é uma criança com quem o espectador cria uma empatia imediata, pelas suas feições, mas também uma cinrível actriz, não infantil, cuja interpretação torna todo o mundo fantástico credível. Sergi López, como Vidal, é um verdadeiro monstro, muito mais que um vilão. Um actor que preenche o ecrã em toda a sua malvadez, mas de uma forma nunca ameçadaoramente visível: ele consegue ser o puro mal, como todo os anatgonistas de contos de fadas. No entanto, este é, para mim, um dos problemas do filme: embora jogue na lógiuca de conto de fadas, Vidal acaba por tornar o final do filme algo forçado. No entanto, é este final que dão ao filme o sue tom mais permanente, e que continua a perturbar-me horas depois do seu visionamento: um sentimen to de tristeza, de desencantamento com o mudno real, como se a imaginação que temos fosse a única possibilidade de ser feliz.

Tem-se dito que o filme é uma metáfora da Guerra Civil Espanhola. Não acho. Acho que é uma metáfora da morte da criança dentro de nós e da entrada do adulto em cena. E isso é um terror ainda maior. Del Toro sabe-o bem.

Nota: 9/10

"Lost: a discussão"


Frequentadores habituais deste blog já o sabem, e os novos frequentadores têm de o saber se vão contiuar por aqui: eu sou vidrado em "Lost". E apesar de gostar muito de séries de televisão, daquelas boas mesmo boas, é muito difícil ficar realmente agarrado a uma. Ficar agarrado não é querer ver todos os episódios e conhecer os personagens pelos noms: é sofrer com o que se está a ver, sentir uma ânsia especial 5 segundos antes de começar a ver um episódio, fechar as portadas da janela junto ao computador, porque está alguma claridade e isso pode atrapalhar a experiência de visionamento, trancar a porta da divisão onde estamos para ninguém nos incomodar e, às vezes, prescindir de um ou outro evento social porque temos a nossa série para ver. Que me lembre, apenas duas séries alguma vez me provocaram este tipo de reacções: "The X-Files", opus máxima de Chris Carter e, vá lá, da ficção televisiva, e "Lost", o cocktail endiabrado de J.J. Abrams e Daomn Lindeloff.
Ora, fã como sou da série, vejo-me obrigado a sair a terreiro e ser uma voz contra-corrente, no mar de críticas negativas que ultimamente têm sido atiradas a "Lost", de todos os quadrantes, por críticos de televisão e espectadores. Na verdade, amigos meus começam já a desistir da série e a louvar outras que por aí aparecem (i.e.: "Heroes"). Porquê? Como é que "Lost" passou de uma coisa nova e excitante para saco de pancada? Acho que a resposta vai dar um pouco à ideia que temos das séries como uma coisa imutável e definida. Na minha opinião, "Lost" tem até agora três temporadas que são qause 3 séries diferentes, mesmo a nível de personagens. Embora para mim seja uma força, que mostra a criatividade de quem escreve aquilo e me seduz por não saber muito bem onde me estão a levar (e eu gosto de ser mantido na expectativa), compreendo que seja frustrante para quem começou a gostar de "Lost" por ser um programa/convívio de 14 pessoas numa praia. Chegar a esta altura com 7 escotilhas, uma aldeia de Others e outras coisas que o bom senso me impede de revelar é reealmente um afastamento dessa simplicidade. Para mais, há críticas que se têm de aceitar: há personagens que foram adicionados sem grande utilidade, por enquanto: embora Libby, na segunda série, tenha sido o interesse amorosos de Hurley, que mais fez ela? E mesmo Rose e Bernard? Ou, agora nesta temporada, Paulo e Nikki? Torna-se difícil gerir os restantes personagens desta maneira, e talvez seja a incapacidade em aprofundar os passados e as peculiaridades dos restantes personagens que levam alguna a desligarem-se da série e seus personagens.
No entanto, e para não alongar muito esta primeira abordagem, porque falarei mais vezes deste assunto para compensar a ausência de reviews dos episódios, há acusações com que discordo por completo: não acho que os autores não saibam para onde estão a ir. Na minha cabeça, pelo menos, a maior parte das coisas tem lógica interna. Para além disso, sou alguém com paciência para não querer dez mistérios respondidos num episódios. Continuo a interessar-me tanto pela maior parte dos personagens como da primeira vez que vi, e sinto-me seguro quando digo isto, porque não comecei a ver "Lost", porque era fixe ou porque me contaram: vi "Lost" quando quase ninguém via, informado pelo site da Entertainment Weekly (revista que aconelho para quem gosta destas coisas), e não me senti defraudado. Houve alturas em que me senti desiludido com alguns episódios, mas os momentos que me deixaram boquiaberto compensam largamente os primeiros. Por isso, não vou desistir. Gosto de mistéiros de resolução lenta. Quem quisere coisas rápidas e imediatas, tem "Heroes", à segunda à noite.

