segunda-feira, janeiro 29, 2007

Heróis

Embora ainda não seja público, sabe-se que, depois da versão portuguesa de "Lost" e da possível produção de uma série chamada "NLDR", a RTP se prepara para adaptar um outro programa estrangeiro para a realidade portuguesa. Falo de "Heroes", onde um grupo de pessoas descobre que tem super-poderes. Na verdade, há duas hipóteses de isto se concretizar, mas a que tem mais probabilidades é, sem dúvida, a que seguirá o resultado do concurso "Grandes portugueses". Assim, a versão portuguesa de "Heroes" chamar-se-á "Grandes portugueses" e trará uma nova visão das figuras da História Portuguesa, que dão por si, estranhamente, no século XXI português, com incríveis poderes, sem fazerem ideia de que há outras pessoas com idêntico potencial. Os espectadores seguirão os personagens enquanto se encontram uns aos outros e formam uma equipa. O blog "I'm a complex guy, sweetheart" teve acesso à lista dos dez personagens principais e respectiva descrição de personagens. Deixamos hoje aqui os primeiros 4.


Nome: Toli Salazas
Identidade secreta: António de Oliveira Salazar
Poder: Convencer largas dúzias de pessoas de que é um tipo porreiro; mais do que super-poder, é a sua esfera de influência e o seu grupo de capangas que o tornam um herói poderoso
Primeira aparição: Surge na série na festa do Avante, espancando Lagarto da Viola (AKA Sérgio Godinho) perante dezenas de espectadores e dois ou três comunistas.
Ponto fraco: Mobiliário de escritório
Principal inimigo: Carpinteiros. Por isso retira sempre especial prazer quando o Paços de Ferreira perde para o campeonato


Nome: José Felisberto Mafamude
Identidade secreta: Fernado Pessoa
Poder: Consegue multiplicar-se no máximo até 46 entidades
Primeira aparição: À bulha consigo próprio, enquanto Alberto Caeiro tenta apaziguar uma zanga entre Álvaro de Campos e um dealer de ópio
Ponto fraco: Incompatibilidade entre heterónimos
Principal inimigo: Ele próprio


Nome: Super-carimbo
Identidade secreta: Aristides Sousa Mendes
Poder: O Carimbo mais rápido desta lado do Reno
Primeira aparição: Tentando ajudar uma família ucraniana e conseguir um barraco na Damaia.
Ponto fraco: O facto de ser natural de uma terra com o nome parvo de Cabanas de Viriato. Para além disso, desde cedo mostra ter atritos com Toli Salazas, por terem feitios incompatíveis.
Principal inimigo: Oskar Schindler


Nome: Rei de espadas
Identidade secreta: D. Afonso I (vulgo D. Afonso Henriques)
Poder: Super-força, voz grossa, espadalhão
Primeira aparição: Regressando á vida em Guimarães e passando dois minutos a chorar copiosamente quando se apercebe de que o Vitória está na Segunda Liga
Ponto fraco: Arranquem-lhe a barba, arrancam-lhe a força; problemas com a mãe
Principal inimigo: José Sócrates, mas também os restantes líderes partidários, mais o paleio da tanga de Odete Santos e o Cardeal Patriarca, que lhe querem estragar a obra. Para além disso, outros 9.999.990 de portugueses não o curtem muito por ter fundado o país.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Bate certo

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Road to Oscars 2007: "Little mis sunshine"


Como já fiz, há algum tempo, a review de "The departed", "Little miss sunshine" não abre a minha oscar season de análise dos nomeados. No entanto, a saga oscariana continua.
Tentando ser conciso, "Little miss sunshine" (LMS) é um, vá lá, melodrama bizarro sobre uma família disfuncional aind amais bizarra. Vindo do mundo da criação independente, e distribuído pela divisão indie dos estúdios Fox, a Fox Searchlight, tem assim uma temática particular ao sugénero independente do cinema dos EUA, com personagens estranhas, ligadas familiarmemte entre si e que mostram no ecrã uma atmosfera familiar fora do comum. Embora não parecendo, o ponto de partida é um cliché. A pedra de toque do filme é um concurso de beleza infantil, em que participa a mais nova do clã, Olive (Abigail Breslin), sendo que a restante família se decide, a bem ou a mal, a acompanhá-la. Por isso, um pai demasiado obcecado com o sucesso e com a dicotomia vencedor/perdedor (Greg Kinnear), uma mãe que tenta segurar a família, como quase todas a mães tentam (Toni Collette), um filho mais velho que se recusa a falar e lê Nietzsche (Paul Dano), um avó cocainómano e com um boca suja (Alan Arkin) e um tio gay e suicida (Steve Carell) embarcam numa carrinha Volkswagen amarela, e a cair aos bocados,e decidem encetar a viagem de Albuquerque até à Califórnia.
Realizado por Jonathan Dayton e Valerie Faris, é aquilo a que se pode chamar um filmaço. Primeiro, porque o argumento de Michael Arndt é em si uma pequena pérola. Não nos atira com moralismos à cara, apresenta-nos personagens que nunca nos soam a arquétipos, por isso são-nos reais, e com uma análise dos conceitos de família e normalidade incrivelmente directa, mas nunca com ar de quem quer dar uma lição. Enche tudo de pequenos pormenores (desde os problemas da carrinha até aos pequenos problemas que cada personagem enfrenta). Além disso, executa a escalpelização definitiva da obsessão americana com concursos de beleza. O casal de realizador, vindos do videoclip ("Tonight, tonight", dos Smashing Pumpkins", é deles, tentam não se meter no meio do argumento, e conseguem-no, o que já é muito. Há pormenores particularmente deliciosos, embora no geral a realização seja apenas boa.
LMS tem a sorte de contar com excelentes intérpretes, onde se destacam, naturalmente, Abigail Breslin, como uma menina de que é impossível nao gostar, e Steve Carelll, um dos grandes esquecidos dos Óscares deste ano. A sua interpretação é superior à de Alan Arkin, que foi nomeado, em tudo: a sua performance, por vezes de levar às lágrimas do riso, é assombrada pelos seus olhos, melancólicos, por onde passa uma tristeza imensa, fazendo lembrar Bill Murray nos seus tempos recentes.
Gostei mesmo deste filme. Aliás, um filme que inclui Sufjan Stevens na sua banda sonora é à partida uma coisa com gosto. E quantas fitas viram nos últimos anos que vos fazem querer, na sequência final do filme, aplaudir de gozo completo perante uma das redenções mais estranhas de personagens jamais vistas? Vale a pena descobrir o nosso inner freak.

Typecasting 1

Descubro um site, com montagens particularmente engraçadas, em que os frequnetadores são convidados a pegarem num actor e a fazer um poster de um filme fic´ticio com ele, baseado no tipo de personagens que qle einterpreta normalmente, o chamado typecasting. É como chmar o Morgan Freeman para fazer de velho negro com conselhos sábios para dar. Esse tipo de coisas. Aqui fica um exemplo, por hoje. Mais tarde, trarei mais.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Pontos a destacar nas nomeações

- "Dreamgirls", durante muito tempo dado como o principal candidato à vitória em "Melhor filme, não foi sequer nomeado. isto quer dizer que, e há muito que isto não acontecia, temos uma corrida para melhor filme completamente a erta e pode dar para qualquer um dos lados.

- "Volver", de Pedro Almodovar, também visto como o favorito desta categoria, não foi nomeado para Melhor filme estrangeiro. O mistério rodeia esta ausência. Claramente, e tendo em conta as suas outras 3 nomeações, isto abre caminho à vitória de "Pan's labyrinth", de Guillermo del Toro, o que confirma a crescente popularidade da fita nas últimas semanas.

- Jack Nicholson não foi nomeado. Penso que é o fim do factor Jack na Academia. No entanto, "The departed" manteve a sua posição, com Mark Whalberg. estranho, estranho, foi a não nomeação de di Caprio por este filme, mas sim com "Blood diamond"

- Maior número de actores negros nomeados de que há memória: 5 (Jennifer Hudson, Eddie Murphy, Forest Whitaker, Will Smith e Djimon Honsou)

- Destaque também para os latinos: Adriana Barraza para Secundária, Penelope Cruz para principal, Iñarritu para realizador e Alfonso Cuáron e Del Toro para Argumento. Salma Hayek, quando anunciou as nomeações esta manhã, já ciciava de choro quando chegou aos nomeados para Melhor filme.

- Dois filmes não falados completamente em inglês nomeados para Melhor filme: "Letters form Iwo Jima" e "Babel"

- Scorsese volta a encontrar a sua nemesis: Clint Eastwood, o factor que veio desequilibrar tudo

- Mesmo com tudo isto, "Dreamgirls" é o filme mais nomeado (8 nomeações), seguido de Babel (7)

O início de tudo


Rever a primeira temporada de "The X-Files" é como regressar ao meu mito fundacional: se Portugal o tem em Guimarães, eu tenho-o nos idos de 95, nas sextas-feira à noite na 4 (hoje TVI). Era aí que me deliciava, à razão de dois por noite, com episódis dessa série que constriuiu certamente parte daquilo que eu sou hoje, criativamente e intelectualmente falando. Se eu tivesse que escolher uma lista das pessoas que mais me marcarm na vida, acho que os meus pais ficavam de fora, mas Mulder, Scully e Chris Carter estavam lá de certeza.
Vejo bastantes séries de televisão com muita qualidade, mas igual à imensa energia criativa que circulou nas primeiras 5 temporadas de "The X-Files", jamais. A dupla Mulder-Scully é parte desse encanto, não devido à tensão sexual existente entre ambos 8que a há), ma sporque são dois personagens incrivelmente complexos e simultaneamente interessantes de um ponto de vista de pop-culture. São umas das melhores parelhas jamais criadas em qualquer médium artístico. Parte deste sucesso desemboca em Chris Carter, que soube ser diferente. Para aqueles que dizem que "The X-Files" é filha directa de "Twin Peaks", aconselho visionarem as primeiras temporadas das respectivas séries e a traçarem conclusões. A criação de Chris Carter deve mais aos filmes de terro da Hammer e aos serials fantásticos da década de 70.
É por isso que, ainda hoje, a minha paixão não morre, está claro. Daqui a 30 anos, esta série será ainda lembrada como a grande criação que é, enquantou outras se desvancerão. Enfrentando o tradicional preconceito contra a ficção científica e o horror, digo que vi poucas séries tão intelectualmente estimulantes como "The X-Files". tenho pena que tivesse deixado, a certa altura, de fazer parte de um culto de poucos. Quando a coisa rebentou e se tornou fenómejno, senti como se me tivesem roubado qualquer coisa. E ainda me sinto: estou sempre à espera de ver Mulder e Scully a reaparecer em qualquer momento, seja numa qualquer escotilha ou mesmo num hospital, passando por um médico de bengala.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Melhor filme