quinta-feira, março 15, 2007

Auto-didactismo


Tive aulas de Língua e Cultura Japonesas durante dois anos, cortesia da Faculdade de Letras. O facto de o fazer por gosto, e não por obrigação, fez com que a minha saúde mental continuasse a ser catgeoirzada pelos outros como "inexistente", mas sempre tive uma pancada pelo Japão como país, não me perguntem porquê; há costumes e opiniões nipónicas que me arrepiam de morte e me dão vontade de agarrar alguém pelos colarinhos, de tão descabeladas que são, mas por outro lado, "Lost in translation" passava-se em Tóquio, "Samurai X" é uma das minhas séries de animação preferidas de sempre e é sempre cool aprender uma língua bizarra.
A certa latura, convenci-me mesmo de que ia ser perfeitamente fluente naquilo: confiei no meu habitual jeito para aprender línguas e conseguir falá-las com boa pronúncia, mas quando, a meio do segundo ano, me apercebi de que havia um aluno que já escrevia com os caracteres japoneses, enquanto eu me limitava a decorá-los, percebi que, pela enésima vez, a minha moral iria levar uma grande pancada. Embora saiba o básico dos básicos (e às vezes o suficiente para perceber uma ou outra palavra quando estou a ver filmes japoneses), declarei-me um falhanço. Pelo menos, durante dois anos.
No entanto, não desisitirei: tenho aqui todas as fichas de apoio desses dois anos de aprendizagem. As qualidades que continuam a faezr de mim um desperdício de capacidades ambulante continuam intactas, à espera que algo as desperte. Vai ser isto, de certeza (digo de mim para mim, como um mantra hindu). Prometi a mim mesmo que irei aumentar o meu domínio do idioma japonês neste ano. Com todas as minhas forças; e ne, que fique de olhos em bico.

quarta-feira, março 14, 2007

Jornalismo humorístico

Porque o título desta notícia, lido 10 ou 20 vezes, contiua a ter piada.

http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=380519

terça-feira, março 13, 2007

Conta gotas

O blog não tem estado no seu registo habitualmente profícuo. Peçlo desculpa aos que lêem e gostam, e gostava de ouvir agradecimentos daqueles que lêem e não gostam.
A nívl de vontade e discernimento, as coisas têm andado perras, mas vou tentar mudar isso nos próximos dias. Como clientes habituais da loja, achei que me devia justificar. E cá está. Houvesse mais gente que justificasse o que faz e o mundo era um lugar melhor; ou então, um antro de xoninhas.

sábado, março 10, 2007

Faz hoje dez anos...


...que estreou este monumento à criatividade em televisão e onde imperam a escrita inteligente, a boa caracterização de personagens e uma fusão entre entretenimento e conteúdo que é rara de encontrar noutros produtos em qualquer médium audiovisual. Se sou o unico a não ver esta série apenas como uma loutra que caça monstros, bem, já estou habituado a ser também aquele que gosta do "gajo e da gaja que são agentes do FBi e andam à procura de OVNIs" e também a série daqueles tipos que se despenham numa ilha.
O valor a quem de direito: Joss Whedon é um génio.

P.S: Para quem se sente curioso pelo verdadeiro legado desta série no panorama de televisivoi, ocnsulte este artigo: http://www.flakmag.com/tv/whedonlegacy.html

terça-feira, março 06, 2007

Porque é que...

...pessoas habitualmente inrtovertidas colocam fotografias da sua vida íntima e pessoal no Hi5?

segunda-feira, março 05, 2007

Empalideceu

Estava a ver agora o vídeo da "Thriller", de Michael Jackson e penso: como é que o maior artista pop da década de 80 e um dos grandes visionários da história da música popular conseguiu, de uma maneira incrível e abrutalhadamente bizarra, encontrar o caminho para a decadência que o seu nome simboliza actualmente? Os escândalos de pedofilia não podem ser a única explicação.

sexta-feira, março 02, 2007

Ele era o maior!


Mesmo quando morreu Vítor Damas e se proclamava que o guardião leonino é que era, lembro-me de ter apnhado um ou outro jogo na RTP Memória, e em resumos de cada vez que que havia um Europeu, relembrando a gesta de 84, de ver aquele Homem-Aranha a faezr defesas impossíveis e a reduzir Platini a um menino que brinca na praça de Marselha com uma bola de trapos. Não é preciso escrever muito: Bento é o maior e no par-ou-ímpar que estão a fazer,~onde quer que seja o campo de futebol para onde ele foi, os outros guarda-redes arredam e dão-lhe espaço - ele é o primeiro a ser escolhido.

quinta-feira, março 01, 2007

O capitão


Sentado no sofá, ontem à noite, via eu o Sporting-Académica, quando uma jogada leva o perigo à área dos lagartos: uma bola, cruzada por Vítor Vinha provoca um desentendimento entre Ricardo, o keeper leonino, e Anderson Polga, o Corcovado da defesa sportinguista, mas o brasileiro consegue resolver a situação cortandom para fora. O comentador justifica a situação: "Polga não terá ouvido Ricardo."
Isto leva-nos a um dos maiores problemas do futebol moderno: a voz do capitão de equipa. Na ausência de Custódio, era Ricardo quem desempenhava esta função no Sporting no jogo de ontem; e sinceramente, é uma péssima escolha para sub-capitão. Quem já ouviu a voz de Ricardo, algures entre a falta de ar de um tuberculoso e o esganiçar de uma peixeira do Mercado sabe do que falO: torna-se impossível imaginar 10 jogadores de uma equipa a respeitarem aquela vozinha de melro.
Todos os grandes capitães de equipa que conhecemos têm vozes decentes. Com a devia excepção de Cristiano Ronaldo (e o seu problema em transformar os "s" em "sh", como qualquer jogador de futebol tipo), a nossa selecção sempre se pôde orgulhar de cumprir esse critério vocal de liderança: Fernando Couto, Figo, Pauleta, mesmo o queniano Costinha... todos têm uma voz de respeito, um berro que coloca todos em sentido, que impele as tropas a remexerem dentro de si mesmas, a darem a vida pela equipa, a deixarem a pele em campo; e se formos a pensar em todas as grandes equipas europeias, facilmente chegamos à conclusão que o goloden boy do Montijo está claramente deslocado: alguém imagina John Terry a berra como se alguém lhe estivesse a apertar os tintins? Ou Puyol, do Barcelona? Ou Maldini, do Milan?Claro que não!
Por isso, Polga nunc a podia ter ouvido Ricardo naquele lance: pensou, e justificadamente, que aquele "É minha!" fosse de algum garoto na bancada, a faezr um choradinho para a mãe. Ricardo é o melhor capitão do mundo apenas numa situação: amordaçado, sem luvas e a defender penaltis de ingleses.

sábado, fevereiro 24, 2007

Tio Bruno, quero apostar nos Óscares no Betandwin. Dás-me umas dicas?

POis concerteza, caro amigo. Na verdade, há algumas categorias em que a coisa é praticamente trigo limpo, farinha amparo; outras porém oferecem mais resistência e é nessas que vou pelos menos pôr as coisas em perspectiva. É necessário notar que os Óscares nunca forma propriamente um ocncurso de quem é o melhor, mas mais de quem está a jeito para levar o prémio. é muito raro poder-se dizer que o melhor ganhou, mesmo dentro da subjectividade em que existe esse conceito de "o melhor". Exemplos? Temos alguns recentes: "Shakespeare in love" bateu "Saving private Ryan", na corrida de melhor filme; "CRash" bater "Brokecback mountain"; e claro, naquele que é um dos temas da edição deste ano, Scorsese nunca ter levado nadinha para casa. Nos últimos anos, os critérios de atribuição têm mudado entre votantes. Se até recentemente se privilegiava o sentido de espectáculo acima do conteúdo, ultimamente, apesar de tudo, as fitas tidas como significativas e importantes surgem como apostas certas. Sendo assim, vamos dar a uma olhada às categorias que ainda estão meio enevoadas.

ACTOR SECUNDÁRIO

Embora as coisas pareçam arrumadas, há ainda dúvidas (talvez porque mesmo agora, a expressão "Eddie Murphy ganhou o Óscar" continua a soar tão bizarra como seria há 15 anos atrás. A meu ver, há dois homens que não deixam dormir Murphy descansado: Alan Arkin, pelo intatável, mas carismático avô de "Little miss sunshine" e Mark Wahlberg, no tour de force que é o seu papel em "The departed". porquê temê-los? Simples. A Academia adora homenagens a veteranos e quem melhor que Alan Arkin para desempenhar esse papel este ano? Ainda por cima, actor secundário é uma daquelas categorias que se presta a homenagens a injustiças e perfeita para consagrar pessoas que há longos anos trabalham na indústria e merecem reconhecimento. Wahlberg, por outro lado, é a definição do que a categoria deve ser: um actor secundário, alguém que está lá, dá força à história, ma sé um personagem de apoio. E os actores, que são a maioria dos votantes aqui, gostam desta definição.

REALIZADOR

Ok, ok, é o ano de Scorsese. Mas quando metem Clint Eastwood ao barulho, assusto-me sempre, pois parece que o coração dos votantes fraqueja. Não, por favor! A madlição Scorsese tem raízes no interior de uma Aacademia conservadora e o mais icnrível é que o italo-americano tem sido batido nos cenários mais incríveis: perdeu contra actores que se estreavam como realizadores (Robert Redford, Kevin Costner (!), criminosos perseguidos pela lei americana (Roman Polanski), contra o próprio destino (quer dizer, Eastwood ganhou-lhe há dois anos num golpe de teatro nas últimas duas semanas) e só por duas vezes surgiu como underdog (quando Barry Levinson e Steven Spielberg eram os claros favoritos nestas categoria). Por este historial, e só por esta razão, esta categoria é nebulosa. Qualquer realizador normal, que tivesse ganho os prémios que Scorsese ganhou até agora nestas awards season, seria imediatamente declarado como claro favorito. E atenção a Paul Greengrass: às vezes, esta categoria revela grandes surpresas.