Depois de tudo analisado previamente, penso que poso saltar desde já para a lista que penso constituir a mais provábel enomeração dos nomeados ao óscar de Melhor filme deste ano:

"Babel"
"The departed"
"Dreamgirls"
"Little miss shunshine"
"The queen"

Atenção a ultrapassagens na última curva por: "Letters from Iwo Jima"; "United 93"
Vindos do nada: "Pan's labyrinth"; "Children of men"

domingo, janeiro 21, 2007

Melhor realizador


Este é mais um ano de incerteza, tudo porque o princípio desta está instalado com a nomeação de Martin Scorsese: será que é desta que o homem, após 5 nomeações e 0 vitória,sa vai levar o Óscar para casa? É uma pergunta que ainda é cedo para responder, e obviamente que não é indiferente a nenhum apreciador de cinema este facto. Mesmo que mestres como Hitchcock, Altman ou Welles nunca tenham ganho o Óscar de melhor realizador e continuaem ainda assim a serem referências, com Scorsese é um caso àparte: parece uma birra pessoal.
Tendo em conta que Scorsese está certinho, o que nos sobra? bem, acho que por esta altura, Alejandro González Iñarritu é também um dado adquirido: "Babel" é o filme sério que dá jeito ter na montra dos Óscares, para mostrar que nem tudo são épicos e melodramas. Tendo estes dois, o resto é especulação e wishful thinking. Clint Eastwood tem hipótese dupla, com "Flags of our fathers" e "Letters from Iwo Jima", mas irão os votos dividir-se? Há uns anos, Steven Socerbergh conseguiu a proeza de ter nomeação dupla, mas este ano, Clint não tem aquele "show me the love" que carcateriza a sua relação com os membros da Academia. Há também Bill Condon, por "Dreamgirls", que será previsivelmente; mas se o filme não tiver nomeações em catadupa, Condon pode esquecer; Jonathan Daytone Valerie Fanris são uma dupla de realizadores responsáveis pelo sleeper do ano, "Little miss shunshine", mas jamais, em toda a história da Academia, uma dupla de realizadores foi nomeada. Um exemplo? Fernando Meirelles, para poder ser nomeado para melhor realizador em 2003, teve de assumir a responsabilidade total por "Cidade de Deus", que co-realizou com Katia Lund. Stephen Frears, por "The queen", é uma hipótese fortíssima: uma realização de tipo clássico, sóbria, discreta. A Academia gosta disso. Depois, temos as surpresas: conseguirá Paul Greengrass, por "United 93", surpreender tudo e todos, com um trabalho a todos os níveis notáveis? Haverá lugar para os estrangeiros Pedro Almodovar ("Volver") e Guillermo del Toro ("Pan's Labyrinth")? Logo se verá.

O mais previsível é as coisas se darem desta maneira:

Martin Scorsese - "The departed"
Alejandro González Iñarritu - "Babel"
Stephen Frears - "The queen"
Bill Condon - "Dreamgirls"
Clint Eastwood - "Letters form Iwo Jima"

Atenção a ultrapassagens na última curva por: Pedro Almodovar - "Volver"
Guillermo del Toro - "Pan's labyrinth"

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Dude, you are so gonna burn in hell!

É que é mil vezes pior que votar não neste referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez (a palavra aborto, estive a pensar, leva uma pessoa a fazer um juízo de valor imediato)!

Um homem de 33 anos foi detido ao início da madrugada de hoje, em Fátima, quando tentava furtar o dinheiro dos cofres para a venda de velas no santuário, anunciou o Comando Distrital da PSP de Santarém.

Segundo informação da polícia, o homem foi interceptado pelos guardas do santuário, que se aperceberam de barulho feito na tentativa de assalto, durante a qual estava a ser utilizada uma chave de fendas e uma maçaneta.

Questionado sobre a sua identidade e como se deslocara para Fátima, o suspeito disse que fora a pé e à boleia.

No entanto, o agente que o interrogava já vira o suspeito no interior de uma viatura, o que levou o homem a negar a primeira versão.

A polícia veio então a constatar que a viatura em que o suspeito se deslocara havia sido furtada, conforme queixa apresentada na GNR de Fânzeres, no concelho de Matosinhos.

Numa revista efectuada ao veículo foi encontrado um machado pequeno, um bastão improvisado, dois auto-rádios, uma faca, um punhal e quatro cartões de crédito, três dos quais roubados, por esticão, em Lisboa.

Segundo a PSP, o homem "é autor de diversos furtos de viaturas já recuperadas e em residências".

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Lamentável?


De cada vez que há uma descarga poluente num curso de água e que esta, por milagre, consegue chegar à imprensa nacional, o Governo é obrigado a fazer um comunicado. esse comunicado diz sempre o mesmo: "É um acontecimento lamentável." Correcto. Mas quando é que passar a ser punível?

Memórias

No meu post 400, sem celebração (como sugeriu alguém há uns tempos, o 500 é uma data mais simbólica), decidi escrever sobre aquilo que me levou a começar esta besta, vulgo blog. Acho que, pensando, já nem sei. Não posso dizer que sempre gostei de escrever. Acho que só adquiri essa mania por volta dos 15, 16 anos. Sempre tive visões escabrosas na minha cabeça e a única maneira, a mais simples, que tinha de a transmitir para o papel foi escrevendo. De facto, se há coisas que estão sempre comigo quando viajo são uma caneta e um caderno. Não é que tenha fraca memória, mas eu próprio já não consigo controlar a minha ânsia de escrever. Acho que o meu cérebro envia uma descarga que passa pelos terminais nervosos e chega à minha mão direita. É mais ou menos assim.
Já escrevi sobre escrever. Não é nada de extraordinário.

Há quem fale de falar, quem cante o cantar e que dance sobre aquilo que á da dança; mas se no caso destas 3 últimas actividades essa seja a forma mais correcta de o fazer, a melhor maneira de saber o que é escrever não é escrevendo: é sim lendo. Acho que só quando começamos a percorrer o labirinto de letras que compõe o texto é que nos podemos sentir atingidos pelo que ele encerra. Por vezes, encontramos lá um Minotauro, que nos sobressalta e assusta, faz-nos pensar em coisas que nos podem comer a sério; noutras, um tosão de ouro, uma espécie de alívio por sabermos que algu´me nos entende, e pensa como nós, ou pelo menos qualquer coisa que nos faça ter um sorriso na cara ou uma luz no nosso coração, quando as trevas o cobrem. Ler e escrever são duas actividades indistintas, porque toda a gente que escreve fá-lo para alguém. Mesmo quando dizemos "Isto é só meu", temos um bicho a pular cá dentro, desejoso de encontrar alguém de confiança para mostrar. Seja para conquistar um momento de comunhão, ou para ouvir um elogio pelo que escrevemos.

Nunca publiquei neste blog nada que fosse arrepiantemente meu. Nunca houve nenhum critério editorial explícito. Comecei-o como brincadeira e dou por mim assustado quando pessoas me dizem que o visitam todos os dias. Como se fose algo d eimportante; e acho que não é. Este blog é apenas uma bússola para alguém que se sente perdido, neste caso euque o escrevo. Sente-se perdido na vida, no mundo, nas pessoas. Às vezes, olho em volta e não percebo nada. E a minha confusão quer logo ser estampada. Tenho este blog para isso. essa confusão vem ácida, vem com arestas, vem bruta. Aleija. Porque é uma confusão perdida. A morada é lost in the island, porque todos nós nos sentimos ilhas de vez em quando. Ilhas sem pontes para lado algum.

Por isso, acho que temos todos a dizer "I'm a complex guy, sweetheart", de quando em vez. Porque somos complexos, em cada gesto, e o mais curioso é que nos tentamos descomplexar, a desconstruir-nos, no que fazemos e no que falamos. Este blog tem-se enchido de conversas da treta, temas importantes, sobre mim, sobre cinema, sobre futebol, sobre palermices invariáveis. Este blog é uma súmula daquilo que é a minha vida e daquilo que eu sou. E a maneira como eu escrevo, e aquilo que eu escrevo, são isso: pessoais, mas sempre transmissíveis. E mesm que não vos possa tocar, de qualquer maneira, sei que vos entro pelos olhos. Sem trocadilhos intencionais. :)

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Azar

Há quem diga que o cúmulo do azar é cair de costas e partir a pila. Pois bem, aqui deixo outro.

Pedro volta a ser operado

O infortúnio voltou a bater à porta de Pedro. O guarda-redes do Paços de Ferreira, ausente da competição desde Agosto com repetidas lesões no joelho esquerdo, voltou a lesionar-se esta terça-feira... escorregando em pleno departamento médico do clube pacense. Amanhã é operado.

Pedro vê assim o joelho ceder pela terceira vez em cinco meses, prolongando-se um calvário que teve início em finais de Agosto, quando rebentou os ligamentos num lance casual com um colega de equipa. Em Dezembro voltou a lesionar-se enquanto treinava sozinho e agora, um mês volvido e já com a fractura consolidada, preparava-se para fazer os primeiros exercícios de recuperação quando, esta manhã, escorregou no posto médico, fracturando a mesma rótula.

Resultado: Pedro será operado amanhã no Hospital de Santa Maria, no Porto.