MELHOR FILME

Não me lembro de outro anos em que esta categoria estivesse particularmente tão impevisível. Muito rapidamente, prós e contras

- "The departed" - É aquele que melhores resultados alcançou nas bilheteiras, tem um grande elenco e uma equipa ténica competentíssima, mas é extremamente violento e não tem aquele aura de filme socialmente significante
- "The queen" - Uma obra séria eficaz, mas muito próxima da lógica de telefilme e demasiaod british
- "Little miss sunshine" - É o filme que aquece o coração e tem uma simpatia contagiante, mas falta-lhe a quase fundamental nomeação de melhor realizador e não tem aquele ar de obra importante
- "Babel" - O filme mais sério dos 5, uma obra politicamente importante sobre temas actuais; é porém demasiaod fragmentado e até pesado para o gosto de alguns votantes mais clássicos
- "Letters from Iwo Jima" - Tem Clint Eastwood, a ser louvado por ter feito dois filmes seguidos, mas num clima tão anti-bélico na comunidade artística norte-americana, cairá bem premiar uma obra que, ainda que anti-guerra, trate um conflito armado tão brutal?

Vistas estas pontas soltas, prevejo que tudo se desenrole assim (e é a primeira vez que faço esta previsão para todas as categorias, por isso desculpem qualquer erro...):

Melhor filme: "The departed" - Alternativa: "Babel"
Melhor realizador: Martin Scorsese - "The departed" - Alt.: Paul Greengrass, "United 93"
Melhor actor: Forest Whitaker - "The last king of Scotland" - Alt.: Peter O'Toole, "Venus"
Melhor actriz: Helen Mirren - "The queen" - Alt.: Meryl Streep, "The devil wears Prada"
Melhor actor secundário: Eddie Murphy - "Dreamgirls" - Alt: Matk Wahlberg, "The departed"
Melhor actriz secundária: Jennifer Hudson, "Dreamgirls" - Alt.: Abigail Breslin, "Little miss sunshine
Melhor argumento adaptado: William Monhahan, "The departed" - Alt.: Mark Fergus, Hawk Ostby, Alfonso Cuaron, Timothy J. Sexton and David Arata, "Children of men"
Melhor argumento original: Michael Arndt, "Little miss sunshine" - Alt.: Peter Morgan, "The queen"
Melhor filme de animação: "Cars" - Alt.: "Happy feet"
Melhhor filme estrangeiro: "El laberinto del fauno", Mexico; Alt.: "Des leben der anderen", Alemanha
Melhor documentário: "An incovenient truth" - Alt.: "Deliver us from evil"
Melhor fotografia: Emannuel Lubezki, "Children of men" - Alt.: Guillermo Navarro, "El laberinto del fauno"
Melhor direcção artística: Eugenio Caballero, Pilar Revuelta, "El laberinto del fauno" Alt.: John Myhre, Nancy Haigh, "Dreamgirls"
Melhor montagem: Thelma Schoonmaker, "The departed" - Alt.: Stephen Mirrione, Douglas Crise, "Babel"
Melhores efeitos visuais: John Knoll, Hal Hickel, Charles Gibson and Allen Hall, "Pirates of the Caribbean II" - Alt.: Mark Stetson, Neil Corbould, Richard R. Hoover and Jon Thum, "Superman Returns"
Melhor guarda-roupa: Milena Canonero, "Marie Antoinette" - Alt.: Sharen Davis, "Dreamgirls"
Melhor caracterização: David Martí and Montse Ribé, "El laberinto del fauno" - Alt.: Aldo Signorettio e Vitorio Sodano, "Apocalypto"
Melhores efeitos sonoros: Paul Massey, Christopher Boyes and Lee Orloff, "Pirates of the Caribbean II"
Melhor som: Christopher Boyes and George Watters II, "Pirates of the Caribbean II"
Melhor banda sonora: Javier Navarrete, "El laberinto dal fauno" - Alt.: Alexandre Desplat, "The queen"
Melhor canção: "Listen", "Dreamgirls" - Alt.: "Love you I do", "Dreamgirls"
Melhor curta-metragem: "Eramos pocos"
Melhor curta-metragem de animação - "The little matchgirl"
Melhor curta-metragem documental - "Two hands"

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

100 anos


É verdade, 100 anos de escutismo. Dia de festa para os mirins de todo o mundo, onde, com mais ou menos orgulho, me incluo. Parece que estamos de parabéns; continuemos a fazer a festa por mais 100 anos, pelo menos.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Lost in the island: 8


FLASHES BEFORE YOUR EYES

A primeira coisa que me ocorre dizer sobre o episódio passado é "What the fuck!?!?!". Há muito que não aparecia uma episódio verdadeiramente diferente em "Lost". Apesar de todos nós reconhecermos originalidade à nossa série preferida, convenhamos que, no seu básico, ela obedece a uma fórmula específica: correrias na ilha/desventuras na praia e flashbacks no intermédio. No entanto, agora deparámo-nos com um episódio em que 70% da acção de desenrola fora da ilha, sem que ficasse claro exactamente o que se estava a passar...
Mas já lá vamos. Desmond foi o foco deste número 8, e já estava na altura de se começar a desvendar algo sobre o misterioso escocês, que começou como personagem de paisagem no inicio da segunda série e foi crescendo até se tronar num dos favoritos dos fãs, o que contribuiu para que o seu papel na série fosse crescendo. Desmond é uma espécie de coração da série, com a sua relação de "amantes com o destino escrito nas estrelas" com Penny, a mulher que acaba até por continuar a procurá-lo e, como sabemso, encontrar. Se nunca m
ais ouvimos falar de Penny, sabíamos que Desmond ganhou, aparentemente, a capacidade de prever o futuro (como Hurley definiu numa frase histórica, "That man... He sees the future, dude"). Será nesse contexto que teremos de enquadrar tudo o que vimos do passado (?) de Desmond. Como fiquei algo confuso com toda a situação, quis consultar em primeiro o meu teórico Lost favorito, Jeff Jensen, da revista Entertainment weekly, e aparentemente, há 3 boas hipóteses de explicação.

A prmeira é uma tradução literal do título do episódio: "Flashes before your eyes". Quando estamos prestes a morrer, e lembremos que todo o flashback começa com desmond a rodar a chave na Hatch, diz-se que a nossa vida passa à frente dos nossos olhos. Os autores poderão ter desejado traduzir isso numa espécie de viagem no tempo, dando-nos a sensação de que havia algo mais do que a trip into memory lane.
A segunda relaciona-se com uma obra mostrada no episódio anterior, "A brief history of time", do físico Stephen Hawking, que entre outras coisas, disseca o conceito do continuum espaço-tempo (não adormeçam, fanáticos menos hard-core, ainda voltarei a Lost puro) e os buracos negros como túneis temporais, que era, assim só por acaso, a página que o Aldo, o tipo dos The others que se arriscou a levar um tiro no joelho, estava a ler. Pode ter sido uma viagem no temo, amplificada e posibilitada pelos pdoeres magnéticos da ilha, libertados quando Desmond rodou a chave, Nesta perspectiva, Desmond teria absorvido os poderes magnéticos da ilha para manipular a circulação do tempo.
A terceira prende-se com a Dharma e com uma lavagem ao cérebro por eles feita ao escocês, onde inseriram memórias pré-fabircadas, como a Senhora Aterradora da loja de anéis. Lembremo-nos que algumas das experi~encias da Dharma se prendem com Psicologia.
Mais detalhes das 3 teorias, vão a http://www.ew.com/ew/article/0,,20012336,00.html. Está lá tudo; escolham uma e divirtam-se.

Coisa boa da semana: a forte possibilidade de o Charlie quinar. Que maravilha!

E amanhã há mais: Jack novamente da liça. Não se fartam do doutor. E promessa da resoilução de 3 mistérios pendentes. Estou para ver.

Review rápida: "The queen"


"The queen", de Stephen Frears será, porventura, o filme que menos se percebe ter sido nomeado para um Óscar de melhor filme. Não porque seja mau, mas porque nao será exactamente um objecto de cinema: toda a sua lógica e aspecto devem mais ao telefilme. Por causa disto, a obra que trata dos cinco dias que se sucederam à morte da princesa Diana e do impacto deste evento nas relações entre a Monarquia, o governo do recém-empossado Tony Blair e o povo britânico perde grande parte do seu poder potencial. Stephen Frears tem uma realização sóbria, da clássica escola britânica (o que, vindo do autor que já nos ofereceu a transgressão em "A minha bela lavandaria", "Anatomia de um golpe" e "Dirty pretty things", é uma surpresa não só formal, mas temática, com a devoção ao establishment) e limita-se a ficar fora do caminho, porque sabe que há um trunfo que o filme tem, para lá do conciso e muito bem construído argumento, e que deve ser jogado constantemente: Helen Mirren, cuja performance como a personagem titular do filme é pouco menos que excepcional. Mirren não se limita a fazer uma imitação: desmonta as nossas concepções da rainha como figura pública, mostra-nos o seu lado íntimo e divide, através do domínio cabal da expressão facial, os dois lado distintos no interior da monarca. Existem outro bons actores no filme (Michael Sheen, como Tony Blair, tem também uma interessante interpretação, assim como o sempre confiável James Cromwell) e Frears faz um retrato diferente da família real do que estamos habituados, justificando as suas atitudes e, até certo ponto, levando-nos a aceitá-las como as mais correctas. Tendo em conta a imagem sagrada que o público tem de Diana, é obra. Numa nota pessoal, nunca percebi a comoção toda em volta da morte de Diana. Mas enfim, também nunca percebi o fascínio em redor de Inês de Castro, e as duas têm pelo menos uma coisa em comum....

Enfim, um bom filme para verem em casa, como eu vi, e helen Mirren vai mesmo ganhar Melhor acrtiz. Não duvidem disso.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Pergunta parva

POrque é que, quando atendemos o telefone, perguntamos "Estou?"? Estamos a duvidar da nossa própria existência?

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Contraditório

Lá por achar o dia doas Namorados uma data inútil e até parva, não queri dizer que não seja um romântico:




Não é a minha cena romântica preferida, mas é muito boa. E vocês? Quais as vossas?

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

14 de Fevereiro

Já houve uma altura em que me mostrava ácido e azedo pelo dia dos Namorados. Agora, sinto-me apenas sarcástico; e algo confuso. Isto porque, a meu ver, o dia dos Namorados não tem razão de ser. E antes que quem está preso a outra metade comece a reclamar, vamos lá a pensar: há realmente motivo para os namorados terem um dia especial para eles? É que se a resposta, a vida de namorado deve ser realmente má, para nmecessiaterm de uma altura fixa e específica no ano em que dizem: "Hei, vou dar um prenda à pessoa de quem gosto mais!" ou "Eh pá, a minha namorada é mesmo bestial! Hoje vou fazer-lhe algo de especial!" Se precisam de dia 14 para isto... é melhor reverem seriamente o que se passa na vossa relação.
E porquê dia 14 de Fevereiro? Será por estar frio, o que dá mais uma razão para os namorados se aquecerem um ao outro?