Fonte: www.abola.pt

terça-feira, janeiro 16, 2007

Melhor actor


Não chegando à categoria do ano passado, a corrida para melhor actor deste ano está também recheada de interpretações bastante potentes. Uma delas, que será certamente nomeada, é a de Forest Whitaker, como o carniceiro ugandês Idi Amin, em "The last king of Scotland", um tour de force que tem ganho prémios a rodos. Embora, em teoria, seja uma interpretação secundária, o estúdio optou por colocá-lo nesta categoria, até agora com excelentes resultados. Perto de Whitaker, temos Leonardo Di Caprio, a concorrer com dois papéis, em "The departed" e "Blood diamond". Partindo do princípio que só será nomeado por um deles, parece-nos que em "The departed", Di Caprio faz lembrar um pouco o Brando de "Há lodo no cais" e dizer isto não é pouco.
Com estas duas certezas, podemos avançar com outras hipóteses: o star power de Will Smith pode arranjar-lhe a sua segunda nomeação, em "The pursuit of happynes", onde faz de pai lutador, tentando subir a pulso na vida; Peter O'Toole, que há anos, quando recebeu o Óscar honorário, prometeu que voltaria à acção, cumpre com "Venus", onde faz daqueles papéis que os actores adoram: o de actor em fim de carreira; Ryan Gosling, em "Half Nelson" para estar fulgurante, como professor viciado em cocaína; e muita atenção a Sacha Baron Cohen, por "Borat". Há muito amor por este homem! As nomeações devem ficar assim alinhadas:

Forest Whitaker - "The last king of Scotland"
Leonardo di Caprio - "The departed"
Will Smith - "The pursuit of happyness"
Peter O'Toole - "Venus"
Ryan Gosling - "Half Nelson"

Atenção a ultrapsassagens na última curva por: Sacha Baron Cohen, por "Borat"

Melhor actriz


Como em quase todos os anos, há pouco a dizer sobre esta categoria, sendo que há praticamente cinco nomes definidos, e que, convenhamos, 4 deles são para encher. Desde há alguns meses que se sabe que a vencedora será Helen Mirren, por "The queen", onde interpreta a rainha Isabel II e o sue comportamente nos dias após a morte da princesa Diana. Com isto, pouco mais fica por decidir, mesmo quem é nomeado. Por esta altura, é claro que Judi Dench, em "Notes on a Scandal", e Mery Streep, em "The devil wears Prada", são garantias (Streep é, previsivelmente, a única com poder de fogo suficiente para ter o 0,1% de hiótese de roubar a vitória a Mirren). Os restantes dois nomes são Kate Winslet, a eterna nomeada, por "Little children", e Penelpe Cruz, no mui amado Almodovar "Volver". Para quem sabe ler, as nomeadas são:

Helen Mirren - "The queen"
Meryl Streep - "The devil wears Prada"
Judi Dench - "Notes on a scandal"
Kate Winslet - "Little children"
Penelope Cruz - "Volver"

Melhor actor secundário


Contrariamente ao seu correspondente feminino, a categoria de Melhor actor secundário está bastante imprevisível este ano, quer no que diz aos nomeados, como ao próprio vencedor. Isto porque temos actores de diferentes estatutos e para todos os gostos a concorrer.
Dois nomes que, a meu ver, me parecem bastante garantidos são os de Eddie Murphy, por "Dreamgirls", e Jack Nicholson, em "The departed". Eddie Murphy tem a seu favor aquela impressão de que passou pelo tormento do lixo (e é só relembrar a fikmografia de Eddie Murphy pós "Bowfinger", para entrar nessa missão imposível que é enocntrar-lhe um filme de jeito em 7 anos), e isto aplica-se a outro candidato, que é Ben Affleck, pela sua interpretação em "Hollywoodland". Sobre a secura de Ben Affleck, nao são precisos comentários, parece-me. O facto de este ter ganho a Coa Volpi, o prémio de melhor actor no Festival de Veneza, é um garante de que estamos perante the real deal.
No entanto, no caso de Affleck, poderá não ser suficiente. Nicholson, apesar de veterano, está acima, por exemplo, de outro veterano candidato, Alan Arkin, em "Little miss sunshine", porque é simplesmente Jack Nicholson e todos votam nele. Para mais, outros nomes em disputa baralham as contas: Brad Pitt, em "Babel", parece ir bem e ao nível interpretativo, este parece ser um filme a ser privilegiado nos Óscares; Djimon Honsou, em "The blood diamond", tem sido falado insistentemente e é um daqueles actores intensos num papel ainda mais sofrido; ainda em "The Departed", Mark Wahlberg caiu no goto dos críticos e de quem faz previsões; Jackie Eral Harley, um actor desconhecido, mas já com alguma carreia, é outra daquela comeback stories de que se fazem as noites dos Óscares e em "Little children", parece estar imponente como pedófilo; e se "The queen" começar mesmo a arrancar nomeações, Michael Sheen, como Tony Blair, é também hipótese.
Com toda esta salada, a coisa pode ficar assim alinhavada:

Eddie Murphy - "Dreamgirls"
Jack Nicholson - "The departed"
Djimon Honsou - "The blood diamond"
Alan Arkin - "Little miss sunshine"
Ben Affleck - "Hollywoodland"

Atenção a ultrapassagens na última curva por: Brad Pitt, em "Babel"
Vindo do nada: Steve Carell, em "Little miss sunshine"

Declaro aberta a Oscar season


A partir de hoje, falta uma semana para o anúncio das nomeações para os Óscares. Seguindo o exemplo do ano transacto, este blog dará dicas acerca dos possíveis nomeados e amigos, para que limpem algum dinheiro dos vossos amigos que forem suficientemente burros para vos desafiar em apostas deste tipo.
Na últimas semanas, têm saído os prémios das associações de críticos, dos sindicatos de profissionais de cinema e ainda ontem foram os Globos de Ouro. Portanto, mesmo para os mais desatentos, o qquadro acerca dos nomeados a ser anunciados na próxima terça, e mesmo de possíveis vencedores antecipados, começa a formar-se. Da forma mais breve e sucinta possível, vou tentar abordar a situação nas principais categorias, e avanaçr com hipotéticos quintetos de lutadores. Começamos com Melhor actriz secundária.

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

As categorias secundárias de interpretação são normalmente um terreno complicado para se fazerem previsões. Este ano, no entanto, o raio de escolha não é assim tão alargado no que toca ao lado feminino desta contenda. Um nome que parece virtualmente certo, e a provável vencedora final, é o de Jennifer Hudson, por "Dreamgirls", que alia o facto de estar num filme por todos amado a uma história de sucesso súbito, tão do gosto da Academia (Hudson participou, e foi derrotada, na primeira edição do "American Idol", edição ganha, um pedaço de trivia, por Kelly Clarkson). Com esta certeza, há fortes possibilidades: "Babel", filme de A.G. Iñarritu, tem duas possibilidades, com Adriana Barraza e Rinko Kikuchi; Toni Collette, pelo critical darling "Little Miss shunshine", tem uma fanbase fixa na Academia, e Abigail Breslin, a criança que faz de sua filha no filme, preenche aquele cliché de criança prodígio que fica sempre bem nomear e Cate Blanchett, em "Notes of a scandal" já venceu este prémio. Portanto, tendo tudo isto em conta, as minhas previsões são:

Jennifer Hudson - "Dreamgirls"
Cate Blanchett - "Notes on a sacndal"
Rinko Kikuchi - "Babel"
Toni Collette - "Little miss sunshine"
Abigail Breslin - "Little miss sunshine"

Shipping up to Boston

Todos os anos, há um filme que eu apoio nas cerimónia dos Óscares. É mais ou menos como escolher uma equipa num jogo de futebol. O jogo em si até poder ter piada, mas sem puxarmos por um dos lados, falta paixão. Acontece-me isso. Este ano, a minha dama é "The departed"; por isso, em noite de Globos, não há melhor publicidade que o vídeo da principal música do filme, da autoria de uma irreverente banda de rock irlandês, os Dropkick murphys.

sábado, janeiro 13, 2007

Esperança

Voltei a ver a minha fé abalada em pessoas que conheço; mas desta vez, felizmente, nem sequer vou fazer um esforço para a recuperar.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Sorte


Entre so 300 talentos que gostava de desenvolver e que, por preguiça naturaloestúpida não desenvolvo, está a fotografia. Para alguém que quer ser realizador de cinema, seria algo de bastante importante ter na sua formação. Mas de cadsa vez que pego na máquina, inevitavelmente, não tento fazer fotos cool ou verdadeiros achados visuais. Inevitavelmente, vejo-me colado a rostos, a reacções de pessoas e especialmente quando não estão a olhar para a máquina. Acho que para compensar a minha falta de fotogenia, tento procurá-la nos outros.
No entanto, de vez em quando, o acaso junta-se e produz uma foto tirada por mim de que gosto mesmo. Não sei a razão, mas gosto. É a foto de cima. Há qualquer coisa na pose de cagão do meu irmão e no belíssimo cenário natural que lhe serve de fundo (made in Switzerland) que se torna numa combinação bizarra, no entanto lógica. Como se ele estivesse realmente convencido de que é bom por osmose do cenário em volta. De qualquer forma, acho que está uma boa foto.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Coçamos as costas um ao outro

O mais interessante no processo Apito Dourado, a meu ver, não é todo o rol de corrupção que faz parecer meninos de coro os mafiosos da série "O polvo, mas sim o facto de eu crer, piamente de que há arguidos que acreditavam, piamente, que não estavam a cometer qualquer crime. Falo daqueles pessoas que simplesmente pediram, por amizade, um favorzinho ou uma cunha para o seu clube ou um árbitro amigo. Porque Portugal funciona assim: por favores e cunhas. Eu faço-te um, cobro-te para a semana; e a cunha é a forma mais indicada para arranjar emprego em Portugal. Aqui há tempos, um tio meu emprestado disse-me que conhecia alguém na DREC e podia interceder por mim junto dessa pessoa, a ver se ela dava um jeitinho nas colocações dos professores. Eu disse-lhe que não e ele ficou muito ofendido. Eu pensei para mim que ele nem se apercebeu do que estava a fazer. É natural, faz parte do modo de viver português: o pequeno feudo de ligações, acima de tudo o mais que há de geral e legal em Portugal. No fundo, no fundo, nós gostamos de viver em Portugais separados uns dos outros, cada um com as suas leis e regras.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Duetos improváveis I

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Aborto II

Ainda a propósito do assunto aborto, o lado de não espalha cartazes interligando finamente o aumento de impostos ao sim ao aborto. Espantado com a civilidade desta vertente da campanha, acusando os que estão do lado do sim de despesistas e apelando para o primário instinto de sobrevivência de cada um de nós, noto que este chico-espertismo é afinal o reflexo do que referi no post anterior: a educação é, d efacto, tudo.