Há dias do não-fumador, dias de luta contra doenças e flagelos sociais, dias de pessoas importantes. Àparte da categoria de doença, não vejo onde é que o dia dos Namorados possa encaixar nas categorias supra-mencionadas. Mas isto sou só eu a dizer... Se calhar até é bom que haja um dia dos Namorados. Porque também há pessoas que não ligam à sua metade durante o resto do ano. Se calhar, o dia 14 é para eles.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Lost in the island: 7


E acabou o sobressalto! "Lost" está de volta, o mundo voltou à sua normalidade aparente e todos nós, lostómanos, podemos voltar novamente a ficar meia semana pedrados e a outra meia à espera da dose seguinte.
O episódio de regresso foi nada menos que potente. Não terá sido o mais brilhante de todos, nem, como li algures, o melhor da terceira série. Mas foi talvez aquele que melhor condensou aquilo que me leva a adorar "Lost": pontas de mistério, um ritmo alucinante, as relações entre os personagens e o humor desconcertante (neste episódio, Sawyer brindou-nos com mais alguns dos seus epítetos, o meu preferido "Xnea", aplicado a Alex.) Nnum episóido sobre Juliet, ficámos a saber que a dominadora e algo assustadora Juliet fora no passado uma especialista em fertilidade a quem o insulto Xoninhas não faz justiça. Para além das transformações físicas que todos nós conhecemos, a ilha faz algo também à personalidade das pessoas. Parecendo que não, o flashback acabou por ser bastante revelador sobre alguns pontos da mitologia anteriormente abordados e que agora ficam mais claros: a obsessão por crianças, a perseguição a Claire e porque raio é que o Ethan tem cara de pedófilo. Mais uma vez, os argumentistas criaram em mim uma vontade de lhes fazer uma espera, ao colocarem o pão na boca do espectador para logo a seguir tirar e fazer caretas: a cena em que Tom (aka Zeke, aka Mr. Friendly, aka o personagem gay da série) responde a porque é que eles não levaram Ben para ser operado fora da ilha, visto que tem aceso ao exterior. "Ah, desde que o céu se tornou púrpura que.... Olha, olha, rompeste uma artéria!!!"
E a cara de corno com que Sawyer ficou quando Kate se desmancha a chorar ao relembrar o seu primeiro momento com Jack? O nosso médico, aliás, acabou por levar a sua avante, apesar de prever que o espera uma jaula. Juliet, essa parece-me que também experimentará o cativeiro.
Já agora, mais alguém fez as contas como eu? Juliet veio para a ilha no dia 11 de Setembro de 2001. Apenas curiosidade?
O momento mais alucinante do episódio não foi o tiro que a loura espetou a Danny (preferia que tivesse sido Sawyer a fazê-lo), mas sim a cena à la Laranja Mecânica, em que Carl, namorado de Alex (que toda a gente ficou espantada por saber que era filha de Ben... Hello? Já tinha sido referido e claro que não é filha biológica, mas sim adoptiva!). Isto confirma um lado profundamente sinistro dos The Others: aquilo era, indubitavelmente, uma lavagem ao cérebro e em simultâneo, um colocar de ideais que convêm. Será a ilha a base de uma seita comportamental? Um caso a ver.
Bem, qualquer coisa, é comentarem aqui! Previsões: Kate não se vai ficar e irá buscar Jack; o estado momentaneamente debilitado de Ben criará conflitos de poder nos The Others; e o Charlie tem de levar um balázio!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

A segunda vinda


"Lost" regressa amanhã. Isto quer dizer que as palavras júbilo, regozijo e orgasmo serão insuficientes e um eufemismo para descrever o meu estado de espírito. Tendo em conta o meu momento mral actual, chega na altura ideal.

Clássico


Seja em que área artística for, há sempre um enorme bruá quando se discute se determinada obra é ou não um clássico. No cinema, por vezes, a coisa chega a envolver pancadaria, ou pelo menos berreiro de mercado. É difícil de arranjar critérios para essa definição: será o tempo que passou desde a estreia do filme? A sua importância artística? As novidades técnicas por ele utilizadas? A importância da mensagem?
Bem, não sou eu, certamente, que vos vou explicar. Há teóricos de cinema que fazem desta discussão o sue passatempo preferido. Na minha opinião, um clássico é aquele filme que, mesmo tendo sido feito há 50, 60, 70 anos, ainda me faz vê-lo sem nunca pensar que tem essa idade. Por isos é que "Citizen Kane" ou "Casablanca" ou, para não metermos só filmes americanos, "Les 400 coups" são clássicos. Fazem hoje tanto sentido como da primeira vez em que alguém os viu. Deixam marcas em nós.
Apanhei, por acaso, um desses filmes. Chama-se "Janela indiscreta", foi realizado por Alfred Hitchcock e sempre que o vejo, tenho de o ver até ao fim. Isto porque tudo encaixa: Grace Kelly nunca esteve tão luminosa, James Stewart é como Cary Grant, está sempre bem quando faz dele prórpio, o argumento tem falas incríveis entre os dois personagens e a tensão, do mistério, sexual e romântica, é constante do princípio ao fim. O tema principal do filme é o voeyurismo, praticado pelo personagem de Stewart, que se vê obrigado a ficar sentado numa cadeira de rodas durante várias semanas e tendo como único entretém ver o que fazem os vizinhos, o que é, no fundo, aquilo que fazemos enquanto espectadores de cinema. É um filme, portanto, sobre quem vê; e nesse sentido, faz também de nós personagens de um clássico. Hitccok era bom a este ponto.

sábado, fevereiro 03, 2007

Quando a vontade não chega

"Nome de código: Sintra" foi anunciado pela RTP como uma série inovadora em Portugal: com um orçamento de milhão e meio de euros, foi bastante cara para os padrões nacionais e tinha o objectivo ambicioso de entrelaçar uma intriga modera moderna, de suspenbse e mistério com outra paralela, mas passa no século XIX, e descrita na seminal obra "O mistério da estrada de Sintra", de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão. Foram buscar aquele que, para mim, é o melhor realizador a trabalhar na TV portuguesa, Jorge Paixão da Costa, e tinham um elenco de grandes actores, emcabeçados pelos sempre estimáveis Margarida Marinho, Fernando Luís, Adriano Luz e José Wallenstein. No entanto, a série espalha-se em toda a linha, e por uma razão muito simples: por detrás do chamariz da inovação, estão todos os defeitos que enchem a ficção portuguesa de há iuns anos para cá.
O primeiro dos falhanços vai dar sempre ao argumento: a tentativa de crirar uma coisa moderna e escorreita é louvável, mas quando não se tem unhas para arquitectar duas histórias separadas, ainda por cima em épocas distintas, mais vale ficarmo-nos por uma. Compreende-se que existe um paralelo importante para o enredo, mas a repetição exaustiva de flashbakcs e a falta de interesse que tanto uma intriga como outra acabam por ter estraga tudo. A história demora a avnçar e os personagens tê, na sua maioria, a espesura de uma filha de papel. NUma cena em que uma personagem feminina está deitada no sofá e relembra uma troca de beijos com um namorado com quem acabou, a música melosa indica-nos que é suposto sentirmos pena. Até sentíamos... se nos arranjassem maneira de termos investido emocionalmenmte nos personagens. Acho que esse é o problema dos argumentistas portugueses: não percebem que não são as situações que criam que vão fazer-nos tyrocer pelos personagens, mas sim a nossa relação com as próprias personagens. Isso é o mais importante. Pequenos pormenores.
A segunda razão vai dar á realização. Paixão da Costa é o homem por detrás da melhor série de TV de smepre em Portugal, "Polícias", e aí estava como peixe na água. No entanto, aqui, ele e o director de fotografia ocupam-se de belos planos de paisagens sintrenses e das faces dos personagens; no entanto, quando a acção enrijece e há uma ou outra perseguição ou explosão, adopta-se o grande plano e acabou. Claramente, Paixão da Costa não tem visto televisão nos últimos 7 an os e não sabe da existência de steadycam alpicada ao médium televisivo, como acontece em "24" e "Lost".
Terceiro, os actores. Há boas interpretações e até revelações (Diana Costa e Silva é um exemplo), mas quando se passa dos veteranos para os mais novos, a diferença é tão abissal que certas cenas, supostamente dramáticas, se transformam em momentos involuntários de riso. Há bons actores jovens em Portugal e alguns nem são muito difíceis de encontrar.
Em suma, louva-se a intenção, mas o resultado fica bastante aquém das expctativas: tiques habituais, como cenas de sexo a despropósito, diálogos inverosímeis e pontos de narrativa que vão dar a lado algum já podiam acabar. Para quando ficção televisiva à séria em Portugal?

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

House quotes 2


Dr. House: I believe drug addicts get sick. Actually, for some reason, they tend to get sick more often than non-drug addicts.

Dr. Cameron: [Referring to Stacy] The woman you used to live with.
Dr. House
: That's her Indian name. On her driver's license it's Stacy.

Dr. House: You know how they say, "you can't live without love"? Well, oxygen is even more important.

Dr. House: I'm happy to report that we are now so in sync, we're actually wearing each other's underwear.

Dr. Cuddy
: Dr. Sebastian Charles collapsed during a presentation at Stoia Tucker.
Dr. House
: Really? Crushed under the weight of his own ego?

Dr. House: Do you notice how all the self-sacrificing women in history; Joan of Arc, Mother Theresa, can't think of any others; they all die alone. The men, on the other hand, get so much fuzz, it's crazy.