Ok, esse é um

Recebo, pela enésima vez, o clássico e-mail contra o aborto que descreve como génios e malta importante da categoria de Beethoven e F.D. Roosevelt nasceram com deficiências e um bébé perfeitamente saudável acabou por se chamar Adolf Hitler, divertindo-se à grande na Europa das décadas de 30 e 40. Beethoven conseguiu ser um grande músico, apesar da surdez; Roosevelt um grande presidente, apesar da poliomielite; e apesar da malvadez, Hitler até era um orador talentoso, por isso reconheçamos talento ás crianças saudáveis também. Agora... Gahdi também nasceu saudável, certo? E se quisermos escolher alguém do coração dos moralistas e católicos, também Joao Paulo II.
E porque é que no e-mail não falam das outras crianças surdas ou que nascem com poliomielite que levam vidas miseráveis. Porque é que não referem que Beethoven e Roosvelt nasceram no sieo de duas das mais poderosas famílias dos respectivos países? Se calhar, porque aí começaríamos a discutir a interrupção voluntária da gravidez sem moralismos ou falta deles. Na minha opinião, o ponto principal de toda esta discussão é o da educação, algo com que a sociedade em geral não está muito preocupada. Liberalizar não significa obrigar, mas tendo em conta a forma como se vê uma gravidez indesejada hoje em dia, quer seja pelo homem ou pela mulher, é quase como se fosse. Por isso, esqueçam lá os delírios feministas e as fantasias ulta-moralistas: já que se tem de discutir este tema (e quem tem dois dedos de testa que este até é daqueles assuntos sem grande urgência para discutir no estado actual do país), ao menos que se faça a sério e fora dos manicómios. Fica a sugestão

domingo, janeiro 07, 2007

Creeps

Eis o videoclip mais assustador que vi nos últimos tempos. Não consigo explicar porquê. A música chama-se "Dirge" e é dos Death in Vegas.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Mau presságio


Este ano de 2007 começou com duas grandes desilusões no que ao cinema diz respeito, por razões diferentes. Eram duas fitas, uma vista no cinema e outra em casa, que aguardava com ansiosamente pelo seu visionamento. Não sei se isto se deve às minhas próprias expectativas, mas o certo é que ambos os filmes me deixarm um sabor amargo.
A primeira foi "The prestige". Este tinha um pedigree do camandro, com Christopher Nolan (o sr. "Memento" e "Batman begins" ao leme) e um elenco com gente do calibre de Huck Jackman, Christian Bale, Scarlett Johansson e Michael Caine, numa história passada no mundo da magia e da ciência dos finais do século XIX. Nolan quer construir o sue projecto como se de um truque de magia se tratasse, com 3 actos, em gradação de surpresa, sendo que o último, chamado precisamente Prestige, era o que nos devia deixar pregados à cadeira. Ora, não é o que acontece. Ou sou eu que já vi muitos filmes, ou então ele fracassou no seu intento, pois os dois pormenores necessários para haver surpresa no final descobri-os a meio do filme. Não os vou aqui revelar, mas basta ter dois dedos de testa e ter os olhos bem abertos. O que é pena, pois o filme tem duas excelentes interpretações (Bale e Jackman) e é um conto moral sobre o que acontece quando nos deixamos levar pela obsessão e pelo desjeo de vingança. Acaba por ser uma semi-desilusão, pois se o filme é bom, porque o é, poderia ser uma fitaça daquelas, se Nolan não se tivesse deixado levar pela tentação de ser Luís de Matos por uma vez. Nem todos os cineastas podem ser mágicos...



Ainda mais desiludido fiquei eu com "Hard candy", um filme do qual esperava bastante. Gosto bastante de filmes baseados em diálogo e confrontos de personagens, e este parecia ser mesmo uma peça de teatro filmada, centrada em dois actores (Patrick Wilson e a espantosa Ellen Page), com um tema polémico a apimentar a coisa: a pedofilia. No final, devo dizer que foi hora e meia desperdiçada: o argumento é muito menos ambíguo do que se anunciava (para quem não sabe, a personagem de Page prendia e de Wilson e tentava obrigá-lo a confessar ser pedófilo) e 90% do filme têm um sentido de vilã/vítima que torna o filme imensamente chato. Os personagens não são bem desenvolvidos, as suas motivações raramente explicadas e o duelo verbal entre duas excelentes interpretações (que foi o que me levou a ver o filme mesmo após me sentir defraudado à primeira meia hora) acaba por sair fraco devido à falta de consistência dramática. este filme acabou por ter mais louvores do que devia, porque a) é um filme independente, b) não acaba bem, c)parece visualmente muito modernaço e d)subverte temas estabeleciso, neste caso a pedofilia. Não só o filme não tem grande interesse, como tenta ser cool à força. Isso nunca é bom.
E tudo isto me deixa apreensivo em relação a "Babel", filme que espero ansiosamente há muito. Medo...

Amostra grátis

Aqui há umas semanas, coloquei neste blog, em rigoroso exclusivo, a abertura do primeiro epiódio de uma série de televisão que vou tentar impingir a alguém, a ver se a ficção nacional deste país não é só novelas, séries históricas do Moita Flores e cães polícias. Hoje, com o episódio +raticamente terminado, deixou uma peça de diálogo para os interessados. Enjoy!

ANDREIA
- Gosta de escrever?

DAVID
- Distrai-me.

ANDREIA
- Escreve sobre o quê?

DAVID
- Coisas que não existem.

ANDREIA
- Fenómenos paranormais?

DAVID
- Não, raparigas decentes, empregos de sonho e um ponta-de-lança matador no Benfica.

MARGARIDA
- Se não acredita em raparigas decentes, porque é que escolheu vir connosco, em vez de com o Luís e o João?


DAVID
- Porque ao contrário do que o meu caderno possa dar a entender, ainda gosto de raparigas.

ANDREIA
- O sentido de humor não é uma das qualidades mais evidentes da Margarida. Olá, eu sou a Andreia. E tu?

DAVID
- David Mendes. Prazer em conhecer-te.

ANDREIA
- Vês, Margarida? É assim que as pessoas simpáticas se comportam.

(David sorri)

ANDREIA
- Qual a piada?

DAVID
- Não é normal dizerem que sou simpático.

ANDREIA
- Isso é porque as pessoas gostam mais de apontar o pior que o melhor.

DAVID
- É uma tendência… Também chegou ontem à Oroboros?

ANDREIA
- Não, estou cá há dois meses, mas noutro departamento. Só há uma semana é que fui integrada no NLDR.

DAVID
- Qual é a sua especialidade?

ANDREIA
- Informática. Já trabalhei na Dependable Systems.

DAVID
- Bem, para lá estar, deve ser mesmo boa.

ANDREIA
- Desenrasco-me, obrigado. E você?

DAVID
- Bem, vai parecer ridículo, mas aparentemente eu sou o historiador do departamento.


ANDREIA
- História? É interessante.

DAVID
- Sim, mas aparentemente inútil, comparado com informática e as vossas outras especialidades.

ANDREIA
- Esta era a tua deixa para falar, Margarida…

(Ela olha pelo espelho interior para David)

MARGARIDA
- Bio-Medicina. É a minha área

ANDREIA
- E também trabalhou dois anos na Interpol. Isso ela não diz, mas não é por modéstia…

MARGARIDA (interrompendo)
- Li os seus trabalhos, David.

DAVID
- Leu?

MARGARIDA
- Sim, pedi-os ao Cris, quando soube que haveria a hipótese de surgir um novo membro no NLDR. São bastante interessantes.

DAVID
- Obrigado. Acho eu.

MARGARIDA
- A Andreia tem um espírito aberto, como você. Acho que ela ia gostar deles.

ANDREIA
- A Margarida é algo céptica, caso não tenha reparado…

DAVID
- Deu para notar… Os meus professores também são e gostaram.

MARGARIDA
- Eu também adoro literatura de ficção… Isso não quer dizer que acredite nela.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Viva a música!

Faço zapping e passo pela MTV, onde um dístico no canto esquerdo do ecrã anuncia que esta é a semana da música no canal. É sempre bom ter uma pausa das outras semanas de programas de culinária.

sábado, dezembro 30, 2006

Votos?

Percorro alguns blogs e em todos, os subscritores desejam um Feliz Ano Novo, Boas festas, Boas entradas and so on, and so on...
Assumindo o meu papel habitual enquanto escritor neste blog, o de cínico, digo-vois simplesmente: até segunda-feira. Sim, é 2007, mas... e então?

P.S: Será que alguém desejou um Feliz Ano Novo a Saddam Hussein?

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Previsão

Não se preocupem, daqui a uns anos, ele entrará pelas nossas casas adentro em estado líquido.

http://publico.clix.pt/shownews.asp?id=1281051&idCanal=35

quarta-feira, dezembro 27, 2006

O exemplo


A UE, num relatório publicado hoje, refere Portugal como um exemplo a não seguir no que toca a políticas económicas após a entrada na organização, para os países recém-chegados em 2004 e aqueles que se estão a propôr à adesão. Isto faz de nós o bado boy da turma ou o aluno idiota chapado com quem todos os meninos gozam? Difícil, difícil...

terça-feira, dezembro 26, 2006

TV: o melhor do que se vê - 2006

E em final de ano, há sempre esta coisa dos balanços. Como se o términus de 2006 fosse marcar realmente uma diferença abismal em relação ao que se passará em 2007. Não é verdade. Isto contiua sempre na mesma, salvo uma ou outra desfibrilhação ou um ou outro coma.
No entanto, é sempre bom deixar registado aquilo que de melhor se viu ou ouviu. Deixando a parte do ouvir para aqueles que realmente cobrem as bases todas (J.P, é esperada a tua colaboração no blog), açambarco a do ver. Vou adiar o cinema para outra altura desta semana, pois ainda necessito de ver duas fitas para organizar definitivamente o meu top, e avanço para a televisão, esse território dementemente criativo onde me perco e no qual escolher os melhores é tarefa difícil. Mas se fosse fácil, era como aceitar um país no zénite da bancarrota: não teria piada. Vamos a isto, e vai ser como em cerimónias de prémios e tudo!

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Michael Emerson (Henry Gale/Ben, Lost)
Josh Holloway (James Ford "Saywer", Lost)
Robert Sean Leonard (Dr. James Wilson, House)
John Scurti (Kenny Shea, Rescue me)
Alec Baldwin (Jack Donaghue, 30 rock)
Clarke Peters (Dt. Lester Freamon, The wire)
Masi Oka (Hiro Nakamura, Heroes)
Gregory Itzin (Presidente Logan, 24)

Vencedor: Uma escolha difícil e mesmo deixando alguns de fora, há que destacar o trabalho de Michael Emerson, como Benry, o (aparentemente) líder dos The others em Lost. desde que entrou na série, foi construindo um personagem admiravelmente ambíguo, num trabalho digno dos melhores actores de composição. Na verdade, o melhor trabalho de olhar na televisão actual.