O que é o sentido de humor? II

Acho espantoso que toda a gente diga que tem sentido de humor. Isso não pode ser. Algures, por aí, têm de existir carrancudos, gente que não sabe rir com uma piada e malta profundamente insuportável. O sentido de humor não é rir a torto e a direito, nem ter sempre um sorriso na cara. È bem mais que isso. É saber, em primeiro, fazer piadas consigo mesmo, respeitar os limites de humor dos outros e aceitar que os outros toquem nos nossos próprios limites. Se conheço muita gente que diz ter sentido humor, não há muitos que cumpram estes critérios.
A nível pessoal, de 0 a 20, acho que o meu sentido de humor se situa para aí no 14. Não tenho grandes problemas com a maior parte dos limites que habitualmente são colocaods pelas pessoas (religião, pessoas com deficiências físicas, catástrofes humanitárias, doneças graves estereótipos raciais e sexuais), e para além disso, compreendo a personagem House. Por outro, embora faça humor com as minhas próprias incapacidades e deficiências, não sou capaz de me libertar de mim próprio e, para além disso, tenhon esse hábito de usar o meu sarcasmo como um ariete que invade a paz do outro. Sou cheio de arestas.
O sentido de humor, esse de encontrar um lado mais leve em tudo e de saber que as piadas se opdem construri em desgraças, desde que haja um determinado gosto, é uma coisa hoje em dia impossível de ocnsgeuir, quando o politicamente correcto passou de movimento civil a doença e as pessoas começam a regressar a posturas intelectuais humorísticas que muito devem aos tempos medievais ( e acreditem que uso a palavra medival com toda a propriedade). Desde que uma amiga minha me disse, com um ar completamente sério, que tinha de ter cuidado com o que dizia sobre determinados temas, nomeadamente religião, e se justificou com o "Oh pá, não é correcto fazeres isso", perguntei-me a mim mesmo se o humor tem simplesmente função de palhaço. Eu acho que não: tem a função de ser mimo. Os palhaços divertem e fazem rir; os mimos comovem e fazem pensar. Embora sejam profundamente irritantes, mas enfim, que habitualmente faz humor arriscado, acab também por sê-lo.

O que é o sentido de humor?

A questão do aborto, a propósito do referendo do próximo dia 11, tem agitado a sociedade portuguesa nos últimos tempos. É um bocado parvo que assim, seja, proque tem o país tantos problemas para resolver e anda-se a discutir algo que, a meu ver, não tem qualquer importância, porque a lei actual é estéril: os crimes dão-se, mas as punições não aparecem, por isso qual a diferença entre isto e o aborto ser despenalizado? Quase nenhuma; e não me venham com a história da vergonha, porque em terras pequenas tudo se sabe. Se a mulher não for ao tribunal, mais tarde ou mais cedo, circulará o boato de que abortou, o boato transforma-se em facto, o facto em certeza, a certeza em fama duradoura. Acho que todos vocês sabem como funcionam os meios restritos.
Um dos campos onde toda esta problemática tem lançado sururu é o do humor, com o quarteto Gato Fedorento a estar no centro da discussão. Não vou gastar palavras a defendê-los, porque eles não precisa de ajudar para se defenderem. Mas toda esta situação me levou a pensar sobre o conceito de sentido de humor, que muita gente diz ter. Este conceito, neste caso específico, liga-se ao de liberdade de expressão. Convenhamos: um humorista não é um jornalista e mesmo que fosse, é antes disso um cidadão. Por isso, se quer dar uma opinião num texto seu, ou num sketch, dá e acabou. Que temos nós a ver com isso? Malta chico-esperta defende-se com "a RTP é paga cm o nosso dinheiro". E então? Antes do "Diz que é uma espécie de magazine", o professor Marcelo Rebelo de Sousa tem o seu espaço, onde defende o Nâo. Alguém o critica? Negativo, e acho que bem que não critiquem. Duas opiniões diferentes podem coexistir na mesma estação de televisão. É a chamada pluralidade de opinião, um conceito essencila num estado democrático. Li algures que sub-repticiamente, a RTP está a passar a mensagem socialista do Sim no referendo. Eu tenho uma opinião diferente: imediatamente a seguir a um "Prós e contras", onde a interrupção voluntária da gravidez foi o principal tema, a RTP passou o conhecido filme "7 noivas para 7 irmãos", um bonito imbróglio de amor e casamento que só fica resolvido quando nasce uma criança e as 7 noivas podem casar com os 7 irmãos. É subtil, claro, mas está lá.

P.S: Uma paróquia de que não me recordo o nome passou a crianças de escolas folhetos com uma bonita carta de um bébé abortado (dando a entender que o aborto traz, em si, crianças sobredotadas ao mundo), acusando a mãe de dedo em riste e perguntando, entre outras coisas: "Como é que deixaste que me cortassem aos pedaços e me atirasem para um balde?". É bonito. Exijo à mesma paróquia, como cidadão interessado, que dêem direito de resposta à criança que acabou por nascer, mas é hoje em dia espancado pela avó, violado pelo padrasto e ande na rua a roubar e a consumir drogas. Acho que devemos todos assumir a hipérbole.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Reverso da medalha


Mas no campo das coisas boas, já só falta uma semana.

Lições dos últimos dias

1 - Não te esforces a trabalhar que não vale sequer a pena

2 - Já devia ter aprendido que, regra geral, nem vale a pena mostrar preocupação pelas pessoas

3 - Ser aquilo que se espera de mim: é tão mais confortável para todos os outros...