Menção honrosa: Gregory Itzin (Vejam a 5ª temporada de 24, mesmo vocês que odeiam a série e apreciem Shakespeare no século XXI.

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Jean Smart (Martha Logan, 24)
Mary-Lynn Raskjub (Chloe O'Brien, 24)
Elizabeth Mitchell (Juliet, Lost)
Sonja Sohn (Lt. Shakima Greggs, The wire)
Ali Larter (Niki Sanders, Heroes)
Callie Thorne (Sheila Keefe, Rescue me)

Vencedora: Noutra luta renhida, é impossível não destacar a espantosa Jean Smart na 5ª temporada de 24, como uma primeira-dama dos EUA com uma trip mental que parece saída do Kafka, onde demora algum tempo até saber em que realidade está a pôr os pés. Para mais, o seu confronto como o marido ao logno de toda a season é superlativa por si só, numa relação de amor/ódio absolutamente bizarra, mas nunca descabida.



MELHOR ACTOR

Denis Leary (Tommy Gavin, Rescue me)
Kiefer Sutherland (Jack Bauer, 24)
Hugh Laurie (Gregory House, House)
Matthew Fox (Jack Shepard, Lost)
Dominic West (James "Jimmy" McNulty, The wire)
Michael C. Hall (Dexter Morgan, Dexter)
James Gandolfini (Anthony Soprano, The Sopranos)

Vencedor: Num empate, pois o meu coração balança, Hugh Laurie e, em nota de destaque para publicidade à série, Denis Leary. Sobre o primeiro, vejam a votação do ano passado, basta dizer que elevou a fasquia e continua, bem, superior a si mesmo; Denis Leary, apesar do seu passado de stand-up comedy, consegue encaranar um personagem tão curtido pelas desgraças de vida que só não saímos verdadeiramente deprimidos de cada episódio, porque Leary exala humor na sua interpretação. A tragédia como uma comédia. Brilhante.





MELHOR ACTRIZ

Evangeline Lilly (Kate Austin, Lost)
Tina Fey (Lizzie Lemmon, 30 Rock)
Edie Falco (Carmela Soprano, The Sopranos)
Mary-Louise Parker (Nancy Botwin, Weeds)
Helen Mirren (Jane Tennison, Prime Suspect: Final act)

Vencedora: Helen Mirren. Que espantosa actriz, num personagem feminino feito á sua medida: uma mulher dura e biatch na Scotland Yard inglesa. Façam o favor de ver e de abrir alas para o Oscar por The Queen.



MELHOR SÉRIE

LOST
RESCUE ME
THE WIRE
HEROES
24


Vencedora: Qualquer uma delas seria uma boa hipótese, mas Lost que me perdoe este ano: The wire vence através da sua segunda temporada. A melhor série de televisão desconhecida de que me lembro.

domingo, dezembro 24, 2006

Divertido

Ouvir a minha mãe a usar a palavra "fixe" a torto e a direito, como se a tivesse utilizado a vida toda. À centésima vez, ainda tem piada.

sábado, dezembro 23, 2006

Zé, Zé, Zé...


José Figueiras a apresentar o programa de Natal da SIC, transmitido em directo da prisão de Custóias. Eis que se vira para a audiência, composta por presos, e diz com um sorriso: "Ainda bem que estão todos aqui hoje!".
E sem usar yodlling!

Tocar de carago!

Eu nem vou escrever mais. Mas gostava de saber tocar guitarra assim. Era a minha prenda de Natal.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

A bela da prenda

Para os homens, rapazes, miúdos e afins que andam com dúvidas sobre o que dar às namoradas no Natal, este blog deixa uma sugestão, num vídeo instrutivo e educacional.



P.S: Recebi queixas de que deixei este blog por alimentar durante tempo a mais. Tirei umas férias dos posts. Não se queixem, vós também haveis tirado férias dos comments! :) Quase todos, quero dizer.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Coisas que nunca ouviremos no futebol português

Seguindo a deixa de outro blog, o http://fute-blogues.blogspot.com/, continuo a piada. Se quiserem, usem a secção de commnents para seguirem. Não sei se já vos disse, mas podem utilizá-la.

"Com Paulo Bento em terceiro e professor Neca em segundo, Manuel Machado foi eleito o treinado com mais sex-appeal da Super Liga."

"Nuno Gomes uma vez mais a evidenciar o seu faro matador de golo"

"Pinto da Costa admitiu que a lesão de Quaresma por parte do jogador do Benfica se deveu puramente a coisas do futebol"

"Mantorras não parou de correr durante os 90 minutos"

"Perante a evidência da falta, Ricardo Rocha não protesta."

"Há já quem compare o futebol de Jaime Pacheco ao de Cruyff"

"Uma das razões para o sucesso do clube sadino é a sua estabilidade administrativa"

"Mais uma da série impressionante de contratações acertadas que o Benfica tem feito"

"E Carlos Paredes a ganhar incrivelmente aquela bola em sprint."

"Como Jorge Jesus é eloquente!"

"Novamente, o Municipal de Leiria esgotou para ver a sua equipa jogar."

"Moretto é candidato a melhor guarda-redes da Europa, segundo o jornal "A Bola"."

"José Mota aparece na conferência de imprensa sem boné."

Estava na hora.


Ennio Morricone vai receber um Óscar este ano, apesar de honorário. Scorsese, não é querer levantar falsas esperanças, mas parece que pode ser desta...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Revolucion

Em apontamento rápido, uma piada contada por um cubano (que, curiosamente, ainda não foi convidado a visitar uma das salas de interrogatórios da polícia do seu país): Numa aula do ensino primário, a professora mostra uma foto de George W. Bush aos seus alunos e pergunta:
- Alguem me sabe dizer quem é este homem?
Onstala-se o silêncio: nenhuma das crianças parece saber responder à pergunta. A professora decide dar uma pista:
- Vá, meninos, este é o homem que faz com que haja fome e miséria no nosso grande país...
Responde então o Pepito:
- Ah, professora, já poda ter dito. É que sem as barbas, nem o consigo reconhecer...

terça-feira, dezembro 12, 2006

Noddy - Lord of the darkness

Para quem pensa que as bandas de metal não têm sentido de humor, aqui fica um hit instantâneo dos Moonspell. Simplesmente qualquer coisa.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Daqui lavo as minhas mãos

Estava para nem comentar aqui a morte de Pinochet. Normalmente, dou a minha opinião sobre vários assuntos, mas para isso é necessário que haja um outro lado com uma opinião diferente e válida. Achei que este, vá lá, não seria o caso: qual será o contrário de ditador sanguinário? Por outro lado, a piada do assunto foi feita pelos Gato Fedorento ("Pinochet internado devido a enfarte. É curioso como isto pode acontecer com um homem que não tem coração"). Mas li este artigo no Público online, e não gosto de hipocrisia. Passado esse esgar bílico, ler isto até tem a sua piada, para quem sabe da história.

A Casa Branca lembrou hoje a ditadura de Augusto Pinochet como um dos “períodos mais difíceis” da história do Chile, lamentando as vítimas do regime do general chileno.

“A ditadura de Augusto Pinochet no Chile representou um dos períodos mais difíceis da história da nação”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto, horas depois do anúncio da morte do antigo ditador, aos 91 anos.

“Os nossos pensamentos estão com as vítimas do seu regime e as suas famílias. Elogiamos o povo do Chile por ter construído uma sociedade baseada na liberdade, lei e respeito pelos direitos humanos”, acrescentou o representante da Administração de George W. Bush.

Pinochet morreu esta tarde no hospital militar onde se encontrava hospitalizado após ter sofrido um enfarte do miocárdio, agravado por complicações pulmonares e problemas cardiovasculares causados por hipertensão e diabetes. Tinha 91 anos.

sábado, dezembro 09, 2006

Trip down memory lane 2


Ontem, voltei a reviver emoções. Num zapping fortuitio, apanhei na RTP Memória o melhor jogo de futebol que alguma vez vi. Aqueles com memória verdinha pensarão que a história do futebol português, em termos de emoção, se resume a jogos de Portugal-Inglaterra resolvidos em penaltis, mas antes disso, também há adrenalina e quase choro com fartura. A época de 1993/1994 é de particular importãncia para a construção da minha identidade desportiva (e sim, mulheres e odiadores do futebol, batam-me por referir que há uma identidade desportiva), pois 2 das melhors partidas da minha memória deram-se nessa altura: um Roménia-Argentina, no Mundial de 94, que acabou 3-2 a favor dos romenos (numa equipa onde pontuavam génios como Hagi, Raducioiu e Lupescu) e a partida pela qual comecei a escrever neste post: Bayer Leverkusen-Benfica, quartos de final da Taça das Taças (uma campanha onde o Benfica chegaria às meias-finais, onde perderia com o Parma, numa escandalosa roubalheira em Itália). Foi um jogo mítico, que acabou com um 4-4, sendo que 7 golos foram marcados na segunda parte, numa hora e meia de futebol de ataque a contra-ataque para ambos os lados, impróprio para cardíacos e precoces. Acho que foi este jogo que me fez, primeiro, gostar de futebol, e segundo, fez-me saber que há valores sagrados e intocáveis pelos quais uma devo reger; que há uma entidade superior a todos nós, na qual devemos acreditar, por muito difícil que seja, porque essa crença é algo de estruturante na nossa personalidade, e essa fé pode fazer-nos conseguir coisas impossíveis. Estou a falar claro na minha conversão ao Sport Lisboa e Benfica. Fica aqui o 11 dessa gesta heróica, dessa epopeia, onde os alemães, esses teutónicos louros, vergaram perante a força dos lusos viriatos.

Neno; Abel Xavier; William; Hélder; Schwarz; Kulkov; Rui Costa; Isaías; Vítor Paneira; João Pinto; Yuran

Saber é poder?


Sei o que é o tratado de Westfália. Sei quem ganhou o Óscar de Melhor filme em 1971. Sei quem pintou "A caçada nocturna". O nome Humboldt é-me imediatamente familiar. Sei dizer quem era a equipa inicial do Benfica na maior parte dos jogos da Taça Uefa da época 1993/1994. Sei quem ofi o 12º rei de Portugal. Já li a maior parte dos livros de Eça de Queirós. Já ouvi quase todas as 9 sinfonias de Beethoven. Sei quem são Himmel, Speer e Bormann. Consigo explicar e compreender e teoria da relatividade.
E no entanto, não sei como arranjar uma rapariga, o que parece algo de óbvio, não? Sinto que quando as correntes de ADN de cada um estavam a ser tecidas, as minhas ficaram com as sobras.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Voltando atrás...


Nos idos de 2004, falei aqui de um pianista italiano chamado Ludovico Einaudi, a propósito da descoberta que foi, para mim, o álbum "Una mattina". Pois bem, em 2006, Einaudi está de volta com nova empreitada. Tendo actuado há uma semana no nosso país, em Aveiro (J.P, é a tua deixa!), lançou também, no final deste ano, "Divenire", o sucessor da já citada obra. Enquanto que "Una mattina" é um disco puramente minimalista, só com piano e um violoncelo ocasional, em "Divenire", Einaudi utiliza uma orquestra e um pouco de música electrónica para vaguear por entre os espaços vazios que as suas composições para piano deixam, elevando-se assim para outro patamar, e fazendo com que a sua música realmente nos atinja em cheio. Não faltam as composções pop de Einaudi (um dos únicos clássicos que se atreve a cometer tamanha heresia no mundo actual) e o seu tom intimista que nos obriga a ouvir e a, lentamente, a assimilar o que ele diz com teclas e notas de música.
Quem quiser saber mais, pode ir a www.ludovicoeinaudi.com.

terça-feira, dezembro 05, 2006

5 House quotes


E numa pequena lembrança de que a edição portuguesa de "House", na sua primeira série, será provavelmente a maior vegronha no que toca à tradução e legendagem nas edições DVD nacionais, aqui ficam algumas frases de "House" na sua linguagem mais pura e verdadeira: inglês.

Boy's Mother: I worry about children taking such strong medicine so frequently.
Dr. House: Your doctor was probably concerned about the strength of the medicine too. She probably weighed that danger against the danger of not breathing. Oxygen is so important during those prepubescent years, don't you think?


Dr. House: No, there is not a thin line between love and hate. There is, in fact, a Great Wall of China with armed sentries posted every twenty feet between love and hate.

Medical student: You're reading a comic book.
Dr. House: And you're calling attention to your bosom by wearing a low-cut top.
[Medical student stares at him]
Dr. House: Oh, I'm sorry, I thought we were having a state-the-obvious contest. I'm competitive by nature.


Dr. Cuddy: I need you to wear your lab coat.
Dr. House: I need two days of outrageous sex with someone obscenely younger than you. Like half your age.


Dr. House: You're a black kid from the ghetto who made it to Yale Law and the United States Senate. That's a sufficiently mythical story, you don't need to lie about your tongue.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A outra luta livre


A chegada do Smackdown ao nosso país para duas noites de pancada de meia-noite e distribuição de bananos tem levantado curiosidade entre as pessoas normais e delírios homo-eróticos entre fãs. A presença de montanhas de músculos que, por um acaso da natureza, também pensam e falam, é comentada e referida pelos jornais como um grande evento, a que o local em que se desenrolará, o pavilhão Atlântico, não será alheio. O que é desconhecido, mas não do blog I´m a complex guy, sweetheart, é que todas as semanas, clandestinamente nas grutas da serra da Gardunha um show de esgadanhada bofetada de criar bicho nos mais resistentes.
Quem são os participantes? Vários e de diferentes quadrantes, mas todos eles com problemas entre si para resolver. Na verdade, também estes, como os de Smackdown e Raw, usam nomes falsos para ocultar a sua verdadeira identidade. Neste "Fight club" sem regras, não existem Rey Mysterio, Undertaker, Batista e John Cena, mas sim personalidades que hoje serão expostas perante o mundo neste blog. Orgulhamos-nos de revelar, por fim, os participantes e lutas desta semana do "Parte-costados".

Concurso Luta Tripla:

Sinistra da Educação (Ministra da Educaão vs Tó Cajó (Aluno de uma secundária da Damaia) vs Encostado (Professor do último escalão)

Luta de pares

Portuguese Clooney (José Sócrates) e Infalível de Boliqueime (Cavaco Silva) vs Poeta Pateta (Manuel Alegre) e Mini de Laranja (Marques Mendes)

Portuguese Clooney (José Sócrates) e Infalível de Boliqueime (Cavaco Silva) vs Beto João Lambão (Albeto João Jardim), em versão dupla: o labrego e o demagogo

Fruteiro (Petit) e Jaime do Açaime (Jaime Pacheco) vs Amnistia Internacional (a ser realizado no palco Haia)

Disputa do prémio Al Capone

O Luxembourgais (José Veiga) contra o Vale Tudo (Jão Vale e Azevedo)

Taça Um contra todos

Senhor procurador (Fernando Pinto Monteiro) vs Escândalo Casa Pia, Processo Apito Dourado, Processo Saco Azul (e a lista continua)

Taça Intercontinental

Proletário Vermelho (Jerónimo de Sousa) vs Modernidade

Todos contra todos

Bancada parlamentar do PP

Campeão Parte-costados


Messias da Direita (Sá Carneiro) vs Equipa Laranja (vários políticos que, no futuro próximo, tentarão usar os novos desenvolvimentos do caso Camarate em seu proveito politicamente: prevê-se um showdown até à última gota de sangue)

Séries de que não se fala: "Rescue me"


A partir do 11 de Setembro, a figura do bombeiro ganhou contornos quase religiosos no tecido mítico norte-americano: a imagem desses homens abengados, duros, e no entanto capazes de chorar, a entrar destemidamente nas Torres Gémeas para salvar as vítimas, e a fugir da torrente de entulho decorrente da queda dos edifícios, cristalizaram-se na mente dos norte-americanos. Nasce um novo culto em redor dos "heróis": existe muito isso nos EUA; e se os soldados são os heróis da nação, protótipos de guerreitos que combatem lá fora e pelo país, os bombeiros e os polícias são aqueles que defendem o interior, as cidades, as aldeias. Há, talvez, uma ligação sentimental mais óbvia e imediata. Por isso, estava claro de adivinhar que de alguma maneira os bombeiros (pois os polícias já têm o seu próprio espaço) chegariam à televisão, tentando capitalizar a simpatia. "Rescue me" foi essa tentativa, que fracassou terrivelmente na obtenção de grandes audiências. Parte das razões que explicam esse fracasso tem a ver com a forma como retrata precisamente as figuras de anjo, mas fardadas.

"Rescue me" parte de Tommy Gavin, um bombeiro num quartel em Nova Iorque, atingido pelo 11 de Setembro com a morte de 4 dos seus elementos, incluindo o melhor amigo, e primo, de Tommy. No momento em que a série arranca, Tommy está a passar por uma fase pré-divórcio da sua mulher, Janet, com os 3 filhos a serem apanhados no meio. Para piorar tudo, Janet vive na casa em frente da sua. No quartel, a pequena equipa de Tommy, constituída por mais 6 elementos, fucniona como uma família coesa, mas todos têm pequenas particularidades: Franco é o womanizer, engatatão, que gosta de viver o momento; Garrity não deve particularmente à sua inteligência; Lou é um bombeiro que traduziu o seu sofrimento para poemas, embora não deixe ninguém saber; MIke "Probie" é o novato e está sempre sujeito à gozação dos restantes elementos; e Riley, o chefe, é um homem com padrões morais muito restritos, principalmente no que toca à homossexualidade. E embora o trabalho dos bombeiros esteja sempre em foco, são os problemas pessoais de cada um destes diversos homens que fazem avançar a série e que lhe dão a sua importância.

A série é imensamente real, quer na forma como é filmada (quase sempre de câmara em ombro), como também na própria relação entre os personagens, destacando-se o male-bouding entre os bombeiros: há espaço, num episódio, para um concurso de apuramento da maior pila do quartel, enquanto que noutro, Garrity e Franco, num encontro duplo de gémeas, tentam trocar um com outro sem que elas se apercebam. Tommy Gavin, esse, é um personagem absolutamente real e o herói anti-herói: sabota as tentativas da mulher em recomeçar a vida, é um alcoólico não assumido, está sempre mal-disposto e para piorar as coisas, começa a ver o fantasma do primo morto no 11 de Setembro, e pouco tempo depois, os das pessoas que não consegue salvar, o que contribui para que passe uma primeira temporada bastante stressada.

"Rescue me" não foge ao descaramento: Tommy Gavin está sempre a invocar o 11 de Setembro para fugir a multas e para desculpar o seu comportamento, afastando uma imagem limpa dos bombeiros e do próprio evento; e se os bombeiros, como indivíduos e instituição, são vistos com olhar crítico, o seu trabalho, afinal, é mostrado pela série como aquilo que os redime e que torna as suas acidentadas vidas pessoais em algo de significativo. Como Tommy Gavin, Dennis Leary, comediante habitual, mostra um personagem tão curtido e atropelado pela vida que chega a meter dó. Aliás, não me lembro de ver uma série que coloca aos seus personagens tantas desgraças. Não vou aqui revelá-las, correndo o risco de estragar, mas acreditem quando vos digo: são socos no estômago, uns atrás dos outros, e todos doem. Algo que, na televisão, consiga mostrar isto e soar a vida real, é em si um grande feito. "Rescue me" consegue-o. É uma série de grande categoria. Façam o favor de a ver.

sábado, dezembro 02, 2006

Mas onde é que anda esse gajo?


Aqui há uns tempos, alguém se queixava, num comment, da ausência forçada do senhor do negrume que habitualmente aqui dissecava pormenores irritantes da vida e episódios auto-biográficos grotescamente aumentados no seu negrume. Tenho a informar que esse senhor, que eu também conheço e que com o tempo aprendi a abraçar e a amar como um dos meus, ainda por aqui está. O grave probelma é que acometeu-se de uma razoável dose de compreensão para com os outros. Não todos, é certo; mas metamorfoses levam tempo. Para além disso, arranjou um base de amigos fixa, com quem fala sem se sentir, como é que dizia Sócrates, um traste. Acho que este é o termo filosófico mais correcto.
Portanto, o senhor poderá voltar a escrevinhar por aqui. É bem possível, visto que aparentemente, ele está sempre deslocado do mundo e a maneira como vê as minudências do quotidiano e de tudo em volta causa sempre estrilho.
Ah, e continua a ver House. Parecendo que não, ajuda ao ácido.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Justiça?


Um dos maiores mistérios pós-25 de Abril está, finalmente,a encontrar um caminho para a resolução. Falo de Camarate e da morte de Sá Carneiro, Amaro da Costa e restantes tripulantes do Cessna que se despenhou, em 1980, no famoso baiiro lisboeta. José Esteves, antigo segurança contratado pelo CDS, confessou que é ele o autor da bomba (o que acaba, de vez, com a teoria de acidente) que fez cair o avião, e que tudo não passaria de uma manobra para assustar um candidato presidencial, Soares Carneiro. Segundo Esteves, a bomba não estava programada para matar e alguém certamente lhe mexeu. Detesto ser desmancha-prazeres, mas perante as provas... Argumenta também que não são as armas que matam, são os homens. Eu contraponho, para quê fazer as armas então?
O melhor desta história toda, e aquilo que faz com que eu pense que, inevitavelmente, justiça é apenas uma palavra com 7 letras é o facto de que este homem jamais, em tempo algum, em qualquer instância (a não ser, eventualmente, no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, e isso parece improvável) condenado pela co-autoria do crime. Isto porque, apenas e só, o crime já prescreveu , tornando impossível o seu julgamento em Portugal. Acho engraçadamente estúpido que se deixe prescrever um crime político (se bem que, em Portugal, queimar políticos é prática comum) com estes contornos. O inegávle é que, apesar da autoria material, resta saber quem é moralmente responsável. No meio de tanto dossier quente em que qualquer um dos dois principais visados no atentado estavam metidos, a explicação do susto soa fraquinha. Portanto, a ver se, ao menos agora, vão até ao fim.
Deveria haver uma qualquer piada para aligeirar isto, mas quer-se dizer, isto é frustrante, para não dizer pouco: até os reaccionários e semper-odiados americanos poderão ter o prazer de, um qualquer dia, ver alguém ser levado a tribunal pela morte de Kennedy. Em Portugal, os mitos caem sempre desamparados. Somos um país mitómano por natureza; no entanto, paradoxalmente, enxovalhamos o próprios mitos que vamos construindo. A sério, somos um país esquisito à bruta.

terça-feira, novembro 28, 2006

O terror


Hoje em dia, o terro pode chegar-nos de diversas maneiras. Para muitos, a violência causa medo; para outros, as doenças, desilusões amorosas, o fim do mundo e por aí fora. Para mim, conduzir um carro é o último numa lista de temores que me fazem tremer as mãos.
Tive hoje essa experiência pela primeira vez e para alguém com tanta confianaça nele próprio como Kafka, é algo de aterrorizador. Sou por natureza uma pessoa com alguma dificuldade em coordenar movimentos e em concentrar-se e ver os 5 minutos em que hoje conduzi, durante, para aí, 500 metros, foi observar um par de mãos assassinas a estrangular um volante e duas mãos a trocar-se completamente no momento em que se pedia paracarregar nos pedais.
Neste momento, a embraiagem é o meu Lobisomem; o Volante o meu drácula; e a manete das mudanças o meu Donald Rumsfeld. O ponto positivo é que ainda não matei ninguém. E atentem bem no ainda: faltam-me pelo menos mais 19 aulas. Quem é religioso e mora em Coimbra, comece a rezar.

sábado, novembro 25, 2006

Work in progress

Está em construção permanente, e ainda vai ser sujeito a revisão e cortes, mas este é o texto, em voz-off, que abrirá o primeiro episódio da série que estou a criar e que tentarei, até às últimas consequências, transformar em realidade. Um exclusivo deste blog..

“Lendas, em Portugal, sempre as houve; e estas juntas com milagres aparecem à farta nos vários compêndios de mitos e narrativas que por aí podemos encontrar. Desde moiras encantadas, cavernas misteriosas, locais históricos com muito mais do que se pode pensar, até a própria Virgem Maria sobre uma azinheira e mesmo um rei que, talvez imortal, há-de regressar um dia sobre um cavalo numa manhã de nevoeiro. O nosso país foi abençoado pelo dom da imaginação e felizmente não falta colorido à nossa cultura e à nossa História. Daí que, quando se ouviu falar de um sobreiro mágico no Alentejo, toda a gente encarou tal notícia com um sorriso, havendo mesmo quem elogiasse a inventiva mente por detrás de tal enredo.

Em S. Marcos da Serra, localidade alentejana onde toda esta história tem lugar, não se falou de outra coisa durante meses: acidentalmente, a dona de uma pequena propriedade junto à auto-estrada descobrira no seu território um entroncado e torto sobreiro que parecia normal. Mas quando investigado mais de perto, notou-se que possuía um estranho perfume entranhado na sua casca, levemente remanescente do das rosas. Isto começou a atrair curiosos: toda a gente queria ver o prodígio e cheirá-lo ao vivo. Antes de local de curiosidade, era o singelo ponto de encontro de um grupo de populares que ali se reuniam para rezar o terço e por isso não tardou até chegar o primeiro relato místico. Com efeito, um homem, numa dessas sessões de reza, escreveu, em êxtase, algumas linhas que eram atribuídas a Nossa Senhora, em que ela se confessava culpada daquele milagre e pedia que transformassem aquele local num espaço digno e santo. Surgiu ali o grupo de culto do sobreiro de São Marcos da Serra.

Curiosamente, o pároco local não se quis aproveitar da situação: negou a santidade de tudo aquilo, acusou o grupo de brincar com as expectativas das pessoas e aconselhou a população a ignorar o sobreiro. Os factos vieram a comprovar que o velho pároco era muito ingénuo: primeiro, as pessoas da terra converteram-se; depois, chegava gente de toda a parte para rezar naquele sobreiro, beijá-lo, tocá-lo, deixar figuras de santos e da Santíssima Trindade; seguiram-se as sessões de terço semanais, nas tardes de domingo. Quem a visse agora, deparava-se com uma árvore repleta de papéis, rodeada por uma cerca, onde antes estava um anónimo sobreiro, muito descansado. Mandou-se analisar a cortiça e os cientistas explicavam tal odor como a intervenção de um fungo. Quando questionados acerca da possibilidade de tudo aquilo ser um embuste, em que o perfume da árvore era artificial e colocado por alguém, os homens de ciência, do alto do seu pináculo, limitaram-se a retorquir que isso implicaria que teria de haver uma pessoa que despejasse baldes inteiros de fragrância todas as noites, pois em condições naturais, o perfume ter-se-ia evaporado e desaparecido no dia seguinte. A prova que faltava para desmascarar esta teoria veio com a intervenção inesperada de um camionista. Certo dia, estacionado o seu camião à beira da auto-estrada, como bom português, saiu de rompante do veículo, armado com um balde de água e uma toalha. Passou por toda a gente e começou a esfregar o sobreiro com força, bradando:
- Vocês vão ver! Vou tirar esta porcaria toda! Vão ver como é uma patranha!
Mas o certo é que quanto mais ele esfregava, maior era o cheiro no ar e mais poderoso se tornava. Uma vitória para os sempre crentes e uma derrota para os cépticos simples. Porém, a ciência não desarmava e mantinha a explicação do fungo. A eterna luta entre ciência e religião, que é afinal a grande luta dentro das nossas cabeças e da nossa natureza humana, tinha aqui mais um campo de batalha.
Mas a pergunta mantinha-se, apesar de toda a fé: de onde vem essa força?

Best of times, worts of times...

Gostava que me explicassem como é que o melhor e o pior da vida podem ser exactamente a mesma coisa: darmo-nos a abrirmo-nos aos outros. É que... a sério, acho que sou eu que não pertenço a este mundo e que todos os meus conceitos acerca de amizade e relações humanas estão completamente trocados. Afinal, dois grandes amigos não se distinguem pelo facto de conseguirem falarem muito, mas sim de estarem no mesmo espaço e não abrirem as bocas um para o outro; de afinal teres amigos, que o são mesmo, ainda que sejam incapazes de te dirigir a palavra por vontade própria. Não sei, aparentemente eu é que ando confundido; e o pior é que tenho outros amigos, que falam comigo e que me dizem qualquer coisa a combinar um café ou assim, e chego à conclusão que eles devem estar violentamente errados. Mas o que define afinal a proximidade? Esse é um grande mistério. Nunca a apatia em relação ao outro esteve tão bem cotada como qualidade, francamente...

sexta-feira, novembro 24, 2006

Vida, eu e tu, duelo ao sol posto, podes escolher as armas...

Cada vez mais me ocnvenço de que a vida é uma qualquer entidade abstracta que não gosta da minha cara. Só pode mesmo. De repente, tudo se ocmeça a equilibrar, a nível de humor, na minha vida. As coisas não me parecem tão negras, há pessoas que se preocupam comigo, começo a ter uma ideia daquilo que quero fazer e lentamente, a velha inspiração que antes me enchia parece voltar a percorrer-me. E para a semana, pela primeira vez, até vou poder conduzir um carro.
Mas a vida diz que não, que as coisas não se podem endireitar assim. Tem de me dar mais uma marretada. Pensou: "Ai o malandro! Espera aí que vou dar-lhe onde ele menos espera!", e ataca precisamente naquilo que nunca me itnha dado problemas: a minha condição física. Este ano, já fui aberto duas vezes numa mesa de operações, tenho de estar parado até meados de Dezembro por causa de uma delas e desde há 3 semanas que acordei com um qualquer problema dño joelho que não sei de onde vêm. Não corri, não saltei, não torci, não fracturei: como se saído de uma curva kármica, apanhou-me o joelho direito e aqui ando emperrado. Ao menos antes era só o sexo feminino e as relações humanas: agora, nem um simples salto posso mandar.
Quem quer que puxe os cordelinhos, a sério, vamos lá a deixar-nos de mariquices: a nós dois, um mano a mano. Sê adulta, está bem? Se tens algum problema com a minha barba rala e o quanto ela me faz parecer com o Brad Pitt no "Babel", diz-me na cara. Mas pára de moer os meus joelhos, está bem? Parece que é estúpida!

quinta-feira, novembro 23, 2006

Review rápida: "Casino Royale"


Falando sucintamente de "Casino Royale", temos aqui um filme Bond como eu há muito não admirava. O último da saga que me tinha deixado satisfeito fora "Goldeneye", já lá vão 12 anos. Este, no entanto, para enocntrar alguma comparação em importância e em qualidade, terá de recuar a Goldfinger, ou You only live twice. Dentro da galáxia Bond, este é daqueles que pode lutar pelo título de melhor de sempre.
Ajuda, em primeiro, que Daniel Craig encarne bem o novo Bond: se ao início não estava com muita fezada no Blond Bond (como chegou a ser apelidado), ganhei esperança ao ver Craig em "Layer Cake", um filme inglês de gangsters onde este faz o seu treino para homem sedutor, cínico, implacável, de pistola na mão; e desde o quarto de hora inicial que se percebe porque é que Pierce Brosnan foi afastado: a primeira grande sequência de acção do filme ( e desde já, a melhor sequência de acção deste ano até agora, que dificilmente será batida) é feita, claramente, por Craig e inclui tropelias e saltos que não lembram ao diabo e que teriam encostado Brosnan, que mantém sempre um aspecto impecável na mais descabeladas cenas de tiros e explosões. Bond esgadanha-se todo para apanhar um mercenário africano e leva uma grande tareia: sua, sangra e por pouco não fractura alguma coisa. É um Bond mais realista este, mais próximo de Jason Bourne que de Roger Moore.
Para mais, este Bond é mais virilidade e menos estilo. Perde-se o cavalheirismo e a finesse, ganha-se em cinismo e brutalidade. Craig consegue entregar as one-liners habituais de Bond, mas muito mais próximos do veneno de Connery que das paneleirices de MOore (para mim, o pior Bond da série). Aqui, não há Q, nem Monneypenny e mesmo os Vodka Martinis não têm especificações, mas entra-se na intimidade de M, há carros com fartura e um vilão interessante, em Le Chiffre, que chora lágrimas de sangue...
Ah, e relaxem: as Bond Girls continuam aquele poder (eu quero uma Eva Green só pra mim!).
É pena o filme ser demasiado longo, parece estender-se em falsos finais e reviravoltas escusadas. No entanto, há motivos para festejar este regreso às origens de Bond. Voltei a ganhar um certo respeito de qualidade em relação à saga. O Pierce era realmente bom para o papel, mas antes de chamarem Blond Bond a este, vejam-no em acção e repensem depois que gostavam que salvasse o mundo. Eu já fiz a minha escolha...

sábado, novembro 18, 2006

Oscar season

Eles andam aí: Dezembro trará o início da Oscar Season e quem lê este blog está certamente familiarizado com o meu gosto por entrar neste jogo de previsões. Não que atribvua aos Óscares, como prémio, um mérito indiscutível. Se o fizesse, estaria a passar ao lado de muitos e bons filmes e artistas constantemente ignorados, não é? Gosto do que antecede a atribuição dos prémios, desde a coaregm de lançar candidatos improváveis, até ás discussões em torno das nomeações. E a exemplo do ano passado, é isso que vou repetir. POrtanto, vamos lá a fazer uma informação muito rápida, até porque alguns dos filmes que vou referir prometem ser daqueles que têm mesmo de ser vistos

Apesar de ainda não ter estreado, fala-se incessantemente de "Dreamgirls", musical de Bill Condon, o argumentista de "Chicago",l com um elenco maioritariamente negro onde sobressaem Jamie Foxx, Eddie Murphy, Beyoncé Knowles e Jennifer Hudson. Murphy é apontado como nomeável para actor secundário, e Jennifer Hudson é apontado, por muitos, como a provável vencedora de actriz secundária; "The departed" é outro que reúne consenso e que estará lá: apesar da sua violência, foi aclamado pela crítica, é um sucesso de bilheteira e se é que se pode dizer isto, é o regresso de Scorsese a território seguro; "The Queen", de Stepeh Frears, é outro que tal: seco, mas com emoção suficiente para atrair os soft heart da Academia, conta a história daquilo que se passou no coração da família real britânica no seguimento da morte da princesa Diana; Clint Eatwood, o queridinho da Academia, regressa com "Flags of our fathers", mas aparentemente, o filme tem perdido gás; dois indies têm sido falados com insistência: "Babel", o novo de Iñarritu, com um elenco multiétnico e histórias entrecurzadas acerca de como pequenos eventos levam a grandes fracturas, e "Little miss sunshine", pequena pérola melodramática fundida com filme mosaico familiar. Outros possíveis são "United 93", "World trade center", "The pursuit of happyness", "Volver" e "Good german".

sexta-feira, novembro 17, 2006

Estranho fenómeno

Também vos ocorre terem uma lista de numerosos contactos no vosso MSN e só vos apatecer falar, por norma, com um oitavo ou menos desses contactos? Se sim, confessem para não me sentir tão mal...
Tenho 90 amigos neste sistema de comunicação por Internet, mas estranhamente, falo com um número restrito deles. Poderei, ainda assim, chamar-lhes amigos? Às vezes, aceitamos moradas de outros que, de uma maneira ou de outra, apenas nos querem adicionar porque falaram connosco uma vez à noite, ou porque são amigos de um amigo; mas no meu caso, eu conheço todas estas pessoas para lá disso. Algumas, é certo, foram amizades temporárias em acampamentos e assim, mas na maior parte, estão aqui pessoas que vejo todos os dias.
Conhecidos meus têm-me referido semelhante problema, portanto eu não sou o único a sofrer deste mal.
Não deveriam as pessoas que aceitamos nesta lista serem indivíduos com os quais podemos falar à vontade? Não é essa a intenção de existir um MSN? Precisaremos nós de amizades no papel ou passageiras? Eis um assunto a que voltarei, possivelmente, mais tarde.

terça-feira, novembro 14, 2006

Vamos jogar...

... ao "Identifique a celebridade". O vídeo é de "God's gonna cut you down", primeiro single de "A hundred higways", álbum póstumo do Mani in Black himself, Johnny Cash.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Lost in the island 6


E agora só daqui a 3 meses. Até lá, desespero, dor e lágrimas. A terceira temporada ainda vai no adro e já nos querem faezr esperar, com um cliffhanger que tem que se lhe diga. Mas como dizia o estripador, vamos por partes.

1 - Ai, Kate, Kate... - Neste 6º episódio, ficámos finalmente a saber com quem é que Kate casou (já sabíamos deste casamento através daquele jogo "I never..." realizado entre ela e Sawyer na 1ª season): um polícia. Para alguém que fige à lei, não deixa de ser arriscado e talvez mostr5e até que ponto Kate estava disposta a levar uma vida normal, embora, como sabemos, isso não tivesse sido possível. Penso que o momento em que ela sente isso é quando nãp consegue engravidar. E agora perguntamo-nos: será ela infértil? Apenas especulação sem bases a apoiá-la, como quase tudo o que aqui é lançado... Mas lá que ocmbinaria com a especialidade em fertilidade de Juliet, era engraçado. O marido de Kate, interpretado pelo sempre grande Nathan Fillion (AKA capt. Malcolm Reynolds em "Firefly" e "Serenity"), parece ser um gajo daqueles que elas dizem não existir, mas nem assim Kate consegue assentar. Though break, girl! Claro que isto vem dar uma dimensão superlativa ao final do episódio, esta dualidade entre ficar ou partir. Mas já lá vamos ao final. Kate, aliás, acaba por colocar o seu destino na série em risco, ao desafiar a lei da ilha que diz que se és mulher e fazes sexo, o mais provável é levares um balázio: Ana Lucia e Shannon provaram esta teoria, Libby cheirou-a e Colleen, que supomos ter feito um bem bom com Danny, "The butcher", também já foi. No entanto, o que se passou entre Kate e Sawyer, de forma apropriada numa jaula, pareceu mais animal do que de sentimento; e mesmo quando Sawyer lhe perguntou se ela o amava, a única resposta foi um beijo mudo e sem palavras, oq ue poderá indicar que, ao contrário daqueles que advogam que o triângulo amoroso J-K-S está morto, muita água correrá debaixo daquela ponte. Jack, esse, anda caidinho pela fugitiva: a cara que ele faz quando lhe metem Kate à frente, na sua prisão de vidro, nem precisa de palavras. Claro que quando Kate lhe pede que faça a operação, podemos teorizar se ele o faz porque nmão se quer sentir pressionado (e usando logo Kate) ou se percebe que ela nutre sentimentos fortes por Sawyer. Como eu disse, nada disto está acabado.

2 - O funeral: Eko foi a enterrar e Locke abriu os olhos e lá viu a escritura bíblica que o manda olhar para norte. Basicamente, foi para isto que voltámos à malta da praia na sua missão de salvamento. Ah, e para ver Sayid a mostrar que o guerreiro iraquiano não está ali para ser pau mandado. Muito me alegres, Muhammad!

3 - Big Ben: Em toda a história da operação, Jack manteve uma postura muito digna. Claro que se desconfiava que 1), ele fazia a operação e que 2), ele tinha alguma escondida, mas nunca desconfiei que o sue plano fosse este, o de tentar ganhar tempo para Kate e possivelmente Sawyer escaparem. NOvamente, o seu complexo de salvador a manifestar-se duplamente. Juliet poderá ter-se sentido traída por Jack, estando convencida que este ia faezr o sue trabalhinho sujo, e isso pode não ser bom; e não falo de consequências para Jack. Mas já lá vamos... Jack acabou, afinal, por ganha controlo no sítio onde ele é rei e senhor. jack abará, eventualmente, por coser o rim de Ben, mas o seu destino está selado: sacrficar-se para salvar os seus companheiros. Espera-o certamente uma jaula, a casa das correntes é demasiado para tal traidor. nO entanto, o pormenor mais bizarro de toda a sequência foi uma conversa entre Danny e o sue capanga, onde este refere que Jack nem sequer estava na lista de Jacob. Ora bem, quem Jacob? E proque é que este tem também um nome tão bíblico? Se foi ele que elaborou uma lista, isso poderá significar que estará acima de Ben na patente. POerá ser o nosso amigo zarolho do episódio anterior? Ou será o zarolho apenas um pertencente a outro grupo de Others, talvez os originais da Dharma?
Ah, e aquela saída de Jack da sua sala, quem lhe terá aberto a porta? Ben, Juliet, Alex? E porque foi ele dar à sala das televisões (onde se pôde sentir corno manso), com um armário cheio de armas?
E porque é que Ben perguntou por Alex antes de ser operado? Será ela a sua filha adoptiva, e só por isso é que é deixada livremente a fazer asneiras? (HOnestamente, tentar libertar Kate e Sawyer com uma fisga e pedras... Mulheres!)

Previsões: Juliet vai dar um tiro em Ben. Jack vai ser posto numa jaula. Kate e Sawyer descobrirão um barco e regressarão à praia.

Desejos escondidos: Alguém terá de dar uma malha a Charlie. Quero que seja o Desmond, porque ambos são escoceses. Locke obcecará com nova escotilha. Sawyer sovará Danny. Desenvolvimento de personagens é necessário. E , bem, até tenho mais, mas vou geri-los bem.

E até daqui a 3 meses, pessoal!